Moon Society: The lighthouse.
29 Capítulo vinte e sete: Lide com isso.
Notas iniciais
Na manhã seguinte acordei com umas leve enxaqueca, mas depois de um banho ela diminuiu consideravelmente, quando fui me vestir, vi meu uniforme e decidi que era um bom dia para voltar a minha rotina normal, minha perna estava ótima e Darwin precisava de mim.
Desci as escadas devagar, encontrei meu pai, irmã é minha mãe e Emily na cozinha.
― Bom dia ― Falei terminando de amarrar meu cabelo em um rabo de cavalo ― Que caras são essas?
― Por que está com esse uniforme? ― Meu pai perguntou.
― Porque vou trabalhar?
― É... Nós combinamos isso?
Eu ri.
― Pai... Minha licença era até minha perna melhorar e olha... Está ótima, quero voltar ― Falei.
― Você não tem uma grande festa para planejar ou algo assim?
― Eu posso fazer as duas coisas... Além do mais eu tenho mais cinco dias para resolver as coisas da festa e já que estamos falando da festa... Convidei os meus amigos Hunter e Arian... Eles tem umas banda e eu quero que toquem na minha festa.
Minha mãe tossiu várias vezes.
― Só pode estar de brincadeira comigo...
― Estou falando muito sério, é o meu aniversário ― Falei ― Quero pagar a eles para tocarem... Sabe... Eles estão no começo e Hunter está juntando dinheiro para a faculdade de arte...
― Brieanna vão ter pessoas nessa festa além dos jovens, seus avós, nossos amigos...
― Mãe eu sei todas as pessoas que vão estar lá...
― Você não vai desistir não é?
Neguei.
Ela suspirou.
― Vou fazer umas lista do que quero que toquem, você faz uma lista do que você e seus amigos gostam mais, nada daquela barulheira que você ouve de vez em quando.
Eu ri.
― Sem barulheira ― Prometi beijando a bochecha dela ― Vai postar os convites logo?
― Na segunda de manhã ― Falou.
Assenti.
Me despedi de Emily e eu e meu pai fomos para o hotel em um carro com Jonah e Ian.
― Jonah, Wilhelm está se recuperando como esperado? E quando vem para casa?
Jonah pensou um pouco antes de me responder.
― Ele está indo bem, na segunda, pela parte da noite ele deve estar em casa, senhorita Brown.
Os seguranças ficaram com a cabana de quatro quartos que ficava nos fundos de nossa propriedade e Lucyla estava em um dos quartos de hóspedes por enquanto.
― Sem isso de senhorita Brown Jonah ― Protestei.
Meu pai bufou.
Eu e meu pai fomos conversando sobre a festa, perguntei que músicas ele gostaria que tocassem, inclui elas em minha lista.
― Preciso de você para assinar alguns papéis antes de começar ― Ele falou me guiando pela escada até o escritório, cumprimentei Matilde a secretária e entrei me sentando à frente da mesa dele.
Eu esperei ele pegar uma pasta e vários papéis, então me deu sua caneta tinteiro e os papéis.
Li brevemente.
― Esse... Esse valor...
― Só assine, preciso da sua assinatura para mudar a modalidade da conta de poupança para conta corrente.
― Por que todo esse dinheiro? Pelo amor de Deus isso é... Isso é seu pai, eu... Da para alimentar um país do continente africano por um ano com isso
Ele suspirou.
― Evelin não seja exagerada, pode pelo amor de Deus só assinar?
― Malloney tem uma conta dessas?
― Malloney não reclamou quando assinou os malditos papéis ― Ele falou.
Suspirei.
― Eu não quero esse dinheiro pai!
― É só um fundo de emergência.
― Se a emergência for alimentar a população da Índia, nunca vi tantos zeros juntos na vida.
Ele suspirou.
― Você não vai assinar
Não era uma pergunta.
― Não assim... Isso... É absurdo não vê? É assustador, e é o motivo pelo qual essas coisas estão acontecendo.
Meu pai se sentou e ficou me olhando.
― Eu não vou retirar o dinheiro da sua conta ― Ele falou irredutível.
Suspirei exausta.
― Acha que o dinheiro é o motivo pelo qual isso está acontecendo? Pode até ser, mas ignorar esse dinheiro não vai mudar a situação, se acha isso me desculpe, queria honestidade e eu vou dar a você... Brown's group pertence a mim, como acionista majoritário e presidente fundador, seu avô tem 30% das ações, então é um sócio, quando ele morrer, essas ações serão divididas entre sua avó, sua tia e sua mãe, se sua avó morrer as ações dela são divididas entre sua tia Emily e sua mãe, se elas já estiverem mortas... O que é pouco provável, mas vamos considerar, já que estamos falando de negócios... Essas ações iriam para você e sua irmã, como são menores, eu seria responsável por elas até vocês completarem 21 anos, então vocês teriam a porcentagem de ações dadas por mim, mais as de sua mãe, isso dá... Muito em números variáveis... Porque é preciso levar em consideração o preço das ações... Cada vez que Brown's group faz uma aquisição, que as ações sobem... Sua porcentagem é adicionada à sua poupança... Isso explica os zeros que te assustam... Mas não vou me desculpar por isso ― Ele deixou claro ― Sei que é muito diferente da vida que todo mundo que você conhece tem, mas você é diferente de todo mundo, sempre vão ser e precisa de maturidade e lidar com isso...
― Meu Deus ― Falei cobrindo minha boca com as duas mãos, fechei os olhos tentando respirar.
― Se eu for responsável por... Administrar o Brown's seria
― Todo o grupo, tal qual eu faço... No começo seriam somente os hotéis... Mas quando eu eventualmente...
― Não diga a palavra.
― Quando eu não estiver mais disponível... Você administrará tudo, então será a acionista majoritária e presidente.
― Suas ações...
― Seriam divididas entre vocês três, mas você e Malloney não podem fazer nada com elas até terem 21 anos, então seriam responsabilidade de sua mãe ou tutores legais, caso sua mãe...
― Não esteja disponível ― Falei cortando a palavra seguinte dele.
Os lábios dele se forçaram em uma linha dura, depois assentiu devagar.
― Jesus, isso é... Muito... Para assimilar, eu... Porra! ― Falei sentindo minha respiração ficar ofegante, segui até a janela olhando para o campo de golfe para o lago lá embaixo ― Os hotéis não são as únicas coisas, não é?
Ele andou até mim, tocou meu ombro e respondeu.
― Existem... Diversas empresas com diferentes nomes fantasia que pertencem a Brown's group.
― Como Ashfordshire?
Ele me olhou confuso.
― Ângela Ashford está me dando aula na classe extracurricular de negócios... Ela... Não está sendo muito cortês.
Meu pai passou as mãos pelo cabelo.
― Se ela cruzar um limite... Apenas me avise, ela não tem direito de levar batalhas pessoais à sala de aula, descontar em uma jovem inocente as frustrações das suas más decisões nos negócios quando é paga para educá-los é muita falta de respeito.
― Posso lidar com ela, Jonah a colocou em seu lugar, se quer saber.
― Jonah?
Expliquei a ele a situação e ele riu.
― Preciso ir, Darwin deve estar atolado de coisas e precisando de mim...
Meu pai riu.
― Quase ― Falou rindo e gesticulando para a cadeira ― Assine os malditos papéis Brieanna Evelin Brown
Eu bufei e assinei todos os papéis.
― Seus cartões devem chegar em alguns dias... Evite andar com dinheiro depois disso, sim?
Assenti antes de sair do escritório.
Segui para o subsolo onde a sala de Darwin, bom agora minha e de Darwin, entrei e ele não estava lá, peguei o rádio e meu cartão preto e fui até o aparelho e iniciei meu horário.
Chamei Darwin pelo rádio e ele me deu um milhão de tarefas, estávamos lotados hoje, no meu horário de intervalo encontrei minha mãe no salão, me avisou que meus avós deveriam chegar na manhã de domingo e resolvemos mais algumas coisas relacionadas à festa, troquei algumas mensagens e fotos com Eros, que desempacotaria caixas das lojas dos pais o dia inteiro.
Voltei ao trabalho e meu pai me chamou por radio, usando somente meu sobrenome, queria que eu conhecesse alguns CEOS, tive que ficar para uma reunião chatíssima que pareceu durar um século, terminei meu turno às 17h30.
Eu voltei para casa com Jonah e minha mãe, tomei banho e fiquei com Malloney e Emily ouvindo sobre o dia delas, ignorei e desviei das perguntas de Emily sobre a noite anterior, eu estava quase apagando quando minha mãe entrou com um copo de água e meus remédios.
O domingo de manhã, era meu dia de folga no hotel, mas insisti para meu pai me deixar ir por apenas quatro horas, ele permitiu depois de longos minutos, quando passei pela porta da frente às 12h00 soltei meu cabelo e fui para a cozinha, bebi dois copos de água, beijei Lucyla na bochecha e perguntei da minha mãe, estava na sala de estar com meus avós, Emily e minha irmã.
― Ouvi que começaram uma reunião de família sem mim hanm ― Falei parando na porta.
Vovó sorriu largamente e se levantou.
― Vó que saudade ― Falei abraçando ela apertado.
― Você está grande, me deixe olhar você minha pequena ― Vovó falou se afastando um pouco.
Eu a olhei, parecia radiante, seus cabelos grisalhos, o sorriso impecável, maquiagem bem feita, colar de pérolas e brincos combinando, o diamante de casamento, lindo.
― Parece radiante, linda... Está trabalhando no hotel agora?
Assenti.
― Eu achei que já era hora ― Falei ― Eu realmente gosto de trabalhar lá, com Darwin, ver como tudo funciona...
Ela concordou.
― Estou feliz que você está melhorando cada vez mais pequena.
― Uma mulher de negócios hanm... Você herdou as melhores coisas dos seus pais ― Vovô falou.
― Oi vô ― Falei o abraçando.
Ele beijou meu cabelo.
― Te trouxe algumas coisas, eu e seu pai combinamos um presente de aniversário... Vai chegar algumas horas antes da sua festa... Mas é uma surpresa e eu espero que goste.
― Não vão me contar?
― Não será uma surpresa se eu contar ― Vovô falou.
Eu sorri animada.
― Vocês sabem o que é? ― Perguntei a Emily e mamãe.
― Talvez ― Minha mãe falou.
Eu ri de nervoso.
― Nenhuma dica?
― É caro ― Minha tia Emily disse.
Eu a olhei incrédula.
Vovó riu.
― É único e possui uma beleza clássica como você, vai gostar ― Vovô falou ― Agora pare de fazer perguntas ou vai estragar a surpresa.
― O que acham de jantamos fora? Podemos encontrar com papá no The Islander ― Falei.
Minha mãe sorriu.
― Parece ótimo ― Falou.
― Vou tomar banho e me arrumar, a senhora liga para ele?
Ela assentiu.
Eu corri escada à cima e fui retirando as minhas roupas, entrei no chuveiro e tomei um banho rápido, enrolei uma toalha e fui para o armário tentar encontrar alguma coisa para vestir.
Passei quase meia hora revirando tudo e não conseguia decidir nada.
― Brie estão todos te esperando ― Emily falou ― Você ainda nem está vestida boo
― Não consigo decidir o que vestir
― Veste qualquer coisa amor, suas roupas são lindas
― Vou sair ao lado de vocês, não dá para vestir qualquer coisa ― Falei baixo.
Emily riu e eu a olhei magoada.
― Que tal esse vestido roxo? Aquelas botas ali e essa jaque... Essa jaqueta de couro tá cheirando a cigarro... Você andou fumando? ― Perguntou arqueando a sobrancelha.
Eu ri.
― Não... Fomos em um bar na sexta-feira à noite tinham pessoas fumando lá ― Falei vestindo o vestido roxo e virando para Emily fechar o zíper.
― Como deixaram dois pirralhos entrarem em um bar?
― Jonah e Ian estavam com a gente e... Meu amigo Hunter toca lá... É um pub... Alternativo
― Por alternativo quer dizer ilegal?
Eu ri.
― Não é engraçado, sabe que tipo de gente anda por esses lugares? ― Perguntou.
Neguei.
― Traficantes, prostitutas.. Sabe lá Deus quem mais
― Jonah é Ian estavam lá!
― Não quero que continue frequentando esses lugares, tem... Coisas... Que nem Jonah e Ian podem lidar ― Ela disse.
Eu a olhei por alguns segundos, Emily desviou os olhos.
― Vamos fazer um penteado bacana?
Eu sorri e deixei Emily trançar meu cabelo, igual ao dela e passar maquiagem.
Quando seguimos para o carro percebi que havia uma pequena multidão de ternos pretos, Jonah e Ian, que havia voltado comigo do hotel para que Jeff e Alfred ficassem com meu pai, ali estavam James, os seguranças de Emily, Gael e Frederico e os de vovó e vovô, Luigi e Maxwell.
― Não temos que levar todos eles, não é?
― Somos muitos essa noite e precisamos de segurança.
Eu revirei os olhos.
― Ei! Já falei que é um gesto muito feio ― Minha mãe disse segurando meu queixo.
― Essa noite vamos nos dividir em três carros ― Jonah falou ― Onde está seu relógio?
― Tirei para tomar banho?
Jonah me olhou entediado.
― Volte para dentro e vá buscar ― Minha mãe disse.
― Vocês nem vão desviar os olhos de mim essa noite!
― Você sabe o que monitoramento significa? ― Jonah disse.
― Você é Ian me chateando o tempo todo?
― Não é engraçado Brieanna ― Ian falou.
― Ahh Ian, você é tão irritante ― Falei voltando para dentro e buscando meu relógio na bancada da banheira ― Feliz? ― Perguntei balançando o pulso quando voltei.
Ele riu.
― Sim senhorita.
Eu o olhei entediada.
― Como eu dizia vamos nos dividir em três carros, vou com Ian no carro 1 com a senhorita, a Senhora Brown e a senhora Cuáron, Maxwell e Luigi vão no carro 2 com o senhor e a Senhora O'Brien, Frederico e Gael vão com a senhorita O'Brien e Brown no carro três.
Nós apenas concordamos, demorou algum tempo e chegamos no restaurante, Jonah desceu, Ian dirigiu dando algumas voltas no quarteirão, depois recebeu um sinal e Jonah abriu a porta nos levando rapidamente para dentro, Jonah havia especificado para Alfred garantir que meu pai reservasse uma mesa longe das janelas.
Meu pai abraçou minha mãe, minha irmã e eu.
― As mulheres da minha vida são lindas demais ― Ele disse sorrindo.
Nos sentamos em um ótimo jantar, conversando sobre as coisas do cotidiano, minha irmã foi ao banheiro e voltou sorrindo.
― Eros está aquí ― Ela disse me engasguei com a água.
― O que?
― Está tudo bem? ― Vovô perguntou.
― Sim... Só... Bebi rápido demais ― Falei me inclinando para minha irmã ― Onde ele está? ― Sussurrei.
― Perto da entrada!
― Ele... Está... Com alguém?
Ela riu.
― Ciumenta, está com a família dele.
Eu assenti.
Estava deliciando minha sobremesa e pensando se deveria ir ver Eros, mesmo que não pudéssemos nos falar... Mas a voz dele surgiu de repente.
― Olá... Boa noite ― Eros disse.
Meu pai ficou o olhando em silêncio.
― Vi sua irmã e pensei que talvez você estivesse aqui e... Pensei em dar um Oi ― Eros falou.
― Eu... É.. Oi ― Falei sentindo meu rosto esquentar.
― Você é muito corajoso ou muito cara de pau, não é garoto, como tem coragem de vir aqui depois...
― Paaai ― Protestei ― Seja gentil com Eros ― Pedi.
Ele bufou cruzando os braços.
― Acho que não tivemos o prazer de nos conhecer ― Minha avó disse.
― Tem razão, que grosseria a minha ― Eros disse ― Eu sou Eros O'Reilly ― Ele falou.
― Eros é... Meu... É... Amigo... ― Falei com minha voz morrendo no fim ― Muito... Amigos...
Minha irmã riu.
― Amigos, bem...
― Eu só queria dizer oi ― Eros disse sorrindo e segurando minha mão antes de se inclinar e beijar minha bochecha e se retirar.
― Que garoto charmoso ― Vovó disse.
― Ele é um inconsequente, selvagem e eu achei que havia sido claro sobre você não andar perto dele ― Meu pai falou.
Eu suspirei revirando a minha sobremesa.
― Ele não é nada disso... Se quer saber eu também fui um pouco inconsequente naquele dia... E... Vendo direito nossa situação... Eu é quem sou um perigo para a segurança das pessoas ― Falei.
― Isso não é verdade ― Minha mãe disse.
― Vocês sabem que é verdade...
― Espero que supere esse problema que o senhor tem com os O'Reilly... Porque eles vão estar na minha festa de aniversário.
― Como é?
― Mamá...
― Eleazar... Você não comece, é uma grande festa, Eros e Brieanna são amigos, Charlotte e Emily já trabalharam juntas, os O'Reilly são pessoas importantes e recém chegaram em Wexford, tudo bem que as circunstâncias em que nos encontramos não foram as melhores, mas acho que essa festa é um bom momento para retirar aquela péssima primeira impressão.
Eu suspirei aliviada.
Meu pai não parecia concordar, sabia que aquele assunto não havia acabado, mas eles não discutiram isso à mesa, em nossa presença.
O restante do jantar correu tranquilamente e tivemos um pequeno problema com alguns fotógrafos do jornal local na saída, me sentei no carro com meus olhos ardendo pelos flashes.
― Meus olhos estão ardendo.
― Você ficou olhando para eles? ― Meu pai perguntou.
― Eles ficavam chamando meu nome.
― Mas você não tinha que olhar ― Meu pai disse divertido.
Eu fiz um bico e assenti.
Ao chegar em casa passei mais algum tempo com meus avós, toquei piano enquanto eles conversavam com meus pais, tia Emily e minha irmã.
Vovó e minha mãe me seguiram até meu quarto, mamãe pegou um copo de água e meus remédios.
― Você ainda toma essas coisas? ― Vovó perguntou se sentando.
― Sim... Eles me ajudam a dormir ― Falei.
― Achei que tivesse ido para aquele centro de valorização da vida para não ter que tomar mais isso ― Falou.
Eu suspirei, sentindo um desconforto.
― Esse nome não é nem de perto o que aquele lugar era vovó... Eu melhorei quando decidi que queria melhorar... Aquele lugar não me ajudou em nada ― Falei ― Estar lá longe do mundo não ajudava em nada... Eu precisava estar aqui e lidar com as coisas.
― Você cresceu tanto ― Minha mãe falou me abraçando.
Eu bocejei.
― Boa noite ― Ela disse beijando meu cabelo.
― Boa noite pequena ― Minha avó disse beijando meu cabelo, então elas apagaram as luzes e saíram do quarto fechando a porta atrás delas.
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