Monsters Academy - Fic Interativa

3 Jessie, a lobisomem ( ou será lobimulher? )


GARFIELD TREVOR STINE WEARTH, 140 ANOS, 80 ANO

Muito bem, se alguma vez andaram com um mago recém mordido por uma vampira e a vampira em questão, são pessoas com tanta sorte como eu. Apanhámos um táxi até Freeport, mas as coisas começaram a ficar estranhas quando a ferida no pescoço do Kendall soltou gotas de sangue para cima do condutor do táxi.

– O que foi isto? — Perguntou ele olhando para nós e travando bruscamente no meio da Demott Ave.

– Nada! — Respondemos todos em uníssono. Façam o retrato: 5 jovens, todos pálidos e vestidos com cores escuras, com expressões de quem exprimentara adrenalina e ação e quais dois deles tinha sangue a escorrer do pescoço? Se isso não é suspeito, não sei o que é.

O taxista grunhiu e continuámos a andar. Até que a Carol fez um barulho parecido a:

– ASHEEE!!! ASSSSSSSS!!! — Sim, ela fez o barulho de um gato a quem atiraram água. Fica sempre assim quando exprimenta sangue A-... — BOLAS KENDAL!!! O TEU SANGUE SABE MAL!!!

– Rapaz!!! Essa miúda bebeu-te o sangue?!!! — Gritou o taxista derrapando e indo quase contra um Audi. — Ela é uma...

– CANTO DE MORFEU, VOZ DE HIPNOS, ADORMECE!!! — Gritou a Cat apontando a varinha. O homem caiu.

– ELE ESTÁ MORTO?!!! — Gritou a Abbey, partindo a imagem de snobbe.

– Não, adormecido.

– Ufa. — Fiz eu. Mas depois percebi. — Esperem, se ele está a dormir... QUEM É QUE ESTÁ A CONDUZIR O CARRO?!!!

– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! — Gritámos. Saltei com agilidade para o lugar do condutor e rodei a direção.

– PARA ONDE?!!! — Perguntei.

– DIREITA!!! — Gritou a Carol.

– ESQUERDA!!! — Gritou o Kendall.

– EM FRENTE!!! — Gritou a Cat.

– PÁRA SÓ O CARRO!!! — Gritou a Ab. Travei bruscamente em frente de uma escola qualquer.

– Estamos mortos? — Perguntou o Kendall.

– Claro que sim, Kendall! — Ironizaram a Carol e a Cat. Impressionante como elas ás vezes falam ao mesmo tempo...

– E isto é a Equana!!!

– Equana? — Perguntou a Ab.

– O mundo dos Mortos das Criaturas das Trevas. — Respondeu a nerd da Carol. — Já chegámos á maldita escola da lobisomem?

– Sim. — Respondi. — Jessie Lupin.

– Como no Harry Potter? — Perguntou a Carol.

– Não digas esse nome! — Disse a Cat. — DETESTO o Harry Potter!

– Vamos logo. — Disse o Kendall.

– Eu fico aqui. — Disse a Ab fazendo beicinho. Bufámos e saímos do táxi.

A Carol farejou o ar, com ar de perita.

– Só sinto três tipos de sangue. — Subiu para cima do degrau das escadas e cheirou mais. Os transeutes olharam para ela, e eu assustei-me ao vê-la encolher e olhar para uma janela sombria do quarto.

– Sem morcegos! — Exclamei.

– Porquê? — Resmungou ela.

– Porque, se vamos fazer isto, vamos fazer isto da maneira civilizada. — Disse a Cat. Entre as duas, ela é a normal. Subiu até aos degraus e começou a esmurrar e a dar pontapés na porta. — ABRAM A POR...

– SEM PALAVRÕES!!! — Intervi eu.

– Eu ia dizer porcaria.

Sabem o que eu disse sobre ela ser normal? Esqueçam, eu nunca disse nada...

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NINGUÉM

Jessie Lupin não era normal. Para começar, era trancada dentro de um armário na lua cheia e estudava em casa...E tinha uma marca no ombro.

Estava a olhar pela janela do seu pequeno quarto, com um professor especial a dar-lhe uma aula. Os pais nem sequer tinham a decência de serem eles a dar a aula.

– Menina Lupin, preste atenção. — Ordenou o professor.

Jessie não o ouviu. Prestava atenção no táxi que derrapara e parára em frente da casa. 5 adolescentes discutiram um pouco e 4 saíram. Abriu a janela para ouvir a conversa:

– Sem morcegos! — Exclamou um moreno.

– Porquê? — Resmungou uma menina com cabelos ferrugem aloirada.

– Porque, se vamos fazer, isto vamos fazer isto da maneira civilizada. — Disse uma morena. Depois, começou a pontapear a porta e a esmurrar. — ABRAM A POR...

– SEM PALAVRÕES!!!

– Eu ia dizer porcaria.

– Vou abrir a porta. — Disse Jessie levantando-se. O professor tentou dizer qualquer coisa, mas Jessie fechou a porta. Desceu as escadas a correr e olhou para a mãe, que se afastava dela rapidamente, com uma expressão de felicidade na cara. Bufou e abriu a porta.

Deparou-se com 4 adolescentes que gritaram ao atirar-se para cima dela.

– SAÍAM!!! SAÍAM!!! SAÍAM!!! — Gritou ela. O pai correu para sair do escritório e ajudou-a a levantar-se.

– Vocês foram enviados pela academia?

– Não. — Ironizou o rapaz loiro. — Fomos enviados pelo super mercado da esquina para avisar que tem um desconto de 20%...

Agiam os 4 como se fossem mais velhos e importantes.

– Vamos para a sala falar. — Disse a mãe de Jessie. Pegou num tabuleiro de chá mas a de cabelos ferrugem loiros apressou-se a dizer:

– Por favor. — Disse ela. — Apenas carne em sangue para mim.

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– Jessie, lembras-te daquele lobo que te mordeu o ombro quando tinhas 9 anos? — Perguntou a mãe ignorando o slap slup slup da menina louca por sangue ao chupar o seu bife como se fosse um pirulito.

– O quê? Aquele a qual desde que me mordeu me tratam como uma ABERRAÇÃO?!!!

Os pais ficaram envergonhados.

– Era... um lobisomem.

– Ahhhh... — Fez Jessie. — Então... Eu sou animal! Literalmente.

– Essa eu nunca tinha ouvido. — Fez a morena. — Sou a Cat, feiticeira. Não te atrevas a dizer bruxinha.

– Kendall, mago.

– Garfield, elfo das trevas.

– Uawol. — Disse a louca por sangue arrancando um pouco de carne. Kendall tocou no pescoço como se tivesse medo de qualquer coisa.

– O quê? — Perguntou Jessie. A louca engoliu.

– Carol.

– Porque é que estás a chupar SANGUE?

– Sou uma vampira.

– Ah, tá bom.

– CAROL, TU ÉS UMA FAMINTA!!! — Gritou Kendall. — BEBESTE O MEU SANGUE Á MEIA HORA!!!

– Nossa! — Fez Jessie. — Essa eu não deixava!

– Eu tenho de me alimentar para não morder toda a gente nesta sala. — Retorquiu Carol assanhando-se e mostrando os caninos. — E NÃO queres ser mordido duas vezes por vampiros.

– SENÃO O QUE É QUE ACONTECE?!!!

– Bem, cria-se um lado vampírico teu. Separa-se do teu corpo e tenta matar-te para tomar os teus poderes e o teu lugar, ficando com os poderes de vampiro. Chamam-se Vampiros-Magea.

– Ok, podem deixar a discussão para depois? — Pediu a mãe de Jessie. — Podem levá-la.

– O quê?!!! — Quase gritou Jessie. — Vão mandar-me para uma escola algures!!!

– Empire State Building. — Corrigiu Carol.

– NÃO QUERO SABER!!! SE É ASSIM, NUNCA MAIS CÁ VOLTO!!! — E saíu, sentando-se dentro do táxi. Uma loira olhou para ela.

– Não chores, está bem?

– FICA QUIETA!!! OS MEUS PAIS NÃO QUEREM SABER DE MIM!!! — A loira pensou um pouco e decidiu ser simpática.

– Sou a Abbey.

– NÃO QUERO SABER!!!

– Olha, querida, os meus pais estão mortos. — Disse ela com um sorriso estranho.

Abbey não sabia porque falara com aquela menina. Pelo visual, eram muito diferentes ( roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/jessie/set? id=61990045#stream_box ). Mas era nova naquele mundo, e gostava de ter alguém novo com ela.

– Acredita, gostava que os meus estivessem. — Suspirou Jessie. Nesse momento, Garfield, Kendall, Carol e Cat entraram no táxi. A vampira atirou o taxista para fora e consultou o relógio do táxi.

– Bem, acho que vamos ter de passar a noite num hotel. — Suspirou.

– Porquê?

– Porque é quase de noite. — Respondeu Cat.

– Quem vamos buscar a seguir?

– Um elfo das trevas.