Monogarca History
1 Vida 1
Tenho Vergonha da minha Vida, todos os meus feitos, nada consegui mais que trazer desgraça para este mundo em decadência, a historia começa quando eu nasci, em cativeiro, claro, não lembro de minha mãe, nem de meu pai, apenas da voz de um homem, uma voz grossa, caracteristicamente de uma pessoa musculosa, as lembranças estão distorcidas, a minha vida tem sido muito agitada, provocando severas condições de saúde, fui espetado, após isso, desmaiei, é aqui, onde minha vida começa.
Dor, após isso, não senti mais nada, acordei numa cama dura, não era uma cama, era uma mesa de Hospital, estava numa espécie de laboratório, nada fazia sentido, eu nem sabia o que era um laboratório, observei, no fundo, alguém gritando e quebrando coisas, uma pessoa alta, usando chaleco, parecia um Cientista, eu fiquei em pé, após isso, lembro de uma sombra vindo ate mim, e depois, nada, as lembranças da minha infância são poucas, acordei novamente, desta vez, estava deitado na terra, olhei envolta, estava debaixo de uma estrutura de concreto, uma ponte, tinha outras pessoas do meu lado, mal vestidas, sujas, comento um animal pequeno, que foi previamente assado, um Rato, minha barriga tremia, me perguntei quantos dias estive inconsciente, eu me sentia estranho, eu era uma criatura estranha, não parecia mais um Macaco, parecia a mistura de um humano com um macaco, tentei falar, minhas palavras eram incompreendidas pelos habitantes dessa ponte, após isso não lembro nada ate os meus 10 anos, eu tinha sido ensinado a falar e ler, não sei por quem, ainda morava nessa ponte, era um Mendigo, ao igual que os meus irmãos, bom, não eram meus irmãos, eram Colegas, que cresceram comigo, não lembro os nomes deles, são apenas figuras sem nexo na minha cabeça. Me lembro quando eu fui corrompido, estava encima da ponte, como de costume, pedindo alguns trocados, eu vi uma pessoa diferenciada do resto, achei q estava tendo uma alucinação, era muito estranho, ele tinha Chaleco Social, daqueles q se usam Embaixo do Terno, uma camisa Branca, calças Sociais e uma Gravata com uma cor que eu não tinha conseguido Identificar. Algo me Perturbava nele, o seu Rosto, ou melhor, os Seus, ele nao tinha Simplesmente um Rosto, era como Um filme, somente que eram caras totalmente aleatórias, era Aterrador, estava com um Ar de quem tinha feito alguma coisa errada, suspeito, olhava para atrás e para a Frente, mas com um Sorriso confiante, era Magro, um pouco menor que mim. Ele percebeu q eu estava Fitando-o, subitamente o Fluxo de rostos aleatórios parou, se detendo num Rosto de uma Pessoa com mais ou menos 46 anos, notavam-se rugas, tinha um cabelo branco e Olhos castanhos. A rota q ele estava Traçando se Cruzava comigo, daqui a uns 2 minutos ele estaria do meu lado, eu já estava pensando o que falar com ele, diálogos educados a fim de Conseguir algum Dinheiro. Ele estava chegando perto, os passos dele eram Suaves, parecia como se fosse cair a qualquer momento, de tão Magro q ele era, cheguei a pensar que se ele pisasse um Inseto, ele seguiria com Vida. Finalmente ele estava perto o Suficiente pra eu me arrastar até ele. gentil e educadamente ele disse:
-Bom dia caro amigo, com esta você?
-Estou muito faminto cara! Poderia me dar alguns trocados para o meu almoço?- Falei desesperadamente.
-O meu amigo, trocados não tenho, mas ofereço algo melhor, um Trabalho- disse ele num tom Intrigante.
Presumidamente falei:
-que tipo de trabalho o senhor pode me oferecer?- com uma leve Inclinação na Sobrancelha Direita.
-Um Assassinato- Cuspiu ele.
Eu fitei-o com um olhar de medo, após isso, num tom de voz aspero falou:
-o pagamento são 4.000 Pesos, mas o pagamento adiantado- assim que ele acabou essa frase, puxou uma arma, e a colocou sobre minha cabeça, após isso, deixou a gravidade puxar ela pra abaixo, fazendo que ela se virasse para trás, com o mango apontado pra mim, era uma bela Magnum 500, Brilhava igual um Diamante, era um dos melhores Revólveres de 6 tiros jamais feitos. Eu peguei a Arma e Interroguei-o com meu Olhar.
-esse é o Pagamento antecipado- Ao acabar essa frase, ele pegou um Pacote de Munição do bolso, e o Lançou ate mim.
-o nome do Sujeito é Craddock, James Craddock, ele passa por aqui com a família todos os dias, em volta das 19:00 horas, após a sua Morte, nos reuniremos um dia após a mesma, aqui, as 17:00. Minha cabeça era pouca pra tal Informação, pensei em atirar nele, mas não fui esperto o Suficiente.
-Até mais meu caro Amigo- disse novamente no Tom de voz gentil e meigo, deu meia volta e seguiu seu caminho, ele deu um passo e parou, olhou novamente pra mim, deu um sorriso e falou:
-Balas não mentem-
Essa frase me fez tremer, não sei o Motivo, guardei ela na minha cabeça e simplesmente segui Vivendo.
Não lembro o que aconteceu após esses dias, eu matei Craddock, na frente da esposa e filhos, até agora me arrependo por isso. Esperei o senhor, não sabia nem o nome dele, ele nunca chegou. Cai na depressão, todas as noites tinha pesadelos sobre o rosto das crianças, vendo a cabeça de seu pai ser furada violentamente, o Rosto da esposa ao ver o sangue do marido salpicar a parede atrás deles, essas imagens, me levaram pra loucura, eu sabia que era einstável, que iria cometer isso uma vez mais, achei a melhor opção pra acabar tudo, e a mais Covarde, me levantei no meio da noite, achei meus Colegas da ponte me encarando, assustados, tentei entender, notei q me sentia molhado, olhei para mim, estava encharcado de sangue, um dos meus amigos estava morto e com um pedaço do torso faltando, notei o sabor de Sangue na minha boca, levei a mão para perto dos meus dentes, e me espetei, meus dentes estavam grandes e Pontudos, minha boca sangrava pelos mesmos, eu tinha um Sorriso conseguia me ver no Reflexo d'água, eu me assustei, nisso, um Black Out de novo, quando recuperei minha Consciência, estavam todos mortos, alguns dilacerados, outros mutilados, e eu vo Dor na mandíbula e as Mãos ensanguentadas, decidi que era tempo de Atuar, peguei o Revolver, enfiei o cano na minha boca, senti o Frio do metal encostando no Céu da Boca, fiz uma respiração profunda, juntei a minha coragem e puxei o Gatilho, ouvi um Estalo metálico. Abri os olhos, estava ainda nessa ponte, a arma tinha travado, a Bala Falhado, a frase que o senhor tinha me dito, recuou pela minha Cabeça, "Balas não mentem", algo estalou na minha Cabeça, um "Click".
Acordei sentado, numa cadeira, a dor era insuportável, minhas mãos ardiam, minha boca queimava analisei o lugar por um momento, e me toquei do que tinha acontecido, estava no meio da minha execução, estava na cadeira elétrica, não imagino quantas pessoas pagaram pelos meus erros, o numero era grande, eu sabia disso, afinal, eu era um monstro, monstros merecem morrer. A cadeira ligou, senti a vida saindo pela minha boca.
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