Moments With Him, Niall.
22 Chega!
Notas iniciais
Corri o mais rápido que pude. Queria sair daquele lugar o quanto antes. Cheguei a um beco escuro e vazio.
— Niall, vai atrás dela! – gritou Louis.
Não queria saber de mais nada. Queria estar sozinha.
— PASSA O DINHEIRO, CELULAR, BOLSA, ROUPA! ANDA LOGO! – era um grupo de ladrões me assaltando.
— Mas eu não tenho nada disso aqui comigo! – falei assustada.
— PASSA LOGO, MOCINHA! SENÃO, VOCÊ VAI SE MACHUCAR!
— Mas... – já era tarde demais. Eu tentei esconder minha bolsa, mas eles acharam, e não tinha como voltar atrás. Eles me bateram, e fiquei deitada no chão, machucada.
Demorou um pouco para alguém me ajudar. Aliás, acho que ninguém queria ser mais uma vítima do assalto. Eles estavam aramados, as pessoas deviam estar com bastante medo, porque com certeza, tinham pessoas por perto, estávamos perto de um prédio.
— MELANIE! – Niall gritava, chorando, assim que me viu em tal situação, caída no chão. – O QUE ACONTECEU, MEL?
Eu não podia responder, estava um pouco inconsciente, e bastante machucada. A partir daí, não me lembro de absolutamente nada. Acordei em uma cama, no hospital. Meus pais estavam sentados, Niall estava ao meu lado, e os meninos no lado de fora do quarto.
— Mãe, pai... Me perdoa.
— Melanie. – minha mãe falava calma, e pausadamente. – Não precisa pedir perdão, a culpa não foi sua.
Ainda bem que meus pais souberam de toda a verdade. Mike quem me beijou, não queria que isto tivesse acontecido.
— A culpa foi minha. – disse Niall, chorando.
DELE? NÃO! ELE NÃO FEZ NADA! Minha mãe olhava para ele com uma cara de “ódio”.
— NIALL! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? A CULPA NÃO FOI SUA! Mãe, pai, a culpa não foi dele! – neste momento, entrei em desespero.
— Melanie, o garoto disse que a culpa foi dele, então não discuta! – minha mãe disse nervosa.
— Mãe, eu posso explicar! Por favor, não culpe o Niall... – comecei a chorar.
— Mel, você estava inconsciente, e não sabe de nada do que aconteceu. Então, a culpa foi minha!
— Niall... NÃO! A CULPA NÃO FOI SUA, POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO! Mãe, nós estávamos na boate, então, o Mike chegou e me beijou forçadamente, eu e Niall tivemos uma leve discussão, corri e entrei em um bec... – minha mãe me interrompeu.
— MELANIE, EU NÃO VOU DISCUTIR COM VOCÊ! SE ELE DISSE QUE A CULPA FOI DELE, ENTÃO VOCÊ NÃO TEM QUE DAR PALPITES DO QUE ACONTECEU! CHEGA, PRA MIM CHEGA! Niall, com licença. Vocês conversam depois, ela precisa descansar.
— Tchau, Melanie. – Niall aproximou-se de mim, e deu um beijo em minha testa.
— Nini, por favor...
— Eu te amo, eu vou estar do seu lado quando precisar, eu prometo... – ele sussurrou em meu ouvido e saiu.
Chorei por muito tempo. Pedi para os meus pais saírem do quarto, queria estar sozinha. Niall iria viajar hoje, e minha mãe tinha de arranjar confusão? Tudo está dando errado. T-U-D-O.
Dormi mais um pouco. Chorar nos dá sono, não é? Quando...
— Mel...? – era Niall. Não acreditei.
— NINI!
— Shh...! Fale um pouco mais baixo, seus pais não sabem que estou aqui. Aliás, apenas o seu pai sabe. Vim aqui para me despedir. Daqui a pouco, irei viajar.
Ele sentou ao meu lado e acariciou o meu cabelo.
— Nini, por que você disse que a culpa foi sua?
— Psiu! Esquece isso... Não vamos falar sobre isso nos nossos “últimos” momentos antes de minha viagem.
-Mas...
Ele selou o minuto com um beijo. Até que o telefone de Niall tocou.
— Tenho de ir... Promete que irá se cuidar? Logo, logo estarei de volta. O tempo passa muito rápido.
— Prometo. – sorri.
Ele levantou-se, e ao sair do quarto, sorriu. A partir de agora, a saudade começa a me atacar. Agora, teria de aguentar a ladainha de meus pais. Sabe quando você tem vontade de desaparecer? Quando você tem aquela vontade de esquecer de todo o mundo? Era exatamente isso que estava sentindo agora.
Niall se culpou de algo que não fez, por minha causa. Nossa relação está totalmente em risco, porque será muito difícil de minha mãe aceita-lo novamente.
— Com licença... – disse, quando uma enfermeira entrou no quarto.
— Pois não? – ela disse surpresa. Acho que ela pensou que eu estava dormindo.
— Você pode me dizer quando vou poder sair daqui?
— Desculpe, mas ainda não podemos estipular uma data, sua situação está um pouco complicada. Em meus cálculos, quanto aos seus ferimentos, acho que ficará aqui por mais quatro dias.
— QUATRO DIAS!? Não pode ser... Não posso ficar aqui por mais quatro dias.
— Não são dados concretos, senhorita.
— Mas...
— Não se preocupe, às vezes, o médico irá lhe liberar para que os ferimentos cicatrizem em casa, mas você terá de ficar repousando.
— Tudo bem.
Meu telefone tocava enquanto falava com a enfermeira, mas para não parecer mal educada, não o atendi. Logo quando ela saiu do quarto, vi quem me ligava. E infelizmente, era Mike. Por minha vontade, nunca mais falaria com ele. Não retornei a ligação. Mas, ele era persistente, e o telefone tocava desesperado e repentinamente.
— Mike, você não acha que ter causado toda essa desgraça na minha vida não foi o bastante? Agora, você ainda vem ligar para mim? Por favor, não é?
— Mel... – o interrompi.
— Melanie, por favor.
— Melanie, eu sinto muito. Eu tinha bebido bastante, e não tive noção do que fiz. Só queria que você me desse uma segunda chanc... – o interrompi novamente.
— SEGUNDA CHANCE? Mike, quantas segundas chances eu já lhe dei? Mais de três. Você pede desculpas, eu lhe desculpo, fica tudo bem, e você faz besteira de novo. Sinceramente, minha vida está um lixo. Você quase acabou com o meu namoro, a única coisa que me faz feliz. Minha mãe não quer mais olhar na cara do Niall, sabe por quê? Graças a VOCÊ! Ele colocou a culpa apenas para ele. Ou seja, Niall teve a chance de dizer toda a verdade para a minha mãe, e ele não fez isso, ele poupou você da fúria da minha mãe. – não ouvia mais nada ao outro lado do telefone. Ele desligou.
Acho incrível quando falamos a verdade para uma pessoa, e ela ignora como se não fosse nada importante. Hilário, não é?
— Senhorita Melanie, visita para você.
— Para mim? – a enfermeira afirmou com a cabeça.
Era alguém segurando um buquê de rosas brancas, escondendo o rosto. Não poderia ser Niall, porque ele já devia estar nos ares.
— Melanie, por favor, me deixe explicar.
— Mike, já disse o que tinha para lhe dizer... Com licença.
— Me dê apenas cinco minutos, por favor.
— Claro. Vão ser cinco minutos contados no relógio.
— Tudo bem... – ele respirou fundo e começou a falar. – Melanie, desde a primeira vez que te vi, sou apaixonado por você. E então, descobri que você namorava o Niall. Eu sempre quis poder lhe chamar de “minha”, de “amor”, poder lhe dar beijos em momentos inesperados... Mas, eu nunca pude. Tinha esperanças de que você iria se apaixonar por mim um dia, porém, não passou de apenas mais uma ilusão minha. Até que nos encontramos na boate, e percebi que esta seria minha última chance de poder te beijar.
— Última...? – disse.
— Sim, estarei me mudando para Washington semana que vem. Continuando, havia bebido um pouco mais do que o normal... E não estava muito bem, minhas mágoas todas se juntaram. E quando lhe vi, nossa! Era o momento perfeito para poder sonhar, pelo menos. E foi então que lhe beijei. Me perdoe. Eu não sabia que iria causar tudo isso. Melanie, eu sou incapaz de fazer qualquer mal a você, mas percebi a besteira que fiz, quando foi tarde demais. Por favor, me perdoe?
— Desculpe por toda a minha grosseria, Mike. Eu lhe perdoo... – sorri.
Ele me entregou as flores e deu um beijo em minha testa.
— Tchau, Melanie. Até outro encontro, até outra esbarrada, até... – apenas sorri. Não tinha reação alguma. Não consegui dizer nada. Que fofo.
— Quem era aquele rapaz bonito que acabou de sair d...! MEU DEUS, ELE LHE TROUXE FLORES! Que coisa mais linda... — tinha de ser minha mãe.
— Oi para você também, mãe.
— Você não me respondeu quem era aquele rapaz.
— Era o Mike, o que causou tudo isto! – abri os braços, mostrando que estávamos naquela situação por causa dele.
— Melanie, eu não discuto mais com você, quanto a quem causou este desconforto. Dê-me estas flores, estou indo coloca-las em um vaso... – minha mãe andou em direção as flores e as pegou.
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