Momomaki - ONE SHOT
1 Capítulo Único
O ambiente inicial da história será na cidade de Saisei, o local foi rebatizado com esse nome pela concentração de vários imigrantes japoneses que escolheram essa cidade para morar, o nome Saisei significa renascimento(再生), simbolizando o recomeço de uma nova vida para os japoneses no ocidente.
No parque, dois grupos de aprendizes de artes marciais japonesas estavam de frente em lados opostos, —Os de quimono azul-escuro da esquerda e os de quimono branco do lado direito— esperando de pé pelo sinal de começar de um veterano encarregado de arbitrar o treino.
"Começando mais um treinamento coletivo semanal, preparem-se, avançar!" —O instrutor anunciante deu o sinal.
Dado a largada do combate, ambos os grupos partem para o ataque, mas o foco principal está em duas lutadoras de lados opostos avançam mais rápido que os demais, partindo para o ataque direto e acertando vários oponentes.
"Ah, qual é!? Assim não dá!" —Gritou um dos alunos que assistia presencialmente o treinamento.
A do time claro tinha cabelos curtos e rosados, feições orientais e pele branca, com uma expressão impassível no rosto, seu nome é Maki, e a outra do time azul-escuro, tinha cabelos negros e pele parda, chamada de Petra.
Alguns minutos após ambas derrubarem seus respectivos adversários, elas começam a se encarar.
Petra: Eu não vou ficar atrás de você. —disse olhando nos olhos de sua oponente.
Maki: Continue tentando.
Arbitro: Já chega!
Antes que elas pudessem se enfrentar, Petra é contida por um aprendiz gordo e de cabelo de tigela, aprendiz veterano do Dojo, e Maki teve seu punho segurado por uma colega com rabo-de-cavalo e quimono amarelo, aliada da família.
Gunnerman: Francamente, vocês duas nunca aprendem. —reclama.
Luna: Já chega por hoje, Maki. —advertiu.
As duas lutadoras detidas baixam os seus punhos a contragosto e fazem a saudação OSS, encerrando o treinamento coletivo.
[...]
Um tempo depois, em uma sala pequena do Dojo, Gunnerman conversa com uma senhora idosa de cabelos rosas a respeito do relatório do treinamento.
Shiori: O treinamento especial foi mais duro que o de costume, Gunnerman-San? —perguntou antes de beber o seu copo de chá.
Gunnerman: A maioria de todos nós fomos bem, Shiori-Sensei, mas tivemos uns problemas com alguns de nossos colegas.
Shiori: O que foi?
O obeso aluno fica em silêncio por cinco segundos, hesitante em ter a iniciativa de contar o ocorrido.
Shiori: Já sei. Por causa da Maki e da Petra.
Gunnerman: Eu odeio ter que falar isso pela enésima vez, sensei, mas Maki teima em ajudar seus colegas de equipe, ela sempre quer fazer tudo sozinha, mesmo não sendo madura o bastante. E enquanto a Petra, eu desisto de tentar colocá-la na linha, ela é um caso perdido.
Shiori: Petra não é um "caso perdido", Gunnerman-San, ela ainda é jovem e logo entenderá a importância da cooperação, assim como a minha neta.
Gunnerman: Desculpe-me, sensei.
Shiori: E Petra não está bem, os pais dela morreram dias atrás.
Gunnerman: E-eu não sabia. Estou indo, até mais, sensei. —O veterano se levantou e saiu do recinto.
[...]
Mais tarde, durante o entardecer, a jovem Maki estava no vestuário feminino do dojo, quase vazio, pouco antes de a garota poder se trocar, sua colega veterana chega ao local para vê-la.
Luna: Como é que vai a fominha?
Maki: Se veio aqui pra bancar a engraçadinha, não estou de bom humor hoje.
Luna: Bem, na maioria das vezes, você não me parece de bom humor.
Maki: O que é? —perguntou impaciente.
Luna: Porque você sempre enfrenta os outros colegas você mesma?
Maki: Eu só me esforçando para provar a minha avó que eu sou digna de herdar o dojo. —respondeu objetivamente.
Luna: Eu acho que te falta foco.
Maki: O que quer dizer?
Luna: Uma garota carrancuda e agressiva como você precisa entender que deve evitar o desequilíbrio da mente e da alma, e que o espírito é mais importante que a técnica.
Maki: Esses métodos são muito arcaicos, e isso é o de menos numa batalha nos dias de hoje.
Luna: Você está enganada, minha velha amiga. —Responde com olhar de decepção— Estou indo me trocar, e você?
Maki: Troco-me depois que você acabar.
[...]
Alguns dias depois, em uma escola, após mais um dia de aula, os alunos foram dispensados para voltarem para suas casas, enquanto isso nos pátios, dois rapazes discutiam entre si, prestes a brigar.
Petra aparece e interfere, com o intuito de impedir uma briga em potencial.
"N-não é o que parece, a gente só estav-" —assustado, um dos rapazes tenta se explicar para a garota, para logo depois ser interrompido por ela em seguida.
Petra: Eu já falei que não quero brigas por aqui! Vocês vão ter que aprender do jeito difícil. —impaciente, Petra iria partir para a pancadaria.
Antes que Petra pudesse desferir um soco, subitamente, uma pessoa acaba agarrando o seu braço, impedindo que a agressão pudesse começar.
Maki: Você não vai bater em ninguém. —surge Maki ao lado da colega.
Petra: Maki, não meta o nariz onde não é chamada!
Maki: Eu já falei várias vezes que não se deve fazer justiça com as próprias mãos. Será possível que você nunca aprende!?
Petra fica sem uma resposta, o inspetor aparece atrás das duas, aparentemente tendo assistido todo o ocorrido, os dois rapazes, intimidados com a presença dele, resolvem ir embora.
Maki: Eu tenho a obrigação moral de impedir que os ensinamentos do dojo não sejam mal executados, justiceira.
Petra: E qual o problema nisso? As nossas habilidades deveriam ser assistentes da justiça. —questionou irritada.
Maki: Assistente da justiça ou do medo e da intimidação!? —perguntou retoricamente.
Petra: E o que você mesmo quando as pessoas te zoavam por causa do seu cabelo? —retrucou com outra retórica, irritando Maki.
Maki: Já chega! Vamos embora agora!
Petra: Me deixa em paz! —moveu bruscamente seu braço— Me deixe sozinha! —Petra corre para o portão de saída angustiada.
Maki: Que chatice, ela só cria problemas! —resmungou.
[...]
Mais tarde, a jovem de cabelos rosados caminha pelas calmas ruas em um calçado na sobra de árvores, ainda irritada com o desentendimento com sua colega.
Maki: Diacho! Essa Petra continua com aquela audácia e jeito petulante, e ainda sou forçada a conviver com ela no dojo.
Ao chegar em casa, Maki ouve um barulho vindo dos fundos do dojo, desconfiada, ela vai até lá para checar o que está acontecendo.
a pequena garota avista seus dois colegas veteranos, Luna e Gunnerman segurando um nos punhos do outro, se enfrentando naquele local sem nenhuma outra presença.
Maki: O- que está acontecendo?
Luna: Maki! Chame ajuda, ele está roubando um pergaminho!
Maki: Roubando o quê!?
Gunnerman: Mais uma pra me atrapalhar. Megabyte, não deixe ela fugir.
Um robô humanoide apareceu e imobiliza a garota por trás segurando pelos braços.
Maki: Ugh, firme demais pra me soltar. —a garota tenta se libertar andando para frente, em vão.
Luna: Solte-a, desgraçado! —começa a bradar.
Gunnerman: Odeio recorrer a isso, mas terá que escolher; o pergaminho ou a sucessora.
Maki: Luna, tá doendo! —grita Maki, agonizando com a dor do aperto nos pulsos.
Com pouquíssimo tempo de decisão, Luna se solta dos braços de Gunnerman e o chuta para afastá-lo, e em seguida, a jovem veterana foi em direção ao robô.
Luna salta e desfere seu golpe "Kagengetsukyaku" (下弦月脚) um chute descendente de 180 graus na cabeça da máquina, sendo ineficaz.
Gunnerman: Vai ter que se esforçar mais para destruir a unidade Megabyte. —Gunnerman junta as duas mãos simulando uma arma de fogo e concentra uma energia na ponta dos dedos indicadores— Escopeta! —Ele dispara um raio de energia em Luna.
Luna: Shingetsu! (新月).—Luna dá um chute circular de aura que reflete o disparo do seu oponente para a lateral.
Luna retoma sua atenção ao robô que mantinha Maki como refém, e dá um chute deslizante nas pernas do autômato, não movendo nem um milímetro.
Maki: O que você tá tentando fazer? E se essa coisa cair em cima de mim?
Gunnerman: Meu robô é resistente o suficiente para aguentar os meus disparos de aura, será que vocês duas também conseguem?
Gunnerman novamente prepara um segundo disparo, mas antes que erguesse os braços para executar o ataque, uma onda d'água acerta o robô que segurava Maki, fazendo-o largar os braços da menina, que cai de joelhos. Surpreendendo Gunnerman ao ponto de interromper a sua técnica.
Luna foi socorrer sua colega recém-liberta.
Luna: Maki. está tudo bem?
Maki: Sim, mas meus pulsos estão doloridos.
Gunnerman: Megabyte! Quem foi que fez isso? —furioso, ele olhou para os lados procurando pelo responsável.
Petra: Fui eu, saco de banha! —Petra aparece atrás de Maki e Luna, segurando um balde. —Eu tinha visto essa confusão desde o começo e corri para encher um balde com água, robôs não gostam de água, não é verdade?
Gunnerman: Bem esperta, mas eu não vou perder mais tempo aqui. —ele começa a disparar pequenas rajadas de aura no chão para criar uma cortina de fumaça improvisada com a terra no chão.
Maki: Isso nunca acaba!?
Gunnerman: Megabyte, por aqui!
Nesse exato momento de distração em que as três garotas não estão enxergando, Gunnerman e seu autômato vão as pressas para dentro de uma caminhonete com o pergaminho em mãos. Assim que a poeira baixou, a partida foi dada e ele foge.
Petra: Ele fugiu! Frouxo!
Maki: A mamãe e a vovó vão ficar umas feras quando souberem do roubo, como é que a gente vai contar isso?
Luna: Bem, isso sim vai ser um problema pra contar.
Maki: Vamos ter que nos preparar pra ouvir um esporro daqueles, pois aquilo deve ser bem importante.
Luna: Não me odeie por isso, mas se aquele monte sucata quebrasse os seus pulsos, o que seria do legado da sua família?
A jovem Maki fica sem reação por um momento, depois ela recobra o pensamento.
Maki: Hunf, você é mesmo uma graça. —responde ironicamente, com um tímido sorriso e um olhar de confiança.
Luna: Fazer o quê se esse é o meu jeito. —retribuiu com um sorriso mais expressivo.
Petra: Bom, ainda bem que eu cheguei a tempo.
Luna: Sim, valeu pela ajuda.
Petra: A 'intrometida' aqui salvou a pele da princesinha aí. —disse soltando uma indireta.
Maki: Ah, não enche!
[...]
Alguns dias depois, no saguão de um aeroporto, Maki e Luna se despedem de Petra, momentos antes dela ser chamada para ir ao seu avião.
Petra: Está quase na hora de eu partir.
Luna: Nós sentiremos a sua falta no dojo, Petra.
Maki: Espero que você seja feliz no seu novo lar.
Petra: Eu vou ficar bem, os meus tios são ótimas pessoas, terei uma vida saudável, irei me exercitar todos os dias. —diz com um brilho de otimismo.
Luna: Promete que irá mandar lembranças?
Petra: Ah se vou. —Petra sorri e logo depois percebe algo errado em Maki— Hã? O que foi Maki? Você está... chorando?
Maki: D-de onde você tirou isso? Isso é o odor da água sanitária que o faxineiro passou no chão.
Petra: Mas a sua voz está mudou de repente.
Maki: Cala a boca!
Luna consola Maki com um abraço, sussurrando para que ela se acalme.
Petra: Hey, não fique desse jeito, eu prometo que irei voltar, e poderemos lutar quando eu for visitá-la.
Maki: É?
Petra: Claro! Mas não faça essa cara, ou os outros vão ficar com ideia errada de você. —ao prometer pelo seu retorno, Petra tranquiliza o coração de Maki— Antes de ir, quero fazer um último pedido a vocês.
Luna: Qual é?
Petra: Chutem a bunda gorda do Gunnerman pra mim.
Luna: Pode deixar com a gente. —estampou um sorriso de confiança.
Petra: Bom, é melhor eu ir andando, ou vou perder o voo.
Maki: Volte logo. —as três garotas se abraçam e se despedem da ex-aprendiz.
[...]
Mais tarde, em casa, já ao entardecer da noite, nos corredores do dojo, Luna foi a porta do vestuário feminino para chamar Maki.
Luna: Maki! Quer sair pra comer um pouco de sushi?
Maki: Quero, estou indo. —Maki sai do vestuário com suas roupas casuais, agora com o cabelo ainda menor, na altura do cangote, pegando Luna de surpresa.
Luna: Cortou o cabelo mais curto?
Maki: Bom, eu achei que já tava na hora de cortar mesmo, agora vai.
Luna: Belê, cê não tá tão ruim assim.
Petra, apesar de ser considerada intrometida e atrevida e até então menosprezada por Maki, ela tem um coração bom que almeja a paz e a justiça, a jovem garota enfim reconhece os valores de sua colega.
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