Notas iniciais
Bom gente, eu sinceramente não sei por onde começar a me explicar. Eu acho que estou com o famoso bloqueio criativo, estou com trabalho acumulada e comecei a fazer um cursinho, sem dizer que estou meio chateada com muitos problemas, então é isso, torçam para eu volte a ficar animada, eu tinha planos lokos para essa fic, que eu espero conseguir colocar no Word, acho que o maior desafio de um escritor, é fazer o que tá na nossa mente, virar escrita.

Abracei meus braços com certa apreensão. Estava encarando o local vazio, tentando fazer uma replica na minha cabeça, de como seria a amostra de fotografia ali dentro. Dentro do Palace, naquela área eu podia ouvir o silêncio ser quase constante, se não fosse pela parede que jorrava água, pelo vidro espelhado. O salão Royal era localizado ali mesmo. E, eu ia o ceder para um novo fotógrafo Israelense. Seria uma boa propagando, e ao mesmo tempo abriria um pouco mais as portas para arte em um Casino.

Encarei novamente meu relógio, sabendo que a hora não havia mudado em minutos. Apenas aliviava um pouco meu estresse. A cerimônia fúnebre de alguns lobisomens, contando com Benjamin, iria começar a meia noite, e ao amanhecer ele ia ser queimado em uma pira descendo o rio.

Suspirei novamente revirando meu pescoço duro, e voltei a andar pelas pilastras quadradas e largas. Coloque algumas peças pequenas aqui. Anotei mentalmente aquilo para ser trabalhado depois.

Joguei meus cabelos para trás, deixando minhas mãos coçarem minha cabeça por alguns segundos. Sentia o anel da lua, figurativamente mais pesado. A lua cheia logo estaria no seu ápice, em alguns dias, e aquela sensação de estar tão perto da minha besta me fazia querer me movimentar. Por isso não havia tirado folga, ou mesmo pensado em deixar o trabalho acumulado. Mesmo assim, eu estava ali, bem depois do meu horário usual.

Fui até uma área mais distante do salão, e encontrei os pufes brancos, ao redor de um espaço vazio. As mesas não haviam chegados, e o espaço estava bagunçado.

— Ella. — A voz forte de Alec me tirou dos meus pensamentos, e eu, ao me sentar em um dos pufes, apenas levantei a cabeça para o encará-lo

— Eu já vou sair, não precisa fechar...

— Ah, não é isso. — Disse meu assistente visivelmente nervoso, balançando as mãos no ar. — Apenas queria avisar que seu carro não chegou.

— O que? — Perguntei confusa. — Tem certeza? Eu tenho que está em duas hora, no Bayou!

— Eu sei, eu sei, como você tinha pedido, alguém foi busca-lo, mas o trânsito ... — Ele parecia desesperado.

Apenas bufei revirando os olhos, e dispensei suas desculpas.

— Tudo bem, eu vou de táxi, não queria dirigir mesmo, será que pode ao menos garantir um táxi na porta daqui a pouco? — Mudei um pouco o tom da minha voz, sabendo que não deveria ter sido fácil, ele lidar o dia todo comigo.

— Sim, claro. — Disse ele mais aliviado. — Então, boa noite, Ella.

Lhe retribuir os votos, e depois voltei até minha sala, passando pelas passarelas altas. Embaixo eu podia ver as pessoinhas andando de lá para cá, indo jogar ou apenas se hospedar. Quem sabia o que era ter uma vida normal. Eu é que não.

Ao entrar na sala, fui direto para o sofá e gemi em satisfação quando deitei de lado, abraçando meu corpo, e dobrando minhas pernas, já que eu não cabia muito bem ali. Mesmo assim, esta deitada era melhor.

O dia foi conturbado, mas nada se comparava ao dia anterior, aonde eu tivera que ir a outra reunião com a matilha Guerreira. Saber que nenhum vampiro foi acusado do que ouve, ou as bruxas; jogava toda a culpa para os humanos.

Mas a meu ver, os vampiros tinham uma cota grande na responsabilidade. A cidade só não estava vivendo o apocalipse, porque de todos os lados houve mortes. Vampiros foram assassinados em um bar deles, bruxas foram atacadas, e felizmente nenhuma morta, e mais lobisomens morreram também. Soubera que os próprios Originais prometera tomar providencias daquilo.

O que satisfez muita gente, mas não lobisomens que guardavam rancor como quem guarda uma marca de nascença. Eles precisavam extravasar um pouco sua raiva, e infelizmente, ou não, eu os entendia completamente.

Coloquei minha mão em cima da minha cabeça, por alguns segundos, pensando se poderia dormi um pouco, mas aquele pensamento se esvaiu como água jorrando por uma torneira aberta, pela batida na porta.

Sentei-me rapidamente. E disse automaticamente:

— Pode entrar.

A maçaneta girou lentamente, e a porta se abriu, fazendo mais luz entrar pela fresta. O corredor dava a impressão de dourado, pelos lustres em cima, mas no meu escritório, a única luz vinha das janelas que formavam uma parede de vidro para a paisagem da cidade. Por isso demorei alguns segundos para notar quem era, já que apertei meus olhos irritados com a luz intensa no meu rosto.

— Senhor Mikaelson?! — Fiquei mais do que surpresa ao me levantar de supetão. Como se alguém tivesse atrás de mim, beliscando-me.

— Chame-me apenas de Klaus. — Pediu ele com um sorriso charmoso que não chegou aos seus olhos.

Apertei minhas mãos na altura do meu umbigo, quando o vir fechar a porta, ainda encarando-me, como se de certa forma pedisse permissão. Como eu não falei nada, ele a fechou e se aproximou, olhando agora o local.

— Em que posso lhe ser útil, senhor Mikaelson? — Perguntei um pouco seca, somente soando profissional.

Ele ainda olhando para os lados, deixou um sorriso duro aparecer. Provavelmente não gostou de eu não acatá-lo em sua ordem não chamá-lo de senhor. Eu tão pouco me importava.

— Poderia oferecer-me uma bebida, primeiramente?! — Indagou olhando para a bancada ao lado da janela, aonde havia algumas bebidas.

— Vodca? Bourbon? — Ofereci, enquanto dava a volta no sofá para lhe fazer um drink.

— Bourbon. — Aceitou, simplesmente, sem nem um mero “por favor”.

Mordi meus lábios com certa raiva, quando coloquei a bebida em um copo, ouvindo o tilintar de vidro ser alto no silêncio pesado.

Quando girei meus calcanhares, quase me choquei com seu corpo, a centímetros do meu. Porém, permaneci inabalável. E ergui o copo até seu peito. Ele gesticulou com a cabeça, uma mensura agradecida, e pegou o copo, sem deixar de tocar minha mão. Eu não gostei nada da sensação quente que percorreu em todo meu corpo, quando nossas peles se tocaram. Era quase, como uma camada fina, de calor que me cobriu.

Levantei a sobrancelha sem me conter. Como se pergunta sem palavras, que merda era aquela? E me afastei, antes dele sorrir mais, aprovativo, de algo que provavelmente sabia, e eu não.

Circulei seu corpo, sentindo que ele não ia desviar nem por um segundo, quando eu quisesse sair dentre ele, e a bancada. Cheguei até a minha mesa, e puxei a cadeira, á frente duas, e me sentei, cruzando as pernas, antes de colocar meus cotovelos, em cima dela, fazendo um gesto para ele se sentar na frente.

Ele segurou um sorriso minúsculo, um pouco divertido, e ficou quase sério, se não fosse pelos seus olhos claros que brilhavam, quando se aproximou enquanto tomava um gole da bebida.

— Deve esta se perguntando, o que me fez procurá-la. — Disse quando se sentou, meio desleixadamente na cadeira a minha frente.

— O senhor quer obviamente algo. — Concluir, o fazendo agora levantar a sobrancelha. Quase dei de ombros, mas parei, não achando que manteria minha posse profissional, fazer aquele gesto de deboche. — Homens, mulheres, só procuram a outra parte, se querem algo. Independente do que seja. — Fiz um gesto amplo com a minha mão direita, pedindo para ele prosseguir.

— Interessante a forma que você pensa. — Disse ele mais para si mesmo, com um sorrisinho de lado que não me agradava por completo. Quase parecia que ele estava debochando. — Ou a forma que parece esta com raiva.

— Sabe mesmo ler as pessoas, senhor Mikaelson. — Apontei, sentindo minha nuca doer, de tanta tensão que sua presença exalava. Eu me sentia sendo observada por algo desconhecido, um olhar, um movimento errado, e eu poderia não gostar do que poderia me atacar.

— Eu tento. — Se gabou sorrindo felinamente. Ele tomou o último gole do Bourbon, e colocou o copo na sua frente. — Podemos então ser sinceros, um pouco?

Parecia quase que ele estava me oferecendo algo. Uma proposta talvez, de quê, eu não sabia.

— Isso depende. — Joguei mordendo meus lábios.

— Do quê? — Perguntou sem demora, franzindo suas sobrancelhas.

— Será realmente sincero, sobre a causa de esta aqui? Ou meramente, deseja que eu acredite que esta sendo sincero? — Lancei as palavras pausadamente, tentando soar confiante na minha analise sobre o híbrido.

Ele riu suavemente, cruzando as mãos em cima do seu colo.

— Farei o meu melhor. Ella. — Meu apelido saiu dos seus lábios, também de forma lenta. Perguntei-me intimamente como ele sabia, porém não demonstrei irritação pela forma íntima que havia me chamado. Todavia ele apenas continuou antes que eu tivesse que engolir em seco. — Meu irmão acha que eu preciso me socializar com as outras facções. — Contou em um sussurro seco, obviamente demonstrando que a ideia não lhe era agradável. — Que por acaso, me receberam bem. Mas os lobisomens se fecharam mais, principalmente com o que houve outro dia...

— Um jovem morreu, por basicamente, nada. — O lembrei em um fio de voz, não gostando de como suas palavras pareciam apenas falarem um fato passageiro e qualquer, não algo doloroso.

— Sim. — Disse sem emoção, nada incomodado com minha irritação. — Mas ao meu ver, vocês estão sendo um tanto quanto dramático, em achar que não haveria mortes em demasia, quando se muda a direção de uma cidade. — Ele ergueu as palmas das mãos, como se pedisse que eu não o interrompesse, no segundo que minha boca se abriu, porém nenhum som saiu. — Não estou dizendo que não entendo, mas apenas queria garantir que farei justiça com minhas próprias mãos.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, enquanto eu associava suas palavras, com sua fama.

— Por que esta me falando isso? — Perguntei realmente não sabendo qual era o intuído dele.

Meramente tínhamos trocados palavras, quando ninguém sabia o status do outro. Nem sequer o considerava um colega!

— Não é óbvio?! — Jogou sério, as palavras de forma debochadamente maliciosa. Tão pouco eu respondi. — Minha querida... — Ele hesitou se inclinando na mesa, com os dedos entrelaçados embaixo do queixo. — Eu preciso de uma ponte entre as matilhas, principalmente agora, que eles estão tão reclusos em suas cavernas. Planejando, ou mesmo esperando uma vingança.

Rir pela primeira vez verdadeiramente. Ele ficou encarando-me sem expressão

— Doce lua! Você deve está doido se acha que eu, eu... — Apontei para mim mesma, com o polegar, ainda saboreando a piada com meu sorriso. — Vou ser sua ponte. — Rir novamente coçando minha sobrancelha com meu polegar.

— E por quê? — Perguntou irritado já. Oh ótimo, pensei, outro lobisomem que era bipolar. — Você parece ser influente sobre as matilhas. — Me acusou secamente. — Parece ser uma boa aliada para se ter.

Acenei minha cabeça negativamente, sem perder o sorriso. Soava quase irônico!

— O senhor sabe exatamente, quem eu sou, não é? — Perguntei realmente curiosa. — Ou, apenas esta brincando de cabra cega?

Ele pendeu sua cabeça para o lado, e não havia nenhum pingo de diversão ou mesmo fingimento ali. Ou todavia, ele era um bom ator.

— Tem razão, eu não sei quem você é. — Ele desentrelaçou seus dedos, e ficou rente a mesa, e consequentemente mais próximo de mim. — Mas adoraria saber. — Flertou descaradamente, me fazendo revirar os olhos.

Mas, não conseguir evitar a surpresa pelo flerte descarado, era como se finalmente ele tivesse dado um passo de verdade em minha direção.

— Por favor, senhor Mikaelson, não fique falando dessa forma, pelo menos demonstre respeito. — Pedi secamente, notando que eu era uma boba. — Não veja-me, como uma daquelas garotinhas que lhe cercavam como cadelas no cio na festa em sua casa. — Advertir minimamente irritada, com o dedo em riste.

— Então acha que é melhor do que elas? — Indagou curioso, mas parecendo aplaudir minha franqueza bruta.

Bati com força minha mão espalmada no tampo de vidro, ele observou o gesto, beirando a fascinado.

— Eu sou. — Garantir me afastando da sua mão sorrateira em cima da mesa. — Porque não quero impressionar ninguém, apenas viver minha vida, como eu achar gratificante vivê-la. — Bufei.

— Admiro essa coragem, mas, todavia. — Foi sua vez de levantar um dedo em riste, parecendo querer me dar uma lição. — Você é uma lobisomem, da família Guerreira, uma das famílias mais bem influentes na cidade, há regras que precisam serem, seguidas.

— Sério?! Quais? — Perguntei sarcasticamente, não ligando para sua analogia errônea sobre mim.

Casamento por contrato. — Apontou dando de ombros, demonstrando saber mais do que eu julguei ser possível sobre as tradições de uma matilha. Todavia eu não parei de sorrir, por ele está errado. — Deve ser ... — Tentou continuar ele.

— Bastardos não tem esse tipo de pressão. — Lhe informei sorrindo. — Acho que nunca pensei como isso é favorável não é?! Porque se não eu teria que ser como elas... — Disse para mim mesma. — Garotinhas idiotas que fazem seu enxoval. — Olhei com deboche para a janela por alguns segundos, dando a entender como aquilo soava tão idiota que não merecia minha atenção. — Deveria, buscar informações a quem quer se aliar. — Apontei estreitando meus olhos, ao voltar a encará-lo.

Seu rosto já era mais analítico, e, havia algo ali que eu não podia identificar. Algo nos seus olhos.

— Porque sempre diz isso? — Perguntou, e eu levantei a sobrancelha em uma pergunta muda para o “sempre”. Ele sorriu de lado. Ficando mais bonito, se fosse possível, sentir meu coração se contrair. — Ouvir sua conversa com meu irmão, outro dia na igreja.

Concordei com um gesto de cabeça, já esperando por aquilo.

— Gosta de ficar espreitando pobres moças, na igreja? — Perguntei fingindo horror. Colocando dramaticamente a mão na boca aberta eu um Oh.

Ele para minha total surpresa riu de forma gostosa. Sorri sem me conter. Como se tivesse feito muito, ao fazê-lo rir. Olhei para o meu relógio pensando na hora.

Suspirei fundo não entendendo o que ele queria exatamente com todas aquelas palavras, que só faziam meu cérebro se requebrar, ao tentar dançar a sua música. Me sentir consumida pelo desejo de falar mais, de lhe contar porque eu não seria uma boa aliada para ele.

Sua expressão mudou, ficando mais sincera e bem mais conciliadora. Teria ele adivinhado o curso dos meus pensamentos antes mesmo de me conhecer?

Sentir meu corpo tremer ligeiramente. Abalada, alarmada com minhas vontades de abrir novamente, um pouco mais, o corte que estava cicatrizando. Fiquei um pouco aprumada, e suspirei novamente, encarando minha mesa bem arrumada.

Os potes coloridos de clipes, os enfeites pequenos, e nenhuma foto por perto.

— Quer ouvir minha história, senhor Mikaelson? — Perguntei um pouco receptiva.

Acho que nunca saberia dizer porque questionei-o sobre aquilo.

— Isso depende. — Ele pendeu sua cabeça para o lado, completamente maroto. — Tem sangue?

Sorrir enigmática.

— Ah sim, toda boa historia precisa de sangue, não é mesmo?! — Soei quase tão tranquila quanto ele, ao falar sobre sangue. — Quer saber como eu ativei minha maldição?

— Sou todos os ouvidos. — Consentiu se levantando, levando consigo seu copo para se servi demais Bourbon.

Relaxei mais na cadeira redobrável, e troquei a perna cruzada embaixo da mesa, ao mesmo tempo em que abria os botões do meu terninho branco.

— Eu ativei minha maldição aos oito anos. — Soltei a informação como quem, soltaria algo dolorosamente, encoberto de sangue e cicatrizes. Porém não doeu tanto quanto eu imaginei que doeria, fazia tanto tempo que não pensava naquele assuntou ou mesmo que não falava. Que talvez a ferida tenha se fechado.

— Isso é impossí... — O híbrido perdeu as palavras, pela primeira vez, ficando tão paralisado quanto eu.

Fiquei feliz de o chocar,alguém como ele, que já tinha visto "tudo" no mundo.

Notas finais
Só para relembrar né? Nessa fic não tem Hope, a Hayley é Andreia Labonair. Os Guerreiras existem, e são lobos poderosos. Espero contar com o apoio de vocês xD
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.