Notas iniciais
Oiee! Bom, aqui está. O último capítulo de More Than Brothers. Essa é a primeira fic que eu termino, e eu estou sentindo um mistura de saudades e orgulho. Saudade por saber depois disso acabou. Orgulho por conseguir chegar até aqui. Agradeço imensamente a todos que acompanharam e me apoiaram. Amo vocês gente! Bom, não ficou tão bom quanto eu gostaria, mas foi o que pude fazer. Boa leitura!

Pov. Narrador



Miguel entrou no carro com pressa. Sabia que era loucura, mas afinal, qual a graça da vida sem um pouco de loucura? Não fazia ideia do que iria fazer quando encontrasse Lucy. Pedir desculpas? Dizer que, apesar de ser errado, ele a ama? Que sente por ela algo maior do que amor de irmão? Céus, isso soa tão doentio...

Ele estava enlouquecendo. Talvez ele devesse ter sido internado, não Lucy. O que ele estava pensando? Que iria chegar na clínica, a irmã iria perdoa-lo, ele ia tirá-la de lá e eles ficariam juntos e felizes? Até que soa bem... Mas não é assim que funciona! Mas talvez eles pudessem...

Antes que pudesse concluir sua discussão interna, ele avistou a clínica.

" Vamos Miguel, não seja covarde!" ele pensou, saindo do carro.

Ao chegar a recepção, disse a mulher que estava atrás do balcão:

– Vim ver Lucy Zimmer.

– Você é?

– Miguel, irmão dela.

– Desculpe, mas as visitas a senhorita Zimmer não estão permitidas.

Ela acaba de chegar, precisa passar por avaliações antes de mais nada.

Miguel se afastou do balcão e bufou. O que fazer agora? Miguel avistou um segurança e resolver tentar algo. Se aproximou e disse:

–Está interessado em um dinheiro extra?

Pov. Lucy

A que ponto eu cheguei... Eu, Lucy Zimmer, trancada em um hospício. Sozinha, sem esperança ou vontade de sair daqui. E o Miguel lá fora, provavelmente nos braços da tal da Alice, sem sequer se lembrar de mim. Ingrato...

De repente eu escuto a porta se abrir. Eu estou deitada naquela coisa dura que eles chamam de cama, virada para a parede. Sem olhar para trás, eu digo:

– Se vocês vieram aqui fazer mais perguntas, eu já disse tudo que eu tinha pra dizer.

– Na verdade, eu que te devo algumas respostas.

Essa voz... Não, não pode ser! Miguel. Me levanto e olho pra ele com raiva.

– O que você está fazendo? Quem te deixou entrar? Enfermeira!!!!

– Lucy, espera! — ele diz segurando o meu braço.

Fiquei quieta, mas evitei olhar nos seus olhos. Ele me soltou e deu alguns passos para trás. Ele cobriu os olhos com as mãos e suspirou. Pareia desnorteado...

– Lucy, eu... Eu nem sei o que te dizer. Eu paguei um segurança pra que ele me deixasse entrar. Eu sei que você deve me odiar por te trazerem pra cá, mas era o certo a ser feito.

Depois disso eu não aguentei,e acabei explodindo:

– Então é isso? Você veio aqui pra explicar que você não teve escolha, que fez o que precisava ser feito... Pra mim chega Miguel! Eu cansei das suas desculpas! Se é o que você quer, vai lá, fica com a patricinha. Mas não vem me falar que fez o que era certo!

Finalmente olhei em seus lhos. Ele estava... chorando. Certo, agora eu estou realmente confusa.

– Miguel...

– Me escuta Lucy! Eu errei, sei disso. Eu tive tanto medo de te prejudicar que tentei fazer de tudo pra que nada desse errado. Mas agora eu vejo como eu me enganei. Você estava certa, a gente talvez pudesse ficar juntos. Só nós dois. Eu te amo Lucy! E eu vim te tirar daqui!

Eu não respondi, só assenti, e me joguei em cima dele. Ele sussurrava "Me perdoa". Então eu o beijei.

Pov. Alice

Eu estou aqui, sentada na minha cama, lembrando do que aconteceu nos últimos dias. Afinal, será que foi certo o que eu fiz? Não sei se devo me sentir culpada ou orgulhosa... Está na cara que eu fui a única a perceber o que vem acontecendo entre aqueles dois. Depois de alguns minutos refletindo, vejo Pedro entrar no quarto e se sentar ao meu lado.

– Tá tudo bem?

– Tudo. Só tô preocupada se vai continuar assim.

– Se eu fosse você não me preocuparia.

– Ah não?

– Não. Sabe por que? — eu neguei com a cabeça — Porque a gente se ama, enquanto a nós estivermos juntos nada pode dar errado.

Parei para pensar nessas palavras. Não no meu relacionamento com o Pedro, mas no Miguel e na Lucy. Eles se amavam, não? Assim como eu e o Pedro. Ok, claro que não é a mesma coisa. Eles são irmãos, gêmeos ainda por cima, mas se amam como nós. Como um sentimento tão bonito poderia ser errado? Como algo capaz de iluminar a vida de qualquer um poderia deixar de ser certo? O Pedro tem razão. Enquanto houver amor, há esperança.

Levantei os olhos e sorri, lhe dizendo:

– Sabe, você está certo.

– Estou é?

– Está. Agora, mais do que nunca, eu tenho certeza que vai ficar tudo bem. Exatamente como deve ser.

Pov. Narrador

Miguel cumprira sua promessa. Protegera Lucy. Com a ajuda do mesmo segurança que havia permitido que ele entrasse, e claro, mais um pouco de dinheiro, eles conseguiram deixar a clínica. Miguel comprara passagens de avião para uma ilha na América Central, bem longe dali e de qualquer um que eles conhecessem.

Lucy estava radiante. Finalmente teria o irmão somente para si. Miguel estava aliviado. Poderia deixar de se preocupar com o que sentia.

Eles alugaram um pequeno chalé em uma praia distante das cidades, onde poderiam viver em paz. Não era grande, nem luxuoso, mas os fazia feliz. Eles não tiveram mais contato com o pai de ambos. As vezes recebiam um ou outro e-mail de Alice, contando como estavam as coisas. Aparentemente, havia sido começada uma busca pelos dois, na qual foi envolvida a polícia e investigadores particulares. Felizmente, eles haviam desistido após algum tempo.

Eles se sentaram em uma cadeira de balanço na varanda, abraçados apreciando as ondas e o pôr do Sol. Lucy perguntou:

– Você se arrepende? De ter escolhido ficar comigo? De ter que se afastar de tudo e de todos, por minha causa?

Miguel pareceu pensar na questão por um instante. No fim, respondeu:

– Eu não me arrependo de nada que eu tenha feito. Afinal, todas as minhas escolhas me trouxeram até aqui. E eu não poderia estar mais feliz. E você?

Lucy sorriu de canto e se virou para o irmão, dizendo:

– Eu que comecei essa história e acredite, eu não poderia imaginar um final melhor.

Ambos sorriram e se beijaram novamente. Sem Alice, sem Rebeldes, sem psicólogos ou críticas. Só os dois, como sempre deveria ter sido e como seria dali em diante.

Pois quando o amor vem, é assim: não tem parentesco, critica ou proibição que impeça. Ele simplesmente acontece. Afinal, eles foram, são e sempre serão bem mais que irmãos.

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Notas finais
Espero sinceramente que tenham gostado. Vou sentir falta da fic e claro, de vocês! Até a próxima! Beijinhos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!