Monster - EM REVISÃO
12 Desejo
Notas iniciais
O motivo de ter demorado com minhas fics é (animo), não com falta de criatividade, mas eu estou meio enrolada com meu tempo, tudo voltado para meu trabalho, soluções de problemas, etc. Acho que possam entender, bom eu nunca trabalhei, então este é meu primeiro emprego e eu ando muito entusiasmada, mas ainda não consegui me adaptar com o horário e isso reflete em meu animo para escrever, já que chego cansada, mas isso não vem ao caso. O ponto é que, eu ainda estou um pouco perdida com os horários, mas não fiquem preocupados, não deixarei de postar nenhuma fic. Espero que realmente entendam o motivo de minha demora.
Outro ponto para dar estas notas é sobre um review (que na minha humilde opinião) não foi nada educado. Primeiramente gostaria de dizer que sempre sou mente aberta e gosto realmente de saber o que os meus leitores estão achando da fic, o que me deixou confusa foi isso:
ManddyPlayer #91252
Cap. [Estranho] 28/12/2011 às 23:36
O que acha que precisa ser melhorado?
A escrita, por favor, eu não sou nenhum guru ou adivinha querida! Então não posso adivinhar o que você escreve!
O que mais gostou no capítulo?
Sabe... Eu encontrei vários erros de portugues na sua história. Vê se melhora a sua escrita.. Por favor!
Bom, sei que não sou nenhuma professora de português, mas acho que eu não precisava ler isso. Há muitos escritores por ai que também antes de publicarem seus livros é passado para uma espécie de pericia, assim os editores poderem concerta seus erros ortográficos. Acho que podem notar, que no decorrer da fic, eu melhorei bastante, tanto nessa fic, quanto nas outras. Talvez alguns possam achar que eu estou sendo sensível demais e dramática, mas eu acho que ninguém quer ter esse tipo de review irônico, e de certa forma ofensivo, pois a reação é de quem lê e não de quem escreve.
Eu sinceramente fiquei aborrecida com esse review, se eu escrevo tão mal assim, a ponto de você não entender absolutamente nada, então por que continua lendo e ainda recomendou a fic? Eu que REALMENTE não sou nenhuma GURU pra entender sua bipolaridade. Comente, critique coisas boas e ruins, tudo bem, mas saiba escolher bem suas palavras, talvez pra você não seja nada demais, mas pense bem no efeito que elas causaram em quem as lerem. Respeito é bom, e acho que todo mundo gosta.
Todos os alunos foram saindo aos poucos, caminhei com minhas amigas e vi Sasuke sendo um dos últimos a sair. Estava com seus costumeiros fones de ouvido e sua face entediada e sombria de sempre. Irritava-me profundamente, ele nem ao menos, me olhou se quer uma única vez, como se nada tivesse acontecido entre nós. Uma parte de mim se negava a acreditar que fora tudo fantasia de minha mente perturbada, os únicos motivos que me valiam eram os hematomas e dores pelo meu corpo.
Enquanto caminhava com minhas amigas pelo corredor, até o refeitório, controlava-me para não olhar pra trás e conferir se Sasuke fazia o mesmo caminho que eu. Eu não poderia interrogá-lo naquele momento, e nem na escola, com todos os olhares direcionados para nós. Teria que me controlar, até que em algum momento mais apropriado iria o aborda e tirar as coisas a limpo e dessa vez ele não me enrolaria.
Durante todo o intervalo fiquei com meus amigos em nossa mesa, mas minha mente estava no Uchiha e meus olhos, hora ou outra vacilavam em sua direção. Parecia um flash back de dias atrás. Ele sentado em sua mesa, sozinho como sempre, ouvindo seu rock pesado, presumo, sendo ignorado e ignorando as pessoas a sua volta, como se elas não existissem para ele. Isso me fez perguntar a mim mesma, se ele também fazia como se eu não existisse. Esse pensamento fez com que sentisse um aperto no coração e todo meu corpo se arrepiar de frustração e medo. Tinha medo de que eu não passasse de apenas um caso, uma cena para ele, apenas uma garota qualquer.
- Sakura – ouvi falarem meu nome, quase aos berros e despertei-me de meu transe particular.
- Hã? – perguntei meio aérea. Hinata suspirou e olhou na direção de quem eu olhava. Isso fez com que todos em nossa mesa também olhassem. Senti meu rosto esquentando, por ter sido pega.
- Isso já está ficando sem graça – disse Gaara, jogando uma batata frita no prato, parecia entediado.
- Não é pra ter graça – rebati
- Olha, Sakura. Eu entendo que você esteja apaixonada ou obcecada por esse cara, mas se toca, ele nunca vai ficar com alguém. Você é mais estúpida que ele, por achar que tem alguma esperança. – Sai disse irritado e se retirou da mesa, sua cadeira arrastou no chão e serrei os punhos, irritada. O vi pegar sua mochila e saindo do refeitório em passos rápidos e decididos.
Eu não queria ser taxada como estúpida e nem nada parecido, mas eu também não podia contar tudo que havia acontecido pra eles e sobre meus pensamentos confusos. Iriam me achar ainda mais boba. Eu me entristecia somente em pensar que Sasuke não queria nada comigo, ou que eu não conseguisse o ajudar de alguma forma, tira-lo daquela escuridão que era seu mundo. Uma parte de mim se perguntava se valia à pena tudo aquilo, todo aquele esforço e determinação, ser humilhada e maltratada por ele novamente. Será que ele faria de novo, tudo aquilo comigo? Olhei inconsciente, novamente em sua direção, e ele também parecia me olhar. Pude ver um pequeno sorriso zombeteiro, brotando no canto de sua boca, debochado. Ele parecia se diverti com tudo aquilo, se divertia com meu sofrimento.
Na hora da saída, esperei que todos saíssem, apenas ficou faltando eu e Sasuke na sala. Não disse nada, eu saí e nem o olhei, mesmo contendo a vontade de fazer o contrario. Já fora da escola, podia sentir que alguém me seguia, deixei algumas mexas do meu cabelo caírem um pouco no meu rosto e arrisquei-me a olhar pra trás, mas nada vi. Podia sentir a “agora” costumeira pressão no ar, quando Sasuke estava por perto, mas eu não o via, caso ele realmente estivesse. Comecei a avaliar que para ele nada seria impossível, talvez ele tivesse algum poder, poderia ficar invisível se quisesse e continuar me seguindo por ai, fazendo com que eu sentisse medo, até mesmo em está respirando.
Cheguei em casa e novamente não havia ninguém, suspirei entediada, tranquei a porta depois de entrar e fiquei a observar os moveis, parecia que eu queria checar as coisas, como se nada estivesse fora do lugar, ou se ninguém havia entrado ali por alguma razão, de repente mexido na organização. Paranóia, talvez. Na verdade, o que eu não queria admitir a mim mesma, era que no fundo eu desejava veemente que tivessem invadido ali, e que esse invasor fosse meu monstro.
Eram quatro da tarde, meu corpo ainda estava dolorido, decidi tomar um banho quente pra relaxar e talvez assim, dormir um pouco depois. Pelo menos nos sonhos Sasuke não parecia existir. Fui para meu banheiro e liguei o chuveiro, o barulho da água me acalmou, quase que automaticamente, regulei a temperatura e deixei um pouco quente, o suficiente para desatar os nós e a tensão nos meus músculos. Enquanto o vapor da água enchia aquele cômodo, eu comecei a olhar para a janela, o céu estava quase negro pelas nuvens pesadas, gostaria que logo chovesse. Eu gosto de chuva, o som dela enquanto durmo é relaxante e me acalma, ela anima-me para fazer brigadeiro e assistir aqueles filmes de época melosos. Despi-me quase que lentamente e depois me coloquei, fechando os olhos, embaixo d’água, a sensação da água quente percorrer todo meu corpo era inigualável, perdia apenas, para a sensação de Sasuke me possuindo.
As vezes pensava que era quase inevitável não pensar nele, tudo me fazia lembrar ele e agora eu estava fazendo comparações. Apoiei minha cabeça na parede de azulejos e continuei com os olhos fechados, penas apreciando a massagem que a água fazia, quando caia em minha costas. Ouvi a maçaneta da porta girar lentamente, senti meu coração saltar e tive medo de olhar pra trás. Abri os olhos e tudo estava embaçado pelo vapor, quase não podia se ver nada ali. Virei lentamente e ouvi a porta ser aberta e o som da madeira rangendo. Engoli em seco, inutilmente cobri meus seios com os braços, pra mim isso era uma forma de proteção, mas contra quem ou o que?
Eu tinha medo de sair de dentro do boxe, a única coisa que me cercava eram suas portas de vidro. A porta se fechou bruscamente e me sobressaltei, todo meu corpo tremia, instintivamente, tapei a boca com uma das mãos, quando ouvi o som da porta sendo trancada. Apavorada, essa era a palavra que me definia, mesmo “talvez” inconscientemente sabendo de quem se tratava ali, era inevitável não sentir medo. Encolhi-me mais ao canto do boxe, quando a porta de vidro foi sendo aberta lentamente, logo lagrimas estavam transbordando meus olhos.
- Va-vai embora – sussurrei, minha voz parecia ter fugido dali.
- Mas o que você mais deseja é minha presença, apenas estou fazendo sua vontade – mesmo eu sabendo de quem se tratava, eu não conseguia “não sentir medo” dele. Eu ainda não conseguia o ver, mas eu podia sentir que seu corpo estava ali, seu cheiro já havia instalado todo o banheiro, eu podia sentir seu desejo e seu ódio emanando de todos os lugares. Fechei os olhos, as lagrimas caíram e quando os abri novamente seu rosto estava quase colado ao meu, com seu sorriso sádico e apaixonante – acho que não terminamos direito na noite passada...
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