Moon River

22 Capítulo Dezessete


Notas iniciais
Oi povo, tudo bem com vocês? Espero que gostem do capítulo, boa leitura!

— Capítulo Dezessete —

— Bella —

New York – Janeiro de 2016

Uma vez, quando Renesmee tinha dez anos de idade, viajamos sozinhas para a praia. Deveria ter sido uma experiência incrível, nós duas desbravando o litoral da Califórnia, torrando no Sol, nos divertindo como nunca. Porém, não foi o que aconteceu.

Era nosso terceiro dia na praia, quando ocorreu, fui tomar banho e deixei Nessie no quarto do hotel, envolvida com um filme que passava na televisão. Ao sair do banheiro me deparei com uma canção irritante tocando no filme, porém, nada da minha filha ali.

Foi desesperador, eu já estava gritando com todos da recepção, quando Renesmee apareceu uns cinco minutos depois. Segurando um gigantesco sorvete de chocolate, adquirido no restaurante do hotel, como se nada tivesse acontecido.

Entretanto, aquela situação anos depois não era nada parecida. Eu sabia muito bem que minha filha não tinha simplesmente ido comprar um sorvete, quem dera se fosse isso. A situação era muito pior, muito pior do que eu mesma conseguia entender.

Edward tinha saído do restaurante no momento que contei sobre a fuga de Renesmee, com as pernas tremulas, sentindo meu coração bater forte demais e, com lágrimas espalhadas por todo meu rosto, o segui. Ele discutia com seguranças, os mandando procurar por minha filha, nossa filha. Não sabia nem como pensar sobre ela.

Tirei meu telefone da mão dele, discando o número de Renesmee. Desligado. Senti vontade de jogar o aparelho no chão, mas procurei manter o mínimo de calma possível.

— Foi como falamos senhor, Cullen, tem uns quinze minutos que vimos a garota entrar em um táxi. Ela já deve estar bem longe daqui — um dos seguranças falou para Edward, que resmungou um palavrão.

— Ela iria mesmo para Forks? — Edward me perguntou, seus olhos verdes — assim como os de Renesmee — pareciam cheios de temor.

— Não sei. — Passei a mão pelo rosto. — Ela adora meu pai, mas não sei se teria essa coragem. — Voltei minha atenção para o celular, discando o número de Rosalie daquela vez, mas ela também não atendia, devia estar ocupada no trabalho.

— Vamos, temos de sair daqui e ir atrás dela. — Edward indicou a saída do hotel, estávamos quase saindo, quando policiais apareceram, gritando para que ninguém saísse. — O que está havendo? — Edward perguntou a um deles.

— Tem uma suspeita de bomba algumas ruas daqui, estamos interditando tudo — O policial respondeu.

Agarrei o braço de Edward, sentindo minhas pernas bambas não fazerem seu trabalho de me sustentar. Ele segurou em minha cintura, levando-me até uma poltrona no lobby do hotel, mandando alguém ir buscar água para mim.

Sua mão se encontrou com a minha, a pressionando, Edward falava algo, mas eu não conseguia me concentrar. Não quando a cidade estava sobre uma ameaça terrorista e minha filha estava por ai batendo perna.

— Ah meu Deus! — exclamei, soluçando.

— Aqui. — Edward colocou um copo de água em minha mão, fazendo com que eu bebesse no mesmo instante. — Isabella, eu prometo que Renesmee ficará bem — ele disse sério. — Irei cuidar para que nada aconteça a nossa filha.

— Minha filha — o corrigi, o afastando de mim. — Você não entende? Senão fosse por você ter entrado em nossas vidas, ela não teria fugido. Eu nunca deveria ter a trazido até aqui. Renesmee é uma garota incrível, Edward, não te deixarei destruir a vida dela.

Edward empalideceu, levantou-se. Apertava o copo em sua mão, desviando o olhar do meu. Porém, ele voltou a me olhar, sério e decidido.

— Não é minha culpa se Renesmee só me conheceu com quinze anos, nem que eu não seja o pai que ela sempre pensou que tinha. A culpa foi sua, Isabella. Sei que errei com você te deixando ir presa, mas nunca deveria ter escondido de mim minha filha. Não precisava ter voltado comigo, podíamos ter tratado isso de várias formas. Mas você fez a escolha de tirar Renesmee de mim, antes mesmo de eu tê-la. Ela é minha filha, você querendo ou não. Falei que não iria lutar pela guarda dela, só que se você tentar tirá-la da minha vida outra vez, farei isso.

Fiquei quieta, sem ter palavras para debater com ele.

— Vou falar com os policiais, pedir que eles procurem por Renesmee já que não podemos sair daqui agora. Quer ir comigo? Ou prefere ficar ai me odiando?

Levantei também, o seguindo. Encontramos os policiais e foi só Edward citar seu sobrenome para que eles parassem de mandá-lo os deixar quietos, para que começassem a o tratar muito bem. Ouviram todo o caso de Renesmee, prometendo acionar policiais de todas as rodoviárias, aeroportos, linhas de metro e trens para procurá-las.

— Eu não queria brigar com você — murmurei para Edward, as lágrimas ainda espalhadas em meu rosto, encarando os policiais fazerem ligações para localizar nossa filha. Estávamos a tempo demais ali, presos no hotel por conta da ameaça de terrorismo, só conseguia pensar que aquela altura Nessie já podia ter dado um jeito de sair da cidade.

— Eu quero ser o pai dela, Bella — Edward sussurrou de volta. Ouvi-lo me chamar de Bella parecia um alento, como se o mundo pudesse voltar a ser bom no meio daquela confusão.

Olhei para ele, que olhou de volta para mim.

— Você terá de fazer por merecer, ela é uma menina de quinze anos, não será fácil.

— Posso contar com sua ajuda? — Edward virou para mim também.

— Sim. — Sorri para ele, em meio a toda dor que sentia. — Eu o ajudarei a recuperar o tempo perdido.

— Senhor Cullen. — Um dos policiais foi até nós. — Encontraram sua filha, ela está bem.

***

Os policiais, conseguiram uma viatura para que Edward e eu deixássemos o hotel e fossemos até a delegacia para onde Renesmee tinha sido levada, a ameaça de bomba já parecia ter sido confirmada se tratar de uma mentira. Entrar naquele carro foi terrível, era como voltar para a noite do roubo das joias, o que era muito pior por estar sentada junto de Edward.

Não falamos absolutamente nada durante todo o caminho, eu só conseguia agradecer aos Céus por minha menina estar bem. Ainda que só fisicamente, eu sabia que a cabeça dela devia estar muito pior do que a minha.

Quando chegamos a delegacia, fui a primeira a sair do carro, conseguindo até mesmo ultrapassar Edward e suas pernas longas demais. A delegacia estava cheia, o que só me deixava pior por minha filha ter ido parar lá, mas, assim que a vi, fiquei noventa e nove por cento feliz dela ter sido apreendida e levada para aquele lugar.

Sentada encolhida em uma cadeira, quietinha como quando era criança e sabia que tinha feito algo errado, Renesmee olhava-me cheia de culpa estampada em seu rosto. A mesma expressão de quando tinha dez anos e sumiu só para ir tomar sorvete.

— Você está muito encrencada, garota! — gritei com ela.

— Oi mãe! — Nessie acenou para mim. — Ei, você também veio. — Ela acenou para Edward atrás de mim. — Dia agitado, não é? — Forçou um sorriso, voltando a olhar para mim.

— Levanta, Renesmee! — ordenei.

— Mamãe, pega leve — ela pediu cheia de medo. — Juro que quando os policiais pararam o ônibus eu estava pedindo que o motorista me deixasse sair. O que eu estava pensando, não é? Ir para Forks? Ia demorar uma vida de ônibus e, quando chegasse lá vovô Charlie ia comer meu fígado no jantar.

— Não quero saber, você continua encrencada. — Segurei em sua mão, a erguendo da cadeira.

— Senhora Swan? — um policial se aproximou de mim.

— Senhorita, eu pareço a minha mãe? Deixa que eu te dou a resposta, não mesmo! — o corrigi na hora, ouvi Edward soltar um risinho, mas o ignorei.

— Desculpe-me senhorita — ele pediu, constrangido. — Só preciso que assine aqui para liberar a saída da Renesmee.

Peguei o papel da mão dele, soltando a mão da minha filha e assinando a liberação dela de uma delegacia. Grande progresso em nossas vidas! Eu esperava que aquilo não fosse descoberto por nenhuma universidade quando chegasse a hora dela de se candidatar.

— Podem ir agora. — O policial liberou. — Renesmee, obrigado pela dica, vou levar flores e chocolates para a Pam hoje.

— O quê? — perguntei o encarando, mas foi ela quem respondeu.

— Erick foi o policial que me tirou do ônibus, viemos até aqui conversando sobre a noiva dele que está grávida e parece irritada com tudo, sugeri que ele levasse uns presentinhos.

— Tá bom, chega, vamos embora! — Voltei a segurar na mão dela, a puxando para fora da delegacia, Edward continuava atrás de mim.

— Vou chamar um táxi — ele disse. — Demoraria demais até meu motorista chegar — falou, tirando o celular do bolso e digitando algo ali.

— O que deu em você, Renesmee? — gritei com ela, fazendo com que Edward se assustasse com meu grito. Eu queria muito abraçar minha filha, chorar novamente por tê-la reencontrado, mas naquele momento a raiva dela ter fugido de mim estava dominando.

— Bella, podemos discutir isso em outro lugar — Edward sugeriu, lançando um olhar nervoso para as pessoas na parte da frente da delegacia.

— É, mamãe! — Nessie exclamou. — Em casa você pode gritar comigo, no meio da rua não.

— Ah, mas espere, eu vou gritar muito! — exclamei, abrindo a porta do táxi que parou ali e a colocando para dentro.

— Bella, esse ainda não é nosso táxi — Edward falou quando entrei no carro também.

— E esse não é a melhor segunda-feira da minha vida, entra logo — ordenei. Edward não disse nada, apenas entrou, fazendo com que eu ficasse espremida entre ele e Renesmee.

Muito contato físico me distraiu, a perna dele tocando na minha, seu braço no meu. Parecia que Edward era demais para estar naquele carro. Ouvi Nessie dar o nosso endereço para o taxista, mas não absorvi aquilo direito.

— Só queria dizer que você é uma péssima fugitiva, ninguém manda uma mensagem quando ainda está no meio do caminho — falei para Renesmee, ignorando o pai dela ao meu lado.

— É, eu não queria fugir de verdade — Nessie sussurrou, apoiando a cabeça em meu ombro.

Respirei fundo, a abraçando, deixando um pouquinho da raiva se esvair. Eu amava aquela garota demais para passar tanto tempo irritada com ela.

***

Edward fez questão de pagar a corrida de táxi, que demorou muito para mim sentada ali ao seu lado, ainda que Nessie e eu tentássemos pagar o taxista também. Por fim ele ganhou, mas só porque eu realmente precisava colocar Renesmee em nosso apartamento e ter certeza de que ela estaria segura.

Acabamos subindo juntos, em um silêncio muito pior do que o do táxi. Renesmee segurava em minha mão e seu olhar nunca ia até Edward, ela continuava nervosa em relação a ele, o que eu entendia muito bem.

— Pode entrar! — disse para Edward, depois de Renesmee abrir a porta.

— Obrigado — Edward agradeceu, olhando curioso para o interior do apartamento.

— O que foi? Só está acostumado com mansões? — O provoquei.

— Isabella! — Olhou feio para mim.

— Desculpa, força do hábito — falei, mordendo o lábio.

— Na verdade estava apreciando a cor, laranja é definitivamente sua cara. — Ele sorriu.

— Ah sim, se lembra da cor do meu dormitório na faculdade? Deveria ser por isso que Jessica me detestava, a cor era vibrante demais. — Eu ri, ele riu junto.

— Eu vou fazer um café, alguém quer? — Renesmee perguntou, nos encarando nada risonha.

— Quero — respondi. — O do Edward é sem açúcar — falei, indicando que ele fosse para a sala.

— Claro que é, mamãe. — Renesmee revirou os olhos. — Você é a única pessoa que coloca meio quilo de açúcar em algo que é muito melhor amargo. Ela é assim desde que vocês estavam juntos? — perguntou diretamente para Edward, o que pareceu o pegar de surpresa, mas ele não travou como pensei que aconteceria.

— Está brincando? Ela só coloca meio quilo agora? Antes era no mínimo um.

— Você precisa de uma clinica de reabilitação para dependentes de açúcar! — Ela apontou para mim, então seguiu para a cozinha.

A deixei tirar barato da minha cara, no final do dia seria ela de castigo de qualquer forma.

Edward sentou no sofá, com um sorriso bobo no rosto.

— Eu adoro essa garota — comentou. — Ela é muito parecida com você. — Sentei no sofá também, mas o mais longe dele possível. — Não quero imaginar como ela era quando mais nova, não...Eu quero sim! — Edward exclamou. — Por favor, diga-me que tem álbuns de fotos dela.

— Álbuns de fotos? — questionei. — Edward, estamos em pleno ano de dois mil e dezesseis, armazenamos fotos em notebooks, celulares, ipads, até mesmo em nuvens. Os álbuns estão em Forks na casa dos meus pais, não tem nenhum por aqui.

— Você entendeu o que eu quis dizer. — Bufou.

— Tudo bem — cedi. — Vou buscar as fotos.

Fui até meu quarto, aproveitando que estava por ali para colocar perfume, não queria que Edward pensasse que eu tinha cheiro de gasolina, quando isso era só reação do táxi que estávamos antes. Peguei o notebook, já o colocando em uma das várias pastas de fotos de Renesmee. Eu tinha feito matérias de fotografia na faculdade antes de engravidar, então tirar fotos dela foi sempre maravilhoso para mim.

— Aqui! — Passei o computador para Edward, que com uma alegria bem visível, o pegou para ver as fotos de bebê dela. — Meu Deus, ela já nasceu cheia de cabelo. — Riu ao ver uma das primeiras fotos dela na maternidade. — Você parecia tão feliz — comentou baixinho, vendo meu sorriso ali ao segurar a pequena Renesmee em meus braços.

— Eu estava, foram vinte horas de trabalho de parto, imagine a felicidade quando finalmente tirei a bebê cabeluda de dentro de mim.

Edward gargalhou, passando para a próxima foto. Naquela Renesmee tinha um mês de vida, eu sabia a idade dela em cada foto, e estava dormindo no berço como um anjinho. Passamos por uma longa sequência de fotos dela bem pequena, a maioria dormindo, ou chorando porque odiava quando eu parava para fotografa-la.

Até que chegamos a época pré um ano dela, engatinhando, mordendo, dando trabalho que era uma beleza. Uma das minhas fotos preferidas, que pareceu divertir muito Edward também, era uma tirada por Rose, onde Nessie mordia o primo, o fazendo chorar.

— Mamãe, me envie essa foto, vai ser demais provocar Riley com ela — Renesmee apareceu na sala. — O café está na cozinha, fiz algumas panquecas também, você gosta de panquecas, Edward?

— Gosto sim — respondeu prontamente, devolvendo o notebook para mim.

— Bom. — Nessie assentiu. — Eu te expulsaria daqui se não gostasse de panquecas.

Nós três fomos para a cozinha, Edward sentou a mesa, enquanto eu ia colocar açúcar no meu café e Renesmee terminava de preparar as panquecas. Ela foi até a mesa antes de mim, na verdade eu estava protelando, deixando os dois parcialmente sozinhos por algum tempo.

Eles se dividiram as panquecas, ela colocou café para ele e Edward disse que se ela colocasse canela na panqueca ficaria muito bom, Renesmee aceitou a dica. Começaram a comer em silêncio e pareciam não querer falar nada tão cedo, então fui até eles.

— Posso voltar a gritar, agora? — indaguei.

— Não podemos esquecer isso? — Nessie pediu, me olhando.

— Não, não podemos — afirmei. — Você fugiu, Renesmee, durante uma ameaça de bomba. Mas, se fosse algo real? Tem ideia de quanto fiquei preocupada? — Suspirei.

— Desculpe-me, mamãe — Renesmee deixou a panqueca de lado. — Juro que nunca mais fujo, só que. — Ela olhou rapidamente para Edward, que também tinha parado de comer e mantinha o olhar fixo nela. — Estava nervosa demais, ainda estou, mas tenho de saber lidar com essa situação.

— Na verdade não tem, você so tem quinze anos — Edward falou.

— Está dizendo que ela pode ficar fugindo por ai? — o confrontei.

— Não Bella, estou falando que Renesmee só tem quinze anos e que nós dois erramos com ela, é normal que tudo isso seja demais para ela. Estou falando que ela não precisa saber lidar com essa situação, não quando nós dois ainda não sabemos o que fazer.

Me vi obrigada a concordar, ainda que palavra alguma tenha saído de minha boca naquele momento.

— O que fazemos? — Renesmee perguntou para mim. — Um teste de DNA? Ou...

— Um teste? Não, claro que não! — Edward se manifestou antes de mim. — Renesmee, eu não duvido de que sou seu pai, quero que saiba disso. Fui um cretino com sua mãe no passado, agora entendo que temos de falar sobre o passado, mas sei que ela não está mentindo sobre você. E convenhamos, isso seria um pouco difícil, somos parecidos demais.

— É. — Renesmee encarou seu prato. — Obrigada pelos olhos verdes, a propósito, são bem bonitos.

— De nada. — Edward sorriu, parecendo menos ansioso. — Desculpa pelo cabelo ruivo, sei que é uma droga no Sol.

— Sim! — Renesmee exclamou. — Isso não é nada legal, já pensei em pintar de preto, mas mamãe proibiu.

— Eu prefiro ruivo. — Dei de ombros, sentindo o olhar de Edward sobre mim, desviei minha atenção para o café açucarado.

— O que você quer fazer agora, mãe? — Ness me perguntou.

— Estou pensando no seu castigo. — Lancei um sorriso maligno para ela. — Edward, que tal sua primeira lição de pai ser aplicar o castigo dela?

— Bella, eu...

— Qual é? Sério? Não, mamãe! — Nessie implorou.

— Sem sobremesa pelo resto da semana? — Edward sugeriu, até Renesmee riu com aquilo.

— Puni-la por tê-la fugido tirando o açúcar? — perguntei, balançando a cabeça. — Não faz sentido. Tudo bem, Renesmee, eu te livro desse castigo maravilhoso de Edward, mas só porque sei que você está sobre pressão. Porém, na próxima esta encrencada!

— Pode deixar, mãe, não farei nada de errado — ela prometeu, voltando a comer. — Ei, foi de você que eu herdei o péssimo jeito para matemática? — perguntou para Edward.

— Acho que não, sou diretor financeiro da empresa do meu pai, sei lidar com números.

A menção a Carlisle fez com que toda a crescente paz que tomava conta de mim desaparecesse.

— Onde ele está? — perguntei para Edward.

— Quem? Meu pai? — Ele também estava sério, assenti. — Está viajando com minha mãe. — Sua expressão parecia refletir a minha, ambos estávamos nada contentes em falar sobre Esme e Carlisle.

— Eles não são legais, não é? — Renesmee perguntou, notando o clima pesado ali.

— Eles... — Comecei a falar, mas Edward me interrompeu.

— Não, não são legais — Edward disse.

— E Tanya? Eu a conheci, mas não sei o que ela realmente pensa de mim.

— Tanya fez tudo para que você conhecesse Edward, Nessie — falei. — Nela podemos confiar.

— Isso quer dizer que eu não posso confiar em seus pais, Edward? — perguntou baixinho para o pai.

— Não podemos! — Edward exclamou. — Eles e minha irmã, vão criar uma confusão quando souberem sobre você, Renesmee — murmurou.

— Não importa o que eles façam. — Renesmee respirou fundo. — Só espero poder confiar em você, Edward.

Notas finais
O que acharam? Eu adoro a relação pai e filha da Nessie e do Edward, mesmo eles ainda nem sendo isso na prática. E sentiram o clima dele e da Bella?! Vejo vocês no sábado com o capítulo do passado. Beijos! Lola Royal. 28.04.16