Notas iniciais
Lamento por qualquer erro. Escrevi essa fic na sala dos estagiários da clínica escola lol Eu só queria MUITO postar algo no Halloween que fosse apropriado, mas a ideia que eu tive inicialmente era muito grande e eu simplesmente não tive tempo/fortitude mental pra terminar a tempo... Enfim, um dia vai sair. Felizmente minha bae e co-fundadora do Fã clube do Chisaki Kai, CowardMontblanc, me avisou sobre esse desafio, e 300 palavras são bem mais razoáveis do que a minha ideia original. Então aqui está, por enquanto ;)

A luz da vela é frágil, quase sufocada pelas sombras que a circundam. Ela recai por vielas de pedras desgastadas, por janelas fechadas e peitoris recobertos de espessas camadas de poeira. Ilumina a figura que corta seu caminho pela parte desolada da cidade, evitando a comoção e as festas e o som de risadas e vozes açucaradas.

Ele entra por uma sêmela esquecida, as folhas em decomposição estalando sob o solado de seus tênis, o caminho ladeado por árvores tristes e escuras mantidas vivas pelos mortos enterrados a sua sombra.

O mausoléu é de mármore frio e pálido, brilhante como alabastro na noite escura. As dobradiças enferrujadas rangem ao revelar o espaço da câmara mortuária. Bustos dos mortos ornamentam os túmulos brancos como os ossos, fileiras e mais fileiras pelas quais ele passa até chegar ao lugar onde queria.

Os restos de sua visita do ano anterior ainda estão lá. Ele limpa a cera antiga e substitui pela vela que trouxe, retraça os círculos e recoloca pedras. As palavras do velho livro soam vis em sua língua, mas ele prossegue até o ritual acabar, o frio súbito roubando seu calor assim como a chama da vela.

Mas ele está lá, e é o que importa. Ainda como na primeira vez em que se viram, um sorriso nos lábios ressecados. Tenko brilha a seus olhos, tão real, tão vivo.

“Izuku…” Ele se aproxima, testa contra testa. “Bem vindo.”

O sorriso dele é tímido, apesar dos arrepios que correm por sua coluna pelo toque gelado em sua pele. “Faz um ano. Senti sua falta.”

“Quanto tempo temos?”

“A noite inteira. Até o nascer do sol.”

Ele fecha os olhos ao sentir os lábios dele contra a pele de seu pescoço, beijos suaves de saudade.

"Então vamos fazer valer a pena.”

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!