Morada

18 Eu quero de você tudo o que você puder me dá


Notas iniciais
Só digo uma coisa... desfrutem cada palavra desse capítulo. =D

Que Rachel sempre foi mais corajosa que eu, não era novidade para ninguém, muito menos para mim. Ter sido beijada por ela, enquanto estávamos no estacionamento, foi insano. Não apenas por estarmos em um lugar público, mas, principalmente, por ter me deixado envolver pelo momento profícuo, e acabar correspondendo ao que ela propunha.

Mas, definitivamente, saber que Santana a encorajou a insistir a seguir em frente na tentativa de nos recuperar, e saber que Rachel a deu ouvidos, me fez repensar em cada uma das ações que nos envolveram nos últimos tempos, afinal, se Santana e Rachel conseguem ver como certo, um possível retorno entre nós duas, por que eu não poderia considerar essa possibilidade?

Não que eu apenas tenha pensado sobre isso apenas por conta do que vem acontecendo nas últimas horas. Longe disso. A verdade é que desde que conseguimos reestruturar a amizade que temos, eu tenho pensado em fazer coisas com Rachel que vão além de uma conversa amigável. Coisas que envolvem ter todos os beijos maravilhosos, todos os abraços aconchegantes, todos os carinhos reconfortantes.

– O que você falou para a Rachel? – Estamos, eu e Santana, no balcão efetuando o pagamento pelas horas em que passamos jogando boliche. Ela encolhe os ombros como quem diz que não fez nada. – Vamos... fale de uma vez.

– Nada demais. – Ela dá de ombros enquanto dá o cartão de crédito para a atendente. – Estava apenas tentando fazer como que ela não desista de você. – Encaro-a, atônita. Eu não sou essa pessoa complicada que ela quer dizer.

Tudo bem que, às vezes, o orgulho que faz parte de mim, impede-me de agir como eu realmente gostaria. Não só com a Rachel, mas, em várias situações, como por exemplo, quando foi necessário reestabelecer minha relação com minha mãe. Isso é uma das coisas que eu não conseguir mudar até hoje. Herança de meu “admirável” pai?

Caminhamos para o estacionamento, Rachel está entre eu e Brittany. Levo meu braço ao redor dos ombros dela, abraçando-a de lado. Ela parece surpresa por esse ato. Olha para mim como se pedisse uma explicação. Ignoro. Prefiro seguir caminhando junto a ela a ter de retroceder mais uma vez. Ela parece entender, pois, diminui a distância entre nós quando coloca a mão que repousava em minha cintura, dentro do bolso de meu cardigã, apertando-me levemente enquanto caminhamos.

– Acho que podemos repetir mais vezes o que fizemos hoje. – Paramos em frente ao meu carro. – Apesar de ninguém aqui conseguir ser melhor que eu no boliche, acho que posso lidar com a vitória sempre. – Santana sendo Santana. Sorrimos do abuso desenfreado que só ela possui.

– Estávamos apenas nos divertindo, S. – Recrimino-a tentando tirar a importância das partidas que ela ganhou.

– Você fala isso apenas porque não conseguiu ganhar de mim. – Ela faz a melhor cara de vadia que eu já vi em minha vida. Eu a amo de verdade, mas, ela não saberá disso tão fácil, pois, ela me atormentaria pelo resto de meus dias.

– Deixe a Q em paz, Santana. – Brittany a repreende. – Eu realmente me divertir hoje e também acho que podemos repetir isso. – Ela se aproxima de Rachel a puxando para um abraço. – Eu falei para a San que você era muito legal, Rach. – Acrescenta. Rachel sorri abertamente para a loira enquanto retribui o contato.

– Obrigada, Brit. – Ela se diz carinhosa. Quem não se rende ao jeito meigo de Brittany?

– É... devo concordar com isso. – Santana se refere ao que Brittany havia dito. – Mas, me atrevo a dizer que você tem sido menos chata apenas porque resolveu concentrar suas energias nos pegas que dá com a Quinn, antes você era chata demais. – Ela fala em meio a um fôlego só. Rachel fica enrubescida instantaneamente. Eu aproveito para puxa-la para mim novamente, deixando-a a minha frente, encostada em meu corpo enquanto eu a abraço pela cintura.

– Rachel é maravilhosa, S. – Defendo-a. – Você só fala isso porque você só consegue ser uma boa pessoa por no máximo cinco minutos, o resto do tempo você é uma cadela. – Rachel aperta minhas mãos, provavelmente me repreendendo por conta do que eu havia dito.

– Só não distribuo uns bons tapas nessa sua cara pálida porque você e a anã estão incrivelmente adoráveis agora. – Apesar da vergonha que me consome, não faço nada além de prender mais ainda Rachel contra meu peito. Beijo em sua cabeça e ela se inclina para me olhar me dando um sorriso suave.

Ficamos conversando com as meninas por mais um tempo. Não consigo manter distância de Rachel. A cada toque, a cada suspiro profundo que soltamos, eu tento cada vez mais tê-la perto de mim. Não sei de onde surgiu a necessidade desenfreada de não soltá-la por um segundo sequer, mas, possivelmente, é toda a saudade acumulada, referente aos dias em que estivemos longe uma da outra, que está dando as caras.

– Você já tem que ir? – Estamos dentro do carro, paradas em frente a casa dela. Encaro o relógio digital localizado no painel do carro. Ainda é cedo. – Entre um pouco. – Ela não espera uma resposta. Apenas se retira do carro e começa a caminhar em direção a casa. Apresso os passos para acompanha-la.

Subimos a escada que dá acesso ao quarto dela. Algo em mim diz que essa noite marcará para sempre o rumo de nossa história. Talvez porque, agora, eu esteja me sentindo mais disposta a tentar qualquer aproximação com ela. Eu a quero, isso é fato. Eu a desejo de todas as maneiras. Sinceramente? Não vejo mais motivos para negar. Estou cansada demais para permitir que qualquer orgulho continue imperando e moldando meu comportamento. Não é como se ela não soubesse que sou apaixonada por ela, portanto, por que não escancarar de uma vez por todas tudo o que quero e espero ter com ela?

O quarto continua igual à última vez que vim aqui. Ela vai ao quarto dos pais, avisar que já está em casa. Aproveito e caminho para o quadro de fotos colados na parede. Tem uma foto minha lá, uma só minha ao lado tem uma que tiramos no Breadstix, no dia dos namorados, o adesivo que as interliga, forma a frase “Dreams come true”. Sorrio abertamente para esse gesto singelo, mas que demonstra perfeitamente o momento que entramos de fato uma na vida da outra.

Sinto os abraços dela me envolver. Respiro profundamente sentindo meu corpo se render ao afago que ela me proporciona. Viro-me para ela segurando seu rosto com as duas mãos. Ela cobre minhas mãos com as suas. Eu a beijo vagarosamente em sua testa e depois no queixo. Junto nossos lábios, sem pressa, apenas sentindo o inebriante contato que eu tanto desejo.

Deposito uma de minhas mãos em sua cintura a puxando para mim a medida que aprofundamos o beijo. Minha língua percorre a sua boca em meio a um jogo de toques com a dela, nos proporcionando prazerosos arrepios, contudo, faço questão de manter o beijo calmo, sem pressa alguma. O intuito é desfrutar desse momento fascinante que tanto senti falta.

Caminhamos para a cama, ainda sem nos soltar completamente. Deito sobre ela. Apesar do momento ser convidativo para elevarmos tudo a atos de puro prazer sexual, nos limitamos ao carinho que nos envolve nessa saudade que ainda persiste. Interrompemos nossos beijos perfeitos apenas para nos admirarmos, para sentir os cheiros, os toques repletos de carinho e admiração. Sinto que é como se estivéssemos nos reconhecendo.

– Senti tanto a falta disso! – Rachel murmura enquanto aspiro o cheiro que vem de seus cabelos. Sorrio sonoramente.

– Eu também, Rach. Eu também. – Pondero um pouco antes de me pronunciar, mas já não vejo motivos para esperar para retomar o relacionamento que tínhamos. – Rach... – Ela me fita. – Podemos tentar novamente? – Ela parece pensar um pouco, mas assim que percebe minha proposta, um sorriso esplendido se estabelece em seus lábios. O sorriso mais lindo que já vi em toda a minha vida.

– É tudo o que eu mais quero, Quinn. – Ela me prende pelo pescoço e me beija voluptuosamente dessa vez. Deixo-me levar pelo ritmo eufórico imposto por ela. Um feixe de sensatez me toma e diminuo a intensidade daqui antes que levemos tudo a um nível mais carnal. É preciso estabelecer algumas coisas aqui.

– O que seremos? – Falo assim que consigo parar o beijo. Rachel tem os lábios avermelhados.

– O que você quiser, nós seremos. – Ela tenta recuperar meus lábios novamente. Mas eu a impeço. Ela franze os lábios para baixo, em uma amável expressão que poderia facilmente se comparar a de uma criança birrenta. Não aguentando tanta fofura em minha frente, eu a beijo ternamente nos lábios.

– Sério. Não podemos correr o risco de nos magoar novamente. – Lembro-a que isso deve ser uma conversa séria.

– O que você propõe então? – Ela me encara entusiasmada, provavelmente, pensando o mesmo que eu.

– Bem... eu não sei se o mais indicado é dizer que devemos estabelecer isso... – Aponto para mim e ela. – Como um namoro. – Ela franze o cenho. – Você sabe, é o nosso ultimo ano aqui. Se iniciarmos isso agora, daqui a alguns meses teremos de nos separar. – Ela continua a me observar. Movo-me para ficar sentada em frente a ela. – Temos sonhos que estão prestes a se concretizar. E eles não nos deixaram nem ao menos na mesma cidade, que dirá na mesma universidade.

– Aonde você quer chegar com isso? – Noto um leve ponto de irritação em sua voz.

– Rachel, nós sabemos que você entrará em NYADA e eu em YALE. – Passo a mão pela bainha de meu cardigã.

– Assim planejamos. – Ela me interrompe.

– Me deixe prosseguir. – Peço demonstrando toda a seriedade que esse assunto deve ser encarado. Ela assente. – Se encararmos isso como um namoro, o que acontecerá quando tiver que ir embora? Vamos nos machucar. Vamos sofrer mais do que aconteceu há duas semanas. – Tomo um fôlego. – Apesar disso, eu não quero ficar sem você. Não acho certo nós termos que ficar sem isso que já constituímos.

– Me deixa ver se entendi. – Ela encara o teto por um instante. – Você está dizendo que não sabe se quer um namoro porque futuramente vamos ter de ficar separadas e isso nos fará sofrer? – Movo a cabeça concordando com o que ela disse. – Entendo a sua boa intensão, Quinn. Porém, querer estabelecer algo entre a gente, mas, com o pensamento em um relacionamento que terá data de validade, não é a maneira certa de começar.

– Eu só não sei o que fazer, Rachel. – Puxo levemente meus cabelos. Estou bem frustrada por não saber como agir ou mesmo o que pensar.

– E por um acaso você acha que se não oficializarmos isso como um namoro, mas, continuarmos a ficar, nós não sofreríamos da mesma forma se um dia viermos a nos separar? – Isso tem lógica.

– Seria a mesma coisa. – Murmuro após me dá conta da situação complicada em que estamos. Rachel me olha como se estivesse me analisando. Fico envergonhada. Como posso propor voltar a nos relacionar afetivamente se nem ao menos sei como fazer isso funcionar?

– Sabe, Quinn, apesar de ter cada passo de minha vida planejado, depois que você entrou aqui... – Aponta para o peito, o mesmo lado do coração. – nada relacionado a você... a nós, segue algum plano, e você sabe disso. – Concordo. – Então, não acho que seja o momento de pensar em coisas ruins. – Ela afaga meu rosto. — Eu quero de você tudo o que você puder me dá, mas, sem pensar que um dia não nos teremos tão perto.

– Eu também quero você, Rach. – Seguro em sua mão que repousa sobre meu rosto. – Só nós sabemos quantas lágrimas nos custou ficar separadas. – Ela morde o lábio inferior fracamente. — Não quero ficar sem você, não mais. – Eu a puxo para um beijo apaixonado. Quero que ela sinta o quanto eu a desejo, o quanto eu a quero bem, o quanto eu a quero comigo.

– Então, Quinn. O que você conclui sobre isso tudo? – Ela pergunta quando nos afastamos. Eu encaro o lençol florido que cobre a cama.

– Eu concluo que... quero namorar você. – Não consigo olha-la. Sinto-me terrivelmente tímida. Provavelmente meu rosto está num tom de vermelho vivo. Ouço-a sorrir. Ela estende a mão para alcançar meu queixo, levantando meu rosto, ao mesmo tempo em que se coloca de joelhos sobre a cama, ficando em uma altura maior que eu.

– Você é uma fofa. – Ela beija meus lábios com vários selinhos. – Não precisa falar mais nada.

– Não? – Eu fito-a, surpresa. Não é como se eu houvesse, de fato, perguntado se ela gostaria de namorar comigo. O que eu falei foi apenas uma afirmação de minhas intensões com ela.

– Não, Q. – Ela senta-se sobre as próprias pernas, agora igualando nossas alturas. – Não que eu não aprecie pedidos românticos de namoro e todas aquelas coisas clichês, mas, não sinto necessidade disso. Afinal, não é como se você pudesse escapar de um namoro comigo. – Ela sorri largamente. Eu a acompanho, mas de uma forma mais contida.

– Estamos namorando então? – Pergunto em meio a um fio de voz. Mas por dentro, há um carnaval de emoções pronto para se externar a qualquer momento.

– É o que eu quero. – Responde com sinceridade evidente. – É o que você quer?

– Não é como se eu tivesse outra opção. – Respondo divertida enquanto Rachel lança uma série de leves tapas em meu ombro. – Ei, pare! – Seguro em suas mãos, impedindo-a de continuar com aquelas agressões fofas. Existe agressão fofa? – Esse é o momento em que você deveria me dá um beijo apaixonado para selar nosso namoro ao invés de tapas.

– Faça por merecer, Fabray. – Me lanço contra o corpo minúsculo dela. Atacando-a com uma variedade de beijos. Desde os calmos, até mesmo os que começam a nos levar para um caminho mais ousado.

– Eu quero namorar você, Rach. – Falo ainda com meus lábios pressionando os dela. – Você aceita namorar comigo? – Rachel me encara com olhos que transbordam paixão.

– Sim, Quinn. Namorar você é o que eu mais quero. – Volto a beijá-la com total paixão, com total entrega. Ao mesmo tempo em que tento equilibrar meu peso para não ir totalmente contra ela, coisas dentro de mim imploram por mais contato.

– Mais que estar na Broadway? – Falo enquanto meus lábios percorrem a pele exposta de seu pescoço.

– Não seja idiota. – Ela morde meu ombro levemente. – São desejos diferentes. Não os compare. – Alerta-me.

– E como você me deseja, Rachel? – Sussurro em seu ouvido, prendendo o lóbulo de sua orelha entre meus dentes. Sinto-a arfar.

– Isso não é pergunta que se faça. – Ela prende os braços em minha nuca, em seguida, beija meu pescoço.

– Por quê? – Indago. Voltando meu olhar para seu rosto, mas, deixando meus dedos brincarem arriscadamente com a pele de seu abdômen.

– Porque acabamos de fazer as pazes. – Ela beija meu pescoço. – Porque temos tanta saudade reprimida... – Beija a minha mandíbula. – Porque temos muito desejo contido querendo se externar. – Morde meu lábio inferior arrastando a língua sobre minha boca. – Porque agora estamos namorando e não há nada que nos impeça de ir adiante em muito pontos. – Leva a mão a minha bunda, apertando gostosamente o local, ao mesmo tempo que eleva os quadris para que nossos centro tenham o contato necessário para emitir ondas de calor para cada poro de nossa pele.

– Hummmm. – Gemo descaradamente.

Rachel toma meus lábios em um beijo apaixonado e ao mesmo tempo lascivo. Não há mais nenhum resquício de calma. O atrito de nossos centros nos fazem ter movimentos cada vez mais rápidos e coordenados em busca da melhor forma de saciar nossos desejos.

Ela continua se impulsionar contra meu corpo. Separo-me um pouco apenas para tirar meu cardigã, voltando imediatamente a ocupar nossas bocas com tórridos beijos. Rachel aproveita os movimentos e passa a mão por baixo de meu vestido, enganchando os dedos contra o tecido de minha calcinha, não para tirá-la, mas para ter um contato melhor com minha pele. Aos poucos, sinto sua mão percorrer para dentro de minha calcinha, fazendo com que suas mãos estejam em contato direto com minha pele. Isso está muito gostoso.

Nossos movimentos se intensificam na medida em que os segundos passam. Coloco minhas mãos em sua barriga, por baixo da blusa que ela usa. Acaricio sua pele por algum tempo, mas, logo subo minha mão para o local que mais me desperta desejo. Quando alcanço um de seus seios, passo meu polegar levemente sobre o mamilo enrijecido que ela tem. Eu o quero em minha boca urgentemente. Massageio-o com a palma de minha mão. Nossos corpos continuam a se movimentar quando subo mais um pouco sua roupa para que eu tenha acesso à nudez de sua barriga perfeitamente definida.

Desço com minha boca percorrendo seu colo, o vale entre os seios, até, enfim, chegar o abdómen. Passo minha língua demoradamente por cada centímetro daquela pele quente e macia, agora, com minhas duas mãos acariciando seus seios enquanto ela se contorce em baixo de mim.

– Quinn. – Ela pronuncia meu nome em um tom sussurrado. Rachel está de olhos fechados, mas, olhá-la tão entregue me causa arrepios que me fazem arquear as costas. Solto um gemido rouco em resposta.

Com todo o movimento que fazemos, meu vestido, assim como a sua saia, estão encolhidos numa parte em cima de nossos quadris, deixando nossas calcinhas livres para ambas admirarmos essa parte de nosso corpo que nos causa tanto prazer. Preciso dizer que estou extremamente molhada?

Refaço o caminho de minha boca, mas, dessa vez, parando na região abaixo de seus seios. Olho para Rachel pedindo permissão para prosseguir. Ela segura em minha nuca, me induzindo a seguir adiante. Contudo, antes de dá continuidade a esse ato que possivelmente nos levará mais perto do extremo a ser alcançado em momento como esse, levanto completamente sua blusa, deixando a mostra os apetitosos seios que ela possui.

Rachel não se inibe. Continuo a admirar os rosados mamilos que ela tem. Permito-me fazer isso, pois, é algo que fui privada quando estivemos em Nova York. Eu não pude admirar visualmente nenhum centímetro do corpo maravilhoso que ela tem. Então, dessa vez, quero me dá ao luxo de gravar em minha memória cada centímetro dela.

– Vamos, Quinn. Continue com isso. – Ela pede chorosa de desejo.

Saio de meu estado de contemplação, para aprecia-la de outra forma tão boa quanto a da visão... o paladar. Abocanho os seios dela. Um de cada vez. Alterno os beijos dando atenção aos dois. Eles são perfeitos para minhas mãos e boca, feitos na medida certa para mim. Quanto sugo um de seus mamilos de forma demorada, porém, firme, Rachel ergue seu quadril e crava suas unhas em minha bunda, aumentando mais ainda o roçar de nossos centros.

– Porra! – Ela exclama em meio a todo o prazer que a consome. Acho que estou fazendo isso direito.

Depois de um tempo, volto aos seus lábios. Retomando a um beijo ardente e impudico. Sinto meu centro se contrair cada vez mais. O desejo que emana de mim chega a ser dolorido. Levo uma de minhas mãos ao ventre de Rachel. Estendo minha mão por aquela pequena parte de seu corpo. Rachel parece se dá conta do movimento, pois ela cessa o ritmo de seu corpo contra o meu.

– Precipitado demais? – Pergunto-a em meio a preocupação por ter passado algum limite. Ela me puxa para um beijo abrasador.

– Apenas continue. Quero fazer isso. – Ela percorre meu pescoço com a língua. É o incentivo ideal para que eu siga.

Percorro meus dedos sobre sua entrada. Fazendo movimentos leves ainda sobre a sua calcinha. Rachel parece ir ao delírio com isso. Ela está tão fodidamente molhada. Pressiono meus dedos contra sua entrada, ainda que a calcinha esteja ali como barreira, a intensidade dos movimentos são capazes de nos levar ao orgasmo facilmente, tenho certeza disso. Ela por estar sendo acariciada dessa forma, e eu por estar sendo capaz de proporcionar um prazer irrefreável a ela.

Rachel move a mão para fazer o mesmo comigo. No mesmo momento, um súbito estado de excitação ganha grandiosidade em mim. Eu a quero dentro de mim, é fato inegável. Deixo-me levar por esses movimentos contínuos e ágeis que ela tem. Jamais senti prazer igual. Sinto Rachel levantar um dos lados de minha calcinha, levando o dedo lentamente para baixo do tecido de pano. Não faço nada mais que abrir minhas pernas para que ela tenha uma passagem melhor para aquela região. Ela desliza o dedo indicador sobre meu clitóris e isso é tão gostoso.

– Rachel! – A voz masculina de um de seus pais nos tira do estado de entorpecimento, nos fazendo dá de cara com uma realidade terrivelmente constrangedora. Não tenho ação nenhuma além de congelar onde estou, sobre ela. Rachel me segue. – Já está ficando muito tarde, é melhor Quinn ir para casa. – Ele deve estar, provavelmente, encostado na porta esperando pela resposta. Rachel me olha assustada. Tento sair de cima dela, mas ela me prende.

– Calma. A porta está fechada. – Ela sussurra para mim. – Ela já vai, papai. Não se preocupe. – Ela grita para que ele a escute.

– Não demorem a descer. Judy deve esta preocupada. – Sei o que homem tem boas intensões se preocupando comigo ou com minha mãe, mas precisava ter esse tipo de preocupação justamente agora?

Rachel me encara. Mas, logo em seguida desviando o olhar para baixo, onde seu dedo ainda pressionava meu centro. Ohh... isso realmente foi constrangedor. Enrubesço automaticamente, escondendo meu rosto em seu peito. Lentamente ela tira a mão de meu centro, colocando minha calcinha no lugar certo.

– Não fique com vergonha. – Ela me beija minha cabeça. – Por favor, não fique. – Continuo escondendo meu rosto. – Fizemos o que queríamos, não foi?

– Foi. – Me limito a responder com um fio de voz que dedura todo meu estado de timidez.

– Apesar de que... eu queria bem mais. – Ela ri sonoramente. – Ainda quero na verdade.

– Ei, pare com isso. – Repreendo-a.

– Ahhh, Quinn. Qual é? Você sabe que é verdade. – Ela me puxa para perto de seu rosto me beijando com total carinho. O susto por quase termos sido pegas em um momento extremamente erótico, freou qualquer tentativa de continuarmos onde havíamos parado quando Hiran chamou por ela. Beijamo-nos por mais algum tempo, até que novas batidas na porta são escutadas.

– Meninas, está ficando tarde. – Hiran parece realmente preocupado e um tanto inconveniente. Que Rachel não descubra que eu penso isso dele. Mas é só por agora.

Levanto-me indo até o banheiro para me recompor. Caminhamos até a saída de sua casa. As luzes da sala já estão apagadas, assim como as da varanda. Está realmente tarde. Minha mãe já deve ter me ligado diversas vezes, mas meu celular está no carro.

– A noite foi perfeita. – Rachel me puxa para um canto da varanda onde ninguém nos veria nitidamente. Eu a abraço pela cintura enquanto ela coloca os braços em minha nuca.

– Foi mesmo. Com exceção da parte em que seu pai interrompeu um momento super importante. – Ela se afasta discretamente para me olhar.

– Falando assim nem parece a garota tímida que quase não consegue me olhar quando meu pai bateu na porta do quarto. – Ela ri divertida.

– Era um disfarce. – Sorrio para ela. – Sou corajosa e nada tímida. – Falo com uma falsa soberba.

– Espero que seja mesmo porque da próxima vez... – Ela puxa meu lábio inferior com a língua. – Quero continuar exatamente de onde paramos. – Ela abaixa a mão para minha bunda, deixando um aperto gostoso nesse lugar.

– Você é uma tarada, Rach. – Sorrio da carinha de ofendida que ela faz.

– Por você, Fabray, só por você. – Nos beijamos pela última vez na noite. Estamos na frente de sua casa e não podemos arriscar tanto. – Me avise quando você chegar em casa. – Ela pede carinhosa, enquanto suspira próximo a minha nuca.

– Eu avisarei, namorada. – Ela sorri largamente. Me afasto dela para ir em direção ao carro. Desço dois degraus da escada quando ela me chama novamente. Rachel se aproxima de forma ágil.

– Eu estou feliz, muito feliz, na verdade. – Me dá um breve selinho. – Gosto de você, muito.

– E eu de você. – É o único que consigo responder antes de ver uma Rachel saltitante correr para dentro de casa.

Sensação de êxtase toma conta de mim, em um estado de amor subido que jamais havia sentido igual. É como se eu estivesse perdida por muito tempo em mim mesma, mas, agora, me encontrado, e de uma forma absurdamente tranquila e serena. Isso é sobre estar com Rachel, sobre estar entorpecida pelos encantos que não cabem em palavras a descrição, mas, sim, nos gritos silenciosos de todos os sentimentos bons que ela conduz em mim e para mim.

Notas finais
E aí? E aí? E aí? Realizados? Contem o que acharam de TUDO isso. Ps.: Quero registra meu descontento com o declínio na quantidade de comentários. Que está acontecendo com vocês, migas?