Moments With Him, Niall.
2 Começo da grande "amizade"
Acordei pela manhã, era sábado. De minha cama, dava para ver através da janela, o sol brilhando, e os pássaros a voar. Desci para tomar meu café da manhã, e não achei nada estranho encontrar-me sozinha em casa, já que meus pais pensavam apenas em trabalho e mais trabalho. Decidi que iria passear, ou iria ao shopping. Fui arrumar-me.
Estava arrumando meu cabelo quando meu celular tocou, era um número estranho, nunca havia visto alguém que possuído aquele número. Atendi, e desconfiada, falei:
— Alô?
— O...Oi! Melanie? – era a voz de um menino, uma voz bastante familiar.
— Oi! Quem é? – perguntei, desconfiando da resposta.
— Niall. – disse, desvendando o mistério.
Fiquei muda, tremendo de tanto nervosismo, mas consegui dizer:
— Ai meu Deus! Oi! Como você conseguiu o meu telefone?
— Depois te explico. Estou aqui, na porta da sua casa! Pretendia sair ou fazer algo, hoje? – disse ele, também bastante nervoso.
Estava bastante trêmula, claro que, não iria falar que iria sair. Respondi gaguejando:
— É...é não. Vou ficar em casa, por quê?
— Você...quer...sair...comigo? – disse ele. Aposto que estava com as bochechinhas coradas do outro lado do telefone.
Será mesmo, Niall Horan me chamando para sair? O que será que eu respondo? Parecia que havia um buraco negro no meu estômago, não sei explicar o que era. Parecia uma sensação diferente. Nunca havia sentido algo como aquilo. Mas suspeito de uma coisa, amor. Será? Eu e Niall... Como seria isso? Meus pensamentos estavam à tona. Estava sem reação. A única coisa que consegui falar foi:
— Sério? Ah, eu aceito.
— Eu te espero aqui no carro. Não tenha pressa... – disse com uma voz doce.
Nem lembrava mais o que estava fazendo antes do telefone tocar. Olhei-me no espelho, e vi que faltava terminar de arrumar meu cabelo. Desisti de fazer mechas, e fiz um coque rápido, e simples. Minha mãe havia dito para alimentar o cachorro. Desci as escadas, peguei minha bolsa e minhas chaves, e fui correndo colocar água e comida para o Bobby.
Segurei a maçaneta da porta, fechei os olhos, respirei fundo, e pensei, “Seja real!”. Abri a porta, vi Niall estacionado com seu carro. Ele estava ajeitando seu cabelo, quando viu meu reflexo no vidro do carro. Desceu rapidamente, me abraçou, abriu a porta para eu entrar, e correu para sentar-se no banco do carro.
Dentro do carro, não falávamos absolutamente nada, só havia contato visual. Eu afirmo que seus olhos são perfeitos, pareciam as ondas do mar, pareciam uma constelação perdida na galáxia, só da luz refletir em seus olhos. Seu sorriso, então... Maravilhoso! Quando ele estava com vergonha, e tímido, suas bochechas coraram. Então, eu resolvi quebrar o gelo, e a nossa timidez, e falei:
— Seus olhos são lindos. – não estava acreditando que havia falado isso. Será que ele achou que eu gostava dele? Será que ele achou que eu estava desesperada, querendo algo com ele? Mas ele me impressionou na resposta.
— Me perco no seu sorriso.
Fiquei falada, meu coração palpitava, minhas mãos estavam trêmulas. E novamente, o buraco negro no meu estômago, o amor. Mas, como nada neste mundo é perfeito, minha mãe estava me ligando. Tive de atender.
— Oi, mãe.
— Oi minha filha, você está bem? Onde você está?
Pronto, meu mundo havia caído. E agora, o que eu respondo? Será que falo que estou com o Niall? Ou será que falo que estou com um “amigo”?
— É... é estou com um amigo.
— Amigo? Ah, entendi. É... depois eu te ligo, então. Beijo, minha filha, te amo.
— Beijo, mãe.
Ele sorria, e balançava a cabeça insinuando um “não” e logo em seguida, disse:
— Amigo? – riu. – Qual a reação de sua mãe?
— Ela... disse que liga depois!
No momento, ele ria bastante, não estava entendendo o porquê, mas ri junto. Sabe aquela gargalha, parecida com a de um bebê? Pois é, essa era a do Niall, e quando ria, ficava vermelho, e suas bochechas coravam. E novamente, ficava com o buraco negro, meu coração batia forte, e estava trêmula. Não entendo o porquê disso tudo! Por que eu estava desse jeito? Por que eu estava estranha? Será que estava apaixonada pelo Niall? Será?
Enfim, resolvi perguntar como ele havia me achado. Parece que o assustei, ele deve ter pensado que eu havia esquecido, ele espantou-se, mas mesmo assim resolveu me contar a verdade:
— Olha, promete que não vai ficar com raiva da Ana?
Claro, a Ana. Havia esquecido ela. Obviamente, ela passou o meu telefone e meu endereço para o Niall.
— Prometo. – disse, já sabendo o enredo da história.
— Tá. Perguntei a ela, se tinha notícias de você. Ela respondeu que sim, que estava sendo sua professora particular. Então, como já havíamos nos conhecido, resolvi pedir a ela, seu celular e endereço. Estava querendo encontrar-me com você.
— Ah, claro. Mas, por que eu ficaria com raiva dela? Qual o problema de você pedir o meu endereço e telefone? Não me importo com isso. Está tudo tranquilo.
Neste exato momento, Niall tinha mudado de repente seu humor. Estava com uma cara, meio triste, mas achava que não dava para eu perceber isso. Perguntei assustada:
— Niall, o que houve? Foi algo que eu disse? Desculpe-me.
Ele virou-se para mim, e disse:
— É porque, geralmente, tem meninas que me excluem e não gostam de mim. Algumas me acham feio.
Sim, ele falou isso. Sério, existe gente capaz de falar que ele é feio? Não gostar tudo bem, porque sei que ninguém é obrigado a gostar de todo mundo. Mas, aposto que essas pessoas nem conhecem ele de verdade. Aposto, que elas nem sabem o tanto que ele é meigo, carinhoso, e tem uma risada linda. Respondi:
— Niall, posso te falar uma coisa? Sinceramente, essas pessoas não tem noção do que fazem, e nem do que falam. Você é lindo, meigo, carinhoso, sabe como tratar as meninas. Quando você sorri, é como se eu me perdesse, mas mesmo assim eu não ligasse e esquecesse o mundo. Se pudesse, te via sorrir a todo o momento. Você tem olhos lindos, de encantar qualquer um. Então, se mesmo assim essas pessoas falarem que não gostam de você, as ignore. Parece difícil, mas depois você se acostuma, e elas param de falar este tipo de coisa.
Acho que não pensei duas vezes antes de falar isso. Acho que soltei tudo o que estava me prendendo. Às vezes falo demais, mas aposto que dessa vez, falei muito, mas falei a verdade para quem merecia ouvir. Nesse momento, vi uma lágrima escorrer do rosto dele, e a única palavra que conseguiu escapulir de sua boca, foi:
— Obrigado.
— Niall, limpe este rosto, e pare de chorar. Não fique mais assim, promete? – logo, ele balançou a cabeça, afirmando.
Ele decidiu que iriamos passear em Londres, iriamos conhecer a cidade. Quando resolvemos parar para tomar um sorvete. Ele tem muita fome, porque além do sorvete, ainda passou em um restaurante chamado “Nando’s” e pediu várias porções de frango. Mas, sei que aquele dia, tinha sido perfeito de todos. Ele me deixou em casa por volta das dezenove horas. Meus pais, claro, já haviam chegado. Viram o carro estacionando na porta de casa, e assustaram-se. Mas depois me viram descer do carro, com um sorriso de canto a canto em meu rosto. Minha mãe nem fez muitas perguntas, pois sabia como eu deveria estar. Cheguei jogando tudo no sofá, como de costume, tirei o tênis (meu all star, que vivia no meu pé) e subi correndo para o meu quarto. Tomei um banho, fui deitar-me. Até que recebo uma mensagem em meu celular dizendo, “Foi bom te conhecer. Melanie, obrigado por tudo, por me ouvir, por me dar conselhos. Obrigado! Espero poder te encontrar amanhã, pois quero te apresentar os meninos. Que tal irmos a um passeio de barco?”. Aceitei, afinal, não iria fazer nada mesmo. Ah, que mentira, estava doidinha para ver aqueles olhos azuis e aquela risada. E claro, os meninos. Seria tipo uma comemoração...
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