Morando Com Um Desconhecido
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Antes de saber aonde estava, minha cabeça latejou. Latejou muito forte. Engoli em seco, e senti minha garganta suplicar por água. Aquele gosto de ressaca da boca, era horrível. Lábios secos, saliva grossa e uma ânsia que insistia em vir toda vez que eu respirava.
Não demorou, até eu sentar completamente ereta na cama e lembrar da noite anterior. Olhei ao redor, e vi que estava no meu quarto. Nua e com os cabelos úmidos.
O que houve?
Lembro-me apenas de ser atacada por um jato d água depois do show que eu dei com o Damon. Meu Deus! O Damon.
Escondi meu rosto entre as minhas mãos envergonhada e meu estômago embrulhou. Dessa vez, tive que ser rápida e vomitar no vaso sanitário.
Aproveitei para tomar um banho, e decorar um discurso de desculpas ao Damon.
Pov Damon
Não era um bom dia. Não foi uma boa noite.
Dormi completamente irritado com a Elena, que tive a sensação que sonhei com ela a noite inteira. E para completar, Ric acabou de chegar em casa com o seu sorriso de deboche que eu odeio. Quando ele vai parar de ser tão imaturo?
— Olá, Damon. — Sorriu sentando-se no meu sofá.
— O que foi, Ric?
— O que foi? Você me ligou fora de si ontem. Me xingou tanto, e me chamou de Elena umas quinhentas vezes.
— Esqueça. — Balancei a cabeça, indo ao mini-bar.
— Sou seu melhor amigo, Damon. Sabe que pode se abrir comigo...
— Rose voltou. — Tomei minha dose de uma vez e completei outra.
— Rose. Rose? — Franziu o cenho, desacreditado.
— Não. Rose do Titanic. Claro que é a Rose! — Respondi grosseiro, levando uma dose a ele.
— E vocês conversaram?
— Sim. Pelo jeito estamos resolvidos e eu estou pensando em voltar com ela.
Engasgou-se com o uísque e me encarou. Pude ver um ponto de interrogação ser formado em seu rosto. Tossiu algumas vezes antes de tomar o resto da dose.
— Mas e a Elena? Pensei que iria atrás dela.
— Eu fui e dei de cara com ela beijando outro. — Sentei ao seu lado. — Não tenho idade mais infantilidades, Ric. Não tenho tempo a perder. Rose está na cidade, talvez, deveríamos conversar.
— Quer um conselho de amigo?
— Não.
— Contrate uma prostitua.
— O que? — Virei meu pescoço pra ele, intrigado.
— Transe com outra a não ser a Elena. Não use os sentimentos da Rose, ainda.
— Está achando que eu não funciono sem a Elena?
— Estou apenas aconselhando a transar com outra, antes da Rose.
Pov Elena
Todas minhas ligações estavam sendo recusadas e minhas mensagens provavelmente ignoradas.
Estava sentada na varanda de casa, em um banco de madeira. Encolhi minhas pernas, deixando os joelhos na altura do meu rosto e encarava o quintal.
Ouvi um barulho, e ao lado vejo meu irmão aproximando-se.
— Podemos conversar?
— Claro Jer, senta ai. — Indiquei com a cabeça do meu lado e ele sentou-se.
— O que houve com você? Ontem.
— Não era eu. — Suspirei. — O papai está zangado?
— Um pouco. Alguns amigos dele viram a sua cena e comentaram. Mas, logo isso sai da boca deles, logo aparece outra novidade. Você sabe, essas pessoas sempre se metem em encrenca, lembra da vez que a Caroline foi pega transando com o Tyler? Comentaram por dois dias, até a mãe do Tyler descobrir que o pai dele estava dormindo com a empregada.
Rimos e eu apoiei meu rosto em seu ombro. Era tão bom tê-lo por perto.
— Eu errei feio. Com o papai e... — Não queria falar o nome dele.
— Com o Damon, não é.
— Sim. — Assumi, fechando os olhos e sentindo o cheiro bom do meu irmão. O cheiro de casa.
— Talvez se a gente saísse hoje. Poderia distrair um pouco, e esquecer ontem. Além do mais, quem nunca ficou bêbado e fez burradas?
— Ta bom. Vou ligar para a Care e nos encontramos no Grill hoje.
— Fechado. — Levantou-se e começou a caminhar até a porta. Mas logo seus passos pararam, ele virou e sorriu pra mim. — Ele seria um idiota de perder você.
— Eu te amo.
— Eu também.
Pov Damon
Não acredito que estava seguindo o plano do Ric e uma prostitua estava no banco do meu carro. Não conseguia acreditar nisso.
Mas ela já estava lá, com roupas vulgares. O que da na cabeça de uma mulher tão bonita se submeter a isso? Ela poderia ser modelo se quisesse.
Chegamos em casa e pedi para que ela subisse e fosse direto ao meu quarto. Parei no mini-bar e peguei uma garrafa de uísque e dois copos.
— Senhor Salvatore. — Virei ao ouvir Jenna me chamar. — Elena deixou alguns recados para o senhor.
— Jogue fora. — Respondi indo para a escada.
— Sim senhor.
Eu tinha um problema com ciumes, era que ele era obsessivo. Não sabia controla-lo. Eu senti vontade de agredi-la e não gostei disso. Eu me descontrolava perto dela e fazia coisas das quais não me orgulhava, e pelo jeito, ela também. As vezes, não fomos feitos para ficar juntos, somos uma tragédia juntos.
Entrei no quarto e vi a prostituta deitada na minha cama nua.
Paguei muito caro por ela, espero que ela faça valer a pena cada hora.
Deixei a garrafa de lado e tirei minha camisa, indo em sua direção. Seus seios tinham as auréolas rosadas e seu corpo era escultural. Seus lábios estava molhados, após ela passar a língua entre eles.
Me coloquei no meio das suas pernas, e beijei seu pescoço. Suas mãos entrelaçaram nos meus cabelos e ela mexia o corpo contra o meu.
Lambi seus seios, e passei a mão na sua intimidade percebendo que ela estava bem lubrificada já.
Mas, uma coisa fez com que isso não fosse adiante.
— Vai embora. — Falei, levantando-me.
— Oi? Está falando sério? — Perguntou confusa.
— Estou. — Respondi rude o bastante para ela se levantar e ir se vestindo. — Pode ficar com o dinheiro. Só de o fora.
Vestiu-se rapidamente e antes de sair a ouvi dizer "É cada louco que aparece".
Olhei para o meio das minhas pernas e frustrado percebi que o colega não subiu para dar nem um oizinho. Não poderia passar vergonha, teria de manda-la embora.
Fui para o banheiro e liguei o chuveiro para ir esquentando, enquanto tirava o restante da minha roupa. Qual era o meu problema? Nunca tive um episódio desse, muito pelo contrário, sempre estava pronto.
Entrei no chuveiro e deixei a água cair no meu corpo. Fechei os olhos e lembrei do corpo da Elena, do barulho erótico que nossos corpos faziam juntos e da forma como ela se mexia em cima de mim.
Ao olhar pra baixo, percebo que meu pênis estava ereto. Só podia ser brincadeira.
Coloquei a mão nele, e o massageei lembrando dos gemidos da Elena, da sua voz chamando o meu nome e de como sua boceta me apertava quando ela ia gozar. E não demorou, até meu corpo explodir em milhões de pedaços e jorrar líquido no chão do boxer.
Eu precisava da Elena.
.
Coloquei uma calça jeans e uma camisa de manga longa preta, e desci as escadas vendo o Stefan na sala, já de saída.
— Saiu da toca, dragão. — Sorriu empolgado.
— Não enche.
— Vou ao Grill, quer ir?
— Odeio adolescentes bêbados. Odeio! — Virei os olhos.
E particularmente ontem, passei a odiar mais ainda.
— Deveria ir, vai ter algumas garotas lá. Talvez alguma delas o agrade mais do que a garota que saiu reclamando hoje. — Riu zombando e eu quase o matei com os olhos. — Vamos Damon.
— Se eu me arrepender disso, irei atormenta-lo até seu último segundo de vida!
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