Notas iniciais
AMOOO OS COMENTÁRIOSSSS!!! hahahaha se quiserem respostas, mandem #SIM no final dos comentários e eu vou responde-los. Mas eu leio todos!!!! É muito legal, ler o que vcs estão pensando, e falando do personagem!! adorooo .. continuem *-* Boa leitura ♥

– É sério, Care. — Repetia pela décima vez, naquela manhã em menos de cinco minutos de conversa pelo celular. — Estou bem. Ele não é tão mal assim, eu acho.

– Ah, você acha. Está vendo, você não tem certeza. — Alegou irritada.

Sentei na cama, colocando a mão livre no rosto e querendo gritar. Quando queria, Caroline era extremamente chata. Eu a amava, éramos melhores amigas e sua preocupação me sufocava. Ela já perguntou idade, altura, o endereço, nome das pessoas que trabalham aqui e o nome dele, para procurar no Google.

– Eu estou bem. — Trinquei os dentes. — Mas me fala, podemos sair hoje? É sexta. — Mudei de assunto, antes que ela perguntasse se ele tem cara de serial-killer novamente.

– Sim, claro. Ou podemos mentir pra ele, acampar na frente da mansão, compramos alguns salgadinhos e o observamos. Se chegar algum saco preto, ou entrar alguém misterioso você vai ficar em casa. — Esperou alguns segundos, e eu me recusei em responde-la. — É brincadeira, claro. Mas, você quer?

– Que tal o Grill? Não tem salgadinhos, mas tem algumas cervejas e não precisamos observar ninguém, a não ser os gatinhos.

– Kol está solteiro, de novo.

– O que a Vicky fez dessa vez? — Levantei, indo até a varanda.

– Sei lá, no mínimo transou com o Niklaus. Não é a cara dela, transar com o irmão do namorado?

O vento estava fresco, e as árvores se mexiam conforme ele soprava — devagar. Algumas folhas deslizavam pelo ar, até o chão e tudo parecia calmo. O cheiro de grama, e das folhas verdes invadiam minhas narinas, devido a enorme floresta contornando a casa.

– Niklaus? — Balancei a cabeça em negação. — Não faz o tipo dele, será que ela transaria com ele.

– Klaus? — Riu. — Até eu transaria com ele.

– Verdade, qualquer garota transaria com ele.

Notei uma limousine aproximar da casa, prestei atenção quando ele desceu, abotoando o botão do seu paletó com o semblante sério. Ele era charmoso, e andava como se fosse o dono do mundo. Com passos rápidos e largos, entrou na casa.

– Damon chegou. — A avisei.

– Então quer dizer que ele é um gato? — Brincou maliciosa. — Awn Damon, beije-me, use-me, Damon, awn. Como você é gostosão. — Insinuava com voz de sexo no telefone.

– Awn, vai gostosão. — Entrei na brincadeira, rindo com a Caroline. — Isso, vai, mais fundo.

– Está tudo bem, Elena? — Escuto sua voz assustadoramente fria, e me desespero.

Dou um salto para o lado, e o celular dança em minhas mãos até cair da varanda e se espatifar em mil pedaços no chão. Fechei os olhos com força, e não tinha coragem de virar e encarar seus olhos. Minha bochecha, provavelmente estava corada e minhas mãos seguravam na madeira que contornava a varanda.

– Sim. Eu só, estava falando com uma amiga. — Respondi, ainda com os olhos fechados.

– Hum, claro. Deu pra perceber. — Ironizou, mas, não para ser engraçado e sim para mostrar o nível da sua falta de humor.

Ouço seus passos saírem do quarto, e coloco as duas mãos na boca segurando a risada. Que mico!

{...}

Passei a tarde inteira no meu quarto. Jenna levou as coisas para que eu comesse lá, ela me mimava o suficiente para que eu começasse a gostar dali. Não que meu pai não me bajulasse, muito pelo contrário, era só minha temperatura aumentar que ele chegava com todos os tipos de comidas, que eu particularmente amava. Mas, parecia que eu morava sozinha. Não ouvi seus passos, nem sua voz e muito o vi. Parecia que ele vivia entre as paredes, sem fazer barulho, e de repente aparecia, igual a Jenna. Ainda não tinha me recuperado do mico, então preferi continuar no meu quarto provisório.

Sem celular.

Uma luta no começo, mas a televisão tinha canais o suficiente para distrair minha cabeça a tarde inteira, e calcular os passos da Caroline na sua casa: da sala para a cozinha, da cozinha para a o quarto, do quarto para o banheiro. Preocupada o do porque meu celular estava desligado. Já posso imaginar as coisas que ela provavelmente está pensando.

Quando escureceu, tratei de ir me arrumar. Pedi um telefone para a Jenna, e liguei para o meu irmão.

– E aí Lena. Como estão as coisas? — Ele atendeu empolgado.

– Oi Jer, estão normais. Damon é um fantasma, estou sendo bem-alimentada e, oi pai.

– Como ela sempre sabe que está no viva voz? — Ouço ele resmungar do outro lado da linha.

– Porque você sempre faz isso com nós dois. — Meu irmão respondeu e rimos.

– Como está, querida? Deixei você em boas mãos.

Bons olhos, bons cabelos, bons ternos.

– Estou bem, pai. E a reunião, o Jeremy vomitou nos papeis de nervoso?

– Nossa, como você é engraçada, não?

– Não, comportou-se bem, estou orgulhoso dele. Logo você irá trabalhar conosco também.

– Estou com saudade de vocês. — Falei manhosa.

– Vou mandar uma foto por mensagem! Coloque ao lado do travesseiro, como você fazia anos atrás com o poster do Justin Bieber. — Riu brincalhão.

– Invejoso! Você o copia, confessa. Esse seu corte de cabelo, eu sei que é inspiração dele.

– Até logo, maninha! Hoje é sexta-feira, aposto que está quase pronta.

– Com certeza.

– Ela vai sair? — Meu pai rosnou, e meu irmão desligou o telefone.

Ri sozinha. Meu pai odiava que eu saia, toda sexta-feira era a mesma coisa, o mesmo sermão, os mesmos conselhos e as mesmas ameaças.

{...}

Desci as escadas, e o encontrei de frente para a janela, que ia do chão ao teto. Vestia roupas comuns, calça jeans escura e uma manga longa preta. Segurava um copo, que a julgar pela cor e a quantidade era uísque.

Deveria dizer a ele que estava de saída? Acho que não. Ele amigo do meu pai, não uma baba. Ele iria perguntar, com certeza! Estava na responsabilidade, não iria deixar eu simplesmente sair sem dizer aonde iria.

Andei até chegar perto da porta, e coloquei a mão na maçaneta, certificando-me se ele virava. Parecia uma estátua. Não era possível.

– Não vai perguntar aonde vou? — Questionei soltando o ar.

– Não. — Respondeu seco, tomando um gole longo do seu uísque.

– Era só não ter aceitado. Não quero incomoda-lo.

– Então, não está ajudando. — Virou seu corpo pra mim.

Ele era tão alto, e tão seguro de si mesmo. Como se soubesse que era bonito, e que tinha todo o poder que qualquer pessoa almejava. Caminhou até a mesa de bebidas, ignorando a minha presença e os meus olhos irritados fixados nele.

Não que eu quisesse que ele me falasse bom dia, boa tarde e boa noite. Mas estar embaixo do mesmo teto, e ele agir como se não me quisesse ali, incomodava. Serviu-se com mais uma dose, e subiu o olhar lentamente pelo meu corpo, até alcançar meus olhos.

– Posso usar seu motorista? Estou sem carro.

Ele deu os ombros, indiferente. Acho que isso era faça o que quiser, mas saia daqui. Seus olhos eram de tirar o fôlego, tão azuis e intensos que eu olharia por horas. Balancei a cabeça em negação e dei as costas, cruzei a porta e sentir um ar frio bater contra o meu rosto, estava calor demais lá dentro.

{...}

– Quer me matar do coração garota? — Entrei no Grill, recepcionada pela Caroline, que agarrou meus braços assim que me viu.

– Meu celular caiu da varanda. — Expliquei. — Ele ouviu eu falando aquelas coisas!

– Mentira! — Riu da minha cara.

– Infelizmente, não. Bom, vamos beber preciso me divertir um pouco!

Eu adorava sair com a Caroline. Ela é espontanea, e nós duas juntas eramos como faísca e gasolina- se juntasse pegava incendiava o ambiente.

Pedimos duas doses de tequilas, e começamos a beber. Lembro-me bem do meu primeiro porre aos quatorze anos, era aniversário da Caroline e roubamos uma garrafa de borboun do seu pai. Eu, Bonnie nossa amiga que está estudando fora, e ela subimos para o seu quarto e começamos a beber e fazer caretas. Três doses para cada, foi o suficiente para a mãe da Caroline ter que nos levar cada uma para sua casa, pois estava vomitando. Eu vomitei muito, e tudo rodava com tanta força que eu não conseguia equilibrar meu corpo. Tudo estava engraçado entre mim e a Bonnie na viatura, até ver meu pai de pijama parado na porta de casa- aquilo não foi engraçado. Recebi um sermão daqueles, e no dia seguinte conheci a famosa dor de cabeça de que tantos falavam. Mesmo irritado e decepcionado, ele cuidou de mim na minha primeira ressaca e me fez jurar que jamais faria isso novamente. Fiquei dois meses sem poder dormir na casa da Caroline, na realidade, acho que é até por isso que ele não me deixou ir lá. Só que ele esqueceu que eu já tenho idade o suficiente.

{...}

Cheguei na casa dele por volta das três da manhã. Com os olhos baixos, cheiro de uísque, tequila e cerveja. Cabelos bagunçados e a jaqueta jogada no meu ombro direito. Se não fosse pelo seu motorista — grande amigo- eu teria caído no caminho para o carro. Joguei a chave na mesa, e fui para a cozinha. Estava morta de fome, precisava comer alguma coisa antes de dormir. Será que Jenna estaria acordada?

Tropecei algumas vezes, nada que me fizesse cair e cheguei a cozinha.

Parei os passos, assim que o vi me olhando. Ele vestia uma camisa preta, ma calça de moletom cinza. Segurava um copo d'água pela metade, na mão.

Seu corpo era lindo, parecia ter sido esculpido, queria me perder ali, era inexplicável esse desejo repentino, poderia ser o efeito da tequila. Não era possível um ser-humano ter tamanha perfeição. Ele caminhava lentamente na minha direção, e a cada passo, meu corpo incendiava cada vez mais.

Molhei meus lábios orando, para que eu não agisse por impulso e o beijasse. Poderia sentir seu perfume daqui, e ele sabia que eu o analisava, como da primeira vez.

– Por que me analisa tanto, Elena? — Desceu os olhos até os meus lábios, sem expressão.

– Não sei. — Respondi sincera. Eu realmente não sabia, porque ficava tão encantada pela sua beleza.

Essa proximidade, com certeza estava mexendo comigo. Seu corpo tão próximo do meu, fazia com que eu tivesse sensações estranhas e boas ao mesmo tempo. Era como se eu me segurasse, para não voar em seu pescoço e beijar-lo, toca-lo e senti-lo. Como seria o seu toque? E seu beijo? Esses lábios com certeza eram bons. Ele parecia saber, até porque eu não estava esforçando muito para esconder.

– Boa noite, Elena. — Passou por mim, e o ar trouxe seu cheiro.

Não queria que ele saísse dali, não queria que fosse para o seu quarto.

Fiquei sozinha lutando contra os meus demônios e contra esse desejo inexplicável que sentia por ele. Fechei os olhos, concentrando-me na realidade. Ele não me queria ali.

Perdi a fome e fui dormir.

Notas finais
E ENTÃO????