Monster Perfect

6 Stand by you


Notas iniciais
Oi gente ! Voltei. Desculpa a demora .

P.V. O Narrador On

Na manhã seguinte Walter acordou cedo, completamente desavisado dos perigos que iria enfrentar em breve. Ainda sonolento , ele sentou na beirada da cama ,com os olhos piscando com a suave luz do amanhecer. Pelas janelas abertas do quarto de Barbara , podia ver que Maria havia fugido da casa do Bobby – amigo do Jim e estava dormindo embaixo de uma árvore . Encarou a menina dormindo por um momento, pela janela, e então afastou o olhar.

“- O que me liga à ela?”, perguntou dentro de si.

Era doloroso imaginar que se não fosse por aquela pequena nada do que estava vivendo teria sido possível. Ele sacudiu a cabeça e se levantou da cama. Fazia um calor incomum para aquela manhã; mas ele não sentiu frio ou calor quando vestiu suas roupas secas. Abriu a portado quarto, pronto para descer as escadas, ir em direção a cozinha quando ...

— Ainda é muito cedo para você sair da cama assim , meu querido. – exclamou Bárbara com uma voz sonolenta.

—Eu sei, mas perdi o sono. Pode voltar a dormir , querida.

Ele não precisou dizer duas vezes. Bárbara encostou a cabeça no travesseiro e voltou a dormir.

Ele abriu um sorriso , achando engraçado o cansaço dela, e andou em direção ao quintal.

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“Bular.”

O nome continuou a retumbar na mente da menina , enquanto sonhava com seu povo encantado – elfos e fadas correndo e gritando , com as faces cheias de medo, sem esperanças e entregues ao desespero. Vendo o grande troll cheio de fome de carne encantada correr em direção a eles. Urrando como uma fera , completamente cega pela cólera .

Fingindo ter uma única memória e sem raízes perto de Walter , Maria se acostumara com a idéia de ter sido enjeitada , acolhida por sorte pelo coração do professor de história. Seu instinto fora de guiá-lo ao seu destino, como acontecia nos contos de fadas.

Mas o preço que pagava por mentir para ele , vinha em forma de sonhar com o passado. Um passado doloroso que escondia por séculos.

— Cadê você , papai, quando eu mais preciso ? – perguntou no inconsciente.

Sentia um vazio horrível em seu coração, como se seu progenitor já tivesse partido deste mundo. Se não era uma humana abandonada , dependente de caridade , quem era? O que significava ter uma família , uma história atrás de si , se tudo fora perdido?

Repetiu o nome mentalmente “ Bular.... ” e ficou pensando nos sentimentos que essa criatura causava nos sonhos, e não notou o barulho de passos se aproximando de onde estava. O que a despertou dos sonhos foi o perfume forte de Walter. E o toque de sua mão no ombro dela.

— Bom dia , flor! O sol nasceu e espera por você para brincar.

Quando Maria deu por si, estava encostada na árvore , ainda com muita preguiça , frente a frente com o seu amigo e o sol forte invadindo os seus olhos. Ela voltou a fechá – los e abriu a boca num bocejo.

Ela abriu um sorriso para o homem à sua frente. Beijou – o nas bochechas e deu um abraço bem apertado como se ele tivesse viajado para muito longe.

—Bom dia !

Ele acenou com a cabeça, desconfortável com aquela demonstração de afeto.

—O que foi ? –perguntou baixinho para ele.

Foi , então , que ela descobriu que amava –o como se ele fosse o jardineiro, que sempre cuidaria dela como uma flor frágil . Como um segundo pai .

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Walter sentiu seu olhar , porque levantou a cabeça e a fitou. Ele não viu o ciúme ou ódio nos olhos dela como havia imaginado.

“Ela é tão diferente do Jovem Atlas!” , não deixou de pensar isso. Em vez disso , havia dor e súplica em seu olhar. Em um instante , ele viu o quanto estava inebriado com aquela criatura doce e inocente , que parecia estar desejando ardentemente por um lar. Walter teve que fechar os olhos e sufocar , com força , o desejo ardente de tornar –se pai de Maria.

— Vamos fazer o café da manhã !anunciou .

Ele se levantou e foi para dentro da casa. Não , não era possível voltar atrás.

Ele era um monstro selvagem. Não era digno de ser pai de uma criatura frágil como ela.

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Depois de comerem panquecas com mel e bebericarem um chá ,Walter começou a ensinar a história do mundo para a menina, e Maria ficou atenta , prestando atenção em tudo que ele dizia . O modo como ele segurava o livro firme em suas mãos e sua voz entrar profundamente na mente dela, como se gostasse de passar todo o seu conhecimento. Parecia que ele tinha um portal mágico capaz de levá-la outras épocas .

Walter sabia como contar fatos que aconteceu em tempos remotos sem deixar um aluno sonolento; sabia relatar cada detalhe chamando a atenção . Ele assumia um tom de voz imponente , confiante e penetrante....como a de um excelente contador de histórias .

“ Como a de meu pai !”, pensou Maria.

Antes que Maria pudesse lembrar do rosto dele, ela ouviu a porta da frente se abrir e uma voz desconhecida falar :

—Mãe , cheguei! – Ela ouviu o barulho de uma bolsa sendo depositada na mesa do hall de entrada. E o desconhecido estranhar o silêncio. -Tem alguém ai?

Walter pegou na mão de Maria e levou – a até a porta dos fundos. O medo estava estampado em seu rosto , como se estivesse prevendo aquele pesadelo. Maria gostou da sensação da mão áspera e quente dele .

— Vá . O Caçador de Trolls quer a mim, e não a você.

Ela não queria deixá-lo sozinho. Não queria perder mais ninguém importante em sua vida.

— Me deixe ajudá-lo.

— Não. Está batalha não é sua. Vá onde possa ficar segura! – ordenou .

E ele fechou a porta.

— Eu não posso perder você... –Maria sussurrou para a porta fechada.

Os seus dentes começaram a tremer. Os soluços vieram junto com as lágrimas quentes cheias de tristeza e dor. Suas pernas tremeram como se tivessem perdido as forças e seu corpo se ajoelhou na grama verde. Maria sentiu seu peito apertando o seu coração. Ela queria gritar. Sabia que tinha que fazer algo.Alguma coisa precisava ser feita , e tinha que ser ela para fazer isso. Bem diante de seus olhos tudo ficou vermelho como fogo e o seu mundo interior se tornou preto como carvão. Ela precisava salvar Walter,de qualquer jeito, mas como?

“O que eu vou fazer? Estou desesperada”

“Filha... – A voz de seu pai penetrante e potente invadiu seus ouvidos e sua mente .... – Você tem a minha benção . Vá salvar o seu amigo . Basta acreditar em si mesma, que estarei ao seu lado.”

“Agora , eu estou livre para usar os meus poderes e enfrentar o Caçador de Trolls.”

Maria se levantou , limpou as lágrimas com as costas das mãos e tocou levemente na maçaneta , fazendo o máximo de esforço que podia para que não fizesse barulho. Nada iria deter ela .

Notas finais
E isso. Espero que tenham gostado. Por favor, deixem comentários e até a próxima .
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.