Notas iniciais
Oiee! Bom, não ficou grande coisa, mas espero que gostem. Se houver algum erro de ortografia, peço desculpas desde já. Boa leitura!

Pov. Carla

Lá estava eu, sentada, desanimada e sem rumo, quando eu recebo uma mensagem. De quem? Miguel. É, eu também fiquei surpresa. Parece que ele encontrou a louca, quer dizer, a irmã dele, carregando a Alice junto com ela. E em vez de ele chamar a polícia, o que ele faz? Manda uma mensagem pra mim, pedindo que eu vá encontrá-lo sozinha, sem autoridades nem nada.

Eu, como não sou boba nem nada, resolvi levar ajuda profissional. Liguei pra uma clínica de reabilitação, também conhecida como sanatório ou hospício, e chamei uma equipe pra buscar a Lucy. Claro, falei com o Jonas antes e ela vai com a gente. Na verdade ele me viu quando eu estava fazendo a ligação, por isso tive que contar. Mas o que importa é que estamos indo resgatar a Alice, dar um jeito na maluca e descobrir o paradeiro dos outros. Agora é torcer pra que dê tudo certo.

Pov. Miguel

Aquela cena doeu em mim. Lucy estava diferente. Parecia cansada, com olheiras e um brilho sádico nos olhos. Aquela não era minha irmã. É por isso que estou aqui: para salvá-la de si mesma.

- Sai daqui Miguel! — gritou ela.

-Eu não saio daqui até você se acalmar e desistir dessa loucura!

- Loucura? Quer dizer que te amar é loucura? Querer te proteger é loucura? Pois se for assim, eu sou louca mesmo.

- Lucy, não fala assim...

De trás do jato surgiu um homem, o piloto, se não me engano. Ela tinha um olhar impaciente, e se aproximou de nós, dizendo:

- Pode ser ou tá difícil?

Não me controlei, e dei um soco na cara dele. Ele revidou, iniciando uma troca de golpes entre nós. Rolamos no chão, o que resultou em um corte no canto da minha boca.

Com muito custo, consegui dominá-lo, dando-lhe um soco que o deixou desacordado. Lucy olhava horrorizada e, ao perceber que eu já tinha tudo sobre controle, tentou fugir. Ela correu em direção ao jato, mas eu a alcançei e a segurei pelos pulsos. O que me surpreendeu foi perceber que ela chorava. Lágrimas rolavam por seu rosto, enquanto seus olhos tranmitiam um misto de raiva e desespero. Ela tentou se soltar, mas percebendo que era inútil, se limitou a fixar seus olhos nos meus, o que apenas aumentou meu sofrimento.

- Por que Lucy? — foi tudo que consegui dizer.

Nesse momento, ouvi uma grande movimentação em torno de nós. Várias pessoas nos rodearam, entre elas a Carla e o dr. Jonas. Haviam muitos enfermeiros, que me afastaram e seguraram minha irmã, que mesmo se afastando mantinha os olhos fixos em mim.

Carla se aproximou, e eu lhe disse:

-Achei que tivesse dito pra você vir sozinha.

-Vai ser melhor assim, Miguel.

-Você não tinha esse direito! -falei perdendo a paciência e correndo até onde minha irmã estava.

Ela não protestava, não esperneava, nem nada do tipo. Ela só olhava para mim, como se sua vida dependesse disso. E no fundo, eu sabia que dependia.

- Eu fiz isso por você Miguel! Por nós! Teria dado certo! — gritou ela desesperada.

Eu suspirei e, com lágrimas nnos olhos, eu respondi:

- Não Lucy. Não teria.

Pov. Alice

Cá estou eu, amarrada e amordaçada, sem esperanças de sair daqui. É parece que dessa vez a maluca da Lucy consguiu mesmo. Espera um pouco... Que barulheira é essa? Parecem carros, e vozes... Finalmente esse pesadelo vai acabar! E eu aqui, já me imaginando sem meus cremes e minhas maquiagens. Dá medo só de pensar!

A porta se abriu, permitindo que a luz entrasse. Carla praticamente pulou em cima de mim, perguntando:

-Você está bem?

Lancei um olhar impaciente para ela, que pareceu compreender e começou a me soltar. Ela explicou:

- Pra sua sorte, o Miguel descobriu aonda você estava e me chamou. Eu avisei o Jonas e uma equipe de enfermeiros, que vieram buscar a Lucy. Ela já deve ter contado aonde estão os outros. A essa hora o Jonas já deve ter chamado seu pai e a polícia.

Ok, vamos por partes: Primeiro: O Miguel ajudar? Essa realmente me pegou de surpresa. Quer dizer, ele é tão igado a irmã, e deveria saber que eu iria contar tudo e acusar a Lucy. E ainda assim me ajudou...

Segundo: Então conseguiram pegar a louca. Só eu que acho que não vai adiantar de muita coisa?

Terceiro: Ótimo, agora além de ter que dar explicações pro meu pai, eu vou ter que me explicar pra polícia.

É, algo me diz que ainda tem muita coisa pra acontecer...

Pov. Narrador

Após prenderem o piloto e esperarem a chegada de Franco e Eva, os policiais entraram em seus carros e, seguidos pelos demais, foram ao endereço dado por Lucy. Eles demoraram para chegar, pois o ocal era muito afastado, literalmente no meio do mato.

A polícia invadiu o local, indo na frente. Lá dentro, encontraram or Rebeldes amarrados, quietos e desanimados, mas que assim que avistaram os recém-chegados ficaram eufóricos.

Eva se jogou em cima da filha, murmurando algo como "Ai bebêêê...".Alice e Carla correram para ajudar os demais, vendo que Eva não sairia de cma de Roberta tão cedo.

Após muitos beijos, perguntas e declarações, Diego olhou para as amigas e perguntou:

- E a Lucy?

Carla e Alice se entreolharam e abaixaram a cabeça. Então eles entenderam: estava acabado.

O que eles não imaginavam era o dilema que se passava na cabeça de outra pessoa ali presente. Miguel só estava ali pois tinha que dar seu depoimento para a polícia, pois sua real vontade era ir para casa, se trancar em seu quarto e chorar tudo que não havia chorado até então.

Recebera uma ligação de seu pai, que já havia sido informado do ocorrido. Ele lhe ofendLucy.eu, reclamou, jogou em sua cara todos os erros que cometera. Talvez seu pai tenha razão. Talvez ele tenha falhado com Lucy. Ele lhe prometera que a protegeria, que estaria ao seu lado. E agora... Ele nem conseguia pensar nisso.

Como poderia viver com essa culpa? O que poderia fazer para se redimir? Tirar a irmã da clínica? Ele não poderia...

Sentiu o olhar de alguém sobre si. Ao levantar a cabeça, seus olhos encontraram os de Alice. Ele lhe olhava com pena, com sofrimento, quase como se pudesse sentir a sua dor. Estaria ele tão mal assim que seu sofrimento fosse perceptível?

A rebelde se afastou dos amigos e foi até seu lado e, sen encará-lo, disse em voz baixa:

- Precisamos conversar.

Notas finais
Confesso que foi difícil escrever esse capítulo. Mas as coisas vão melhorar logo, afinal, a fic já está no fim. Espero que tenham gostado. Beijinhos e até o próximo capítulo!