Eu estava cansado. Depois de um dia estressante na escola, eu estava quase morto. Você deve estar pensando: Nossa, a escola não é assim não difícil. Mas quando você tem transtorno de Déficit de atenção, hiperatividade e dislexia, a escola é um pesadelo. Eu sou Percy Jackson, semideus filho de Poseidon. Eu não conseguia ficar muito tempo em uma escola. Sempre acontecia alguma coisa estranha e eu era expulso. Tinha duas provas surpresa hoje e estava querendo matar um.

— Tchau, Percy. – Carlo, meu amigo mortal disse acenando para mim.

— Tchau.

Eu acenei para ele, fui caminhando lentamente até o ponto de ônibus. Assim que entrei, notei que alguma coisa estava errada. No fim do ônibus tinham dois meninos olhando para mim. Pela minha experiência, sabia que deveria dá mais atenção para aquilo, mas estava mentalmente cansado depois de duas provas. Desci do ônibus e estava caminhando para a minha casa, quando senti um arrepio na minha coluna. Sem hesitar, coloquei a mão no meu bolso e peguei minha caneta esferográfica assassina e tirei a tampa. Assim que fiz isso, ela começou a crescer e se transforma em uma espada. Quando me virei já estava em seu tamanho normal.

Os dois meninos que estavam no fim do ônibus estavam parados atrás de mim sorrindo. Ambos estavam com uma bola em cada mão. Assim que vi as bolas, reconheci os monstros. Eram Lestrígones. Gigantes canibais. Eu já tinha lutado com eles no passado. Mas tinha tido ajuda do meu meio-irmão, e da minha melhor amiga/namorada. Sabia que tinha que acabar com eles rápido. Afinal, aquelas bolas logo estariam em chamas e isso não seria nada bom.

— Olha a sorte que demos. – disse um deles. – O filho do deus do mar.

— É. Estou vendo que vamos comer peixe hoje.

Eu aproveitei que eles estavam distraídos e ataque, acertando o primeiro. Ele se dissolveu em uma nuvem de pó vermelha. O segundo olhou para o que tinha restado do amigo, surpreso e depois para mim. Ele jogou a bola flamejante em minha direção. Pulei para fora do caminho, e desviei. Depois corri na sua direção. Outra bola apareceu em sua mão, mas antes que ele pudesse jogar, cortei a cabeça dele. O lado bom, ele estava morto. O lado ruim, ele explodiu em cima de mim me deixando completamente sujo de poeira monstruosa.

Tampei minha espada e segui em direção à minha casa. Assim que cheguei, notei que minha mãe já tinha saído o trabalho. Fui para meu quarto tentando não suja a casa toda. Suspirei e joguei minha mochila na cama. Peguei minha toalha e fui para o banheiro.

O dia estava quente, eu estava suado e coberto de resto de monstros. Tirei minha roupa e entrei de baixo do chuveiro. Assim que senti a água caindo pelo meu corpo, senti meu corpo relaxar. A água sempre fazia isso comigo. Sempre me deixava mais forte e alerta. Sempre apurava meus sentidos. Eu peguei o sabonete e comecei a me ensaboar enquanto cantava uma música qualquer.

— Ahhhh. – pulei ao escutar um grito estridente.

Joguei meu sabão para o alto e olhei em volta procurando de onde o grito vinha. Na minha frente, estava minha namora. Bom, não minha namorada exatamente, apenas a parte superior dela. Annabeth tinha me mandado uma mensagem de Íris no meio do meu banho. Eu não sabia ao certo o que fazer. Nunca me imaginei em uma situação como essa. Será que em certos casos a mensagem não poderia ser colocado na espera, ou até mesmo avisar que a pessoa estava ocupada? Já pensou mandar uma mensagem a uma pessoa quando ela estiver com outra em um quarto, fazendo certas coisas. Já pensou eu mandar uma mensagem para minha mãe e ela e Paul estiverem... Não quero nem pensar nisso.

— Annabeth. – falei sentindo meu rosto esquentar, isso era constrangedor.

— Me desculpa. Eu não sabia. – ela disse tampando os olhos. – Eu te ligo mais tarde.

— Não, espera. – falei antes dela passar a mão na imagem. – Ainda está no internato?

— Sim. Por que? – ela estava com a mão na frente do rosto, mas dava para ver que espiava entre os dedos.

— Eu estava pensando se você não queria ir tomar um soverte comigo. Posso te buscar.

— Claro. Vai vim vestido, né?

— Não. Vou do jeito que estou aqui. – respondi revirando os olhos. – Quer saber, já vou sair e ir...

— Não. Se você se mexer mais um centímetro vou ver tudo.

— Mas você estava com as mãos no rosto. – falei fingindo surpresa.

— Percy...

— Certo. A gente se vê daqui a pouco.

Passei a mão pela mensagem e desliguei o chuveiro. Depois de me trocar, preguei minhas chaves e sair. Peguei um táxi e dei o endereço do internato. Eu estava juntando dinheiro para compra um carro, a meses não gastava quase nada da minha mesada, mas quando se tem uma namora, tem que gasta com certas coisas. Afinal, se a chamei para sair tenho que pagar. Sair do táxi e paguei. Assim que sair, notei que tinha alguns alunos ali, olhando para mim. Não sei porque, mas sempre que venho para o internato de Annabeth, ficam me olhando. Não demorei muito para encontrar ela.

Ela estava parada perto da porta com a bolsa pendurada no ombro. Assim que me viu, ela sorriu e acenou. Eu fui em sua direção sorrindo. Ás vezes, ainda não podia acreditar que estava com ela. Que estávamos vivos e namorando. Ela som certeza foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.

— Oi, Sabidinha. – falei abraçando ela pela à cintura a beijando logo depois.

Annabeth passou os braços pelo meu pescoço e devolveu o beijo. Assim que ela aprofundou o beijo, senti que não tinha mais nada a nossa volta. Era sempre assim quando nos beijávamos, esqueci até mesmo meu nome.

— Oi, cabeça de algas. – ela disse quando nos separamos sorrindo.

— Oi. – repeti sorrindo bobamente para ela. – Está pronta?

— Sim. Vamos.

A abracei pela à cintura e peguei a bolsa dela. Afinal, quando começamos a namorar, minha mãe disse que isso era a coisa certa a se fazer pela a namorada. Fomos até o parque que tinha ali perto e eu comprei os sorvetes. Annabeth o tempo todo falava sobra arquitetura e alguns projetos que tinha planejado para o Olimpo. Eu apenas ouvia e fingia que entendia tudo o que ela estava falando. Quando terminamos nossos sorvetes andamos um pouco pela cidade. Eu gostava de passar esse tempo com ela, e gostava principalmente em saber que seu pai tinha dado autorização para ela dormi na minha casa nos fins de semanas. Infelizmente, hoje ainda era quarta-feira.

Voltamos para o internato perto da cinco da tarde, já que tinha toque de recolher. Ainda ficamos na porta por um tempo namorando. Vários alunos estavam ali do mesmo modo. Se fosse por mim, Annabeth estudava na minha escola e moraria na minha casa, mas seus pais não gostariam disso. E a mãe dele me funilaria.

— Percy? – ela chamou depois de um tempo nos beijando.

— Hum...

— Apenas para você saber, eu gostei muito do que vi quando te mandei a mensagem hoje. – ela me deu um beijo rápido nos lábios e correu para dentro do internato me deixando sozinho na rua sem acreditar no que ela me disse.

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