Monstros na Primeira Página
3 MITO DO EGITO
O dia tinha sido produtivo, conheceu o centro da cidade e tinha visto vários duelos. Se arrependeu de não ter trazido seu disco de duelo. Provavelmente não teria vencido um duelo mas teria se divertido.
Os tipos que duelavam eram dos mais variados. Homens,mulheres,jovens e velhos. No entanto as roupas eram o que se destacava. Jaquetas coloridas, botas de metal, faixas de couro. É um fato conhecido que estilistas visitam as ruas de Tóquio para ver e se inspirar no visual exótico de alguns de seus habitantes, a cidade não fica atrás nesse quesito.
Seto Kaiba era conhecido pelo sobretudo branco e as vezes roxo. Yugi era conhecido pela pirâmide dourada. Mai Valentine era conhecida pelo decoto e seios generosos.
Uma nota sobre os visuais extravagantes poderia dar um artigo sobre interesses humanos, seria uma idéia que ela iria propor mais tarde.
No quarto do hotel era hora de checar os e-mails. Não esperava nenhuma mensagem e particular mas como jornalista sabia que mudanças de última hora não eram raras. Na caixa de mensagens havia o conteúdo de sempre; pedidos de presentes e perguntas sobre o progresso do trabalho. Os presentes eram a última das prioridades e até o dia da conferência não haveria o que reportar.
Melissa se atirou na cama e refletiu sobre sua primeira vez no Japão. Se tivesse sido 10 anos atrás, na época dos grandes torneios. Sonhava chegar na final, duelar contra Yugi e Seto Kaiba, ganhar o título de Rainha dos Jogos. Enfrentar os monstros-deuses do Egito e...um pensamento estalou na memória dela. Pesquisar a origem de monstros de duelo.
Todos sabiam que Maximillion Pegasus tinha criado o jogo baseado em hieróglifos achados em uma série de catacumbas,ate então desconhecidas, no Egito.
Sentada na cama e com o Laptop no colo, Melissa começou a busca onde todo repórter começa, no GOOGLE.
Já tinha visitados vários sites de mitos e monstros de duelo antes, dessa vez no entanto seria como um trabalho e não um passatempo. O conteúdo dos sites eram bem variado. Tinham uns que ligavam a origem do jogo a Atlântida, outros falavam que hologramas que viram seres de carne e osso. A maioria dos contos era obviamente falsa, criados por pessoas para divertir os chamar a atenção, ao menos era isso que ela pensava.
Finalmente achou um texto que a interessou. Tinha detalhes que ela já conhecia,então era mais genuíno do que outros, e outros ainda desconhecidos.
“Cinco mil anos atrás os reis do Egito duelavam usando monstros vivos. Evocando a magia negra do Domínio das Trevas os altos sacerdotes podiam aprisionar os espíritos destrutivos,escondido nos corpos mortais, dentro de tabuas de pedra. Os monstros aprisionados poderiam ser evocados para servir ao conjurador.
Sete artefatos sagrados foram forjados de ouro,sangue e trevas. O mais poderoso deles, a chave para o poder que se igualaria ao de Rá ( Sol), Nut (Lua) e Set (tempestade), foi foi dado ao jovem faraó e os demais aos seis alto sacerdotes, que também tinham sangue da realeza.
O Faraó usou os monstros como escravos e graças a força deles o Egito prosperou. Infelizmente a sede de poder crescia na corte real. Uma traição libertou o poder do Domínio das Trevas e os mundos,separados pela linha invisível que separa a vida e morte, se tornaram um.
O Sol desapareceu e uma noite sem Lua e estrelas cobriu todas as terras conhecidas. Monstros reinavam pelos Céus, pelo Nilo e pelas areias.
Era o fim de todos que viviam no mundo,mas o valente faraó selou o poder das trevas junto com seu próprio espírito dentro do Enigma do Milênio.
O conhecimento dos jogos das trevas foi banido. A morte era a punição para quemousa-se buscar a magia negra. Uma lei que puniria com igualdade do mais puro primogênito real ao mais miserável escravo.
Os sacerdotes reais decidiram abdicar a luz e viver nas profundeza,protegendo a tumba da faraó,passando o dever de geração para geração, ate o dia em que seu soberano ira retornar. Pois um dia as trevas vão despertar novamente e o ele deverá salvar o mundo mais uma vez”.
Final do Capítulo III
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