Morando Com Um Desconhecido
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Pov Elena
Foi então, que eu senti seu lábio levemente passar no meu lábio inferior. Meu coração batia tão forte, e minhas mãos tremiam ligeiramente. Ele colocou a mão na minha bochecha, e mais uma vez, passou o lábio pelo meu. Por impulso, movi os lábios desejando o seu, meu corpo já estava em chamas sentindo o ar quente saindo da sua boca.

Ele me beijou.
Toda sua boca, estava na minha e sua língua pediu passagem sem pressa. Pude sentir o seu hálito refrescante bater contra os meus lábios, e o gosto de menta em sua língua, que passeava pela minha boca. Segurei em sua nuca, apertando o beijou e entrelaçando meus dedos em seu cabelo.
Eu o adorava. Adorava a forma que sua boca me tocava, e que o seu polegar acariciava o meu rosto, adorava o gosto dos seus lábios levemente úmidos e sua língua tão deliciosa.
Damon chupou meu lábio, e selou nossas bocas parando o beijo. Tentei beija-lo mais uma vez, porém seu dedo indicador impediu que eu fizesse. Ele desliza o indicador em meus lábios, com os olhos azuis vivos e eu o desejo mais do que poderia imaginar ser capaz.
Colocou nossa testa, e subiu o olhar até os meus olhos. Sua respiração estava um pouco pesada, nada diferente da minha.
– Damon. — Sussurrei seu nome e ele fechou os olhos, como se não quisesse ouvir.
Fiquei em silêncio, e permanecemos naquela posição durante alguns segundos, até ele falar:
– Preciso ir resolver algumas coisas. — Falou baixo, sem olhar os meus olhos.
Desencostou nossas testas, e subiu o lábio até a minha, depositando um beijo molhado e demorado. O cheiro vindo do seu pescoço, fez com que eu fechasse os olhos, tentando aproveitar ao máximo desse momento.
Eu havia beijado Damon Salvatore.
Senti um vento frio bater contra o meu corpo, assim que ele se separou. Abri os olhos, e o vi dando passos largos e com pressa até a saída da mansão. Permaneci parada, lembrando dos seus toques e ainda podendo sentir seus lábios contra o meu.
Pov Damon
Eu estava enlouquecendo. Estava no ápcie da loucura, quando resolvi provar dos beijos dela. E agora, eu queria mais, ansiava mais.
Entrei na limousine e estava com a respiração ofegante, como se tivesse corrido, mas só estava com uma vontade quase incontrolável de voltar e terminar o que começamos.
– Para o Sr Saltzman. — Falei, sentindo o carro dar a partida.
Agora que senti o gosto dos lábios dela, não sei se aguentaria ficar tanto tempo sem eles. Não sei se aguentaria não beija-los novamente, mas em quatro dias tudo isso iria acabar, e os beijos serão atos imprudentes da minha parte e minha cabeça irá transbordar em uma culpa torturante.
Ela era tão jovem, e carregava uma intensidade tão grande em si, que parecia canalizar essa intensidade e me deixar como um adolescente na puberdade.
Alaric Saltzman com certeza saberia o que me dizer. Ele sempre soube, desde que éramos adolescentes, era a única pessoa da qual eu poderia conversar quando as coisas saiam do trilho.
{...}
– O que o trás aqui? — Ele perguntou com os cabelos bagunçados, e os olhos morteiros como se tivesse o acordado.
Acho que o acordei, pois descia as escadas preguiçoso vestindo apenas uma calça de moletom preta, e bocejando.
– Cometi uma loucura, Alaric. Uma loucura! — Andava de um lado para o outro, até que encontrei uma garrafa no fim, ao lado do sofá em cima do criado mudo.
– Parece sério! — Encostou-se na parede, cruzando os braços e observando eu tomar aqueles últimos goles direto do gargalo.
Senti a vodca queimar minha garganta, e fiz uma careta que o fez sorrir. Os olhos verdes me olhavam curiosos, porém, parecia achar graça do meu estado.
– Eu beijei a filha do John. — Falei de uma vez, largando a garrafa vazia aonde peguei.
– John? John Gilbert? — Pareceu ficar surpreso.
– Sim, ele. Somos sócios, amigos há muito tempo, ele confiou que eu ficasse com a filha dele. Só que quando ele pediu, para que eu ficasse, imaginei uma garota de dezessete anos que só ficava no computador, ou sei lá, gostasse de sorvete de flocos. Mas, ela tem vinte e um, e é absurdamente linda. Eu não resisti. Eu a beijei.
– Damon, é natural cara. Não adianta se desesperar, você só tem vinte e sete anos, não é muita diferença e além do mais, quando um não quer dois não brigam. — Caminhou até o sofá, sentando-se enquanto eu permanecia em pé. — Mais alguma coisa que eu preciso saber? E você não está me contando?
– O que quer dizer? — Fiz uma careta, negando com a cabeça.
– Não sei, entrou na minha casa feito um furacão, bebeu o resto da minha vodca e praticamente gritou que havia beijado a filha do Gilbert. Você tem quantos anos? Quinze? — Riu, zombando da minha cara. — Não leve isso para o lado escuro da coisa.
– E quer que eu pense o que? — Trinquei os dentes.
– O que quer? Digo, o que quer agora, nesse exato momento.
Demorei alguns segundos para responder, mas eu já sabia o que queria, era a mesma coisa que queria quando ainda estava com ela.
– Você a quer, cara. — Deu uma risadinha brincalhona.
– Ela tem que ir embora logo....
– Se não?
– Não estou gostando dessas suas suposições.
– Não estou supondo, quem está é você. — Advertiu, com aquele mesmo sorriso brincalhão nos lábios. — Quer um conselho? Volta naquela mansão, e aproveita.
– Você não sabe o que está dizendo. Não sabe!
– Então, fique aqui secando as minhas garrafas e a deixe lá, sozinha. Ai daqui alguns dias, ela irá embora e tudo voltará ao normal.
– Talvez seja melhor assim. A propósito, tem outra? — Joguei meu corpo ao seu lado, e sabia que ele me encarava.
– Você é muito covarde. — Acusou.
– Eu sou responsável, e ainda tenho minha sanidade. Não posso ser tão imprudente assim.
– E Stefan, por onde anda? — Perguntou, mudando de assunto e por um lado agradeci por isso.
– Não sei, ele e a Alexia nunca param. Retorna daqui alguns dias provavelmente. — Continuava olhando para o nada.
– Damon, é sério... — Olhei pra ele, então ele prosseguiu. — Não se prenda a isso, por causa da diferença da idade, ou de quem ela é ou deixa de ser filha. Não é o fim do mundo, o que mais atrapalha isso? Eu o conheço o suficiente para saber, que está escondendo algo.
– O pai dela, vai dar a mão dela ao meu irmão. — Assumi.
– Cara, isso não é legal. — Lamentou, espremendo os lábios e olhando pra frente.
– Que sorte a minha. — Ironizei, dando um sorriso forçado.
– Em que século estamos, Damon? Impeça isso. — Falou dando os ombros, voltando a me olhar.
– Não é assim que funciona, Ric. Não importa o século. Stefan já sabe, e retornará por isso.
– Ele aceitou, assim? Simplesmente, disse sim? — Indagou confuso.
– E quem não diria sim? — Sorri fraco.
– Damon, volta naquela mansão agora e ganhe a garota!
– Não posso. . As coisas tem que permanecerem assim, e seguir conforme o plano do John.
{...}
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