Notas iniciais
Espero que gostem...

Cap. 3

Aquela noite foi meio estranha, foi como se por toda casa houvesse pessoas desesperadas gritando como se sentissem dor. Não consegui dormir, tentei inumeras vezes abrir a porta do quarto pra ver o que acontecia, odiava ficar na ignorância. Desisti.

Eu nem sabia que estava dormindo quando acordei com a cabeça dolorida, eu havia desmaiado e provavelmente batido com a cabeça no chão. A porta estava aberta e desci para ver o que havia acontecido. Encontrei Said no sofá assistindo TV, ao perceber que eu estava na sala imediatamente desligou a televisão.

- Sente-se aqui, por favor. — sentei-me ao seu lado, ele pediu aos empregados para que todos eles nos deixassem a sós. — Acho que já está na hora de você saber toda a história. — pulando de alegria, ajeitei-me ao seu lado de modo que ficasse de frente para ele.

" No princípio não havia nada na Terra além de pessoas, animais, vegetais e tudo o que você vê hoje em dia. Foi assim por muitos anos, a paz reinava na Terra e tudo que a gente via era o que realmente se via. Até que um dia, o pior dia da Terra, um homem foi criando um sentimento em seu coração e seu coração foi ficando escuro, seus sentimentos eram nebulosos e até então desconhecidos. Esse homem era invejoso e com toda a sorte de sentimentos escurecidos em seu coração, por uma brutalidade tamanha assassinou toda sua família.

"Seu irmão fora decapitado e seu corpo todo mutilado.

"Sua mãe foi amaldiçoada de forma que nunca mais seria feliz por ter oferecido todo o seu amor ao irmão mais novo e por te-lo esquecido.

"Seu pai foi o que mais sofreu, foi torturado por dias consecutivos e não era deixado dormir. Foi horrível a morte desse pai.

"Esse homem se chamava Charlie e foi o primeiro do clã. Depois desse acontecimento, todos os dias ele conseguia outras pessoas para segui-lo, pessoas para acabar com a paz da Terra. Assim foi fundado o clã Daisuki, um clã de pessoas, da família ou não, onde seu único intuito era destruir a Terra desgraçando-a e possuindo-a com toda a sorte de pragas. Porém eles não acreditavam que a lenda do Protetor fosse real então quando eles menos esperavam o Protetor apareceu e, não podendo destruí-los, amaldiçoou-os transformando-os em seres incapazes de serem vistos e condenados a servir humanos.

"Mas, quando o Protetor morreu, os Daisuki se revoltaram e pararam de servir aos humanos. Ao contrário, agora eles assombravam e perturbavam e consumiam seus corações. E desde a morte do Protetor, os Daisuke conseguiram evoluir. Eles conseguiam falar ao ouvido de humanos e os faziam servi-los (são eles que a incentivam a fazer o mal), são eles os causadores de tantas guerras, por que quanto mais mortos em nome dos Daisuki maior será o exercito deles para destruir o próximo Protetor. E se um Protetor morrer por um Daisuki, nenhum outro Protetor nascerá, é a lenda.

"Eu a trouxe aqui para baixo, por que você o novo Protetor. Você é a única pessoa que pode ajudar a acabar com os Daisuki. Precisamos de você."

- Você só pode estar brincando! Por que eu? Por que não outra pessoa?

- Por que está escrito, Gabriella, não há outra pessoa tão capaz quanto você. Você não sabe por quê todos esse meus empregados te odeiam? Nem imagina? Você é o protetor e eles tem medo de você, é por isso que eles a tratam dessa forma.

- Mas... Não... Por que eu?

- Não sei, Gabriella, mas você não pode recusar, nós e o mundo precisa de você, será que você não percebe? Se você não nos ajudar morrerá e o mundo será ocupado por nós e nunca mais haverá paz na Terra. Se não fizer isso por mim ou por si própria, faça pelas pessoas que mais ama, seus amigos. Eles também morrerão se você não nos ajudar. É isso que você quer?

- É claro que não! Mas, o que eu posso fazer para ajudar? Eu sou fraca, até pouco tempo atrás eu nem sabia que esses monstros existiam, eu não sei nada deles. O que eu posso fazer?

- É simples. Você só precisa transferir sua alma a um guerreiro que seja duplo sanguíneo.

- Ahn? Essa história está confusa demais, eu não sei do que você está falando! Um guerreiro duplo sanguíneo?

- É, um guerreiro que tenha o sangue de um Protetor com um Daisuki. Você teria de entregar sua alma a ele, dessa forma ele teria poder suficiente para matar todos os Daisuki e ainda sobraria poder para ele conjurar um selo para que o clã não se restitua.

- E como eu faria isso? Quando nasceria esse guerreiro duplo sanguineo?

- Não é óbvio? Esse guerreiro nascerá de você!

- Como? Eu só tenho 16 anos, não tenho idade pra ter um filho, sem falar que meus pais vão surtar quando souberem. Eu quero ir embora daqui!

- Antes de te capturar, não era somente eu que estava atrás de você, aqui é o único lugar em que está segura. Eles não podem sentir sua presença. Nosso cheiro camufla o seu. Esquece, você não pode sair daqui!

- Ok, ok eu vou ajudá-los, o que eu posso fazer agora?

- Nada! Sem o guerreiro você não terá força suficiente.

- Então, quem será o Daisuki pai do meu futuro filho?

- Eu.

- Você? Você é um Daisuki?

- Sim.

- E como você quer ter um filho que acabará com você? Isso é ilógico!

- Claro que não. Um guerreiro não pode matar pessoas do mesmo laço sanguíneo. E como eu serei seu papai, ele não me matará.

- Então os Daisuki não se extinguirão por completo?

- Serei o único. E o pouco de sangue Daisuki que haverá nessa criança será um problema que deveremos discutir mais pra frente.

- Não acha que já deixei de ser só uma menininha infame? Serei a mãe do guerreiro que salvará a humanidade, tenho que saber de tudo!

- Ok, ok... Vamos lá. Diz a lenda que o guerreiro nascerá apenas para dizimar a sua, ahn... a parte da família que seja ruim, entende? Ou seja, os Daisuki. Então, quando ele acabar com eles, ele não terá mais nada a fazer, aí começarão a matar tudo o que ele considerar ruim.

- E isso não é bom?

- Seria se só houvesse pessoas boas na Terra.

- O que você quer dizer com isso?

- Que todos neste mundo são pessoas más, cruéis, abomináveis, escória, entende? Tanto Daisuki como humanos, apesar de distintos, são maus. Mesmo aquele que nunca fez nenhuma maldade no mundo, ele um dia pensou fazer, pelo menos uma vez na vida. E isso é o necessário para que o guerreiro queira matá-lo. Ou seja, apartir do dia que o guerreiro extinguir os Daisuki, nós, mais precisamente você, terá que matá-lo.