Moon River

36 Capítulo Vinte Nove


Notas iniciais
O episódio de Game of Thrones me deixou tão feliz que eu precisava postar um capítulo aqui para fazer mais pessoas felizes, bom, de certa forma hahaha Capítulo dedicado a Larissa Rosa que recomendou, muito obrigada linda! Espero que gostem, boa leitura!

— Capítulo Vinte e Nove —

— Bella —

New York – Março de 2016

Edward estava suado, absurdamente, sua camiseta grudando no corpo e sua testa brilhando de suor. Desviei o olhar dele para o notebook em meu colo, então meio minuto depois voltei a olhá-lo, Renesmee e ele estavam jogando Just Dance — Edward estava empenhado a se tornar um excelente dançarino — por umas duas horas seguidas sem parar naquela tarde de sábado.

Eu sorri quando Renesmee olhou irritada para o pai, quando esse ganhou sua terceira partida aquele dia. Mas, a menina não desistiu de continuar com o título de melhor da casa e propôs mais uma revanche, colocando uma música da Shakira que era a coisa mais complexa de dançar, mas que com ele se tornava a mais engraçada.

Meu notebook apitou, informando que eu tinha um e-mail novo, então tentei deixar o espetáculo circense que era Edward rebolando a minha frente, não que fosse algo realmente bonito de se ver, para responder o e-mail de Sulpicia. Eu tinha tanto trabalho para entregar, mas estava verdadeiramente com preguiça.

Edward estava desde cedo lá em casa, era a nova tradição dos sábados que tinha se iniciado em fevereiro. Ele ia para lá, para que pudesse ajudar Renesmee com biologia, matemática e tudo que conseguisse fazer a filha aprender. Eu nunca tinha sido muito paciente ensinando algo relacionado a matérias exatas para ela, mas Edward sabia se virar muito bem e, deixei com que ele tomasse conta daquilo.

As notas dela melhoraram muito, então sabia que eles estavam progredindo. Assim, como eu sabia que ela estava dando seu melhor na empresa para não acabar demitida em seu primeiro emprego.

Ela tinha começado uma semana depois que recebeu o nome Cullen, indo para a empresa trabalhar como assistente de Edward. Logo no primeiro dia ela chegou em casa irritada, dizendo:

— Edward é o pior chefe do mundo!

Logo descobri que Edward era mesmo exigente e, no primeiro dia não tinha pegado leve, a mandando fazer uma porção de tarefas descritas em seu contrato. A pior parte para ela era mexer com números, então ser assistente do diretor financeiro era algo que lhe exigia muito, mas Renesmee estava se esforçando para manter-se ali, afinal mesmo no financeiro ela tinha acessos ás outras áreas e, estava aprendendo algumas coisas sobre administração e marketing com o próprio Carlisle.

Obviamente eu não gostava do fato dela estar passando tanto tempo com o avô, mas eu tinha aprendido que não podia mais separar Renesmee dos Cullen, era a família dela. Eu só tinha de estar ao lado dela, a deixando de olhos abertos para o caso de algo ocorrer. E, o fato de Edward também estar por perto me deixava mais tranquila.

No mais, Renesmee nunca tinha feito nenhuma reclamação de Carlisle, na verdade quando falava sobre o que aprendia com ele, ela tinha certo tom respeitoso em voz. E, fora da empresa ela tinha ido jantar com ele e Esme umas duas vezes, como os encontrava no clube todo domingo.

Edward odiava os domingos no clube, tinha reclamado comigo por diversas vezes, pessoalmente, ligação e por mensagens. Mas, Renesmee gostava — em grande parte por ser o mesmo clube que os Volturi frequentavam, então o namorado dela estaria lá — de ir, ela estava tentando ser amigável com os avós, estabelecer uma boa convivência, principalmente com Esme.

Renesmee não se continha ao falar da avó, no começo eu previ uma grande bagunça com isso, mas então entendi que ela finalmente estava tendo a avó que sempre quis que Renee fosse. Esme a enchia de presentes, mas Renesmee não ligava de fatos para eles, era a presença da mãe de Edward e a preocupação que ela tinha com Renesmee, que fazia minha filha gostar dela, ainda que ela não tivesse admitido aquilo para mim, eu podia perceber em seus olhos ao citar a avó.

Esme tinha me ligado duas vezes, o que foi um verdadeiro tormento para mim, mas nas duas ligações foi educada e apenas focou em Renesmee. Na primeira queria saber como a menina estava, naquele dia Nessie tinha ido jantar com Alec na casa dos Volturi e, não pode retornar a ligação da avó. Na segunda vez me ligou para perguntar se eu poderia mostrar as fotos de Renesmee criança a ela, eu concordei em mandar as fotos para ela por Edward, evitando qualquer encontro.

Não via os Cullen desde o jantar na casa dos Edward e, preferia mantê-los afastados o máximo possível. Eu já tinha uma em casa e, Edward sempre por perto, era o suficiente daquela família para mim. E, para meu alivio, Alice tinha saído em uma viagem com Jasper logo depois de Renesmee começar a trabalhar na empresa, os filhos estavam com Carlisle e Esme, foi quando Edward dividiu mais algo comigo.

— Acho que Lucy e Luke podem ser filhos do James.

Eu disse a Edward que ele deveria contar o que sabia sobre James e Alice para o cunhado, mas ele insistiu que preferia manter aquilo em pausa até a poeira sobre Renesmee abaixar mais — ainda tinham matérias sobre ela nos jornais, principalmente por ela ter se tornado legalmente uma Cullen —, prevenindo a família de outro escândalo. Então, concordei, não sairia a frente dele e abriria o jogo a Jasper, até pelo fato do mesmo estar em Dubai com a esposa.

Tanya, por outro lado, estava cada vez mais irritada por Edward estar fazendo com que nós duas mantivéssemos o segredo de Alice intacto. Ela morria de preocupação com Lucy e Luke e, estava aflita com a possibilidade deles serem filhos de James. Ela tentou convencer Edward a realizar um exame de DNA escondido com os sobrinhos, aproveitando que Jasper e Alice estavam longe, usando algum fio de cabelo de James que ela adoraria arrancar com brutalidade. Mas, Edward também não queria aquilo, dizendo precisar contar tudo a Jasper por ser seu melhor amigo e, deixá-lo fazer o que achava melhor.

— Edward é um idiota, temos de contar isso logo! — Tanya exclamou enquanto andávamos pelo apartamento novo dela, tentando escolher qual cor ficaria melhor. A imprensa tinha nos flagrado juntas algumas vezes e, Tanya tinha mandado uma mensagem para eles.

“Isabella e eu somos melhores amigas, nós duas nos relacionamos com Edward Cullen e estamos debatendo sobre a performance dele enquanto decoramos meu lindo apartamento novo.”

O telefone tocou por uma semana inteira depois disso, mas Edward resolveu o problema com o jeito Cullen de ser, usando seu dinheiro e pude dormir sem mais ninguém me perguntando como era a performance dele.

Ainda assim, toda aquela suposta calmaria que rondava minha vida não era o suficiente para me manter de fato calma. Ninguém tinha nenhuma pista sobre a pessoa comandando as ameaças aos Cullen e, mais nenhuma tinha chegado.

Era como se a pessoa responsável por aquilo estivesse zombando ao enviar aquela carta, dizendo estar ali de olho, sabendo onde estaria cada Cullen e que mataria todos, incluindo minha filha. Mas, deixando todos em alerta, com seguranças e proteção, esperando uma nova ameaça, ou a morte que tinha lhes sido prometida.

Renesmee não falava sobre, ela estava muito bem namorando, tendo que se focar nos estudos no trabalho e, conhecendo melhor Edward e a família dele. Eu duvidava muito que ela pensasse muito naquilo também, a não ser quando reclamava de ter de ir para todo lugar com seguranças. Mas, Edward compartilhava minha aflição e, em uma manhã que ele tinha ido ensinar Ness e ela ainda estava dormindo, conversamos sobre.

— Eu também preferia receber mais alguma carta, ter mais algum ponto de partida para que pudessem descobrir quem as manda do que ficar aflito com medo de algo ocorrer. Antes não me importava muito, mas agora eu tenho Nessie e pensar que alguém pode machucá-la me deixa nervoso.

— Edward, nada vai acontecer a ela, não é?

— Gosto de imaginar isso, mas eu estou com medo, Bella.

Então, eu o abracei aquele dia, pela primeira vez tendo um contato mais intimo com ele desde que nos abraçamos na noite do jantar com Alec.

A música da Shakira chegou ao fim, junto com a maratona de Just Dance, percebi quando Edward sentou no chão e Renesmee ao meu lado, reclamando de dor em seus pés.

— Vocês estão imundos! — anunciei vendo Renesmee tão suada quanto o pai.

— É, vou tomar um banho — Nessie disse, fazendo uma careta ao pisar no chão mais uma vez. — Pai, você pode checar meu dever de matemática antes de ir? Não tenho certeza quanto algumas questões.

— Claro — Edward concordou, pegando o caderno dela sobre a mesinha que estava totalmente fora do seu lugar graças as mudanças que eles faziam na sala quando decidiam jogar. — Olha só, ela estava certa.

— Nenhuma questão errada? — perguntei a ele, enviando mais um artigo para Sulpicia, finalizando o trabalho por hora.

— Não, certa quanto a não ter certeza sobre as questões — Edward falou, me fazendo rir. — Ela sempre esquece a regra dos sinais, devíamos levá-la a um especialista em memória. — Ele sentou ao meu lado no sofá, ainda lendo as respostas.

— Ah não, você está todo sujo no meu sofá — choraminguei.

— E nossa filha tem problemas de memória, o que acha pior? — ele brincou, puxando o lápis que prendia meu cabelo. — Por que o prende? Sabe que fica muito melhor de cabelo solto — comentou despretensiosamente, mas o que me fez corar, então começou a fazer anotações no caderno de Renesmee, com um sorriso de canto nos lábios.

A campainha tocou, servindo como uma bela distração para o comentário de Edward. Saltei do sofá indo até a porta, eu não estava esperando visita, então apostei em ser Alec, o que não deixaria Edward muito animado. Nós tínhamos aceitado o namoro, eu realmente os achava um casal fofo, mas Renesmee continuava sendo nossa filha e ter um cara compartilhando saliva com ela não nos agradava.

Abri a porta pronta para sacanear com Alec, ele sempre morria de medo de mim e Edward, com pânico do que poderíamos fazer contra ele se Renesmee fizesse uma reclamação que fosse do mesmo. Mas, ela nunca fazia e o namoro parecia sólido e durável, Edward e eu teríamos de nos contentar em não usar minhas facas nele.

Então, abri a porta, mas não era Alec ali. Sim meus pais, com malas e expressões que me davam medo.

— Puta merda — xinguei baixinho, mas alto o suficiente para que Renee ouvisse.

— Olhe a boca, Bella, não é bonito uma mulher xingando.

Respirei fundo lhe dar uma resposta atravessada, minhas mãos suavam muito e minhas pernas tremiam. Eu não tinha coragem de olhar diretamente para papai e, observar ali seu olhar julgador.

— O que estão fazendo aqui?

— É a casa da nossa filha, viemos te visitar. — Mamãe não esperou mais nada para entrar, puxando sua mala. Papai logo atrás, também puxando uma mala, mas consideravelmente menor comparada a de mamãe.

— Oi pai — sussurrei, tocando em seu braço.

— Oi Isabella. — Sua voz era grave e, ele me chamou de Isabella, claramente estava irritado comigo. Eu não falava com ele desde que me mudei para New York, Renee era a única que ligava e, eu não tinha coragem de ligar para ele. — Onde está Renesmee? — Nossos olhares se encontraram por fim.

Tinha algo doce ali, mesmo por trás da irritação, ele ainda era meu pai e ainda tínhamos a exata cor de olhos que nos tornava parecidos. Eu me encontrava ali, vendo a mim mesma em seus olhos familiares. Era assim que Renesmee sentia-se olhando para Edward? Conforto? Sensação de proteção?

Me senti mal mais uma vez por ter negado aquilo a ela por tanto tempo.

— Lá dentro, tomando banho — respondi, querendo abraçá-lo, mas com receio dele me afastar. Papai não era o homem mais apegado a gestos afetuosos e, não seria com raiva de mim que demonstraria aquilo, principalmente diante de Renee.

— Vamos, quero conhecer o apartamento! — ela exclamou empolgada, seguindo para a sala.

A sala onde Edward estava, ficava cada vez melhor. Ultrapassei papai e mamãe, chegando a sala com a dianteira de dois segundos, Edward já tinha os ouvido, então estava em pé na sala, mas tudo ali continuava uma bagunça, não que mamãe fosse realmente reparar com ele ali.

— Ah meu Deus! — mamãe gritou ao perceber que era Edward ali, ela largou sua mala e aproximou-se dele. — Então, você é o famoso Cullen?

— Olá senhora Swan, é um prazer conhecê-la. — Educadamente Edward estendeu a mão para ela, mas mamãe a ignorou, o enlaçando em um abraço.

— Não seja formal, querido. — Ela sorriu para ele. — Somos uma família, não é mesmo? Família deve ser unida e se ajudar em tudo, absolutamente tudo. É uma regra universal.

— Não, Edward não é da sua família! — Cortei aquele assunto imediatamente.

— Ah Bella, não seja rabugenta. — Mamãe me olhou. — Edward é pai da minha neta, claro que é da família.

Neta que ela não se importava.

Edward balançou a cabeça para mim, sabia que ele queria dizer que eu não devia me importar com aquilo, mas não tinha como. Eu conhecia minha mãe muito bem, ele não.

— Senhor Swan, fizeram boa viagem? — Edward andou até meu pai, que aceitou o aperto de mão.

Por um momento imaginei Edward sendo o namorado ameaçado pelo pai da namorada, era o que teria acontecido se eu tivesse os apresentado anos atrás. Ele deveria ser mais simpático com Alec.

— Não, odeio aviões — papai falou sinceramente, ele nunca era sutil, ou minimizava o impacto de suas palavras. Percebi que eu também não. — O que está fazendo aqui? — perguntou para Edward, seu bigode continuava ali, eu acho que nunca veria meu pai sem ele.

— Ele veio visitar a Nessie.

— Vim ver Renesmee.

Respondemos juntos.

— Claro, ela finalmente tem um pai agora. — O olhar de Charlie queimou sobre mim. — Edward, não é?

— Sim senhor! — Edward parecia tão tenso quanto eu.

— Bom, provavelmente Bella deve ter te contado que me chamo Charlie, ou ela escondeu isso também?

— Papai, não.

— Bella, você quer que eu vá para que possa receber seus pais, melhor? — Edward perguntou a mim, mas havia preocupação em seu rosto.

— Não, por favor, fique — pedi aquilo rapidamente, era injusto mantê-lo preso ali, mas não queria ficar sozinha e encarar papai ainda. — Por que não se acomodam? — falei para meus pais. — Vou pegar algo para vocês beberem.

— Você tem cerveja? — papai me questionou.

— Não, mas...

— Café serve. — Ele sentou no sofá fora de lugar.

— Edward, vem comigo? — perguntei a ele, que concordou com um aceno de cabeça.

— Ah filha, não faça Edward trabalhar — mamãe disse, ainda em uma completa animação por estar diante o Cullen. — Alguém na posição social dele não deve ter trabalho braçal...

— É apenas um café! — Edward a interrompeu, deixando sua educação de lado ao fazer aquilo. — Minhas mãos não vão cair se eu for buscar um café, minha posição social — debochou ao dizer aquilo. — Não me torna um rei gordo sentado em almofadas enquanto os outros devem me servir, isso é ridículo. Vamos Bella!

Mamãe abriu a boca para o que ele disse, papai pareceu aprovar aquilo, mas logo voltou a ficar com sua carranca. Eu apenas o segui, sentindo-me totalmente agradecida por ele ter enfrentado mamãe.

— Desculpe-me, ela é péssima — pedi quando entramos na cozinha.

— Sério? — ele arqueou uma sobrancelha. — Você conhece meus pais, não é? Os seus são tão amáveis perto de Esme e Carlisle.

— Não, Edward, é sério. — Fiquei o encarando do outro lado do balcão. — Eu queria muito ter apresentado você a minha família quando estávamos juntos, mas eu tive vergonha por conta da minha mãe.

— O que está querendo dizer? — Ele me avaliou.

— Mamãe nunca gostou da vida que leva, Edward, ela odeia não ter grana para bancar seus sonhos fúteis. Ela queria ser rica, queria ter o mundo na sua mão e, acredite, ela adoraria ter seu rosto estampando nos jornais todo dia. Mas, ela engravidou cedo, casou e nunca teve como sair de Forks para conseguir seu próprio dinheiro. Realmente nem sei se ela sente algo por papai, mas sei que ela continua ao lado dele porque ela o sustenta, ela não teria como se virar sozinha sem ele. Só que, ela nunca deixou de reclamar do que tinha, na verdade do que não tinha. Por isso eu nunca tive coragem de te apresentar a ela, eu temia que ela fosse exatamente como está sendo agora mesmo e pior, que você pensasse que eu era como minha mãe, buscando por um futuro milionário.

Edward suspirou, curvando-se sobre o balcão, mas sem desviar os olhos dos meus.

— Por que sempre temos de voltar a esse assunto? Por que dinheiro é sempre o que nos faz brigar?

— Porque os seres humanos tem podridão dentro de si, porque matam por conta de dinheiro e poder. Nós dois podemos não ser as pessoas mais boas do mundo, mas estamos no meio de centenas de pessoas ruins, muito piores do que a gente e, você é o garoto de berço de ouro, eu sou a garota de origem pobre. Sempre haverá conflito entre nós dois porque dinheiro foi algo que nos manteve em diferentes extremos da sociedade durante toda nossa vida.

Edward ergue-se, contornou o balcão, parando diante de mim.

— Não quero ser diferente de você, Isabella Swan. Não quero que me veja como sua mãe me vê, em um trono irreal que as pessoas colocaram minha família durante anos. Eu não sou essa pessoa, sou Edward Cullen, mas meu nome não é mais importante para mim, não quero que seja o mais importante para você também. Consegue fazer isso agora? Me ver apenas como Edward, o verdadeiro Edward, esse homem parado diante de você.

— Consigo — respondi sem titubear. — Por isso pedi que você ficasse, talvez eu seja uma das poucas pessoas que conhece o verdadeiro Edward. — Segurei na mão dele, que apertou a minha a fazendo parar de tremer. — Ainda não estou pronta, Edward. — Vi em seus olhos a compreensão para minha fala. — Provavelmente você também não está, mas eu espero que a verdadeira Isabella e o verdadeiro Edward possam se unir quando estiverem prontos.

— Eles irão.

Notas finais
Pronto, foi um fim de semana intenso com tantos capítulos. Agora descansem para sábado hahaha Beijos! Lola Royal. 20.06.16 (aniversário do Edward)