Monsters: A Guerra Começou
4 Capítulo 3 - "Fui aceito"
Notas iniciais
Assim que Michelangelo acabou com a fera, fora chamado pela moça loura.
– O que querem comigo? Decidiram finalmente em me dar alimento? – perguntara o garoto.
– Como conseguistes levantar a Tiger? – perguntou General Alaois com seu forte sotaque alemão.
– Ah, fala daquele troço? Como uma arma qualquer, ora. Tive alguns probleminhas para ativá-la, mas nada que eu não consiga resolver.
Tanto o General de Exército quando Heike, a loura carrancuda, estavam surpresos.
– Quero você conosco – começou o General.
– General, ele não passou no teste – interveio Heike.
– Faça-os novamente.
Michelangelo seguiu ambas as pessoas louras à sua frente. Ficara se perguntando se eles realmente eram dos Estados Unidos. Ao chegar na mesma sala em que havia sido retirado à força por um dos militares, apareceu novamente o mesmo médico que lhe diagnosticara antes. O processo foi o mesmo, fazendo Michelangelo cair no sono.
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Ao despertar, Michelangelo percebera que havia três pessoas com jalecos brancos discutindo algum assunto com um idioma diferente entre eles. Umas falavam em inglês às vezes e outras vezes no idioma desconhecido para Michelangelo.
– Isso é impossível! Suas células não sofreram nenhuma alteração ou mutação!
– Mas como uma pessoa normal como ele conseguiu ativar uma das armas da Classe Militar?! Apenas eles podem ativá-la.
– Eles...? Você quer dizer dos...
– Sim, doutor – a médica confirmou alguma coisa antes que ele pudesse completar sua frase.
– Esse junge aí é diferente – Heike disse ao aparecer na porta encostando-se no batente da porta cruzando os braços sobre peito. – Eu vi. A Tiger fora ativada como se possuísse vida própria. Ela ficara vermelha e depois branca com um lilás bem claro.
General Alaois entrou na sala, fazendo Heike e os doutores baterem continência.
– Ah, vejo que acordastes, soldado! – disse o general ao garoto albino.
General Alaois olhava curioso para Michelangelo. Olhava para seus cabelos e olhos. E em seguida olhou para a arma de fogo pendurada delicadamente no apoio que estava cravada na parede.
– Certo. – Disse o General. – Heike, leve-o até Cross e fale a ele que estará responsável pelo... – fez uma pausa.
– Michelangelo Nicolazzi – completou Michelangelo.
Ambos os adolescentes caminharam até onde o “tal” Cross estaria.
– Permissão para saber seu nome? – perguntou o garoto à loura enquanto caminhavam.
– Permissão negada. – Disse sem olhar para o garoto em suas costas, caminhando despreocupado.
Após caminharem em um corredor estreito com várias portas dos dois lados, Heike abre uma porta localizada no fundo do corredor, dando a visão de um enorme pátio.
– Nathan! – chama Heike.
Rapidamente, um rapaz novo, de cabelos castanhos claros levemente coleados e olhos castanhos escuros, apareceu. Ele vestia roupas militares verdes e usava um curativo no nariz e outra bandagem no canto inferior da bochecha esquerda.
– Nathan, esse é o Michelangelo. Você está responsável por treiná-lo.
– Sim, senhora! – bateu continência, sério.
Sendo assim, Heike deu as costas e saiu da sala, fechando a porta atrás de si. Michelangelo achou tudo aquilo uma grande besteira. Um cara bater continência a uma lourinha que deveria ser mais que uma patricinha; ser examinado duas vezes e principalmente por um menino novo treiná-lo.
– Prazer. Sou Nathan Cross, 16 anos, americano.
– Michelangelo Nicolazzi, 17 anos, italiano.
– Bom, Mike, como todos os lugares possuem regras, aqui também há.
– Não me dê apelidos – rangeu Michelangelo.
– Você deverá seguir todas as regras – continuou Nathan. — Alguns são simples, como: feche a torneira ao escovar os dentes, jogue lixo na lata do lixo, lave seu prato após a refeição; não esqueça os carros militares na bomba de gasolina, etc.; outros são mais rigorosos, como: não ataque um Monster sozinho, nem chame-o para a Reserva e nem pegue algum transporte sem autorização da Heike.
– Heike?
– Sim. A loura que trouxe você aqui.
Ah, então seu nome é Heike, pensou Michelangelo.
– Falando nela, o que ela tem, hein? Tão séria. E por que você bateu continência à essa mimada?
Michelangelo viu os olhos do garoto se arregalarem.
– Não fale isso dela! Bom... Ela é assim devido ao seu pai. Ambos são alemães, então acho que já vem da raça ser valente, sério e forte.
Então o idioma que esses trouxas ficam falando é alemão?, pensou Michelangelo com o rosto sem expressão.
– O.K. Que seja. O que eu estou fazendo aqui? Chutaram meu traseiro para fora desse lugar mas agora querem que eu fique?
– Então você não passou de primeira... Assim como o Blake – murmurou.
– Quem?
– Ah, não. Ninguém. Bom, explicando aqui. Eu sou praticamente que o seu “treinador”. Sou responsável pela forma física dos Hunters. Hunters são pessoas...
– Feitas para o extermínio daquelas aberrações. Isso eu já sei – cortou a frase do garoto.
– Quem te contou?
– Um cara chamado... Andrew, se não me engano. Um com um corte de cabelo ridículo.
Hm... então o Blake já contou como funciona aqui..., pensou Nathan colocando a mão no queixo.
– Bem, então vamos conhecer a Reserva. A partir de amanhã você já começará os treinos físicos. Ah, Mike, não se preocupe, roupas novas estão já em seu aposento. Aproveite e tome um banho. A janta sairá daqui à meia hora.
– Já disse, não me dê apelidos!
Sem se importar, o garoto levou Michelangelo até o banheiro. Eram como um grande salão, com portas suspensas grudadas na parede, separando um box do outro. A porta também era baixa, o suficiente para tampar partes íntimas, deixando a partir da altura dos joelhos amostra.
Michelangelo decidiu ir até seu aposento para pegar as vestes novas. Ao voltar para o banheiro percebeste que aquele lugar se enchera de outros homens. Alguns jovens e outros com uma idade mais adulta. Mas que casa de nudismo masculino é essa?! Que merda de lugar!, pensou. Michelangelo segurando a toalha com força passou pelo corredor procurando por um chuveiro
– Aqui, pode usar. Já terminei de usar – disse Nathan vestindo uma calça jeans secando o cabelo com uma toalha pequena. Michelangelo não deixara de olhar o abdômen nu do garoto. Pegara a si mesmo invejando o corpo definido do garoto por uma fração de segundo. Michelangelo era musculoso – devido às fugas -, mas não tanto.
Nathan parecia ser bem menos musculoso embaixo das roupas militares pesadas. Michelangelo retirou a camisa suja e rasgada, que deveria ter usado por oito anos direto, e deixou para tirar a calça ao entrar no box. Tomara um banho quente e demorado, lembrando-se dos banhos dados pela mãe quando pequeno antes da invasão. Nathan também não deixara de analisar uma cicatriz enorme nas costas do rapaz.
– Poderia parar de fitar-me enquanto banho-me? – disse Michelangelo sem virar-se enquanto esfregava seus fios brancos de cabelo com um shampoo cheiroso. – Tsc – pigarreou.
– O que... houve com suas costas? – perguntou Nathan.
Michelangelo não virara a face para o garoto, mas seus olhos arregalaram por um momento de surpresa. Uma gota de shampoo em água escorreu em seus olhos, ardendo.
– Você... quer saber? – Michelangelo termina de enxaguar o cabelo e colocara uma toalha na cintura. Outra pegara para limpar a vista. – Então vou contar.
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