Money

30 Laços de Aconchegam


Notas iniciais
Luna é convidada para almoçar na casa de Noah e acaba se aproximando da mãe e do irmão mais novo dele, Théo, que começa a se abrir pela primeira vez desde a morte de Alex. O carinho entre os dois se fortalece. Noah mostra seu quarto a Luna, e ali compartilham um beijo calmo e cheio de significado. Mais tarde, ele a pede oficialmente em namoro. Luna aceita, percebendo que, mesmo ainda lidando com o luto, está construindo algo verdadeiro ao lado dele.

Era uma tarde comum de domingo, com um céu limpo e uma brisa suave que fazia os galhos das árvores dançarem devagar. Luna havia sido convidada para almoçar na casa de Noah. A princípio, ficou nervosa — ainda se sentia em adaptação, mas algo dentro dela dizia que aquele convite era importante.


Assim que chegou, foi recebida por Helena, mãe de Noah, com um sorriso gentil e um abraço caloroso.


— Que bom ter você aqui, Luna. Entre, querida. Fique à vontade — disse, conduzindo-a até a sala.


Théo, o irmão mais novo de Noah, estava sentado no tapete, desenhando. Ele olhou para Luna com olhos curiosos, mas não disse nada. Noah apareceu logo em seguida, deu um beijo no topo da cabeça de Luna e sussurrou:


— Fica tranquila. Eles já gostam de você.


Durante o almoço, Luna contou pequenas histórias sobre os lugares por onde havia viajado com os pais. Helena ouvia com atenção, fazendo perguntas, mas sem forçar intimidade. Era um cuidado sutil que deixava Luna confortável.


Depois da sobremesa, Théo, tímido, chamou Luna para ver seus desenhos.


— São incríveis, Théo — disse ela com um sorriso sincero. — Esse dragão aqui parece estar vivo!


Ele sorriu de lado, meio envergonhado, mas visivelmente feliz com o elogio. Pela primeira vez em muito tempo, Helena viu o filho mais novo interagir de verdade com alguém. Aquilo apertou seu peito — de um jeito bom.


— Quer ver meu quarto? — perguntou Noah, mais tarde, com um tom leve, quando todos estavam mais tranquilos.


— Claro — respondeu Luna, curiosa.


Subiram as escadas. O quarto de Noah era simples, com uma parede cheia de desenhos do Théo, livros empilhados e uma estante com uma foto dele com Alex. Luna se aproximou da imagem e parou em silêncio por alguns segundos. Noah notou.


— Sinto falta dele todos os dias — disse ele.


Luna se virou e o abraçou. Quando se afastaram, os olhos se encontraram por tempo demais. Noah a tocou de leve no rosto, como se pedisse permissão, e ela assentiu com um leve sorriso.


O beijo aconteceu ali — mais demorado que o primeiro, mais calmo, mais certo. Um beijo cheio de significados, promessas silenciosas e respiros de recomeço.


Ao se afastarem, ela encostou a cabeça no ombro dele, e eles ficaram ali em silêncio por um tempo.


Mais tarde, no jardim dos fundos, Noah segurou a mão de Luna com carinho.


— Você viu como o Théo ficou à vontade com você?


— Sim… fiquei feliz. Ele me lembra um pouco de mim — respondeu ela. — Quando tudo aconteceu, achei que nunca mais me sentiria em casa. Mas... hoje foi diferente.


Noah olhou para ela com ternura.


— Eu sei que não te pedi oficialmente… mas na minha cabeça, estamos juntos. Só que eu não quero deixar isso no ar. Então, Luna Collins — ele sorriu — quer ser oficialmente minha namorada?


Luna riu, surpresa pela simplicidade e delicadeza do momento.


— Eu achei que nunca mais me apaixonaria — disse ela, com os olhos brilhando — mas sim… eu quero.


Eles se abraçaram ali mesmo, em silêncio, com a certeza de que, mesmo em meio à dor, estavam construindo algo bonito.


Helena observava da janela, emocionada. Talvez a presença de Luna estivesse trazendo vida de volta para dentro daquela casa.