Monster, Dear Monster

1 Monster, Dear Monster.


Notas iniciais
Hellou. Ola e seja muito bem vindo. este é o fruto de um pequeno surto meu. :3 Espero que todos gostem.

Faltavam duas semanas para o baile e todos estavam eufóricos. Alunos quebravam a cara enquanto convidavam as pessoas de quem gostavam para o evento. Era óbvio que monstros não eram excessão a regra. "Humanos são interessantes, mas não se comparam ao meu interesse por monstros... Um em especial...", pensou enquanto um mísero sorriso assombrava os lábios do moreno.

— Izaya, vai ao baile? — Kadota chegou perto do moreno com a mochila nas costas, o último sinal acabara de soar, indicando o final das aulas.

— Não sei ainda Dota-chin!

— Tsc. Não deve ser muito difícil pra você arrumar acompanhantes... — deu uma leve guinada com a cabeça sobre o ombro, indicando as garotas que olhavam para dentro da sala, suspirando apaixonadas quando Izaya lhes direcionava o olhar.

— Oe, aquele é seu fã-clube, Dota-chin?

— Ah sim, claro que é... — riu sarcástico.

— Bom, ainda assim não é do meu interesse vir ao baile com humanos comuns...

— Entendido... — Kadota cruzou os braços, e sorriu mais uma vez, já esperava por aquela resposta. — Parece que Shizuo vai vir...

— Heeh!? Tá brincando comigo né Dota-chin?

— Não... — fitou o moreno de olhos castanhos-avermelhados — Foi o próprio Shizuo quem me contou...

— Interessante... — sorriu o futuro informante.

— É, e parece que ele conseguiu a melhor companhia que um garoto dessa escola poderia querer... — Kadota caminhou até a porta, notando que Izaya ainda estava parado, fitando o amigo. — Talvez ele vá com a Vorona. Bem, até mais Izaya...

O moreno mal ouvira a despedida do amigo, apenas prestou atenção no nome que deixou os lábios de Kadota, fazendo seu pequeno sorriso morrer. Simplesmente odiava a garota em questão. Não que ela tivesse feito qualquer coisa a ele, ela apenas vivia dando encima de Shizuo, e isso já era motivo suficiente para odiá-la. Imaginar um do lado do outro causava um rebuliço em proporções gigantescas em Izaya. Tal qual foi sua surpresa ao sair da sala e no corredor seguinte encontrar ambos os loiros. Não teve intenção de ouvir o que diziam, mas ainda assim ouviu.

— Olha sem estresse okay? — dizia a oxigenada. – Mais tarde vamos escolher as roupas.

— Certo! — Orihara tremeu de raiva. Aquele sorriso era dele. Aquele repuxar leve de lábios era o mesmo quando o moreno provocava Shizuo. "Não deve sair distribuindo meu sorriso pra qualquer vagabunda por ai Shizu-chan!", pensou. Antes mesmo que percebesse já havia lançado seu canivete, que estocou a parede entre a dupla. Os dois loiros o olharam com surpresa.

— É, eu tô aqui! — aproximou-se e pegou sua arma — Mas não se incomodem! Só escapou da minha mão... — balançou a lâmina e a guardou ni bolso, virando de costas e saindo dali a passos largos.

"Maldito Shizu-chan!", pensou exaltado. Desceu para a saída e foi barrado pelo único que poderia fazê-lo.

— Sai fora! — bradou antes que ele dissesse qualquer coisa — Vai lá com a tua amiguinha...

– Ela não é minha amiga Izaya...

— Ah não? É sua puta?

— Não.

— Tsc. Saia da minha frente Shizuo!! — o maldito sorriso de canto nasceu novamente irritando ainda mais o moreno, estava perto de hiperventilar. Não tinha forças para empurrar Shizuo e tirá-lo de seu caminho, e infelizmente — ou felizmente — aquela era a única saída.

— Por quê está tão irritadinho, pulga?

— Não sei! Agora saia da minha frente!

— Responda minha pergunta.

— Acordei na TPM caralho, agora saia do meu caminho!

— Não precisa ficar com ciúmes Izaya...

— Eu não tô com ciúmes seu idiota!!

— Acha que eu não notei? — o loiro se aproximou mas Orihara não recuou; cruzou os braços, firme em sua posição. — Toda vez que eu falo com uma garota você dá chilique.

— Nem tinha reparado nisso. Coincidência né? — sorriu sem humor e tentou forçar sua saída através do homem mais forte da cidade.

— Não mesmo!! — empurrou o moreno contra a porta da sala de limpeza, fazendo-o entrar contrariado.

— Que merda é essa aqui Maldito? É aqui onde você trás suas putas? Não estou interessado.

Mesmo diante das provocações, a expressão no rosto de Heiwajima não mudava. Seus olhos castanho-mel fitavam seu rival com um sorriso mínimo no rosto, o preferido dele. Avançou para perto novamente, vendo-o recuar e corar com a aproximação direta no curto espaço. Se o monstro que Izaya sabia que Shizuo era, decidisse bater nele não teria para onde correr. Sentiu os dedos do maior, contudo, não era bem o que ele esperava, ou mesmo o que tivesse imaginado. O loiro encaixou a mão no queixo do futuro informante, tornando a subir o olhar, fazendo-o olhá-lo. Fitou os lábios semiabertos e aproximou-os dos seus, selando um beijo. Izaya mordeu-o com toda a força de suas mandibulas, pensando em arrancar o lábio inferior do maior.

— Não venha me beijar Porra!! — disse constrangido, observando Shizuo sugar as gotículas do líquido carmesim que brotou no lábio fino.

— Prefere me beijar do que ser beijado?

— Não. Não vou beijar a boca que encosta naquela cadela.

— Minha boca nunca encostou na Vorona. E você como coletador de informações deveria saber disso melhor do que ninguém.

Izaya se aproximou, olhos estreitos e perigosos, desafiador. Shizuo lambeu o próprio lábio mais uma vez, piscando em cumplicidade.

— Você tá me provocando, Shizu-chan?

— Talvez.

O moreno pulou no maior tomando sua boca num beijo voraz, sem qualquer carinho ou gentileza. Shizuo apoiou as costas do menor na parede, correspondendo ao toque intensamente. Deram uma trégua apenas quando os pulmões clamaram por oxigênio.

— Vai ao baile comigo?

— Isso é um convite?

— Sim.

— E sua amiguinha? — Shizuo revirou os olhos.

— Ela vai me ajudar a escolher a roupa, pulga. Nada mais.

— Não que você deva satisfações pra mim...

— Muito pelo contrário... — Orihara olhou para seu monstro favorito e imprevisível — Em que mundo você não saberia o que eu fiz? — o moreno riu. — Quero que seja meu namorado, pulga.

— Posso pensar no seu caso... — Izaya tentou soar provocativo, mas sua ansiedade o denunciou.

— Oe pulga, vai se fazer de difícil agora?

— Dou minha resposta no baile de formatura... Me busque as 7, sem atrasos Shizu-chan!!

— Claro pulga...

xxx

— E então Shizuo buscou seu amado e dançaram uma noite inteira, seguida de uma noite que, mesmo que não admitissem, havia sido repleta de amor... — contou o final da história, a única narradora que poderia fazer uma história daquelas.

— E eu ainda paro pra ouvir suas histórias... — suspirou o acompanhante em frente a narradora, sentados enquanto esperavam servirem seu sushi.

— Ne Dotacchin, prometeu que me ajudaria com meus livros...

— Só porque eu devia uma ao Yamaguchi...

— Yamacchin e Togu-chan vão chegar logo!! Dê sua opinião, você estudou com eles...

— Não sei o que dizer... Afinal, porque ta escrevendo isso? — a fujoshi sorriu.

— Há uma porção de fãs deles por ai... Agora ne diga, ficou bom?

— Foi uma ótima história Karisawa-chan! — levantou-se um moreno que ouvia tudo da mesa ao lado, impressionando os dois como se o personagem não estivesse estado ali todo o tempo, mas sim, saído da história nas mãos de Erika. — Contudo, tenho duas observações: primeira, Shizu-chan se atrasou. Ele sempre atrasa nos nossos encontros, como o de hoje! E segundo, uma noite quente e cheia de selvageria combinaria mais conosco! — piscou para a garota ainda desacreditada — Até mais...

Izaya saiu do Rússia Sushi e encontrou um loiro de óculos escuros que o esperava do lado de fora, era tarde da noite e o homem que trajava vestes de barman havia acabado de chegar, dispensado do trabalho. Caminharam lado a lado, sem brigas, sem berros; apenas sumindo da vista da dupla ainda sentada perto da janela do restaurante russo.

— Talvez você não esteja errada sobre esse amor escondido, Karisawa! — disse Kadota, deixando um leve sorriso povoar sua boca.

— I-ZA-YA!!! — ouviu-se em seguida.

— Eles disfarçam bem né? — comentou a mulher. Ambos riram enquanto tudo parecia voltar ao normal, ao mesmo tempo que nada permanecia.

Notas finais
Bjos Até a próxima meus amores. Tio Kaikun ama tds vcs. ♡
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!