Monster - EM REVISÃO
15 Consequências
Meu coração falhou uma batida, quando Sasuke deu um passo na direção de Toya, impulsivamente meu corpo se postou na frente de Sasuke e ele tinha a pior face, desgosto e ódio puro. Meu cérebro e meu coração diziam que não era justo ele machucar Toya, o assunto era entre eu e ele, meu corpo estava sendo guiado pela emoção, mas no fundo temia pelo castigo e conseqüência disso. O resultado? Foi uma bela bofetada no rosto, me fazendo cair para o lado. Olhei para Toya e esse tinha a face surpresa, espantada e indignada, mas não o culpo.
– Como ousa bater em uma mulher? – Sasuke rolou os olhos, Toya foi pra cima dele e em uma velocidade surpreendente, Toya estava de joelhos, com Sasuke segurando seus braços pra trás, o forçando, seu pé direito ainda empurrava as costas do garoto, parecia que iria quebrar os braços, ou que quisesse arrancar os braços dele. Toya gritou de dor, meus olhos estavam arregalados, e meus ouvidos não suportavam mais os gritos de agonia e dor.
– Sa-Sasuke – chamei, ele nada disse e nem ao menos olhou em minha direção. Mais um grito agudo de dor – Sasuke – gritei. Ele olhou em minha direção, tinha um sorriso sádico do rosto e os olhos divertidos, sua respiração era ofegante e seu peito subia e descia rapidamente. – por favor, não o machuque mais. Vamos embora, não vou mais desobedecer, prometo – implorei. Ele ficou me olhando alguns instantes e depois olhou novamente para Toya, que parecia que a qualquer momento iria desmaiar. Sasuke soltou seus braços, que caíram fracos, Toya deu um gemido de dor e olhou sobre os ombros para Sasuke.
– Vo-você é um monstro. – Sasuke suspirou entediado
– Não faz idéia do quanto – sua voz era séria e fria. – eu poderia fazer pior, não gosto de meios termos. Quero que fique longe dela, caso contrario não terá ninguém que me impeça e piedade não é uma coisa que cativo, considere-se com sorte. – ele olhou em minha direção – vamos. – Levantei-me do chão, peguei minhas coisas e me coloquei ao seu lado – Há, e mais uma coisa, boca fechada não entra mosca. – aquilo obviamente foi um aviso de tudo que havia acontecido e o que poderia acontecer, caso ele comentasse com alguém. Sasuke se pôs a andar calmamente e eu o acompanhei, mas antes dei um ultimo olhar em Toya.
Ele tinha o rosto triste, cansado e assustado, lhe assenti, transmitindo em meu olhar tudo que eu podia, para ele seguir o que Sasuke havia falado e não contasse para ninguém, que estava tudo bem comigo e que eu ficaria bem, pelo menos eu esperava por isso. Sei que o pior ainda estava por vir, somente era uma questão de tempo.
Eu devia ir pra casa, mas também sabia que devia estar seguindo Sasuke, como estava fazendo agora. Metade de mim sabia que eu não iria gostar do que estava por vir, mas meu corpo me comandava, ele gostava e ansiava por isso, eu queria e quero estar perto dele. Ele não dizia uma palavra, nem ao menos olhava em minha direção, também não precisava, era obvio que ele sabia que eu estava o acompanhando, voluntaria ou involuntariamente, caso fosse necessário, ele iria atrás de mim de qualquer maneira.
Aos poucos o bairro foi ficando luxuoso e quando dei por mim já estávamos diante de sua casa. Ele novamente tirou as correntes, abriu o portão e deixou que eu passasse, para logo depois o trancar novamente. Passamos pela entrada e depois a porta da frente, o lugar estava o caos, sujo, imundo eu diria, com panos rasgados, móveis em péssimas condições e alguns novos, mas aparentemente danificados, quebrados ou arranhados, eu podia imaginar quem os fez isso.
Olhei pra Sasuke e ele subia a imensa escada, que ia para o segundo andar, meio incerta, mas sem nenhuma opção, o segui. Passamos por um corredor que se encontrava no mesmo estado lamentável que o resto da casa, de certa forma ele me parecia familiar. Ele parou diante de uma porta de mogno e a destrancou, olhou pra mim e então entrei no cômodo.
Diferente da casa, aquele quarto estava em perfeitas condições, era sombrio, frio, mas comparado ao todo, era aconchegante. Havia uma imensa cama de casal, com edredom em um tom dourado e parecia bem macio, os travesseiros faziam par, um conjunto. A cabeceira era de mogno, uma moldura muito antiga, com desenhos e curvas sinuosos, o que tornava elegante e aparentemente caro. As paredes era de um tom de vinho aveludado, me dava vontade de tocar as paredes e sentir o que a cor transmitia. Havia também um grande lustre no centro, o que ficava perfeito com a pequena lareira de pedras negras, havia algumas brasas acesas ali ainda. As cortinas também era de um tom dourado, mas escuro, elas não deixavam qualquer resquício de luz entrar no quarto. Alguns outros moveis também finalizavam a composição do quarto, como um sofá de couro negro, uma mesa, no canto, junto a uma cadeira, de um mesmo modelo antigo e luxuoso, ali havia um pequeno notebook. A cada lado da cama havia um criado mudo, com abajures. Do lado esquerdo da cama havia portas enormes de correr do mesmo tom de mogno e negro, deduzi que era um guarda roupas e uma porta, que devia dar em um banheiro, talvez.
– Gostou? – sua voz aparentemente calma perguntou
– Um pouco sombrio – confessei, ele deu um sorriso de canto e olhou-me profundamente.
– Hm. – ele foi até a cadeira, perto da mesa e a arrastou até deixá-la diante de mim. – tire a roupa. – falou friamente. Engoli em seco, mas o que eu podia fazer a não ser obedecê-lo?
Deixei minha bolsa de lado e comecei a tirar a roupa pela parte de cima. Ele colocou a cabeça de lado, me analisando como sempre fazia, assustadoramente, seus olhos eram impenetráveis. Logo eu já estava apenas de roupa intima, engoli em seco quando ele veio até mim e rodeou-me, eu podia sentir a áurea negra que emanava de seu corpo. Ele tocou meu braço com a ponta dos dedos e aos poucos subia, até chegar ao meu ombro, eu podia sentir suas garras crescendo no caminho e arranhando-me levemente. Minha respiração começava a ficar ofegante e meu coração batia loucamente, abri minha boca, fechei os olhos, estava ficando difícil respirar pelo nariz.
Ele colou seu corpo atrás de mim e eu senti sua ereção em minhas nádegas, roçou o nariz do meu ombro, sentindo meu cheiro, subindo pela curva dele e indo até meu pescoço, onde levou à mão, pressionando ainda delicadamente suas garras, sua voz já não tinha o mesmo tom humano, quando sussurrou em meu ouvido, o que me fez arrepiar dos pés a cabeça.
– Com medo? – assenti – Bom, porque o meu divertimento está apenas começando. – meu coração falhou uma batida quando ele disse isso.
Sua mão ainda segurava meu pescoço e seu rosto ainda estava ali, entre ele e meu ombro. Sua outra mão subiu lentamente do meu quadril, passando pela minha cintura e indo até minhas costas, parando no fecho de meu sutiã de renda vermelha sem alças, conseqüentemente perfeito para o ambiente. Facilmente ele usou um de suas garras para rasga o tecido frágil, deixando assim meus seios livres. Suas mãos foram na direção deles e abri os olhos, quando ele começou a massageá-los, inclinei minha cabeça pra trás, apreciando seu toque e me entregando a sensação, mas logo isso acabou quando ele os apertou fortemente, cravando suas garras afiadas, me fazendo gritar de dor e fraquejar as pernas.
– E seu castigo começa agora...
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