Monstros na Primeira Página
2 A CIDADE DO DRAGÃO
A CIDADE DO DRAGÃO
As ruas da cidade Dominó eram mais lotadas do que Melissa esperava. Centenas de pessoas indo e vindo pelas calçadas, o trânsito congestionado, era ainda pior do que quando esteve em Beijing, mas ela esqueceu rapidamente os pequenos problemas quando esses olhos encaram os de um dragão.
O Dragão Branco de Olhos Azuis estava diante dela. Materializado em uma gigantesca estátua metálica prateada, no centro de belíssima praça circular. A peça deveria ter cerca 12 m de altura, de aparência imponente com as asas abertas, como se estive se preparando para voar. O dragão reluzente (com certeza tinha sido polido recentemente) era todo prateado com exceção dos olhos. Esses eram de um azul profundo, feitos de vidro denso. O perímetro da praça é cercado de canteiros de rosas azuis. As flores eram produto da ciência, não existiam na natureza, e sem duvida eram extremante caras. Grupos de turistas rodeavam o dragão,tirando fotos, tocando nele e sendo afastados por guardas que pareciam surgir do nada.
Todo o local parecia ter saído de um conto de fadas. Uma fantasia trazida para a realidade. Melissa refletia sobre isso quando o cansaço de esticar o pescoço para encarar os olhos azuis venceu. Precisava sentar e infelizmente não haviam bancos no local. Foi até uma lanchonete no lado oposto ao da praça.
Mesmo sendo a primeira vez no Japão não estava sendo difícil se orientar.Como trabalhava nos plantões noturno a mudança de fuso horário não incomodava muito.Falava e lia em japonês facilmente (sua mãe insistiu que precisava aprender outro idioma então escolheu japonês, apesar da insistência materna pelo francês). Contava ainda com vários guias e mapas guardados na bolsa.
Enquanto tomava um refrigerante, pensava na coletiva que aconteceria em 2 dias.O estilo de Kaiba era conhecido; faria um pronunciamento detalhado mas breve e dificilmente responderia perguntas. Provavelmente seus acessores responderiam algumas perguntas mas raramente sabiam o que seu patrão tinha em mente. Como não tinha controle sobre a situação o melhor era pensar em como aproveitar os dias.
Poderia visitar Tóquio que ficava apenas 1h de trem de Domino. Poderia visitar a Kaibaland. Ou poderia apenas ficar caminhado conhecendo a cidade de perto.
Estava quase decidindo voltar ao hotel e rever toda a pesquisa e checar suas mensagens,quando um rugido furioso.O som ecoou tão alto que conseguiu se sobrepujar ao barulho das cidades grandes.
Olhando pela vidraça ela viu um dragão no ar. Era o Dragão Negro de Olhos Vermelhos encarando um cavaleiro prateado. Melissa reconheceu o dragão de imediato mas seu oponente era desconhecido. Na certa um monstro novo, fazia tempo que ela não examinava as listas de novas cartas.
Uma multidão de adolescentes e pós-adolescentes formava um circulo ao redor da batalha. Muitos tinham discos de duelos nos pulsos. Era o modelo mais avançado disponível no mercado. Mais leve, carga mais longa, maior definição de imagem e som.
Melissa tinha trazido seu deck mas deixou o seu disco em caso. Era um modelo da primeira geração ainda funcionado.
-Pelo visto existem muitos duelistas na cidade!-comentou com o garçom que passava ao lado da mesa.
-Nessa cidade vai ser difícil achar alguém que seja duelista ou que não entenda as regras do jogo. É comum que uma pessoa seja desafiada apenas por carregar o disco de duelo!
-Querer dizer que é só mostrar o disco e se pode duelar ?- Como só havia participado de competições pequenas ela não estava familiarizada com a tradição do duelo de rua.
-Claro que existem condições! O perdedor deve entregar qualquer carta que o vencedor exigir. E as vezes os Rare Hunters emboscam alguém que um deck raro.
-Ainda existem Rare Hunters ? Eu ouvi dizer que eles haviam desaparecido.
-Existem vários tipos de Rare Hunter! Alguns roubam as cartas para aumentar o próprio deck. Outros vendem. E existem os que são contratados para coletar cartas.
Final do Capítulo II
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