Moon Society: The lighthouse.
19 Capítulo dezessete: Um pouco danificada.
Notas iniciais
As lembranças daquele dia me atormentaram pelos três dias que se seguiram o carro estranho, a batida, a sessão espírita, aquelas pessoas e as novas informações que eu recebi... Um dom, eles disseram... Eu tenho um dom e ele não vai embora, mesmo que eu ignore.
Eu estou tentando esquecer que aquela noite aconteceu, mas continuo tendo pesadelos com aquela casa, estava evitando sair sozinha, ia e voltava com meu pai do hotel, para a terapia com Mason, quando precisava ver meus amigos pedia para que eles viessem até aqui e me pegava involuntariamente olhando pela janela da frente vigilante, mas nada havia acontecido, eu não vira o carro azul por três dias e aquilo deveria significar alguma coisa, não é?
Eu trabalhei no hotel essa manhã, eu e Darwin estávamos adorando colaborar um com o outro, funcionamos incrivelmente bem juntos e meu pai admitiu que muitas pessoas estavam satisfeitas por me ver presente no hotel e estavam satisfeitas com meu trabalho.
ForchHammer e Korolenko estavam em seus devidos lugares e eu geralmente não tinha grandes problemas com eles, hoje eu tinha uma tarde livre, o céu estava com uma cor acinzentada, mas não parecia que iria chover, então usaria isso para praticar corrida e andar de bicicleta pelo parque.
Eu vesti um conjunto de agasalho e moletom, uma jaqueta de chuva e meus tênis, falava com Morgh quando desci as escadas.
― Você falou com alguém... Você sabe... Sobre aquele carro...
― Sim, ninguém que conhecemos pilota aquele carro, acho que deve ser só um maluco inconveniente ou então um paparazzi tentando tirar alguma foto constrangedora da herdeira.
Eu gemi de frustração.
― Eu não vi ele por aqui, sabe, nem quando eu fui até o hotel, hoje tenho a tarde livre então vou andar de bicicleta e correr no parque, quer se juntar a mim?
Morgana riu.
― Ciclismo e corrida? Não mesmo, isso é coisa sua com os garotos, eu passo longe, podemos nos ver mais tarde.
― Claro, passo por aí, até mais tarde Morgana das fadas.
― Até mais tarde Boo butterfly.
Revirei os olhos antes de finalizar a ligação.
Lucyla me atacou e me fez comer ao menos uma fruta e porridge antes de tentar sair de casa, depois fui até o escritório onde, surpreendentemente o meu pai estava, vestindo um terno preto, ele separava alguns papéis.
― Oi... Saiu cedo?
― Precisei vir buscar alguns documentos que esqueci, vai sair?
― Ciclismo e corrida pelo parque, quer se juntar a mim?
― Infelizmente não posso, tenho um balanceamento financeiro.
― Humm, números, números e mais números.
― Que tal sábado? ― Ele sugeriu.
Eu assenti.
― Tem tudo que precisa?
― Sim senhor.
― Água?
― Sim.
― Luvas? Capacete?
― Estão na bicicleta.
― A bicicleta está okay?
― Paul e Joe levaram para uma revisão quando fizemos trilha na semana passada.
― Tudo bem, faça um alongamento antes e depois, não quero você machucada, cuidado e nada de usar fones, eu amo você.
― Sim senhor.
Meu pai beijou meu rosto e saiu pela porta da frente.
Me alonguei por cerca de 15 minutos antes de juntar minhas coisas e empurrar a bicicleta para a saída do portão lateral.
Coloquei meus fones de ouvido me sentindo um pouco culpada, mas nada de ruim aconteceria por usar fones de qualquer forma.
Eu cheguei no parque e acorrentei minha bicicleta, bebi um pouco de água e comecei a me alongar antes de começar uma caminhada seguida de uma corrida moderada, quando dei três volta no parque voltei para beber mais água e pegar minha bicicleta, uma chuva fina havia começado a cair.
E lá estava o maldito mustang azul e preto, deveria estar lá desde que cheguei, provavelmente me seguindo desde que saí de Whiterock, saquei meu celular do bolso da minha jaqueta, enviei uma mensagem de texto para Morgana.
“ Estou no parque a duas quadras da sua casa e o mustang azul está aqui, vou pegar uma trilha não mapeada e chego aí em 5 minutos, chame a polícia”.
Eu subi na bicicleta e contornei o lago, pedalando tão rápido quanto conseguia, entrei em uma das trilhas não mapeadas, o terreno era ermo demais, a bicicleta escorregava no solo molhado e eu precisei me esforçar para me manter.
Quando eu sai da trilha, já em um estreito perto da estrada do porto, onde minha amiga morava, um carro vermelho quase me atropou, chutei o para-choque e elogiei a mãe dele.
Eu ainda estava longe, a chuva fria havia encharcado minhas roupas dificultando os movimentos e a água estava irritando meus olhos, a noite havia caído, eu mal podia enxergar com os faróis dos carros acesos à minha frente, olhei por um segundo pelo espelho da bicicleta, apenas para ter noção de quão perto aquele psicopata estava de me acertar, o mustang azul estava entre mim e um Shelby GT500 ridículo que não havia como confundir, entrei em um beco à esquerda ele dava em um cruzamento que levava à casa dos Rodriguez.
Tudo aconteceu rápido demais e eu mal consegui processar, antes que eu atravessasse, o estúpido Shelby freou bloqueando meu caminho e eu não consegui fazer meus freios funcionarem com aquela chuva, o som de meu corpo batendo e arrastando sobre aquele carro antes de atingir o asfalto molhado só não foi pior do que o som que meu ombro e meu joelho fizeram, quando meu joelho virou em um ângulo que não deveria, acompanhado de um som alto o suficiente e uma dor excruciante.
Minha calça rasgou no joelho quando eu arrastei miseravelmente pelo asfalto molhado, minha cabeça atingiu o chão com força o suficiente para me deixar atordoada, o mustang freou, mas não com tempo o suficiente, atingiu o Shelby, o barulho de ferro retorcendo me deixou quase surda e eu não me lembrava de já ter sentido tanta dor.
― Aí meu Deus, minha perna ― Choraminguei.
Eros desceu daquele carro inútil e chutou o mustang três vezes, tentou abrir a porta e o carro saiu acelerando rápido quase atropelando a pequena multidão de que formava entorno da cena, eu podia ver algumas pessoas filmando com os celulares e outras tentando chamar ajuda, meus olhos escorriam e eu sentia o sangue escorrer por minha testa.
― Deuses... Você está bem?
― Não você me atropelou ― Berrei com dor, me contorcendo de dor.
Eros estava tentando me acalmar, mas eu não conseguia raciocinar direito com tanta dor, uma ambulância e um carro de polícia chegaram depois de alguns minutos.
Eu vi Mirella, Morgana e Nathaniel se aproximarem, falarem com um dos policiais e irem até mim.
― Sai de casa para encontrar você, o que diabos aconteceu? ― Morgana perguntou enquanto os socorristas imobilizavam meu braço e minha perna, eu já estava em uma maca, com um colar cervical e todos os tipos de humilhação que a situação poderia proporcionar.
― Esse inútil me atropelou ― Falei rangendo os dentes.
― Eu salvei a vida dela ― Eros argumentou.
― Por que estava me seguindo em primeiro lugar?
― Nós tivemos a mesma ideia, eu estava correndo ― Ele falou apontando para as roupas esportivas.
― Você IDIOTA, me atropelou depois de me seguir.
― Na verdade estava seguindo o carro que seguia você ― Ele argumentou.
― Onde ele está? ― O policial perguntou anotando tudo.
― Ele quase me atropelou e fugiu ― Eros explicou ― Não tinha placas.
― Eu fui atropelada ― Berrei novamente.
― Quer prestar queixa? ― O policial perguntou.
― Eu estava tentando salvar sua vida, deveria me agradecer ou estariam te tirando do asfalto com uma pá.
― Me salvar me atropelando?
― Sua carona está pronta ― Eros falou.
Tudo aconteceu ainda mais rápido depois, Morgana falava no telefone com minha mãe, ela Nathaniel e Eros discutiam para saber quem me acompanharia na ambulância, um monte de fotógrafos estavam ali, surgidos sabe Deus de onde, então as portas da ambulância se fecharam e eu, Eros e dois socorristas seguimos para o hospital.
― Você está rindo do que? ― Perguntei irritada.
― Eu não me atreveria ― Falou tentando conter um sorriso cínico.
― Meu Deus, que vergonha... Tiraram tantas fotos disso, eu odeio você.
― É impressionante, mesmo eu tendo salvo sua vida, mesmo estando com uma perna e provavelmente um braço quebrados, você consegue me odiar.
― Você não viu nada ― Deixei claro ― Você é um acidente na minha vida, deveria ficar longe de mim.
Ele riu.
― Veremos Brown, veremos.
Ele ficou segurando minha mão ralada e dolorida com a sua mão suada nojenta até que chegássemos ao hospital.
Eu tinha duas certezas, Tucker e meus pais iriam me matar e Eros era um idiota.
Os médicos cuidaram de mim, fazendo várias perguntas, depois que meus pais chegaram, os policiais estavam os esperando para fazer perguntas.
Me preparei para o sermão e o castigo que viriam assim que eu contasse a o xerife Bolton e a meus pais a história inteira.
― Bom... Aquele carro... O mustang azul e preto... Ele... Ele vinha me seguindo há um tempo, eu nunca tinha percebido, foi Morgana quem... Quem se deu conta, ele estava em frente a nossa casa algumas das vezes em que ela foi me buscar, quando ia me deixar, quando eu e papai a deixamos em casa à alguns dias... Há três dias atrás quando fui dormir na casa da Morgana, estávamos em um... Café perto do porto e esse carro começou a nos seguir e nós batemos em um ônibus e ele também... As câmeras da rua devem ter multado Morgana, porque nos tivemos que andar bem rápido para... Despistar ele... Embora a gente não tenha conseguido...
― Como você pode esconder uma coisa dessas? ― Meu pai perguntou furioso.
― Eu queria conversar sobre isso... Mas ele não apareceu por três dias e... Eu pensei que talvez fosse apenas... Eu sei que vocês não me deixariam sair e nem fazer nada se soubessem disso, eu queria correr pelo parque, mas quando vi o carro eu me desesperei, eu me lembrei que uma das trilhas não mapeadas dão direto em uma rua próxima à casa dos Rodriguez, mas esse idiota me atropelou ― Falei irritada.
― Você pulou na frente do meu carro, eu só estava tentando ajudar ― Eros se defendeu.
― Eu quero você bem longe da minha filha, olha o que você fez ― Meu pai disse furioso, seu rosto estava vermelho vivo.
― Pai!
― Eleazar, fique calmo, nós agradecemos por tentar ajudar Eros.
― O prazer foi meu senhora Brown.
― Você vai andar com seguranças, armados e eles vão aonde você for, você vai direto da escola para casa.
― Mas pai, eu...
― Sem mas Evelin, sua segurança não é negociável, você terá quatro seguranças e um motorista e um carro, o inferno vai congelar antes de eu mudar de ideia, estamos entendidos?
Eu suspirei.
― Perguntei se estamos entendidos ― Falou.
― Sim, senhor.
― Isso não é negociável ― Minha mãe acrescentou.
Meu pai nunca tomava uma decisão sem pensar, ele nunca mudava de ideia facilmente depois de decidido, então eu sabia que eu poderia chorar e argumentar até que todos os meus argumentos caíssem por terra e ainda assim ele não mudará de ideia.
― Se quer saber eu concordo com os seus pais, você é importante demais para andar por aí desprotegida com um maluco à solta ― Eros falou
― É claro que concorda, você é um irritante.
― Por que ainda esta aquí rapaz? ― Meu pai quis saber.
― Preciso esperar por meus pais, senhor ― Eros falou tentando conter o sorriso cínico em seus lábios.
Depois de um minuto um loiro muito alto e uma ruiva de traços delicados entraram acompanhados de Charlotte, totalmente preocupados, abraçaram Eros.
― Olá, meu encantador, o que aconteceu? ― A ruiva cantou em uma voz suave, calma como as ondas que tocam as pedra nos fins de tarde.
― Um maluco estava seguindo e tentou atropelar Brieanna, eu estava tentando ajudá-la e segui o carro, mas em um cruzamento eu acabei perdendo o controle e Brieanna voou por cima do meu carro.
― Você não podia ter agido dessa forma foi impulsivo e irresponsável, podia ter machucado Brieanna seriamente e ter causado um acidente ainda maior, tem noção disso? ― Petros disse.
― Deixe o menino Petros, ele fez o que julgou ser correto e não há nada de errado nisso ― Agatha disse acariciando o cabelo loiro de Eros.
― Ele não é mais um menino ― O pai salientou ― E as escolhas que fará daqui para frente vão definir que tipo de homem será, entende isso? ― Petros indagou.
― Sim senhor ― Eros disse baixando os olhos, depois sussurrou algo que eu não consegui ouvir mas que fez seus pais e Charlotte sorrirem ― Eu não podia fingir que não vi nada também ― Eros argumentou ― Ele teria arrebentado ela.
― Na próxima vez chame a polícia, eles são treinados para esse tipo de situação ― Petros repreendeu.
― Deuses, eu espero que não haja outra situação dessas ― Agatha falou.
― Você deve ser Brieanna Brown ― Petros disse se aproximando.
― A famosa ― Charlotte acrescentou.
― Não famosa, só Briea.
― Eros fala de você o tempo todo ― Agatha sussurrou.
― Mãe! ― Ele corou até a raiz dos cabelos loiros platinados.
― Ah não! Não se acanhe, não vou ser a única a passar vergonha hoje ― Brinquei ― Esses são os meus pais Eleazar e Olivia Brown.
― É um prazer conhecê-los finalmente ― Petros disse apertando as mãos dos meus pais ― É bom ver o. Homem por trás da lenda ― Brincou com meu pai ― Seus hotéis tem elogios daqui até Dublin.
― Seus investimentos e negócios também não deixam a desejar ― Meu pai elogiou.
― Eleazar pelo amor de Deus, sua filha sofreu um acidente ― Mamãe o alfinetou.
― Isso mesmo nada de falar de negócios ― Agatha falou tocando o ombro do marido ― É um prazer, Olívia.
― Igualmente ― Minha mãe disse retribuindo o abraço.
― Que susto hanm?
― Nem me fale ― Minha mãe concordou levando a mão à cruz em seu pescoço ― Não sei como não pensei em colocar segurança antes.
― As vezes é necessário ― Agatha concordou.
Nós continuamos conversando até Tucker vir me liberar.
― Que bom que apareceu, estou louca para ir embora, aqui tem um cheiro esquisito ― Falei arrancando risadas de todos.
― Se você aparecer por aqui pelos próximos seis meses eu juro que estará encrencada.
― Sim senhor ― Concordei batendo continência.
Eu queria usar muletas e sair andando dignamente, mas meus pais acharam que eu ainda precisava de descanso e me enfiaram em uma cadeira de rodas ridícula.
Meu pai andava um pouco a frente conversando com Petros, provavelmente sobre negócios ou acerca do comportamento de Eros...
Minha mãe andava conversando com Charlotte e Agatha.
― Eu posso... Passar por lá para ver você? ― Eros perguntou esperançoso.
Minha mãe suspirou e deu de ombros.
― Nós podemos ter um minuto? ― Perguntei.
Ela suspirou e assentiu, então ela, Agatha e Charlotte continuaram andando e Eros parou a minha frente, colocando um dos joelhos no chão e sorrindo.
― Você pode parar com isso ― Falei .
― Parar com o que?
― Eu sei que você e Julianne tem... Alguma coisa.
Ele fez uma careta.
― Ahn... Na verdade...
― Não ligo para como chamam, você deveria querer ir ver ela não é?
Ele me olhou confuso.
― Eu não sei o que ela disse... Mas...
― Ela acha que sim, okay? Ela é bem... Obstinada e eu prometi a alguém importante que eu não arranjaria confusão com ela por causa...
Me calei.
― Por causa de mim ― Ele concluiu ― É o loiro? Jason?
― Joseph e não, ele tem namorada, ele não tem nada a ver com isso.
― Eu estou confuso... Eu não sei como explicar de uma forma que não fique parecendo um tremendo imbecil, mas...
― Eu não ligo, Eros, honestamente, você me deixa confusa e me sentindo uma miséria e estúpida por gostar de você mesmo que apenas um pouco.
― Eu não queria estragar tudo com você.
― Então joga com duas garotas tentando não machucar nenhuma delas e está criando uma confusão desnecessária... O mundo não é seu playground, Eros, você precisa crescer, não pode ficar manipulando as coisas com frases de duplos sentido para tirar o melhor de algo...
― Não é o que está pensando.
― É o que você está fazendo, eu quero ir embora, por favor, estou cansada ― Falei.
Ele suspirou e me levou até os meus pais, já no carro eu estava totalmente infeliz, muito irritada, queria quebrar alguma coisa, bater em qualquer coisa, mas eu estava ridiculamente inválida.
Em casa minha mãe e irmã trouxeram minhas coisas para o primeiro andar onde eu ficaria até retirar aquela bota ortopédica ridícula.
Elas também usaram plástico para enrolar meu gesso e minha mãe me ajudou a tomar banho, papai trouxe meu jantar no quarto para que eu não tivesse que descer até a sala de jantar.
Eu tinha seis chamadas perdidas de Emily, então quando eu finalmente tomei meus remédios e me deitei, consegui discar os números e sua voz soou na outra linha.
― Brieanna, finalmente consegui falar com você... Eu tive uma sensação... Você está bem?
Eu franzi as sobrancelhas confusa.
Contei a Emily todos os acontecimentos recentes, incluindo as partes que eu não deveria contar aos meus pais, era Emily, eu poderia expor todos os meus medos, receios e ela ainda vai estar lá.
― Eu queria poder estar em Wexford nesse momento, ainda há tanto a ser feito aqui, droga, assim que eu voltar, vou direto para Wexford eu prometo.
― Eu não queria preocupar você, papai vai contratar seguranças, seis Emily, seis seguranças, um motorista, até vai alugar três carros blindados ― Reclamei ― Como se estivesse protegendo algo muito importante, tem que dissuadi-lo ― Pedi.
― Ele não é dissuadido, nem com um milagre... Você sabe disso... Você é importante, muito, é tudo que importa para nós, jamais duvide disso querida ― Falou ― Quanto a Eros...
― Emily ― Protestei.
― Não é sério... Existe uma cultura idiota imposta a nós de que, se um cara age como um babaca ele realmente gosta de você, mas isso é uma imbecilidade, se um cara gosta de você ele não vai dizer frases de duplo sentido, nem te deixar confusa sobre como ele realmente se sente, nem fazer algo estúpido para te magoar... Mas nem sempre as coisas acontecem como planejamos, você sabe, pessoas apaixonada não pensam direito e eu sei que tudo nessa idade parece o fim do mundo... Sabe todo mundo comete erros, mas errar uma vez, é humano, duas, é estupidez, mas nunca deixe passar da terceira, entendeu?
Eu suspirei secando uma lágrima.
― Eu odeio ficar confusa, isso é uma merda.
― As vezes a vida é uma merda mesmo, mas não sempre ― Emily falou ― Sempre melhora, mantenha isso em mente amor.
― Sinto sua falta Em.
― Eu também amor, durma bem.
― Você também ― Falei antes de finalmente desligar meu celular.
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