Notas iniciais
Zaynte, desculpem a demora... Juro que não tive tempo! Mas, está ai espero que vocês gostem.

Aquela manhã, estava nublada. Acordei, sem minha coberta, e na sala. Acho que estava bastante cansada, e minha mãe preferiu não me acordar para subir para o meu quarto. Fui arrumar-me. E ainda tinha esperanças de que ela me levaria para escola, porque na maioria das vezes, tinha de ir a pé, de táxi ou com o transporte escolar.

Infelizmente, ela não levantou. Havia perdido o transporte escolar, e não estava em condições para ir a pé. Tive de chamar um táxi, para vir o mais rápido possível, porque provavelmente, chegaria atrasada. Sim, foi exatamente o que falei, cheguei atrasada. Entrei na sala, todos ficaram me olhando, procurei sentar-me. Percebi a presença de um aluno novo, na sala. Como havia chegado atrasada, só havia uma cadeira, e ela estava localizada ao seu lado.

Na hora do intervalo, ele aproximou-se de mim, e falou:

– Oi. Qual seu nome?

– Ah, oi! Melanie e o seu? – disse surpresa.

– É... Me chamo Mike. Seu nome é bonito... — disse ele. – Você é daqui de Londres?

– Obrigada. – disse envergonhada. – Não, sou brasileira.

– Ah, sim! Percebi que não era daqui.

– Por quê? – perguntei sem entender o que ele queria dizer.

– Nada. Esqueça o que eu disse. – então, ele saiu de perto.

Fiquei pensando, o que aquilo poderia significar. Resolvi deixar para lá. Afinal, ele havia dito para “esquecer”. Pensei a manhã inteira em Niall... No seu sorriso, nos seus olhos.

Finalmente, chegou o horário que fomos liberados, e poderíamos ir para casa. O professor de geografia teve de resolver alguns problemas familiares, e teve de faltar hoje.

De repente, vejo uma grande multidão em volta de uma pessoa, ela estava tirando muitas fotos, e parecia estar dando autógrafos. Fui chegando mais perto, e... Não, não poderia ser ele. Era Niall! Mas, o que ele estava fazendo lá? Confesso que não estava entendendo absolutamente nada.

– MELANIE! – gritou ele, assim que me viu.

Todos a sua volta, se viraram e olharam para mim.

– Oi, Niall! – respondi. – O que faz aqui?

– Você irá embora comigo hoje.

No momento em que ele falou isso, consegui apenas sorrir. Estava muito feliz, mas não sabia exatamente como demonstrar isso, então, preferi sorrir apenas. Ele me envolveu em seus braços e fomos até o carro, quando:

– TCHAU, MEL. – gritou Mike. Mas, por quê? Tive de responder.

– Tchau! – virei-me.

Entrei no carro, arrumei-me e quando ia conversar com Niall, ele fechou a cara, parecia estar com raiva.

– Oi, Nin... – ele me interrompeu.

– Mel? Achei que só eu te chamava assim. Quem é ele? Seu novo “amigo”? – disse em um tom de deboche.

– Niall, ele é um aluno novo, e veio falar comigo. Fui apenas educada, e o respondi. A culpa não é minha se ele resolveu me chamar de “Mel”.

Neste momento, ele calou-se. Então, disse:

– Gostei de você ter vindo me buscar hoje... – e sorri.

– Que bom! Fico feliz por isso. – respondeu, com outro sorriso.

– Mas, então, por que você resolveu vir me buscar hoje? – ao perguntar, peguei meu celular em minha bolsa, e fui ligar para minha mãe, mas novamente, Niall me interrompeu.

– Se você estiver indo ligar para sua mãe, não precisa, já conversei com ela. – não estava entendendo. Como assim ele havia falado com minha mãe?

– Você já conversou com ela? Como assim? Como conseguiu o telefone dela? – perguntei assustada.

– Calma, vou te explicar tudo. – ele fez uma pausa. – Estava caminhando pela rua ontem à noite, e vi um casal de mãos dadas. Vi que eles estavam rindo, e se abraçando. Então, lembrei-me de você. Havia pouco que tinha te deixado em casa. Lembrei que Ana era sua professora, e provavelmente teria o telefone de seus pais. Liguei para ela, e consegui. Pedi para sua mãe ficar em segredo, queria fazer uma surpresa. Mas, parece que não deu certo. Desculpe, não queria ter causado tumulto...

– Nini, não precisa se desculpar por isso, sei que a culpa não foi sua. Mas, por que se lembrou de mim? – perguntei pouco interessada no que ele iria falar.

Ele não me respondeu. Apenas sorriu envergonhadamente.

– O que você acha de irmos almoçar ali? – disse apontando para um restaurante.

– Não... Não tenho dinheiro comigo.

– Isto não problema! Eu que quis te trazer para ficar comigo. Eu pago, não me importo. – disse tocando em meu rosto.

Quando descemos do carro, estávamos abraçados. Andamos em direção à porta de entrada do restaurante, e fomos parados por uma garota. Ela olhou-me de cima a baixo, parecia estar desconfiada de algo. Pediu para abraça-lo. Ele me soltou e foi abraça-la. Sorri, afirmo que não estava contente, porque ela havia desconfiado de mim.

– Ela é sua namorada, amor? – ela disse “amor”? Não acredito nisso.

– Amor? Niall. Não, ela não é minha namorada... Ainda!

Ela estava o abraçando bastante forte, parecia não querer soltá-lo. Ele saiu de perto, e disse:

– Tchau! Prazer em conhecê-la!

– Tchau, meu bebê! Te amo.

“Amor”? “Meu bebê”? “Te amo”? Respirei fundo e sorri. Entramos no restaurante, e nos sentamos em uma mesa.

– O que você quis dizer com “ela não é minha namorada... Ainda!”? – perguntei.

– Ah... – o garçom o interrompeu.

– O que vocês desejam?

Niall fez o pedido, e logo em seguida, fui pouco mal-educada. Aliás, não percebi que o garçom ainda se encontrava a nossa mesa.

– Mas, Niall, não mude de assunto. Por que você disse aquilo?

– Mais alguma coisa? – perguntou o pobre garçom.

– Não, por enquanto, só isso mesmo. Obrigado! – respondeu Niall.

– Mel, já pude perceber que você é bem persistente, certo? – disse sorrindo.

– Sim! – sorri. – Sou curiosa.

– Enfim, falei aquilo porque... Eu não consigo me ver longe de você, gostaria que um dia, pudéssemos nos tornar algo além de “bons amigos”.

Fiquei sem reação. Niall disse que queria algo além da amizade comigo. Almoçamos, e depois fomos dar uma volta. Fiquei surpresa de minha mãe não ter me ligado, mesmo Niall tendo falado com ela. Mas, procurei esquecer de tudo, queria aproveitar o máximo possível, pois não sabia quando o poderia vê-lo novamente.

À noite, Niall me deixou em casa.

– Mel, por favor, promete para mim que você não quer nada com aquele seu amigo?

– Nini, não ligo para ele. Ele é novo na escola, e veio falar comigo. Não se preocupe, porque ele não vai ser um problema.

Ele aproximou-se e deu um beijo em minha bochecha, e disse:

– Se cuida, tá?

Eu sorri e disse:

– Pode deixar, Nini. Que isso sirva para você também!

Nos despedimos, e entrei em casa...


Notas finais
Obrigada, a todas que leram até aqui! Gostaria de agradecer especialmente a Tayná, obrigada a vocês duas pelas ideias! Malikisses, e aguardem o capitulo 9...