Moon River
52 Capítulo Quarenta e Quatro
Notas iniciais
— Capítulo Quarenta e Quatro —
— Bella —
New York – Agosto de 2016
Fui apenas a um enterro em toda minha vida, da minha avó paterna, eu devia ter uns oito anos de idade quando ela faleceu. Não sabia muito sobre a morte naquele tempo, eu na verdade não sabia nada, ninguém nunca tinha sentado comigo para conversar sobre.
Então, quando vovó faleceu, foi um baque forte. Eu não sabia o que estava acontecendo, o que fazer e, nem conseguia entender porque meus pais choravam tanto. Papai principalmente, eu nunca tinha o visto chorando até aquele momento.
Emmett, mais velho do que eu, logo mais ciente do que acontecia, foi o primeiro que me explicou sobre morte. Ele me levou para o quintal de casa, contou que vovó estava doente e, que ela não tinha conseguido se curar, disse que ela estaria em um lugar melhor, com anjos e com todas as tortas de maças grátis que ela quisesse comer.
Quando o dia do enterro chegou, quando eu vi o corpo dela, eu percebi o que estava acontecendo. Vovó não estava mais ali, ela não voltaria, nunca mais. Eu não sentiria seu característico cheiro de quem tinha passado o dia na cozinha, nem a veria sorrindo.
Mamãe conversou comigo e com Emmett, pouco antes do enterro, ela pediu que nós fossemos fortes por papai. Renee nos aconselhou a ficar com ele, a abraçá-lo bem apertado, para que pudéssemos curar a dor que ele estava sentindo. Foi o que meu irmão e eu fizemos, nós ficamos com nosso pai, enquanto ele estava mal, era o que família devia fazer.
Foi quando eu entendi o que família significava, não era apenas trocar presentes no natal, ou saber seu nome do meio. Família devia curar a dor um dos outros, ser forte para ajudar quem estava pior, família era estar junto, abraçar apertado.
E, no dia do enterro de Alice, eu vi os Cullen agindo como uma família. Algo que quinze, dezesseis anos atrás, eu nunca pensei que veria. E, eu era uma deles, era uma Cullen, aquela era minha família.
— Como você está? — Esme perguntou a mim, enquanto eu a ajudava a vestir-se naquela manhã.
— Estou bem — garanti, fechando o zíper do vestido preto que ela usava. Esme tinha dormido muito no dia anterior por conta de calmantes, mas os recusou para aquele dia, queria estar ciente de tudo.
— Você tem certeza de que quer ir, Isabella? — ela perguntou preocupada ao se virar para mim, os olhos marejados. — Está grávida, seria melhor ficar em casa descansando.
— Eu vou, quero estar com vocês. — A abracei, deixando Esme descansar a cabeça em meu ombro.
Ouvimos a porta se abrir, então nos viramos para ver Edward ali.
— Está pronta para ir, mãe? — ele perguntou gentilmente, indo até Esme e depositando um beijo em sua bochecha. Ele estava com grandes olheiras ao redor dos olhos, simplesmente não tinha dormido um segundo sequer desde que soube o que ocorreu com a irmã. Na noite passada, quando eu voltei ao seu antigo quarto para dormir mais, Nessie ficou com o pai, assumindo meu lugar ao lado dele, ela também não tinha dormido, estava em algum lugar da mansão tentando não cair de sono.
— Não, mas vamos lá. — Esme suspirou, Edward afagou os cabelos dela, segurando na cintura da mãe para tirá-la de lá.
— Encontro vocês lá embaixo, okay? — perguntei ao meu marido, ele confirmou, então deixei o quarto de Esme para o quarto onde Lucy estava com Tanya. A garota continuava com as mesmas roupas que tinha usado para dormir, eu não sabia como Jasper tinha convencido a filha a descansar, mas conseguiu aquilo em algum momento da madrugada. — Ei, você precisa se arrumar, Lucy. — Sentei do seu lado na cama, tocando em seu rosto molhado de lágrimas.
Ela olhou para mim, segurando em minha mão.
— Por que ela não pode suportar, tia Bella? — perguntou baixinho, referindo-se ao bilhete que Alice tinha deixado.
Na tarde anterior, depois de eu ter acordado, conversado com Edward sobre Carlisle e me alimentado, ele me contou que Jasper tinha trazido consigo da clinica um único bilhete escrito por Alice antes do que ela fez. Era um recardo curto, mas o peso de suas palavras era enorme:
“Eu sinto muito, não consigo mais suportar. Perdoem-me.”
— Por que ela não pode suportar por mim e Luke?
Puxei Lucy para meus braços, deixando com que ela chorasse em meu colo. Coloquei minhas mãos em sua cabeça, massageando seu couro cabeludo, como eu costumava fazer com Nessie quando algo lhe atormentava quando criança.
Olhei para Tanya, que parecia a ponto de explodir em lágrimas, então a fiz vir até nós duas, colocando Lucy em seus braços. Eu amava minha sobrinha, mas antes de mim Lucy tinha Tanya e, eu via nos olhos da minha amiga o quanto ela queria estar junto daquela garota. Não por Jasper, mas por ela ter visto Lucy e Luke crescerem, ela os amava também.
— Você precisa se arrumar Lucy, okay? — Tanya perguntou amavelmente para a enteada. Lucy concordou com um aceno de cabeça, dando um pequeno sorriso ao receber um beijo de Tanya em seu rosto. — Nós estamos com você, querida, vamos ficar ao seu lado.
Lucy sorriu mais, voltando a abraçar Tanya.
Com elas andando para se arrumarem, sai do quarto discretamente, indo checar os outros pela casa. Meus pés me levaram diretamente até o escritório de Carlisle, ele tinha ficado lá a maior parte do dia anterior, provavelmente não dormiu nada.
— Já está na hora? — Nessie perguntou quando entrei ali, ela estava diante o avô na mesa dele, Carlisle parecia que cairia em um sono profundo a qualquer momento.
— Sim — confirmei.
— Você não acha melhor permanecer aqui, Isabella? — Carlisle indagou, voltando seus olhos cansados para mim. — Talvez o desgaste do cemitério não faça bem ao bebê.
— Garanto que ficarei bem, nós precisamos ir agora. — Indiquei a porta. — Você está sentindo-se bem?
— Ele não dormiu também — Nessie falou, ela já tinha colocado óculos escuros, mas seu rosto pálido também indicava o cansaço. — Vamos vovô, você pode descansar quando voltarmos. — Carlisle apenas assentiu, levantando-se. Nessie o abraçou, da mesma forma que Edward tinha feito com Esme, então eles saíram do escritório, comigo os seguindo.
Luke e Jasper já estavam ali, então sabíamos que já podíamos ir para o cemitério. Edward guiou o carro, com o pai ao seu lado, Renesmee, Esme e eu estávamos no banco de trás. Tanya, Jasper, Lucy e Luke no outro carro. Alec, Riley e Rose que estiveram conosco no dia anterior nos encontrariam no cemitério.
Esme foi a primeira a ceder quando tudo começou, ela caiu em um choro alto e cortante quando o caixão da filha chegou. Edward e Carlisle estavam com ela, então os dois a abraçaram, enquanto eu me agarrava a Nessie.
Eu estava tremendo, sentindo meu próprio choro, não conseguia pensar na dor de Esme. Bom, na verdade eu conseguia, era o que me assustava tanto. Eu morreria se algo acontecesse a Nessie, ou ao bebê em meu ventre, definitivamente não suportaria perder nenhum dos dois.
— Isso dói muito — Renesmee murmurou quando Edward foi o próximo a chorar. — Eu odeio vê-lo triste. — Afaguei o rosto dela, que estava tomado por lágrimas silenciosas. Claro que ela odiava, era o pai dela, eu tinha detestado ver meu pai triste quando vovó morreu.
— Vá ficar com ele, okay? — falei.
— Mas e você? — ela perguntou, sua mão deslizando sobre minha barriga.
— Estou bem — repeti pela milésima vez. — Além do mais, eu vou ficar um pouco com Lucy e Luke.
Renesmee assentiu, indo até o pai. Fui até meus sobrinhos, dando um abraço em Luke, recebendo um de Lucy.
Alice nunca foi minha pessoa favorita no mundo, nunca seria, mas ela tinha deixado duas pessoas no mundo, que eu nunca conseguiria odiar. Envolvi Lucy em meus braços também, desejando que ela pudesse ter um sorriso bonito em seu rosto em breve, desejando que todos nós pudéssemos voltar a sorrir logo.
***
Todos nós convergimos para a mansão depois do enterro, sem que isso fosse combinando, só sabíamos onde deveríamos estar. Juntos.
Tinha sido um momento terrível no cemitério, não demorou muito do choro de Edward para Carlisle ser o próximo, então como em um efeito domino todos estávamos chorando. O local estava cheio, amigos de Alice, pessoas ligadas a empresa e, do lado de fora o que parecia ser um milhão de jornalistas querendo mais informações.
Na mansão, nós ficamos divididos entre os sofás e poltronas, Ness e Luke no entanto estavam sentados no chão, com ele a ensinando a jogar algo em seu vídeo-game portátil.
Sentei ao lado de Edward, deixando ele me colocar em seus braços. Repousei minha cabeça em seu peito, deixando com que sua mão afagasse meus cabelos. Vi Lucy apagar no colo de Tanya no outro sofá, com Jasper indo ao chão com Nessie e Luke para jogar com eles.
Enquanto isso, Carlisle e Esme conversavam em voz baixa, eles subiram juntos em determinado momento, com ela chorando mais um pouco. Nessie me lançou um olhar aflito, mas continuou jogando com o primo.
Edward e eu nos aconchegamos mais no sofá e, ele dormiu antes de mim, questão de segundos até eu ser vencida pelo cansaço também.
***
Não passou uma hora do meu sono, até eu ouvir a doce voz de Renesmee me acordando. Eu acordei, despertando Edward. Lucy já estava acordada também e, assim como ela, todos pareciam muito atentos em Carlisle, em pé no meio da sala, atrás da poltrona onde Esme estava.
— Acho que precisamos conversar, todos nós — Carlisle anunciou, as mãos sobre os ombros da esposa. — Eu queria pedir desculpas a todos vocês, pelo modo que os tratei, os cobrei e estive ausente. Não fui um bom marido, pai, muito menos um bom avô durante todos esses anos.
— Vovô, não — Lucy o repreendeu. — Não precisa se desculpar.
— Eu preciso, querida. — Carlisle sorriu para ela. — É algo que eu deveria ter feito muito tempo atrás, na verdade. Tudo que fiz foi visando engrandecer cada vez mais o nome Cullen, mas eu esquecia que isso diminuiria o mais importante por trás dele, vocês, minha família. Não há uma pessoa mais arrependida no mundo no momento do que eu. — Os olhos dele se encontraram com os de Edward. — E, eu sei que nunca conseguirei reparar tudo que fiz. — Ele me olhou. — Mas espero que todos possamos melhor a partir de agora.
— Nós vamos! — Nessie exclamou esperançosa.
— Dinheiro não é o mais importante para mim — Carlisle declarou, ouvi Edward suspirar, apoiando sua cabeça na minha. — Vocês são, todos vocês nessa sala. Jasper, Tanya, vocês também, fizeram parte dessa família por anos, há muita ligação entre nós. — Tanya sorriu amigavelmente para Carlisle. — Eu só não posso perder mais nenhum de vocês, eu não me permitiria cometer esse erro uma segunda vez. Estou me sentindo um lixo por ter perdido minha filha, só iria terminar meu caminho até o fundo do poço se eu perdesse outra pessoa tão importante para mim. Desculpem-me ter sido um péssimo chefe de família, eu irei mudar, prometo.
Esme foi a primeira a abraçar o marido, apertando Carlisle com força em seus braços. Não demorou muito até Nessie estar nos braços do avô também, sendo seguida por Luke e Lucy, Tanya e Jasper o cumprimentaram, então faltava apenas Edward e eu.
— Você está pronto para isso? — perguntei no ouvido de Edward.
Ele beijou minha testa, indo até o pai.
Eu sabia que o abraço de Edward era o que Carlisle mais ansiava naquela hora, pude ver isso em seu rosto aliviado quando o filho abraçou. Eles sussurram palavras que só um e o outro podiam ouvir, mas eu conseguia ler os lábios de Edward muito bem para saber que ele estava dizendo que amava o pai e, sabia que Carlisle não perderia a oportunidade de dizer aquilo também.
Levantei do sofá, caminhando até eles. Edward soltou o pai, deixando que Carlisle se virasse para mim.
— Eu posso te abraçar também, sogro? — perguntei, totalmente sem deboche em minha voz. Carlisle assentiu, deixando com que eu fosse para seus braços, envolvendo-me com gentileza.
— Obrigado por fazer Edward feliz, Bella — Carlisle sussurrou para mim.
— Prometo cuidar dele — respondi.
— Eu sei, você é perfeita para meu filho.
***
Acordei naquele sábado com Edward distribuindo beijos em minha barriga, eu sorri, me espreguiçando na cama. Ele não demorou muito para vir beijar meu rosto e, parecia muito feliz aquela manhã.
— Você não está muito feliz para quem acordou cedo em um sábado?
— Não quando é o dia que iremos a primeira ultrassom! — Edward voltou a beijar minha barriga.
Eu afaguei seus cabelos, sentindo-me feliz por ele estar feliz. Tinha sido uma longa semana difícil para todos nós depois da morte de Alice, era bom ver felicidade de volta aos olhos de Edward, muito bom mesmo.
— Vá tomar banho, não quero que a gente se atrase — ele disse depois de uma nova rodada de beijos. — Nessie e Alec já foram correr, estão levando a sério o projeto de manterem uma vida saudável.
Gargalhei alto, Nessie tinha horror a corridas, ela gostava de tênis e um ou outro esporte, mas correr não era a praia dela. Ainda assim, Alec tinha a convencido a ir correr com ele pelo menos uma vez na semana, algo para eles manterem uma rotina só deles já que não estavam mais se encontrando todos os dias no colégio.
— Quer apostar em quanto tempo ela desiste das corridas? — perguntei, já indo para o banheiro.
— Bella, você devia incentivá-la. — Edward riu, vestindo a camisa que estava esperando por ele sobre a cama. — Você é muito pessimista.
— Eu sei, é algo do papai — brinquei. — Desculpe, vou tentar ser menos chata, ouviu bebê? — Toquei em minha barriga, falando diretamente com a pessoinha ali.
— Ah mulher, eu te amo! — Edward exclamou, com um largo sorriso.
— Também amo você, não quer vir tomar banho comigo? — perguntei.
Edward fez uma careta.
— Nós vamos nos atrasar se isso acontecer.
— Quem se importa?
— Bella!
Tirei minha camisola, fazendo Edward bufar e começar a tirar sua roupa.
— Você é péssima! — Ele veio até mim, beijando diretamente meu pescoço.
— Não, estou apenas sendo pessimista que conseguiremos um tempo bom no chuveiro e ainda assim não nos atrasaremos. — O puxei para o banheiro comigo, dando um sorriso travesso.
***
Obviamente nos atrasamos, então tivemos de ser jogados para os últimos a serem atendidos aquele dia. O que não agradou nada Edward, ele estava louco para ver o filho, ou filha, na imagem do ultrassom, toda aquela prolongação só o deixava mais ansioso.
Até ali nós só tínhamos ido ao médico, eu tinha feito exames de sangue e primeiras instruções foram dadas, como se eu realmente precisasse delas, já tinha engravidado antes. Mas, nós só conseguiríamos ter a primeira ultrassom naquele dia e, Edward não era bem o único agitado para aquilo.
— Como foi a primeira que você viu Nessie? — ele perguntou suavemente para mim, dispensando a revista velha do consultório.
— Foi incrível. — Minhas mãos correram até minha barriga, lembrando-me de como era quando Renesmee era apenas um bebezinho ali dentro, eu amava minha filha, mas sentia falta do tempo que eu a tinha vinte e quatro horas comigo. — Você sabe, é de Renesmee que estamos falando, então ela já era o bebê mais lindo do mundo desde então.
Edward sorriu, tocando em minha barriga por cima da blusa que eu usava.
— Queria que você estivesse tido lá, Edward — comentei, sentindo lágrimas em meus olhos. Eu nunca iria conseguir superar o fato de ter mantido ela tanto tempo longe dele, aquilo sempre voltaria a minha mente para me atormentar ocasionalmente.
Edward puxou-me para mais perto, deixando com que eu chorasse em seu colo. Odiava como ele conseguia ser doce e gentil, mesmo quando se tratava de um assunto que deveria doer nele.
— Bella, está tudo bem, está tudo bem. — Ele me consolou, afagando minhas costas, enquanto meu choro aumentava. — Não se puna por isso agora, já passou, estamos todos bem.
— Eu sei, mas ainda me sinto mal por isso. — Limpei meus olhos com as costas das mãos.
— Não, eu acho que você só está ficando louca com os hormônios. — Edward riu quando ganhou um tapa meu em seu ombro. — Sério Bella, pare, okay? Nós já superamos esse assunto, vamos só seguir em frente.
— Eu te amo, Edward Cullen! — Voltei a chorar e, Edward voltou a rir. — Oh Deus, hormônios, muito hormônios — Afundei meu rosto em seu peito, sentindo os lábios dele se encontrarem com o topo da minha cabeça
Por sorte nós fomos os últimos a sermos atendidos, ou entraria na sala de ultrassom com o rosto molhado, vermelho e inchado. Mas, tive tempo de me recompor e, Edward voltou a ser o mais nervoso com tudo aquilo.
— É seu primeiro filho? — A médica que faria o exame perguntou, enquanto preparava tudo para realizar a ultrassom.
— Segundo — respondi. — Temos uma menina de dezesseis anos — comentei, com Edward segurando minha mão.
— Então acalme-se senhor Cullen, o senhor parece que vai desmaiar — ela disse para ele, passando o gel em minha barriga.
— Você não faz ideia, talvez eu tenha que fazer exames do coração depois disso, só para ter certeza de que está tudo bem — Edward disse, olhos vidrados no monitor. A médica e eu sorrimos cúmplices, então ela começou o exame.
— Ai está! — ela anunciou, eu vi meu bebê ali ao mesmo tempo em que ouvi seu coração batendo, então meus olhos se encheram de lágrimas, deixando-me certa de que eu sairia de lá mais uma vez com o rosto vermelho, inchado e molhado.
Mais um filho, mais alguém que eu amaria tanto. Ah, eu já conseguia imaginar ele, ou ela nos braços de Nessie, o quanto eu iria tirar fotos dos dois, beijá-los e mimá-los. Eu estava louca de amores pelo novo bebê, eu me sentia exatamente da mesma forma de quando vi minha filha pela primeira vez em um exame. Meu coração pareceu duplicar de tamanho, acomodando todo o novo amor que eu sentia, eu estava tão feliz.
Ouvi o choro de Edward, então virei para ele. Minha mão entre as suas, enquanto ele a beijava e chorava, tudo ao mesmo tempo.
Seus olhos verdes se encontraram com os meus, ele se inclinou para beijar minha testa, depois sussurrar em meu ouvido.
— Você realizou meu sonho, Bella, está realizando de novo agora. Obrigado por fazer de mim um pai.
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