Morada
19 Eu quero você, Quinn.
Notas iniciais
Namorar a garota mais linda que você conhece é uma experiência ímpar, não só por conta da beleza, mas, principalmente, por tudo o que ela é em sua essência mesmo. Contudo, certamente, isso... digo, o lance da beleza arrebatadora, lhe renderá algumas dores de cabeça. Afinal, da mesma forma como você admira a perfeição de sua namorada, algumas (v-á-r-i-a-s) pessoas certamente farão o mesmo. O pior é quando o namoro é em segredo e você não pode ao menos dizer: “Ei idiota, cale essa maldita boca porque essa garota é completamente minha”.
Sim, Quinn e eu resolvemos que não devemos escancarar para todos sobre o nosso relacionamento, claro que nossos amigos mais próximos saberão, mas, no tempo certo. Voltando ao assunto anterior... eu nunca fui adepta a qualquer forma de violência, mas, de uns dias para cá, cada vez mais eu entendo os atos impulsivos de agressão física, porque eles, com toda certeza, têm passado diariamente por minha cabeça sempre que ouço alguém tecendo elogios a Quinn que só eu poderia fazer. Eu definitivamente odeio isso!
– Ahh cara, qual é? Não precisa de pesquisa nenhuma para sabermos que Quinn é a garota mais linda da escola. – Sam, Puck, Finn, Artie e Mike se mantêm nessa conversa um tempo maior do que é necessário. A ideia de ter uma pesquisa para verem quem é a garota mais bonita da escola parece genial aos olhos deles. Idiotas!
– Não acho. Brittany é bem mais bonita que Quinn. – Obviamente esse é Artie deixando claro que sua paixonite pela loira ainda não está totalmente sanada. Que Santana não descubra isso!
– Não, cara. Quinn é a mais bonita. Sem falar que ela é hetero. Brittany tem esse lance aí com Santana. – Finn e seu preconceito definitivamente não se separam. Mas, Quinn sendo heterossexual? Coitado! Se eles ao menos imaginassem o que temos feito durante as tardes em minha casa...
– Quinn é a dona do meu coração, é claro. Mas, ela nunca quis repetir algumas coisas com o Pucksauro, já Santana... ela sim é a mais quente. Vocês sabem. – Puck faz aquela cara de cafajeste que só ele tem, enquanto os meninos apenas concordam com ele em meio a risos, provavelmente, por estarem se lembrando de alguns momentos quentes ao lado de Santana.
– Sabe o que eu acho? – Interrompo-os quanto eles apenas me encaram esperando que eu continue a falar. – Acho que Sam tem razão em dizer que Quinn é a mais bonita, assim como Artie também está certo por considerar Brittany linda, e sobre Santana ser a garota mais quente, como Noah falou, ele também pode estar certo. O que estou dizendo aqui é que vocês não devem se preocupar com outras coisas mais produtivas ao invés de gastar tempo com essa pesquisa que não os levará a lugar algum, e que só demonstra o quanto vocês veem as mulheres como um objeto para satisfação de seus caprichos sexuais. Vocês deveriam evoluir! – Levanto-me para caminhar para fora da sala. Essa conversa realmente me rendeu um bom enjoo.
– Você diz isso porque nem ao menos citamos você. – Paro no mesmo instante em que essa frase termina de ser pronunciada. Pela “sutileza” do que foi dito, preciso dizer que foi Finn quem falou? Viro-me totalmente para onde ele está. No mesmo momento ele se encolhe na cadeira, como se ela pudesse suportar todo aquele grande corpo desengonçado.
– Não. Você está enganado. – Aproximo-me dele o máximo que posso. – Eu falei aquilo porque eu estou cansada de ver como vocês nos tratam, apenas por isso. – Tomo um fôlego e continuo a falar enquanto ouço passos anunciando a entrada de algumas pessoas na sala. – Que a beleza de uma garota seja digna de ser apreciada, isso não discutiremos, mas, vocês não devem tratar ninguém como um pedaço de carne que está pronto para ser devorado, e é isso que vocês... – Aponto para todos eles — fazem parecer quando tecem comentários maldosos sobre qualquer garota. Temos valores que devem ser prezados. E vocês não o fazem. – Eles me encaram com expressões que demonstram espanto. Provavelmente por não terem, no mínimo, pensado sobre a gravidade do assunto. – Mesmo que Santana tenha tido alguma coisa com algum de vocês, isso não lhes dá direito de saí por aí falando dela. O mesmo serve para Brittany, se ela está ou não com Santana, isso, diz respeito somente a elas e vocês estão sendo preconceituosos ao dizer que ela seria menos bonita que qualquer garota apenas por não ser heterossexual. Esses pensamentos são vergonhosos. – Finn está com a boca aberta em forma de “Oh”. Como ele pode ser tão incessível assim? – Você, Mike, você não falou nada desrespeitoso, porém, ficou rindo, como se eles contassem boas piadas.
– E o que há de errado nisso? – Ele parece não entender algumas coisas tão facilmente.
– O que há de errado? Diga-me o que você faria se eles estivessem falando de Tina, diga... como você se sentiria? Continuaria sendo engraçado? – Ele nega movimentando a cabeça de um lado a outro. – Foi o que pensei. E quanto ao que você disse sobre a Quinn... – Aponto para Noah. – Você a conhece tão bem que jamais poderia falar algo sobre ela. Isso é inadmissível, Noah. E se ela não quis repetir com você o que quer que fosse, significa, que alguma coisa... – Direciono meu olhar para a região genital dele. — não funciona tão bem quanto você faz questão de dizer, não é? – O silêncio se forma entre eles. Vejo Puck tencionar a mandíbula, provavelmente, está com o ego esquartejado, afinal, se você deseja feri-lo de alguma maneira, comente algo negativo sobre qualquer coisa relacionada ao desempenho sexual dele.
– Precisa de ajuda para algo, Berry? – Santana fala comigo, mas, com o olhar mortífero direcionado aos garotos. Eles realmente parecem estar envergonhados agora. Eu não sabia que as meninas estavam vendo toda a discussão desde o início.
– Não, Santana. Acho que está tudo resolvido. – Caminho em direção à cantina da escola. Preciso me refrescar com água antes de começar a atividade de hoje. Passo por Quinn que está com cara de poucos amigos, assim como as outras meninas do Glee. Sinto que os garotos estão realmente encrencados.
Por conta disso... da discussão, a lição da semana trata de músicas que servem de verdadeiros hinos para o empoderamento de mulheres vítimas de inúmero preconceitos de gênero. Claro que acompanhando a música, tivemos algumas lições com a Sra. Holiday sobre isso, e foi bem produtivo. No final de tudo, tivemos uma divertida apresentação dos garotos cantando “Run the world (Girls)” seguida por um belo pedido de desculpas. É nesse momento que vejo o quanto sou boa nisso de ser capitã do Glee.
– Você viu a cara do Puck? – Quinn sorri largamente. – Você foi má com ele, Rach. – Ela fala em meio a risos.
– Ele falou o que não devia. – Encosto minha cabeça em seu pescoço, aspirando o cheiro cheio de frescor de vem dali.
– Foi? – Ela se separa de mim minimamente, apenas para me olhar. Desenterro meu rosto de seu pescoço para poder devolver o olhar. – Ele coisas feias sobre mim? – Assinto. Aperto-me contra o peito dela. – Você ficou com ciúme?
– Não, claro que não. – Ela se separa de mim mais uma vez, arqueando a sobrancelha assumindo uma postura intimidadora. – Ta... talvez tenha sido ciúmes.
– Talvez? – Ela abaixa a cabeça para capturar meus lábios.
– É... apenas, talvez. – Quinn morde meu lábio inferior. Eu me aperto mais ainda contra ela, deixando nossos corpos totalmente colados.
– Então você não vai se importar se mais tarde eu for até a casa dele para... Ai, você é louca? – Ela massageia apressadamente a pele branca de sua cintura, onde eu havia acabado de beliscar.
– Não faça essas brincadeiras, Quinn. – Recrimino-a, puxando-a de volta para mim assim que ela tenta se afastar.
– Eu só ia dizer que ele precisa de ajuda com os exercícios de matemática. – Ela está com um adorável bico formado nos lábios. Eu a beijo ali. Beijo-a mais algumas vezes, beijos estalados, barulhentos, porém, fofos. Quinn sorri.
– Deixe que ele contrate uma professora particular ou então você o ajuda na biblioteca da escola. – Empurro-a em direção ao grande puf que fica no canto direito de meu quarto, abaixo da janela. – Mas, apenas quando eu estiver por perto, certo? – Sento-me sobre ela, sendo mais precisa... sento sobre os quadris dela.
– Hummm... – Quinn murmura quando beijo em seu colo. Não consigo manter minha boca ou mão longe dela se eu a tenho tão perto. – Isso porque você não tem ciúmes.
– Apenas cuido do que é meu. – Beijo em seus lábios, puxando-os lentamente com meus dentes, um de cada vez. – E você sabe, posso ser muito egoísta às vezes. – Me debruço completamente sobre ela, levantando lentamente o tecido da blusa que ela usa. Quinn apenas me olha mais uma vez, mas já sabendo o que vem a seguir, ela leva a mão até a barra de meu vestido, passando a mão por minhas pernas até deixa-la sobre minha bunda, em meio a um leve aperto.
Momentos como esses tem se tornado cada vez mais comuns entre nós duas. Cada vez mais a intimidade que temos, ganha forma maior do que eu poderia imaginar. Nesses quase dois meses de namoro, Quinn e eu temos estado mais juntas que nunca e isso tem sido maravilhosamente bom. Não falo isso apenas por conta das deliciosas seções de amassos quentes e orgásticos, claro que isso é importante, mas, falo, principalmente, por conta da amizade, do companheirismo diante uma simples ida ao shopping ou enquanto fazemos nossos exercícios de casa, falo da lealdade, da dedicação que temos em tentar deixar uma a outra confortavelmente bem.
É como se a cada dia que se passa a paixão que temos ganhe formas inimagináveis e assustadoramente grandes. Dizer que não tenho me preocupado com o destino que daremos a nossa relação quando tivermos que ir embora, seria uma grande mentira, mas, escolhi gastar meu tempo com outro tipo de preocupação... como por exemplo, me preocupando apenas em ser cada vez mais feliz ao lado dessa loira perfeitamente encantadora.
– Estamos deixando isso ir cada vez mais longe. – Ela murmura contra meu pescoço, se referindo as vezes que nos deixamos levar pelo desejo e terminamos em meio a uma situação extremamente erótica.
– Humrumm. – Me limito a responder apenas isso, já que tenho me concentrado cada vez mais na forma ritmada que nossos corpos se movem, deixando nossos centros em atrito direto.
É fim de tarde, o sol lá fora tem cores em tons alaranjados, puxando levemente para o vermelho em alguns pontos. Eles entram pelas frestas da cortina que cobre a janela de meu quarto. O clima lá fora cai, deixando o fim de tarde suportavelmente frio, em contraste a isso, aqui no quarto, as coisas tendem a esquentar cada vez mais. E isso está longe de ser algo ruim.
Eu a beijo com paixão, mas, ainda com carinho. Nesse momento, só consigo pensar na possibilidade de ter Quinn completamente. Os movimentos de nossos corpos continuam. Uma de minhas mãos passeia livremente pelos seios dela, massageando-os, enquanto eu salivo para ter cada um deles em minha boca. Meu sexo já está repleto do liquido denso e quente, fruto de meu desejo por ela. Eu quero tanto ir adiante com isso.
Beijo a mandíbula de Quinn, deixando meus lábios sobre sua bochecha, enquanto, lentamente, paro de me mover sobre ela. Fico com os olhos fechados apenas respirando o cheiro que vem dela. Ela me abraça fortemente, é uma sensação indescritível poder descansar no abraço confortável que ela tem.
– O que houve? – Ela provavelmente se refere por eu ter parado o que estávamos fazendo. Eu a beijo nos lábios mais uma vez.
– Eu apenas... estava pensando em uma coisa. – Fico terrivelmente encabulada por ter que sonorizar o tipo de coisa que ronda minha mente quando estou nesses amassos com Quinn.
– Sério, Rach? – Ela sorri nervosamente. – Você parou porque estava... pensando?
– Ei, não ria! – Ela me puxa para um beijo demorado e carinhoso.
– Você é uma bobona, sabia? – Nego movimentando minha cabeça. – Agora, fale.
– É... eu... eu acho que quero ir adiante com você, Quinn. – Ela para de beijar meu ombro para me olhar. – Eu acho que estou pronta. – Ela me olha atentamente, fixando aquelas maravilhosas íris em tons esverdeados em mim.
– Você... você tem certeza disso, Rach? – Confirmo apenas beijando-a suavemente. – Você sabe que isso seria um grande passo, não sabe? – Ela parece vacilante, talvez, por estar tão nervosa quanto eu. Meu coração está em um batimento fora do normal, descompassado. É certo que Quinn consegue senti-lo facilmente.
– Eu quero você, Quinn. – Beijo sobe os lábios dela ainda fechados. Quinn abre minimamente os lábios para que eu possa suga-los sem pressa, mas, com desejo.
Continuamos nesse beijo, apenas de roces de lábios até que minha língua encontre a dela. Lentamente as movimentamos em um jogo de toques deliciosamente quentes. Nossos beijos combinam perfeitamente desde a primeira vez. Aprofundo o beijo, tornando-o molhado na medida certa, alternando entre meus lábios e meus dentes para pressionar o lábio inferior dela.
É rápido para que o ritmo interrompido minutos antes volte com todo fervor para nossos corpos. Afasto-me de Quinn e sento novamente sobre os quadris dela. Levo minhas mãos à barra de meu vestido, subindo-o lentamente, deixando minha calcinha e sutiã a amostra. Consigo ver o desejo instalado em Quinn.
Ela se senta sobre o puf, ainda comigo em cima dela. Quinn leva as mãos aos meus seios, cobertos pelo sutiã, ela os aperta gentilmente. Distribuindo beijos suaves por minha pele, parando no vale entre meus seios. Sinto-a tirar lentamente meu sutiã. Mantenho o olhar no dela, mas, vejo quando os seus olhos ganham um tonalidade mais escura quando se deparam com a nudez de meus seios. Quinn volta a me encarar brevemente, como quem necessita saber se está tudo bem. Sorrio amavelmente para ela.
Vejo-a direcionar os olhos aos meus seios novamente, dessa vez ela não vacila e os toma para si em um movimento certeiro. Quinn os beija de forma lasciva. Aproveito o momento para me mover sobre o centro dela. Ela leva uma das mãos a minha bunda, me ajudando no incremento dos melhores roces a serem alcançados. Jogo minha cabeça para trás tamanho o prazer que sinto por ter a boca dela beijando meus seios com afinco. Isso está cada vez mais impudico e sexy, extremamente sexy. Nossos gemidos são externados, mas, ainda abafados.
Olho para baixo e vejo os fios loiros do cabelo dela se moverem veementemente. Ela está tão focada naquilo. Cada vez que ela suga um de meus mamilos eu arqueio as costas involuntariamente já que uma nova onda de prazer me invade. Seguro em sua nuca, tirando-a de meus seios. Quinn me encara seriamente e parece frustrada como uma criança que é impedida de comer seu doce favorito. Ela tem os lábios levemente vermelhos e inchados, resultado de todo o movimento de segundo atrás. Beijo-a na boca, com ardência. Um beijo quente e demorado que me faz ter uma vontade insuportável de tê-la dentro de mim.
Puxo a blusa que ela usa. Coloco-me de joelhos enquanto ela levanta os quadris para tirar a saia. Agora sim estamos iguais. Por um breve momento, me permito admirar o corpo maravilhoso que ela tem. Volto à posição anterior, sentada sobre ela. Olho para baixo, acompanhando o olhar de Quinn e vejo nossas peles desnudas se encostando... Um contraste de cores perfeito. Levo minhas mãos até o sutiã rendado que ela usa, deixando a mostra os seios de bicos deliciosamente rosados. Pressiono a palma de minha mão contra eles, apreciando a macies daquela pele. Ouço um gemido falsamente contido de Quinn. Ela se inclina para trás quando eu levo a minha boca para apreciar cada uma dos seios apetitosos que ela tem. A luz do sol que invadia o fim de tarde cedeu espaço para a penumbra da noite. Mas, nada que torne impossível ver a pele ligeiramente arrepiada de Quinn.
Pego em uma de suas mãos e a acaricio quando cesso o beijo depositado em seu busto. Levo sua mão a minha boca, deixando um beijo suave sobre ela. Beijo cada um de seus dedos com carinho intenso, enquanto minha outra mão repousa sobre sua nuca. Quinn está com os lábios entreabertos e a respiração irregular.
Guio sua mão para meu seio direito, fazendo percorrer lentamente meu corpo, passando pela barriga até chegar em meu centro. Sinto os dedos dela se moverem devagar sobre minha calcinha. É perceptível o meu estado de excitação. Estou tão molhada! Afasto minha calcinha pela lateral, deixando espaço suficiente para que Quinn toque onde eu a necessito.
Afasto meu corpo do dela, deixando espaço suficiente para que nós duas possamos olhar para os movimentos que seguirão. Quinn leva o dedo indicador para a parte interna de meus grandes lábios. Meu liquido rapidamente se espalha pelos dedos dela. Isso me leva ao céu rapidamente. Gemo audivelmente. Volto a olhar para ela... trocamos olhares profundos, pois sabemos que isso será um momento especial, para nós duas.
Será a concretização de toda a paixão ou do próprio amor que sentimos, sendo consumado em forma de um prazer. Um tipo de prazer que só sentimos se quando nos entregamos dessa forma a alguém realmente especial. Não que eu tenha sentido isso antes, mas, é a certeza de que quero me entregar a Quinn e a mais ninguém, que me faz sentir a magia de um momento como esse. A mesma magia idealizada nas grandes histórias de amor, que normalmente, duvidamos se podem ser reais. Mas, eu digo: Sim, são reais! Não teria momento mais certo ou uma pessoa mais ideal para isso... É a ela que quero me entregar.
– Faz amor comigo, Quinn.
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