"Montanha-Russa"

2 Capitulo Segundo — Lobo Mau


Notas iniciais
Hey, hey! Mais um capitulo! Tenham uma boa leitura, peperones!

Quando acordei, estava deitada em minha cama, a porta da varanda totalmente aberta, com as cortinas cor-de-rosa movendo-se com o vento fraco, e a luz solar invadindo o quarto e incomodando meus olhos. Estava com as mesmas roupas que usei no dia anterior.

Quis acreditar que tinha sido só um sonho, que eu tinha adormecido sem por meu pijama e só não me lembrava. Mas, quando senti uma mão arranhar levemente meu braço, meu coração acelerou.

Revirei-me na cama, deparando-me com aquele garoto gato deitado comigo na cama. Sorriu de maneira doce, e passou a acariciar meu cabelo.

— Bom dia, purrincesa. Dormiu bem?

— O que... O que você está fazendo aqui? — Sentei sobre a cama, segurando o mais forte que pude seu pulso. — Qual é o seu problema?

— Ah, gatinha, não seja tão rude. Vamos tentar uma conversa agradável, está bem? — Ele também sentou-se, usando a mão livre para acariciar meu rosto. — Sou Kira. E não quero nada além do seu bem, então não se preocupe.

— Você invadiu minha casa!

— Correção, eu te trouxe para casa.

— Você me dopou! — Agarrei também seu outro pulso, mantendo suas mãos longe o suficiente de mim. — Na verdade eu nem sei o que você fez comigo!

— Eu não fiz nada demais! Vai ficar me dando bronca ao invés de me ouvir?

— Eu vou é chamar a policia pra você! — O soltei e pulei de cima da cama, correndo para fora do quarto. Desci até a sala e peguei meu celular que continuava sobre o sofá.

Sem bateria, era o que faltava. Assim que planejei usar o telefone fixo, senti Kira abraçar minha cintura fortemente.

— Vamos conversar, ok? Depois disso, não te perturbo mais. Prometo.

—... Ok. — Suspirei. Se ele seguir a própria promessa, vai ficar tudo bem. — Vamos até a sala de jantar...

Caminhei até a lá, ele ainda abraçava minha cintura. Só me soltou quando percebeu que eu pretendia me sentar.

Ajeitei-me numa das cadeiras brancas, a única com uma almofada cor-de-rosa e laços. Ele puxou uma para o meu lado, e sentou-se também.

— Ora, ora, sem biscoitos? Talvez um chá? — Ele pareceu decepcionado. — Realmente, você não gosta de mim...

— Explique-se logo.

— Que fria... — Reclamou, inclinando a cadeira. — Bem, eu quero te fazer uma proposta.

— Faça, então! Vá direto ao ponto, rapaz! — Bati minhas mãos na mesa, irritada. — Vou te chutar daqui!

— Você é fofa assim, parece uma criança! — Riu. — Eu fabrico armas. Mais especificamente, foices. Minha proposta é te dar minha melhor criação e te ajudar a... “Castigar”, por assim dizer, quem você quiser.

Fiquei sem saber como responder. Claro que sempre quis uma foice, mas não poderia simplesmente aceitar isso.

— Não quero castigar ninguém... Não tenho motivos.

— Tudo bem, então. — Ele se levantou, suspirando. — Mas se mudar de ideia... Apenas me chame.

Kira caminhou até mim, e deu um breve beijo em minha testa. Passou por mim, e quando me virei, ele já não estava lá. Olhei na sala e ele simplesmente já tinha sumido. Voltei pra sala de jantar e fiquei lá.

Mio chegou pouco tempo depois. Sorridente, nem precisei perguntar onde tinha ido.

— Fui pra casa da Yummy ontem á noite. Desculpe não avisar, hehe... Mas ela fez torta, e eu trouxe um pedaço pra você!

— Ah, me dê, então... Vou comer agora! — Sorri.

Ele deixou uma embalagem azul sobre a mesa. Toda bonitinha, Yummy gosta das coisas assim. Ela é uma bruxa super doce, e uma ótima amiga, sempre foi. Abri a embalagem com cuidado, para não destruí-lá, e Mio me trouxe um garfo.

— Vou para o meu quarto, estou cansado demais... Aquela maldita não me deixou dormir a noite! — Revirou os olhos, e comecei a rir. — Está rindo por que não foi com você! — Deu a língua, e depois disso subiu as escadas para o quarto.

Aproveitei minha torta, imaginando a foice que eu poderia ter ganhado. Um pouco arrependida, pensei até em chamar Kira e explicar que mudei de ideia. Mas é claro que não faria isso.

Demorei bastante para comer, coisa que não era de costume. A campainha tocou, e preferi esperar Mio ir abrir a porta. Alguns minutos se passaram, e o som da campainha ecoou mais uma vez.

— Já vai! — Gritei, então coloquei o último pedaço de torta na boca e fui até a entrada.

Peguei as chaves do meu bolso, e destranquei a porta, abrindo-a.

— Minha gatinha! — Kayley entrou, me dando um leve beijo na bochecha. Caminhou até o sofá, e ali deitou, com suas botas pretas pesadas sujando o tecido branco. Balançava a cauda, colocando a bala que tirou do bolso na boca. — Me desculpe por ontem. Eu não queria ter discutido com seu amigo, mas... Ele me tira do sério!

— Está tudo bem. Aliás, você deve desculpas á ele, não á mim... — Me sentei na poltrona igualmente branca perto do sofá. Ele jogou uma bala para mim, de cereja. Tirei-a da embalagem cor-de-rosa e a coloquei na boca.

— Então, vamos sair hoje? Pensei em irmos á sorveteria, o que acha?

— Vou sair com minha irmã hoje... Vamos passar o dia todo juntas. — Não queria sair com ele, e por sorte não tive que inventar nenhuma mentira boba. — Talvez outro dia.

— Entendo... Então podemos sair á noite, é até melhor... — Sorriu, mostrando-se bem mais interessado. — Você poderia dormir em casa hoje.

— Bem, eu... Eu não acho que seja uma boa ideia...

— Ella não vai estar lá esta noite... — Referia-se a irmã mais nova, de nove anos. — Não sei qual é o problema.

— Não quero, é só isso.

A conversa foi interrompida pelo som da porta abrindo-se, num chute. Fitava-nos, com as mãos na cintura, minha querida irmã gêmea, Miory. Tão parecida comigo, mas tão diferente. O cabelo extremamente bagunçado, par de chifres curvados, um olho vermelho e um tapa-olho na direita. Com um sorriso largo no rosto, adentrou a sala.

— Este idiota já esta aqui? Que azar. — Revirou o olho. — Suba para o quarto e se arrume, eu mesma me encarrego de tira-lo daqui.

— Não precisa fazer isso, ele já... — Tentei começar, mas ela me interrompeu no mesmo instante.

— Faça o que estou mandando! — Bateu o punho fechado na parede. — E faça logo!

O tom de sua voz me deixou um pouco tremula, mas me levantei o mais rápido que pude e corri pelas escadas até meu quarto. Lá, fechei a porta e encostei minhas costas nela, escorregando até cair sentada no chão.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem o que acharam, okay? Comentários deixam os autores muito felizes! (。・ω・。)ノ♡