Notas iniciais
Olar amorinhas ♥ Eu vou deixar para falar com vocês nas notas finais, tudo bem? Vamos querer matar um certo lobo. LET'S GO! Good Reading ^-^

— Fique quieta! — Nico ordenou com a voz firme e séria. Thalia revirou os olhos, torcendo o nariz. — Quem mandou entrar em uma casa pegando fogo e achar que iria sair ilesa? Eu te avisei, eu te disse que…

— “Não era pra eu entrar na casa pra te salvar” — ela o cortou, engrossando a voz propositalmente, logo depois tossindo. — Eu já ouvi.

— E vai ouvir mais vezes! — retrucou, as sobrancelhas arqueadas como quem diz “não foi você que errou? Agora vamos sofrer as consequências”.

Thalia grunhiu quando a flanela banhada a álcool passou por seu corte na testa, desinfetando-o.

— Aí! — reclamou. — Aí! Aí!

— Fique quieta! — novamente pediu, afastando o pano para fitá-la nos olhos.

— Se não fosse eu, você estaria em pedacinhos chamuscados! — a Grace argumentou, um bico formando-se nos lábios e desviando o olhar para o chão.

— E, por meio segundo a mais, você também estaria lá comigo! — repeliu, negando em reprovação.

— Estão discutindo de novo? — Silena murmurou, voltando seu rosto para o vampiro: — Nós salvamos sua vida, Nico. Conforme-se. — Deu de ombros, depois levou o olhar até a garota: — Foi perigoso, Thalia. Conforme-se.

Os dois repreendidos reviraram os olhos em um movimento sincronizado.

— Eu estou conformado, senão estaria morto! — o di Angelo respondeu, abrindo um pequeno sorriso de canto quando seus olhos se encontraram com os de Thalia, que tinha as sobrancelhas juntas (por mais que isso a causasse dor) em uma cara de “sério isso?!”.

Ele levou o pano até a testa da Grace, passando mais uma vez sobre o corte, ouvindo-a reclamar e segurando o impulso de querer enfiá-lo em sua boca. Pelo menos assim não teria que ouvir mais resmungos.

Mesmo passando-se exatas setenta e duas horas desde que a casa dos lobos explodiu por conta de um vazamento de gás, Thalia ainda sentia seus tímpanos sensíveis a qualquer tipo de barulho alto demais. Metade da casa veio abaixo, destruída pelas chamas, no entanto a parte onde Nico estava, para a sorte deles, estava habitável.

Ela se lembrava vagamente de uma luz forte cobrir a floresta, vinda do outro extremo onde deveria ficar o castelo de Hades. Depois, o fogo não existia mais, era apenas cinzas das árvores queimadas e a fumaça.

— Prontinho. — O di Angelo constatou, se levantando.

Thalia soltou um suspiro aliviado, também se erguendo do chão. Eles estavam nos restos mortais da sala da mansão.

— Ei, você! — Silena apontou para Thalia, voltando da parte que era para ser a cozinha, cujo teto havia desmoronado.

As paredes estavam negras da fuligem, mas, como uma matilha unida que eles eram, todos se comprometeram a começar a reformar a casa depois que o fogo cessou.

— Eu? — Thalia questionou, apontando o seu dedo indicador para seu próprio peito.

— Sim! — a Alpha retrucou, com uma das mãos puxou um dos braços da garota, colocando a tigela em sua mão. — Coma, Thalia. Está a quase um dia sem comer.

— Não! — repeliu de imediato e, mesmo segurando a tigela, recuou, procurando um lugar para deixá-la longe de si.

Havia sido treinada para resistência a muitas coisas, dentre elas sobreviver com pequenas quantidades de comida. E ela não tinha chego em seu limite ainda para que precisasse comer, estava se sentindo bem o suficiente para esperar.

— Thalia, por favor! — Silena murmurou cansada.

O lugar entre suas têmporas estava latejando e ela só queria sentar um pouco pra ter um tempo apenas para si. Não dormia desde a explosão, preocupada com o paradeiro que sua matilha tomaria, pois querendo ou não, eles estavam dormindo do lado de fora da casa para que eles pudessem assumir a forma lupina e aquecer os ademais — vulgo Nico e Thalia -. Tinha ido até a cidade grande e havia conseguido comprar um saco de dormir para mantê-los, o que os fazia dividir durante a noite, ficando os dois no meio de um amontoado de lobos que os deixavam aquecidos.

— Deixa para os outros. Eu vou sobreviver. — Thalia disse, seu tom determinado mostrando que não iria ceder aquele pedido.

Para dar ênfase, colocou o pote sobre a mesa de centro que havia sobrevivido junto de alguns móveis da sala.

Silena trocou um olhar com Nico, que tinha os lábios crispados e explorava sua mente para achar um jeito de fazê-la comer. Ninguém era de ferro. E tudo bem que ela estava tentando fazer a coisa que julgava ser certa, deixando os outros como uma prioridade, pois a comida estava acabando e era algo necessário. Mas Thalia não pensava em como isso a prejudicava.

Depois do incêndio florestal, os bichos que os lobos usavam como alimento foram para longe, fugindo tanto do fogo quanto da devastação que ele o causaria. Isso fez com que eles ficassem sem alimento, vivendo apenas de cereais e coisas que a Beauregard havia conseguido comprar em um mercado da cidade grande.

O di Angelo se virou para Thalia, encarando-a.

— Come um pouco. — Orientou, a voz baixa e calma. — Só um pouco, não vai deixar de ter comida para os outros por isso, garotinha.

— Se está querendo tanto, come você! — a Grace retrucou, cruzando os braços embaixo dos seios. — Por enquanto estou bem, quando sentir fome, eu vou comer!

— O assunto é comida? — Deimos, um dos membros da alcateia, apareceu no arco da porta. Seu corpo esguio sempre com uma postura superior, os olhos pretos, bem como seus cabelos. — Que bom, vim conversar exatamente sobre isso com Silena.

De todos os Betas com quem a Beauregard tinha que lidar, Deimos era o que ela menos gostava. Além de ele sempre ter apoiado Luke, deixava claro que não gostava dela e preferia que o posto de Alpha fosse para qualquer um, menos para ela. E quando escolheu ficar por lá com eles, foi uma surpresa e tanto.

— O que foi? — Silena levantou o queixo, juntando as sobrancelhas ao notar que o Beta estava com uma postura defensiva.

— Não acha que está na hora de nos livrarmos desse vampiro? — Deimos cruzou os braços, adentrando a casa e indo especificamente para o lado onde Nico estava, que subiu as sobrancelhas com a ameaça clara.

— Como é? — a Beauregard caminhou até o Beta, parando em sua frente e tendo que levantar o rosto para fitá-lo como igual graças a diferença de altura.

— Nós estamos na merda, Beauregard. Nossa casa pegou fogo, somos em um grande número, nosso apetite é grande e, além de nos alimentarmos, ainda temos que alimentar um vampiro! — Deimos carregou o nojo na palavra “vampiro” para deixar claro que não gostava mais da ideia de tê-lo ali. — E de brinde temos uma humana que não serve de nada para nós e nunca foi justificado o porquê de ela viver conosco e ter que merecer o respeito!

Thalia levantou as sobrancelhas, surpresa por Deimos ter tanto rancor dela sendo que nunca havia feito nada.

Os olhos de Silena tingiram-se de vermelho sangue e suas mãos se fecharam em punhos, deixando com que sua parte Alpha aflorasse, vendo o homem à sua frente encolher os ombros levemente.

— O que acha de usarmos Thalia como um banquete para a matilha? Ela daria um belo ensopado… — Deimos sugeriu, levando seus olhos para a garota.

Depois, tudo aconteceu muito rápido: Nico rosnou alto de raiva, Deimos avançou para cima dele e Thalia entrou no meio dos dois.

— Não! — a Grace espalmou uma das mãos no peito do vampiro, o empurrando para trás, e a outra foi para o peito de Deimos, também o empurrando. — Nico, olha pra mim. Olha pra mim! — pediu com um tom firme.

O di Angelo tinha o maxilar prensado em raiva, bem como seus punhos. As veias roxas saltadas embaixo de seus olhos avermelhados, estava deixando com que sua parte vampiresca viesse a tona.

— Nico, por favor! — Thalia pediu novamente.

Seu punho foi envolto pela mão dele, o que a fez suspirar internamente ao vê-lo baixar o olhar, fitando-a nos olhos. As irises negras completamente dilatadas dando o belo e temido contraste com o vermelho sangue.

No entanto, a calma não durou tanto.

O vampiro usufruiu de sua mão no braço dela para girá-los, de modo que Thalia ficou atrás de si. Depois agarrou o pescoço de Deimos, não tendo delicadeza ao tirá-lo do chão, quase sorrindo quando ele se debateu, sufocando e tentando se livrar do aperto.

Silena arregalou os olhos, notando que o Beta iria se transformar a qualquer momento, e na forma lupina talvez fosse mais difícil e perigoso o parar caso se descontrolasse o suficiente.

Mas não foi ela que fez algo. Novamente Thalia entrou entre os dois, fazendo com que Nico se dispersasse por meio segundo e afrouxasse o aperto no pescoço de Deimos, o que foi a deixa para que ele se livrasse de tal.

E, tossindo, ele se afastou.

Notas finais
YAY! Chegamos ao fim de mais um capítulo! :3 Então? O que acharam? O que querem que aconteça? Ok, AHHH, antes que eu dê minhas considerações finais, deixa eu conversar com vocês: bom, estou com um pouco de dificuldades para continuar a fanfiction, não vou negar. Ainda mais quando eu tenho o roteiro dela até o fim, ou seja, sei bem o que vai acontecer em cada capítulo. E isso faz com que eu tenha preguicinha rs' Por esse motivo eu vou começar a prolongar meus dias de postagem, pois não sei quando vou conseguir desenrolar o próximo capítulo para postar para vocês! Desculpem-me por isso, sinto em decepciona-los. Mas ás vezes precisamos de um tempo. Até o próximo o/ Beijos de Escuridão ♥ ~Mary.