Notas iniciais
Adorei escrever e é minha primeira Percabeth, espero de verdade que agrade vocês. Perdoem-me os erros.

Annabeth detestava isso. Percy podia ser lerdo, mas não tão lerdo a ponto de esquecer o aniversário de casamento deles.

Por Zeus, e por todo Olimpo! Porque raios esse homem, lindo, tinha que resolver trabalhar logo hoje, no solstício de verão quando Apolo resolveu estar tão intenso? Apolo brilhava para eles e Percy, bem, estava sendo Percy em algum lugar do mar.


Andou pela casa, e arrumou o quarto do filho mais novo.

Sim

, ela e o Cabeça de Alga montaram uma linda família. Os dois filhos, Luke, em homenagem ao herói e primeiro amor. E Thalia, a amiga pinheiro que morreu em batalha.


As crianças estavam em viagem com a avó e a Sabidinha deixou toda a casa arrumada para um final de semana divertido com Percy, mas o Sábado já estava quase no fim e nada do marido chegar em casa. O homem resolveu catalogar tartarugas perdidas junto com os alunos da faculdade onde dava aula de Biologia Marinha, logo em um dia tão especial quanto aquele.


Não era todo dia que se faziam dez anos de casados. Não era todos os dias que se passavam quinze anos desde que Percy não olhou para trás quando desceu a colina meio-sangue.

Não almoçou, e nem comeu nada durante a tarde, estava com a cabeça fixa em onde Percy e Rachel,

sim

a ruiva ainda estava presente na vida deles, estavam .


Rachel, o oraculo, ainda cumpria suas obrigações com o acampamento, e Annabeth estava se dando bem com a ruivinha. Vez ou outra Percy e Annie ainda visitavam o acampamento para rever a todos. Os três grandes ainda tinham filhos, porém com menos frequência, Percy brincava com os novos irmãos e Annabeth ensinava aos dela sobre os segredos da arquitetura.


Quíron ainda era o favorito, e Annabeth, quanto tinha tempo, ensinava os mais novos semideuses que você pode matar um mostro, mas que ele não morre.Monstros nunca morrem, ela dizia.


Depois de adultos, ela e Percy ainda enfrentavam uma, ou duas fúrias, mas nada como nos tempos antigos.


Annie andava pela casa, e parou no pequeno quarto com as coisas de antigamente. Olhou para o colar de contas, a blusa laranja do acampamento, os escudos, as armas. Viu a primeira foto com Percy e Grover, em uma das missões. Grover ainda estava recolhendo semideuses pelo mundo e uma vez ou outra visitava a família Jackson.


Eram tantas lembranças, a Jackson suspirou, e cadê o Cabeça de Algas para sorrir com ela vendo tudo aquilo? Viu uma foto com Nico, o filho de Hades, e uma lágrima escorreu do canto dos olhos ao lembrar do que o garoto fez para tirar ela e Percy do Tártaro. O pequeno grande Nico. Para um filho de Hades, tinha um grande coração.


Jason e Piper casaram, e Leo, bem, depois de aproveitar bastante à vida casou-se com uma brasileira tão quente como ele. Clarisse estava bem, e viam-se em algumas reuniões dos antigos chalés. Compartilhavam de grandes histórias e momentos tristes.


Já passavam das cinco quando Apolo sumia por detrás das montanhas. Nada de Percy chegar. Aprontou toda a casa por nada, estava realmente uma fera, mataria aquele homem, e que os Deuses a segurassem, mas moveria céus e terra para que ele chegasse logo em casa.


As sete tirou um cochilo.


[...]


Passou todo o dia com Tyson e Posseidon, não estava com a turma da faculdade em algum lugar sobre o mar. Estava abaixo, bem dentro do mar. Rachel o ajudara com a desculpa para Annie e ele estava atrás de algo que fosse magnifico, e que quando Annabeth visse sorriria ao lembrar-se dele.


Quando chegou em casa, o cheiro de maresia adentrou a casa junto com ele. Sorriu ao ver a pequena Annabeth, ainda linda, dormindo no sofá com a televisão ligada.


Percy foi até a cozinha e tentou preparar algo. Ao ligar para a mãe, às oito e meia da noite teve a ideia de preparar um coopcake. A sujeira na cozinha foi infinita, deixou o telefone no viva voz para que pudesse ouvir a mãe recitando a receita. E a cada barulho que fazia, corria na sala para ver se a loira ainda dormia no sofá.


Ao terminar tudo, e tentar deixar a cozinha brilhando, deu tchau para a mãe e sorriu ao receber uma mensagem telepática de Grover, o melhor amigo sátiro, ‘’Vai dar tudo certo’’, a mensagem dizia. E Percy apenas agradeceu.


Ficou alguns minutos apenas observando Annabeth dormir, até ela se mexer e de leve abrir os olhos acinzentados.


– Você baba enquanto dorme Sabidinha. – ele sorriu segurando em mãos o pequeno bolinho azul, completamente torto, feito com todo carinho.


Annabeth sorriu ao ver os tão adorados morangos do acampamento por sobre o bolo e a vela que usaram para comemorar um ano de namoro.


– Então você lembrou Cabeça de Algas? – Sorriu sentando-se no sofá.


– Eu nunca esqueceria de você – ele sorriu com certa ironia lembrando da época em que realmente havia esquecido de tudo, menos aquele nome que não saia de sua cabeça.


– Os morangos estão bem amassados. – ela riu.


– Eu viajei por águas o dia todo para encontrar seu presente e os morangos caíram algumas muitas vezes. – ele riu, ainda exibindo as covinhas.


– E amo você, sabia? – Annabeth aproximou o rosto do dele e selou os lábios de ambos.


– Eu também amo você.


Depois de largar o bolinho de lado com a pequena vela acesa, ele tirou do bolso um pequeno embrulho. Os olhos dela brilharam. Após abrir, Annabeth viu algo que realmente a surpreendeu. Era um colar. De contas. Contas de diamante polido. Cada conta tinha um significado diferente. As cinco primeiras eram como as do acampamento, a sexta havia o desenho de uma ampulheta, representando o tempo que passaram separados. A sétima, a bandeira do Acampamento Júpiter, foi quando ela descobriu que Percy estava vivo, e onde estava. A oitava, um portão, representando a ida ao Tártaro. A nona conta tinha uma coruja, para representar a sabedoria de Annabeth ao tira-los do Tártaro. A décima, um logotipo do Mc Donald’s, essa pela perda de Nico. A décima primeira, uma arvore cortada, a perda de Thalia, a garota pinheiro. Cada conta tinha um significado, realmente. Mas a que chocou Annabeth foi à aliança, em uma das contas havia a aliança de noivado deles. Em outra, o buquê de noiva.


Parou na conta onde sorriu, uma coruja banhava-se no mar. Algo impossível. Mas assim era ela e Percy, impossíveis.


Outra conta estava representados os filhos, a penúltima conta um bolinho, um coopcake. Annabeth identificou aquele bolinho como o de hoje e a ultima conta um oito deitado elevado a dois.


Um infinito ao quadrado. — Bastante tempo, ela pensou alto.


– Eu não me importaria de passa-lo ao seu lado – Percy disse.


Annabeth pegou-se chorando com um sorriso no rosto. Percy não deixaria de ser Percy, assim como ela não deixaria de ama-lo.


E depois de anos, aquela foi à primeira noite que Percy babou enquanto dormia. E os morangos continuaram amassados e aos pedaços em cima da mesinha da sala. Preocupariam-se com isso pela manha, panas apagaram a vela e foram providenciar mais um Jackson, afinal a família precisava crescer.


[...]


Rachel sorriu no acampamento ao ver a sua profecia estava completa. Ainda amava Percy, porém nada mais justo que deixa-lo livre para que fosse feliz. Ela jamais seria capaz de dar a felicidade que Annabeth em todos esses anos dera a Percy. Percy estava para Annabeth, assim como o Sol sempre estaria para Lua.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.