Monsters: A Guerra Começou
10 Capítulo 9 - Descuido
Notas iniciais
Michelangelo saiu correndo até o pátio da Reserva. Chegando lá, encontrou com Nathan e Mei Lu-Chu ajudando o pessoal a pegar as armas.
— Nathan, dê-me a Tiger.
— O quê?! Você já vai entrar em campo de batalha? – surpreendeu-se.
— Qual o problema? Não é a primeira vez que faço isso.
Nathan o encarou por um momento entregando-o a arma.
— Boa sorte.
— Grazie. Quer dizer...
— “Obrigado” — corrigiu o americano.
— Isso! Obrigado.
Mei Lu-Chu ajudou o albino a colocar rapidamente o cinto com granadas, bombas de gás lacrimogênio e um walkie-tokie. Michelangelo acabou vendo do outro lado Heike também se armando.
— Hey, Löhnhoff, onde pensa que vai?! – gritou Andrew já entrando no carro.
— Vou com vocês. Não há poucos lá fora. Vamos nessa! – disse ela jogando uma bazooka no porta-malas do carro e pulando para o lado do passageiro. – Vamos, Michelangelo!
O italiano terminou de ajeitar o seu cinto e, antes de subir na garupa do veículo, correu na cozinha e pegou um pedaço grande de carne de gado picada dentro de um saco plástico.
— Para que isso...? Vai fazer um lanchinho? – zombou Andrew, mas Michelangelo não se importou.
—-X--
Não céu podia notar a presença de feras voadoras sedentas por sangue, voando sobre a cabeça das pessoas como urubus tomando conta da carniça ao chão. No céu pareciam pequenos, mas ao se aproximar de um, era estupidamente grande. Que tipo de espécies são essas?!, o italiano perguntava a si mesmo.
— Pararemos aqui. O resto vamos a pé. – Ordenou a loura.
Eles haviam parado à uma espécie de montanha plana, na qual sua elevação parecia ser a de um campo. Andrew parou o carro na parte mais alta da vegetação marrom alaranjada, causada pelas folhas secas do outono. Andrew desligou o carro e foi para parte de trás para pegar a bazooka.
— Negativo. Não ouse tocar nela – ordenou a alemã.
— Opa! Desculpe-me, madame... – lançou um ar de gozação.
Com certa facilidade, Heike colocou a bazooka no ombro direito e carregou a arma usando a ajuda da mão esquerda.
— Vamos.
— Sei que é de sua natureza querer matar, mas... Vai começar explodindo tudo...? – Perguntou o italiano.
— Não, engraçadinho. Veja aquele prédio ali. — O italiano seguiu a direção apontada por Heike. Havia um prédio já caindo por conta própria. – Agora note a presença de um Monster no céu. Há um cadáver ali próximo ao prédio. Assim que ele descer, atacarei o prédio, fazendo a construção cair sobre ele. Morrer talvez não vá, mas temos mais tempo para poder aproximar um pouco mais e exterminar essas pragas de uma vez. – A loura deu atenção ao moreno. – Andrew, ao meu sinal ative sua arma.
— Sim, senhora.
Heike já estava posicionada, atenta aos movimentos da fera, pronta para apertar o gatilho. Havia silêncio ao redor, menos do barulho do vento violento que as enormes asas do monstro faziam. Isso! O monstro estava descendo para devorar o cadáver. Heike estreitou os olhos e enrijeceu os músculos, pronta para receber o coice violento da arma. Assim que o monstro desceu e começou a devorar o cadáver, houve um grito vindo da parte de Michelangelo.
— NÃO!
Heike havia levantado a bazooka centímetros mais alto, fazendo com que errasse o prédio.
— Que merda é essa, Nicolazzi?! – Irritou-se Heike.
Ao olhar para o lado, o garoto não estava mais lá. Olhou para trás, no carro onde estava Andrew, e também não viu nada. Largou a arma no chão e correu até o carro.
— Cadê aquele idiota?!
— Eu vou saber?! Eu estou aqui cuidando do sinal do pessoal. Ele sumiu foi? – Andrew saiu do carro e correu até onde Heike estava. – Serve aquele moleque retardado correndo em direção ao prédio podre?
— O quê...?! – Heike foi até lá para ver se era mesmo realidade.
E era mesmo! Michelangelo estava correndo em direção ao prédio em que Heike acertaria!
— Merda! Ele quer morrer?!
— Menos um... – disse Andrew tranquilamente, recebendo em troca um soco no braço.
— Vá buscá-lo.
O moreno fitou a loira, mas logo obedeceu, murmurando palavrões e xingando a nação de Michelangelo. Antes de Andrew começar a ir atrás do albino, ele notou uma mão acenando para ele atrás de uma árvore. Era o italiano.
— Heike, lance-me um walkie-tokie!
A garota foi até o carro e pegou um dos aparelhos entregando para o moreno.
— Seu idiota! O que está fazendo?! Se quiser morrer, vem pra cá agora que eu terei honra de executar tal ação!
Segundos depois uma voz surgiu do aparelho:
— Eu vi uma criança dentro do prédio.
— É o quê...? – murmurou o moreno para si mesmo e olhou para a loura.
— O que ele disse? – Perguntou a alemã.
— Ele disse que viu uma criança dentro do prédio.
Antes que ela pudesse dizer algo, Andrew e Heike avistaram o colega correndo de árvore em árvore até chegar próximo ao prédio, assim como o Monstro.
— Esse viciado em macarrão vai perder a vida... – murmurou Andrew, sem se importar se Heike escutaria ou não.
Michelangelo pegou o pacote de carne do seu cinto e o abriu. Pegou todos os pedacinhos do alimento e colocou o pano que estava em seu pescoço em sua face cobrindo a boca e o nariz, deixando somente a visão limpa. Em seguida, atirou uma bomba de gás, fazendo uma névoa branca densa. O Monstro parecia atordoado e nervoso. Rapidamente, Michelangelo correu e jogou para o outro lado os pedaços de carne. A carne ainda sangrava. O cheiro de sangue atraiu a peste para longe do caminho do prédio. Isso! Ele ainda tinha tempo de salvar a criança!
Michelangelo entrou no prédio, estreitando os olhos para focar a visão naquela névoa tóxica. Mais ao longe, avistara uma silhueta de um corpo pequeno e frágil. Era a criança. O albino correu até a sombra e notou a criança desmaiada, pegando-a logo no colo. Ajeitou o pequeno corpo em suas costas e saiu daquele ambiente poluído pela fumaça. Antes de correr feito um louco, procurou pela fera. Ela havia sumido!
Sem se preocupar em primeiro lugar, correu até a coluna de árvores. Tudo estava indo bem, quando Michelangelo não foi cauteloso o suficiente: O Monster o observava do céu. Merda!, xingou mentalmente. Ele queria pegar o walkie-tokie, mas as duas mãos seguravam as pernas da criança. Então Michelangelo jogou o corpo para o lado esquerdo das suas costas, fazendo mais força no braço esquerdo. Rapidamente, com a mão livre, pegou no aparelho e chamou pela dupla.
— Aí, pessoal. Estou com problemas! Preciso de ajuda!
— Claro que precisa... E onde é que você está? — Perguntou Andrew.
— É sério, cabeça de ovo! Estou com uma criança adormecida nas minhas costas e tem um demônio atrás de... – o som parou de ser transmitido para o aparelho de Andrew.
Michelangelo havia tropeçado num toco de árvore escondida em meio às folhagens e ao mato alto. Caiu de joelhos e de peito, certificando de que a criança não se ferisse. O aparelho eletrônico rolou um barranco, sendo destruído pelo caminho até cair num lago. Logo atrás uns dos bichos estavam correndo, em meio à mata, atrás deles.
Michelangelo havia estourado seus joelhos deixando em carne viva, fazendo assim, o olfato do demônio ser aguçado. Levantou e, mesmo com dificuldade em andar e até mesmo correr, pegou a criança e ignorou a dor miserável no joelho. Por um momento, uma grande quantidade de adrenalina fora lançada na corrente sanguínea do albino, fazendo com que ele não sentisse dor. Seu coração batia rapidamente, descompassado com seu fôlego. Vou morrer... e vou matar essa criança também, pensou Michelangelo. Sentiu ficar zonzo, sem mais fôlego ou energia para continuar. Quando ele caiu, largando a criança também. Antes que perdesse a consciência, notou o monstro abrindo aquela enorme boca, com várias e várias fileiras de dentes pontudos. Todos prontos para triturar os ossos do garoto e do italiano.
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