Moments With Him, Niall.

24 Surpresas e mais surpresas...


Notas iniciais
Pessoinhas, espero que gostem! :)

Como se minha mãe já não soubesse que eu não estava com vontade alguma de conversar com ela. Parece que ela não entende, parece que ela nunca passou por essa fase. Isso me irrita muito! Ela ignora o que eu sinto, acha que pode controlar tudo o que faço. Tudo bem que ela é minha mãe, mas tudo tem o seu limite. Pelo fato de ela estar estressada com a gravidez, ela não tem direito de descontar a raiva em mim.

— MÃE, VOCÊ ACHA QUE EU VOU FICAR BEM DEPOIS DE TUDO O QUE PASSEI, E AINDA ESTOU PASSANDO? Você ignora tudo o que acontece comigo, você não presta atenção no que sinto pelo Niall, você não está aqui pra acompanhar a minha vida, você não pergunta como EU me sinto! Você só se preocupa com o seu trabalho! E a parte em que todos dizem que as mães deveriam estar presentes na vida dos filhos? Como você acha que eu fico em horas como essa? Aposto que não se põe no meu lugar, porque eu tento colocar-me no seu, mas nunca dá certo! – foi este o momento em que desabafei tudo o que estava preso dentro de mim, tudo o que nunca tive coragem de contar.

Meu pai apenas escutava ao outro lado da porta, minha mãe estava imobilizada, de costas, olhando para a porta. A única coisa que conseguiu fazer foi olhar nos meus olhos, e virar-se novamente, tocando a maçaneta lentamente, fazendo com que a porta abrisse.

Tudo o que falei era verdade, pode até ter sido demais, mas precisava falar para minha mãe o que ela não estava conseguindo ver, o que ela custava entender. Tudo estava ficando mais e mais difícil, o relacionamento com meus pais estava ficando raro. Se não tivéssemos vindo morar em Londres, nada disso teria acontecido. Ainda seríamos aquela família feliz (ou que pelo menos achei que fossemos).

Agora estava na hora de para de lamentar, tudo o que passamos, tem algum motivo, algum propósito. Pensei em fugir, ou conseguir falar com alguém do Brasil para me levarem de volta para lá sem os meus pais saberem. Porém, seria puro exagero e falta de maturidade de minha parte. O que diria para Niall? Que estava perdendo a vontade de viver ao lado de meus pais? Ou que não estava mais aguentando a vida que levava? Seria fútil.

Meu despertador tocava. Eram sete e meia da manhã. Adivinha que dia era hoje? Meu aniversário. A animação que vinha de minha pessoa era muito pouca. Procurei ficar deitada até que alguém me chamasse. O que não durou muito tempo, já que meus pais eram bastante pontuais em aniversários.

— Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! PARABÉNS FILHOTA! – sim, fui acordada com isto. Meus pais carregavam um cupcake com uma vela de aniversário, como o de costume. Minha mãe parecia ter esquecido a nossa “pequena” discussão, e agia como se tudo estivesse bem.

— Ah, obrigada! – tentei parecer alegre.

— 16 aninhos... Minha pequena cresceu! – disse minha mãe, com lágrimas nos olhos.

— Parabéns, meu anjo. – meu pai andou em minha direção, e deu um beijo em minha testa.

— Então, quais são os preparativos para hoje? Festinha ou shopping? – minha mãe parecia empolgada.

— Eu acho que deveríamos sair para comemorar apenas nós três... O que acha? – disse meu pai.

— Eu... – minha mãe interrompeu-me.

— Ah não, amor! Ela está fazendo 16 anos, acho que não irá querer sair com os pais... Seria muito “careta” e vergonhoso. – falou, com um toque de ironia.

— Mãe, não é bem assim... Obrigada pelo convite, pai. Mas acho que hoje, quero ficar em casa. – logo depois que falei, tive uma surpresa.

— Tem certeza? – ERA NIALL! Eu não acreditei quando o vi. Levantei-me rapidamente para abraça-lo. Meus pais saíram de meu quarto, talvez para não atrapalhar o momento. Ele segurava uma caixa de presente bastante grande.

— NIALL! Como assim? Você não estava viajando?

— Estava, mas pedi para voltar mais cedo... Não poderia lhe deixar sozinha em seu aniversário. — A caixa em que estava o presente, se mexia. Estranho, muito estranho.

— Ah, me esqueci! Isto é pra você... – esticou os braços.

Fui abrindo aos poucos, porque era tudo muito delicado. Mas o que havia dentro da caixa se mexia descontroladamente. Quando abri, vi que era... UM CACHORRO! A coisa mais linda do mundo. Em sua coleira, tinha um cartão onde estava escrito: “Te amo, Mel”.

Foi um dos presentes mais lindos que já ganhei. Tudo bem, acho que tudo o que estou falando está bastante meloso, certo? Continuando... Assim que vi Niall em minha frente, não acreditei. E o melhor de tudo isto era que meus pais estavam cientes de tudo, sinal de que o humor de minha mãe estava ótimo aquela manhã. Nunca se sabe quando ele irá mudar. Por enquanto, o jeito era aproveitar a boa vontade.

Eu, meus pais e Niall, saímos para almoçar. Meu pai dirigia. Todos no carro estavam calados. Niall segurava minha mão. Nossos olhos, envergonhados, se encontravam vez ou outra.

Enfim chegamos. Era um lugar aparentemente bom. Sentamo-nos à mesa, e fizemos o pedido. Todos continuavam calados. Resolvi ir ao banheiro. Niall resolveu quebrar o silêncio, enquanto isso:

— Então, Sr. e Sra. Morgan, o que acharam de meu presente? Será que Melanie gostou?

— Provavelmente. – disse minha mãe, curta e grossa.

— Acho que sim, ela parecia bem feliz... – disse meu pai, encarando a maneira como minha mãe agia.

— Ah... – Niall estava livre de puxar assuntos. Cheguei, para sua alegria, modéstia a parte.

Ele tinha uma cara de alívio... Tive vontade de rir, mas me contive. Minha mãe continuava séria, e meu pai tinha a “face ambiente” de sempre, olhava para os cantos, como quem não tivesse mais nada importante na vida pra fazer.

— Mãe, pai... – os alertei para serem educados com Niall.

— Niall, como foi sua viagem, até... Para onde você foi mesmo? – tentou meu pai.

— Foi ótima, Sr. Morgan. Fui para a Califórnia.

— Ah, Califórnia. Olha, amor, podemos ir para lá no próximo verão, o que acha? Niall, você poderá ir conosco se quiser. – minha mãe olhou pouco empolgada com a proposta.

— Não sei. – disse ela.

Até que enfim, o que havíamos pedido chegou. Uma porção gigante de camarão. Já mencionei que amo camarão? E novamente o silêncio reinou naquele instante.

— Nossa, que delícia! – pensei alto.

— Também adoro camarão... – comentou Niall, sorrindo.

Nossos olhos se encontraram e nos observávamos por um longo tempo. Até que minha mãe começou a atrapalhar.

— Então... – ela olhava fixamente para Niall, logo em seguida, desviou os olhares para mim. – Vocês irão sair hoje à noite? Porque caso queiram ir para algum lugar, terão de tomar muito cuidado, não é mesmo, Niall? – ela olhava para ele, e depois para as cicatrizes em meu braço.

— S-sim, Sra. Morgan. – gaguejou Niall.

— Ai mãe, por favor, não começa com isto de novo, beleza? – falei, sem paciência.

Almoçamos, porém não voltei para casa com meus pais. Niall pediu para irmos para seu apartamento. Minha mãe olhou com um tom de reprovação, quando a proposta havia sido feita, mas meu pai não deixou que a mesma fosse recusada.

Notas finais
Bom pessoal, é isso! Espero que tenham gostado! :) Malikisses e Horan hugs.