Then...

— A Jessica sabe sobre isso? As coisas que você fez?

— Gente. Para. — Brooke disse mas a ignoraram.

— Não, e não vai saber.

— Que saudável! Boa sorte, Sammy. Mas terá que encarar o que você é...

— E o que eu sou?

***

— Onde ela foi? — May perguntou.

— Não sei — Sam respondeu meio bobo com o ocorrido.

As luzes do Impala ligaram, captando toda atenção.

— Quem está dirigindo o seu carro? — Brooke perguntou baixo. E Dean tirou a chave de seu bolso.

O carro começou a avançar. E eles começaram a correr. O Impala os alcançariam. Então Sam e Dean puxaram as garotas para pular da ponte. O carro parou com os faróis ligados na beirada.

Sam ajudava Maya a subir novamente. Quando finalmente conseguiram Sam e May gritaram, respectivamente, por Dean e Brooke.

Os dois apareceram se arrastando para fora do rio.

— Ei, vocês estão legal?

— Super — Dean falou pelos dois com sarcasmo. Os dois caçadores que estavam em cima da ponte começaram a rir.

*** {de volta a ponte}

— O carro está ok? — Maya perguntou a Dean.

— Sim. O que quer que tenha feito isso não deixou rastros. Essa Constance é uma vadia! — e então ele fechou o porta malas com força e se virou pra caçadora.

— Ela não nos quer na parada, está óbvio — Brooke disse ao se aproximar. Ela fedia que nem Dean — onde a trilha nos leva agora, gênios?

*** {no hotel}

— Podemos pegar um quarto aqui também, seria melhor. Já que vocês também estão. — Sam propôs.

— Ok. — as meninas assentiram.

— Então vamos...

***

— Um quarto por favor... — Dean disse e jogou um cartão de crédito.

— Vocês terão um reencontro ou algo assim? — o dono perguntou quando pegou o cartão de crédito.

— Desculpe-me? — Sam perguntou.

— Outro dia, um tal de Buhr Anfraim veio. Ele pagou o quarto para um mês.

***

— Jura? — Maya se encantou quando Sam abriu a fechadura do quarto de John com um clips.

Todos observaram o quarto. Fotos coladas, malas e tudo mais.

— Parece que ele não vem há uns dois dias, no minimo — Brooke concluiu.

— Círculo de sal — todos se viraram para Sammy, que estava agachado mexendo no sal — ele tentava se proteger de algo. Estava preocupado.

— Eu não entendo... Homens diferentes, idades diferentes... — Maya suspirou.

— Papai descobriu — Sam disse quase dando de ombros.

— Como assim? — Dean perguntou.

— Ele achou o mesmo artigo que vocês. Contance é nossa mulher de branco...

— Papai teria queimado o corpo. Onde ela foi enterrada?

— Aqui não diz. Podemos falar com o marido dela, Joseph.

— Ok, Maya vá com ele — ele disse apontando para a garota — vou tomar um banho e acho que Broo também vai querer — ele sorriu ao olhar para moça, que sorriu de volta.

— Hey Dean, — Sam o chamou — Desculpa pelo que disse sobre a mamãe e o papai...

Dean fez sinal de pare.

— Não banque a mulherzinha — Sam riu.

— Certo, babaca.

— Vadia.

*** {ainda no quarto de John}

— Ei, cara, estou faminto. Quem vem comigo na lanchonete? — Dean perguntou após sair do banho.

— Eu vou ir falar com Joseph — Sam falou brincando com uma foto que ele achara do pai.

— Também vou — Brooke disse e foi para o lado de Sammy.

— Ok. Parece que vai ter minha companhia, senhor Dean — Maya brincou e saiu do quarto junto ao caçador.

Ao saírem encontraram vários policiais. Dean puxou May para o lado contrário deles e então pegou o telefone e discou número de Broo.

Oi, Dean.

— Oi, — ele sorriu mas logo voltou ao normal — tem policiais aqui fora. Deem no pé.

— Mas e vocês?

— Eles já nos viram. Tchau. — então desligou — Problema, oficiais?

— Onde estão seus parceiros? — o policial do estrada indagou.

— Parceiros? Que parceiros? — Maya respondeu.

O oficial mandou o outro entrar no quarto de hotel.

— Então. Delegado falso. Cartão de crédito falso. Tem algo que seja real?

— Meus peitos — Dean disse risonho e Maya riu.

Os policiais encostaram os dois no capô da viatura.

— Têm o direito de permanecer calados. Qualquer coisa pode ser usado contra vocês no tribunal...

*** {no hotel}

Sam ouvia as mensagens de voz de Jess.

— Essa é sua namorada? — Brooke perguntou.

— Aham... — Sam disse em outro mundo.

O telefone de Broo começou a tocar e ela atendeu a chamada de Dean.

— Sam. Precisamos ir. — ela disse se levantando e indo em direção da porta — Agora.

*** {delegacia}

— Querem nos dar seus verdadeiros nomes? — o xerife perguntou entrando na sala com um livro em mãos.

— Já falei. É Ted Nugent. E minha irmã, Eliza Nugent. — Dean disse sorrindo.

— Vocês têm fotos de dez pessoas desaparecidas na carteira além de coisas satânicas. Garotos, vocês são, oficialmente, suspeitos.

— Faz sentido, porque quando o primeiro desapareceu eu tinha um ano. — Maya disse bufando.

— Sei que têm parceiros. Um deles é mais velho — o xerife mexeu no diário e o colocou em cima da mesa — Diga-me, Dean. — ele abriu o diário mostrando o que tinha dentro — pensei que este poderia ser seu nome... Veja, folheei isso três vezes e até agora eu não entendi. Mas eu achei isso — ele apontou para uma folha onde estava escrito "Dean 35-111". — Agora, me diz o que diabos isso significa.

*** {na casa de Joseph Welch}

— Olá, você é Joseph Welch? — Brooke perguntou quando um velho abriu a porta.

— Sim.

Sam mostrou a ele o fato de seu pai, perguntando se ele estivera ali.

— Sim. Está mais velho, mas é ele. Há quatro dias veio aqui. Disse que era repórter — o velho disse e devolveu a foto a Sam.

— Isso mesmo. Estamos trabalhando junto — Brooke disse parando de frente ao homem .

— Bom, não sei em que tipo de história estão trabalhando. Mas as perguntas que ele fez sobre Constance... Ele perguntou onde estava enterrada.

— E onde foi mesmo? — Sam perguntou.

— Confirmação de fatos — Brooke explicou ao homem.

— Em um lote atrás da minha antiga casa.

— Por que se mudou? — Broo perguntou ao homem.

— Não irei morar na casa em que meus filhos morreram.

— Bom, isso é o bastante, adeus. — Brooke disse a Joseph e seguiu para o carro.

— Sr. Welch, você casou se novamente? — Sam perguntou antes de entrar no carro. Brooke estranhou e o encarou.

— Não mesmo. Constance era o amor da minha vida. Agora preciso ir. — ele disse triste.

— Sr. Welch, já ouviu falar de uma Mulher de Branco? — Sam tinha passado dos limites e levou um peteleco de Broo. Joseph negou — É uma história de espíritos. Mulheres que eram traídas pelos maridos. Então elas matavam os filhos e depois de notarem o que fizeram, se matavam. Agora elas estão amaldiçoadas, caminhando por estradas e matando homens infiéis que encontram.

— Você acha que Constance matou os próprios filhos? Eu cometi erros, mas ela nunca faria isso. Nunca. Agora vão embora. — Joseph falava com um nó na garganta.

*** {na delegacia}

— Já disse, é a combinação do armário do colegial. — Dean repetia isso centena de vezes.

— Vamos fazer isso a noite toda? — o xerife perguntou rabugento.

— Senhor, acabamos de receber um chamado. Tiros em Whiteford. — um policial comunicou ao xerife.

— Têm que ir ao banheiro? — o xerife perguntou aos dois caçadores.

— Não.

E então ele prendeu os dois a mesa com algemas e saiu da sala.

— Ótimo. Nunca passei tanto tédio numa delegacia... — Maya suspirou.

Dean olhava para o diário de seu pai até achar um clips. Ele o pegou e sorriu. Dean abriu a algema e foi ajudar May a abrir a sua.

— Hey! Como você... — Dean mostrou o clips — Ah, vocês, Winchesters, e seus truques — ela riu e saiu de lá junto dele.

*** {Impala}

Sam e Brooke estavam no Impala chegando a delegacia. Sammy recebeu uma ligação e logo atendeu.

— Um chamado falso? Sabe Sam, acho que isso é ilegal — a voz de Dean saiu.

— De nada, mas o crédito é da Broo — depois de dizer isso ele se virou para a caçadora, que sorriu pra ele.

— Minha garota. Mas ouça, precisamos conversar...

— Nem me diga... O marido de Constance foi infiel — disse Sam. — Estamos lidando mesmo com uma mulher de branco. Ela foi enterrada atrás da casa...

— Sammy, você quer calar a boca e colocar no viva voz? — Dean falou a Sam do outro lado da linha.

O Winchester fez o que ele pediu. Ligou o viva voz.

— Estou tentando te contar... Ele se foi. Papai saiu de Jericho.

— Como você sabe? — Brooke perguntou.

— Estou com o diário dele.

— Ele não vai a lugar nenhum sem isso — Sam comentou — O que diz nele?
— Mesma coisa de ex-fuzileiro... Coordenadas e etc.

— Quais coordenadas? — Brooke perguntou — Onde está Maya?

— Ela está aqui fora. As coordenadas são: 35-111.

— Dean, o que está acontecendo? — Sammy falou preocupado.

Sammy freou o carro quando notou que a Mulher de Branco estava no meio da estrada.

— Sam, Sam?

— Saaam! Ela tá aqui... — e Brooke sumiu junto com a mulher, que voltou logo em seguida.

— Leve-me para casa.

***

— Leve-me para casa.

— Onde está Brooke?

— Leve-me para casa.

— Não — e as portas do carro se trancaram. Sam tenta sair frustadamente. O carro começou a andar pela estrada. Eles chegaram na casa de Constance.

— Não faça isso — Sam falou para Constance.

— Nunca poderei voltar para casa... — ela falou tristemente.

— Tem medo de voltar. Por que? — Constance saiu do banco de trás para o da frente.

Ela sentou-se no colo de Sam e começou a seduzi-lo.

— Não pode me matar — Sam constatou — Não sou infiel.

— Foi com seu irmão... — ela sussurrou e Sam se enrijeceu. Constance riu satisfeita. Sam tentou ligar o carro novamente e com essa tentativa Constance sumiu.

O Winchester sentiu uma dor. Uma dor horrível. Constance enfiava suas unhas em seu peito.

***

— Sam? Sam?

— O que aconteceu? — Maya perguntou se aproximando.

— Constance — Dean se limitou a isso.

***

O Winchester sentiu uma dor. Uma dor horrível. Constance enfiava suas unhas em seu peito.

Até Dean e Maya aparecerem e atirarem várias vezes na vadia.

— Vou te levar para casa — Sam disse e ligou o Impala. Acelerou e adentrou a velha casa com o carro.

— Sam!

— Sam!

— Hey. Está bem? Consegue se mexer? — Dean perguntou abrindo a porta do Impala e ajudando a tirar o Sam do carro.

Constance segurava um retrato em mãos. Olhou para os três caçadores e os prenderam com uma bancada.

— Cadê a Brooke? — Maya perguntou entre gemidos de dor.

— Aqui — a voz de Brooke foi escutada por todos. Ela estava em cima da escada.

Apareceu duas crianças. E água escorria da escadaria.

— Mamãe. Você voltou para nós.

As crianças abraçaram Constance até que os três fantasmas desaparecessem em cinzas.

— Como sabia que iria funcionar? — Dean perguntou empurrando a bancada.

— Na verdade foi sorte... — Todos riram com o comentário da caçadora.

— Espera... Então foi aqui que ela afogou os filhos? Tinha medo de enfrentá-los? — Maya perguntou meio confusa.

Sam concordou.

— Bom trabalho, Sammy — Dean bateu no peito do irmão, que reclamou da dor.

— E vocês estavam malucos atirando no fantasma com balas normais?

— eu salvei sua pele! — Maya reclamou.

— Aliás... Se estragar meu carro, eu te mato. — Dean confessou.

Todos riram, menos é claro, o próprio Dean.

***

Os meninos estavam no Impala e as meninas no Opala de Maya.

— 53-111... Black Water Rigde, Colorado. Papai está lá. — Sam dizze.

— Fascinante. A que distância?

— Uns 900km. O estranho que é no meio do nada.

— Se irmos rápido podemos chegar amanhã.

— Dean... a entrevista — Sam suspirou.

— Claro. Vamos para sua faculdadezinha então.

***

— Por que paramos aqui? — Maya perguntou entediada.

— Devolver o Sam para livros e estudos — Dean resmungou.

Sam o olhou; o reprovando.

— Tchau Sam — Brooke o abraçou.

— Tchau — Maya acenou de dentro do carro.

Os dois carros arrancaram deixando Sam para trás. Na entrada do campus.

***

— Jess? Jess? — Sam a procurou por toda a casa. Finalmente desistindo, pensando que ela havia saído se deitou na cama.

Pingos de sangue caíram em seu rosto fazendo-o olhar para o teto.

— Não! — e Jess queimou no teto.

***

— Sam! — Dean o chamou.

— Jess!

— Sam! Sam! — Dean entrou no quarto em chamas e resgatou Sam. Que nem no dia que sua mãe morreu.

— Jess! Não!

***

Sam e Dean estavam em frente ao lugar em chamas e repleto de bombeiros.

O Winchester mais novo arrumava algumas armas no porta-malas do Impala.

— Temos trabalho a fazer. — Sam jogou a arma dentro do porta-malas e o fechou — Ligue para as garotas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.