Moments Percabeth

1 Capítulo 1: Uma noite inesquecível!


Notas iniciais
Oiii leitores lindos! Para quem lê a Momentos de Percy J. e Annabeth C. , aqui vai, finalmente, o tão sonhado capítulo especial, espero que gostem e comentem.
Para quem é leitor novo, espero que goste e também queira ler a Momentos.
Só para lembrar, nada muito perfeito ou bom porque é a primeira vez que escrevo, e só para deixar claro: nada é tããão explícito, afinal isso aqui é uma fanfic, não pornografia.
Por alguns motivos fiz esse capítulo de modo a trocar o ponto de vista, sendo que tem horas que é o Percy e horas que é a Annabeth, isso é apenas para entendermos ambos os lados.
Bem, espero que gostem e não me atirem pedras!
Boa leitura!

Annabeth’s POV

Percy olhou em meus olhos, eu permanecia em seu colo.

- Você tem certeza disso? – perguntou ele, seus olhos verde esmeralda me encarando, procurando algo em meus olhos e me deixando perdida, e ao mesmo tempo, me fazendo ter certeza do que eu queria.

Eu não ligava mais para a questão “jovens demais”, não, eu não ligava para “seremos mortos por nossos pais”. Não ligava para armações de Afrodite, era o de menos agora. Isso não me importava, ter Percy ali era o que me importava, sentir suas mãos em mim, seu coração descompassado, mas ainda sim, no mesmo ritmo que o meu, isto era incrível, e para mim aquilo era certo, eu precisava dele. Não era um ato simples, não! Era uma entrega, e eu estava pronta para isso.

Sim, eu tinha a resposta!

- Completamente! Certeza absoluta. – eu disse sinceramente, embora internamente houvesse uma parte minha um pouco desesperada, pensando como fazer as coisas a seguir, uma pontada de medo se seguiu. Mas não deixei isso transparecer muito.

Vendo a certeza nos meus olhos, Percy me colocou na cama, com delicadeza e ferocidade, voltando a beijar meus lábios, como se os explorasse, sua língua pedindo passagem em minha boca, nossas línguas se mesclando de uma forma intensa, o calor percorria meu corpo, e eu tinha certeza de que o de Percy também. Dei uma leve mordida no lábio dele, que só o fez gemer e me segurar pela cintura possessivamente, puxando me contra ele e beijando me mais intensamente. Os movimentos que se seguiram foram lentos, Percy começava a parar de me beijar e me segurar, e isso fez com que eu soltasse um gemido involuntário. Eu o desejava tanto, o queria tanto, que eu não sabia se iria aguentar tanto prazer, e ele ainda brincava comigo.

Percy soltou uma risadinha.

- Calma Sabidinha, temos a noite toda! – sussurrou ele em meu ouvido, me fazendo quase derreter com suas palavras.

Mas decidi que estava na hora de eu devolver na mesma moeda, girei, ficando por cima de Percy, me sentando sobre ele, olhando o de cima, nossas roupas ainda molhadas, e molhando a cama. Percy me encarava com a sobrancelha erguida.

Com a ponta dos dedos toquei os lábios de Percy, que fechou os olhos com o meu toque, segui com os dedos indo em direção a sua orelha, depois seus ombros e a parte interna dos braços, até chegar a sua mão, ao qual ele entrelaçou na minha. Percorri novamente o mesmo caminho, dessa vez com os lábios, a cada beijo que espalhava por seu corpo forte, parecia que o mesmo ficava mais quente, a respiração e o coração de Percy estavam tão acelerados quanto os meus. Enquanto o beijava, minha outra mão que estava livre percorria seu peito, e seguia em direção ao seu abdômen definido, percorri esse caminho com as pontas dos dedos milhares de vezes, tentando aprender cada detalhe daquele corpo, e a cada toque, Percy parecia ficar mais louco de desejo, e eu também. Era como se uma corrente elétrica nos ligasse.

- Agora é minha vez. – sussurrou Percy em meu ouvido, me girando e ficando por cima novamente. Ele saiu de cima de mim, mas suas mãos foram em direção a barra do meu vestido branco (agora transparente por conta da água), puxando com delicadeza, até passar por cima de minha cabeça, tirando-o de mim, e acabou por jogá-lo em algum canto do quarto, mas isso não me importava, porque agora eu estava apenas de calcinha e sutiã, e junto com a pessoa que eu mais amava, observando cada detalhe de seu peitoral, cada expressão de seu rosto.

Percy’s POV

Cada toque de Annabeth me deixava louco, o cheiro dela me enlouquecia, seu toque acelerava meu coração e minha respiração, e mais do que nunca eu a desejava.

- Agora é a minha vez. – sussurrei ao ouvido dela, girando-a e fazendo-a ficar por baixo, eu por cima, mas decidi sair de cima de Annabeth. Minhas mãos foram até a barra de seu vestido já transparente, tirando-o lentamente, aproveitando para que as pontas dos meus dedos tocassem seu corpo delicado, tirei seu vestido e joguei-o em algum lugar do quarto. Parei para admirar seu corpo, minha boca aberta diante tanta beleza, ela era simplesmente perfeita. Os cachos loiros espalhados ao redor de seu rosto formavam uma moldura, seu rosto bronzeado possuía um belo sorriso e olhos cinzas líquidos que avaliam meu rosto. Continuei a olhar seu corpo, olhando seu pescoço, seguindo para seu colo e seus seios, que ainda estavam protegidos por um sutiã branco, sua cintura fina, seu corpo escultural, seus quadris sinuosos, suas pernas perfeitas, alongadas.

Lentamente me aproximei do corpo de Annabeth, beijando seus lábios suavemente, um selinho para ser mais exato, segui beijando seu pescoço, seu colo, e chegando ao vale entre os seios, mas o sutiã atrapalhava, e sendo assim, levei minhas mão as suas costas, chegando ao fecho do sutiã, confesso que me embolei nessa parte, então Annabeth, que parecia ansiosa para que eu continuasse, acabou por me ajudar a abrir o fecho enquanto soltava uma risadinha baixa. Logo depois tirei seu sutiã, jogando-o em algum lugar, e me peguei admirando seus seios, que não eram grandes, mas perfeitos para seu corpo.

- Você é linda! – disse sorrindo enquanto a admirava e tocava seus mamilos com a ponta dos dedos, o que a fez estremecer levemente, e os fez se arrepiar. Voltei de onde estava, beijando seu colo, em seguida indo em direção aos seus seios, pequenos espasmos tomaram o corpo de Annabeth enquanto minha boca procurava, alcançava e provocava os pontos mais sensíveis. Annabeth gemia. Voltei meus lábios em direção ao seu pescoço, dando lhe beijos e uma pequena mordidinha.

Deixei seu pescoço, meus lábios chegaram ao seu ventre, minhas mãos na beira de sua calcinha, enquanto a beijava. Desci sua calcinha até os pés, e a joguei em qualquer canto.

Novamente parei de beijá-la, admirando-a. Annabeth corava diante meu olhar, não sei por que razão, ela era linda, perfeita, maravilhosa, um milhão de vezes melhor do que eu já havia sequer imaginado alguma vez.

- Você é perfeita Annabeth Chase. – disse eu enquanto me encostava todo nela, minha mãos indo em direção as suas coxas, entreabrindo-as. Annabeth ofegou em meu ouvido, acho que a peguei de surpresa, e eu encontrei novamente seus lábios, num beijo intenso e devorador, enquanto minhas mãos exploravam a cada vez mais fundo, encontrando calor, umidade e aceitação. Ela abriu as pernas por puro reflexo, e eu a explorei ainda mais, procurando seus pontos sensíveis, eu observava suas reações, seus suspiros, arquejos, arrepios, tremores, a respiração acelerada, dando tempo para que ela se acostumasse com a intimidade, e ao mesmo tempo devorando sua boca com a minha, invadindo-a duplamente. Em um determinado momento ela explodiu em tremores, e sua respiração cessou por alguns instantes. Um sorriso iluminou meu rosto enquanto eu a apertava contra mim, ouvindo os gemidos baixos e suaves que eram como música enquanto ela repetia meu nome.

Quando ela parou de estremecer, segurei seu rosto entre minhas mãos, olhando atentamente, eu nunca me cansaria de olhá-la, sempre amava olhar aquele rosto. Annabeth respirava, a boca entreaberta, as pupilas dilatadas enquanto ela se recuperava do êxtase. Ela corava, e aquilo simplesmente a tornava ainda mais linda.

- Eu te amo Perseu Jackson! – disse ela claramente, a voz macia.

Em seguida Annabeth me puxou de volta para ela, grudando nossas bocas em um beijo intenso, como se o êxtase que ela havia alcançado há segundos fosse apenas um prova, e ela precisasse de mais. E eu não podia negar nada a ela, não podia negar nada a ela e nem a mim, eu precisava dela, precisava do calor do corpo dela, calor esse que emanava dela, me fazendo esquecer de tudo, pensando apenas nela, no quanto a desejava.

Nos afastamos por falta de ar, segurei o rosto de Annabeth entre as mãos, me perdendo em seus olhos, seus olhos cinzas líquidos e um sorriso tímido estampado no seu rosto.

- Nervosa? – perguntei.

- Um pouco.- admitiu.

- Não precisa ficar, tudo será perfeito. – disse enquanto lhe beijava delicadamente, esperando-a se acalmar.

- Eu sei que será! – ela disse entre beijos.

Annabeth’s POV

Percy segurou meu rosto entre suas mãos, e só assim eu voltei para a realidade, o mundo fazendo sentido. Até aquele momento eu havia ficado numa espécie de névoa, pressa num mundo de sensações inexplicáveis e extasiantes, pressa num lugar de onde não queria sair. Aquele momento, era algo que eu não queria que acabasse, de forma alguma, eu queria que durasse o máximo possível, a forma como estávamos leves e juntos, aquilo era incrível.

E a sensação que eu havia experimentado... Algo único, que eu já havia lido em livros de biologia e romances, mas nada se comparava aquilo, nada se comparava ao toque eletrizante e ao mesmo tempo leve de Percy em meu corpo.

Sorri tímida ao ver que Percy me analisava, eu ficara perdida em pensamentos, momentaneamente, e acho que isso me fez ficar envergonhada...

- Nervosa? – perguntou ele lendo minha expressão.

- Um pouco.- não era hora para mentir, e sim, eu estava nervosa. Não, não que eu não tivesse certeza do que queria, mas apenas estava com medo do desconhecido.

- Não precisa ficar, tudo será perfeito. – disse enquanto me beijava – Eu te amo!

- Eu sei que será! –respondi entre beijos – E eu também te amo Cabeça de Alga!

Os beijos ficaram quentes, me fazendo pegar fogo, e em meio as chamas eu já havia esquecido a timidez, o beijo e o fogo afugentaram a inibição, e então, fiz algo surpreendente para mim mesma!

Deitada ao lado de Percy, e coloquei as mãos na barra de sua calça marfim, com a pretensão de puxá-las, mas me atrapalhei, provavelmente porque minhas mãos começaram a tremer levemente, minha sorte fora receber ajuda de Percy, assim como havia o ajudado com o sutiã, sua calça e cueca foram parar no chão.

Mas eu não estava, bem... Preparada para o que iria ver. É, acho que seria isso, não vou entrar em muitos detalhes, mas digamos... Percy possuía muitas qualidades, muitos dotes se é que me entende...

Mordi o lábio inferior. Não sabia o que minha expressão passava, mas meu interior era algo como uma confusão de: êxtase, apreensão, curiosidade, vergonha, nervosismo e alguns milhares de borboletas no estômago.

Esses pensamentos e emoções passaram por minha mente em uma questão de milissegundos, e acho que consegui manter a expressão inalterada, ou ao menos Percy não pareceu reparar meu quase dilema de sentimentos e ações.

Deita ao seu lado, olhei-o atentamente, analisando-o, e, meus deuses! Como ele era quente!

Antes que eu pudesse processar mais alguma coisa, Percy segurou meu rosto entre suas mãos, beijando-me intensamente, o beijo ardente de novo, que pôs abaixo meus medos e dúvidas, fazendo inibições desapareceram, dessa vez, deixei o desejo me consumir.

Com a timidez de lado, comecei a explorar o corpo que tanto me encantava, tocando todas as partes, traçando linhas e percorrendo partes escondidas, antes por mim desconhecidas e que eu morria só de pensar em tocar. Percy também gemia baixo em algumas passagens, e chegou a dizer meu nome duas vezes, mas não mais que um sussurro com voz rouca.

Quebrei o beijo que ele me dava, ambos ofegávamos. Ele se apoiou em um dos braços, e ficou me olhando, meus dedos estavam pousados sobre seu peitoral.

- O que está olhando? – perguntei quase que o provocando.

- Olhando o quanto você é linda! – ele disse – E assim, fica mais linda ainda!

Sorri.

- Você definitivamente está se saindo muito bem Cabeça de Alga! – digo lhe dando um selinho – Fazendo elogios e tudo...

- E você me surpreendeu! – ele disse sorrindo, o clima parecia leve e ao mesmo tempo, intenso – Passou todas as minhas expectativas.

- Talvez ainda não todas... – disse maliciosa me colando em seu corpo.

- É, talvez ainda não todas... – ele concordou sorrindo feito um bobo e me abraçando fortemente – Mas quanto ao elogio que te fiz, é a mais pura verdade, você, assim como está, sem nada para interferir, ofegante, fica perfeita, linda!

Me aconcheguei mais nele.

- Você é que me faz ficar sem fôlego. – eu digo sorrindo, para logo depois sussurrar em seu ouvido – E eu espero ficar ofegante de novo.

Ele me olha com a sobrancelha erguida.

- Tem certeza? Não quer esperar mais um pouco? – eu podia sentir pelo seu tom de voz que ele tentava ficar calmo, mas estava tão ansioso e nervoso quanto eu.

- Mesmo estando nervosa... Tenho certeza absoluta! – respondo – Eu não quero mais esperar!

E isso foi o suficiente para que eu pudesse ver o brilho no olhar de Percy, ou talvez, fosse o reflexo de meus próprios olhos, uma mistura de amor, paixão, e acima de tudo, desejo. Eu estava ficando louca de desejo, aquele jogo estava me matando! E a ele também, eu juro que podia ver o fogo em seus olhos, tão diferente da calmaria do mar que era comum a eles, mas eu não podia dizer qual era melhor. Vê-lo me querendo, isso era diferente, indescritível, e me fazia querê-lo mais.

Então ele se ergueu sobre mim, deitando-se sobre meu corpo, com cuidado, e então, colocou seu rosto entre meus cachos, até que encontrou meu pescoço, e começou a me beijar, enquanto entrava dentro de mim.

Eu não posso descrever com palavras o que senti, algo único, sentimentos infindáveis passam por minha mente, assim como meu corpo sofria as mais diversas reações. Eu sentia dor, felicidade, temor, desejo, e acima de tudo, prazer! Era como se fossemos um quebra-cabeças de duas peças, um completava o outro, de todas as formas possíveis, e então, eu tive toda certeza de que fizemos a coisa certa, aquilo era certo, nós éramos certos!

Eu arfava, estava suada e tinha certeza de que corava, não por vergonha, no momento nada disso existia, eu corava por conta da sensação de tê-lo dentro de mim, e isso eu não podia controlar! Percy permanecia em cima de mim, quase imóvel, não fosse pelas mordidinhas em meu pescoço, provavelmente ele estava assim, pois não queria que eu sentisse mais dor, e estava conseguindo, porque agora só sentia o prazer, uma sensação perfeita!

Soltei um suspiro, no exato momento em que cheguei ao êxtase, meu corpo inteiro se contraiu sob Percy, e então, relaxei.

Permaneci de olhos fechados, me acalmando e tentando prolongar a sensação, ou entende-la, não sei ao certo. Eu precisava de um tempo de olhos fechados, para processar tudo que havia acontecido, e tentar manter a respiração sobre controle.

Percy saiu de cima de mim, deitando-se ao lado, não ousei abrir os olhos, eu sabia que ele me observava.

- Annabeth? – sussurrou algum tempo depois. Eu mantinha meus olhos fechados, mas foi só ouvir sua voz e a respiração que eu tentava controlar voltou a ficar acelerada.

Abri os olhos, encontrando seus olhos esmeraldas intensos, e então me senti satisfeita, feliz, e um pouco tímida. Mas isso logo passou, pois ele segurou minha mão e foi inevitável não sorrir imensamente.

- Está tudo bem? – ele perguntou curioso e temeroso.

- Está tudo perfeito! – eu disse ainda sorrindo, me sentindo mais leve, mais solta, mais apaixonada, mais tudo! Inclusive, mais cansada! – Talvez só precise me recuperar um pouco. – digo baixinho e isso o faz rir.

Mesmo com meu comentário, que era extremamente verdadeiro, eu estava realmente cansada, ele veio em minha direção, e me deu um selinho, rápido, mas o suficiente para acelerar meu coração novamente.

Após o beijo, me ergui um pouco, afim de me recostar nos travesseiros e acalmar minha respiração. Percy se sentou ao meu lado e mexeu em meus cabelos, reparando em como eles estavam grudados em minha testa, por causa do suor.

Olhei para as paredes, e depois para o teto, algo martelava em minha mente. Observei Percy pelo canto de olho, e como ele me avaliava, sorriu.

Forcei as palavras a saírem de minha boca.

- Percy, isso foi incrível, eu realmente não tenho do que reclamar... Foi uma das sensações mais maravilhosas que já senti, se o resto é melhor que isso, não sei se irei aguentar. – disse sinceramente, apesar de ser estranho estarmos falando sobre isso, as palavras eram insuficiente para descrever o prazer do momento. Percy e eu nunca havíamos entrado no assunto especificamente, então a conversa poderia sair meio... Desajeitada?

- Vai ser diferente, eu acho... – diz ele coçando a cabeça e me fazendo sorrir – Ao menos, é o que dizem, que melhora com o tempo, mas não posso afirmar, afinal, cada um tem um corpo, uma forma de sentir...

Sorri mais ainda com o que ele disse.

- Andou conversando sobre isso com alguém? – perguntei rindo.

- Não foi bem conversando... – ele novamente mexe nos cabelos – Foi mais ouvindo o que meus pais tinham a dizer.

Sorri de novo, me aproximando dele e encostando meus lábios em seu ouvido.

- Eu te amo! – sussurrei, fazendo-o arrepiar – Obrigada por me fazer sentir o indescritível! Obrigada por estar aqui comigo!

- Sabe, não se deve agradecer o que ainda não acabou. – sussurrou ele em meu ouvido, malicioso, o sentido da frase me fez arrepiar, e me tocar novamente de algo.

- Você não aproveitou tanto quanto eu, não é mesmo? – perguntei, mas não esperei uma resposta – Acho que aprendi algumas coisas, vamos ver o que posso fazer par reparar o erro.

Eu disse isso de forma maliciosa, quase sedutora, mas a verdade é que eu não tinha ideias do que fazer, okay, talvez eu tivesse ideias, mas só de pensar nelas eu podia me sentir corando, era como se ondas de timidez me atingissem em graus diferentes, em momentos diferentes. Decidi me guiar pelo instinto, esquecendo de pensar corretamente no que eu estava fazendo, me concentrando apenas em tentar fazê-lo sentir as mesmas sensações que ele me havia proporcionado. Borboletas se agitavam no meu estômago, meu coração ia a mil por hora, queria que ele sentisse tudo de maravilhoso que eu havia sentido, e só de pensar que eu podia fazê-lo se sentir assim, eu tinha a vontade de satisfazê-lo, de lhe dar prazer. Isso já era o suficiente para me dar coragem, e ver por seus olhos e por seu rosto que ela estava apreciando o momento tanto quanto eu, me incentivava mais.

Depois de algum tempo, consegui me desvencilhar de minha timidez, deixando o prazer me dominar de vez. Minhas mãos ficaram mais soltas, latejantes, e me tornei puro instinto.

Então quando tudo terminou, bem, terminar não é a palavras certa, já que tudo era apenas um prenúncio de algo mais incrível e intenso, enfim... Quanto “terminou”, a timidez me invadiu novamente, e eu me senti uma idiota por não conseguir encarar Percy sem que minhas bochechas queimassem. No momento eu não parecia Annabeth Chase, a semideusa heroína, arquiteta do Olimpo, estava mais para aquelas garotas indefesas de filmes do século XIX, daquela que coravam atoa.

Eu pensei que não conseguiria mais encarar Percy, até que me forcei a olhá-lo no olhos, o que foi algo ótimo, já que olhar para aquele mar que eram seus olhos fez minha timidez se dissipar por completo.

Então, eu me lembrei de que ainda havia uma espécie de desafio: como eu faria para provocar em Percy as mesmas sensações que ele me provocara? Será que eu conseguiria? Será que ele estava gostando?

Tirei essas questões de minha mente, se continuasse a pensar nelas a timidez voltaria, por isso voltei a deixar com que meus instintos me guiassem, era o melhor que eu podia fazer!

Beijei-o devagar, aproveitando para sentir cada centímetro de sua boca, sentindo o gosto de mar e liberdade que possuía, sentindo a forma como nossas línguas se mesclavam. Enquanto minha mãos passeavam por seu corpo, de forma parecida com o que ele havia feito comigo, percorrendo seu peito, ombro, braços, costas, quadril. No começo o explorei apenas com as palmas das mãos, mas após alguns tempo percorri o mesmo caminho com a ponta do dedos, aproveitando para arranhar um pouco suas costas, fazendo-o se arrepiar e me segurar possessivamente, além de gemer baixinho.

Sorri enquanto o beijava, eu estava o provocando e ele correspondia a mim, era interessante saber que eu podia sim fazer com que ele se sentisse como eu me sentira.

Interrompi o beijo, ainda o arranhando de leve, colando meus lábios em seu pescoço, dando um beijo e depois uma mordida, que o fez arrepiar e segurar uma de minhas coxas, colando-me mais em seu corpo.

O fogo voltava a me dominar assim como o dominava, as sensações de antes voltavam a me preencher, eu já estava recuperada do êxtase, meu corpo respondia ao seu, e reparei em como meus movimentos estavam sincronizados com sua respiração. Então, eu podia ver em seus olhos verdes que o desejo o consumia, que ele não iria aguentar mais, assim como eu não iria, precisávamos um do outro, era algo urgente, era necessário, era crucial. Era uma fome que estava estampada em nossos rostos, olhos, e visivelmente em todo nosso corpo, sim, ambos estávamos preparados, era algo devastador, eu podia ver o delírio em seus olhos!

De repente, num movimento surpreendentemente rápido, ele estava sobre mim, separando minha pernas com as dele, e nossos corpos voltaram a se encaixar. Por um momento fiquei surpresa, mas então ele me beijou intensamente, me segurando contra seu corpo, enquanto deslizava para dentro de mim num movimento forte, provocando uma dor intensa onde antes houvera prazer, ao mesmo tempo que sufocava isso com o beijo, a sensação nova de ânsia começava a surgir.

Mordi levemente seus lábios, tentando esquecer a dor, sufoca-la mais. Enquanto ele se mexia dentro de mim uma segunda vez, novamente a dor me inundou, dessa vez mais levemente. Reparando minha agonia, ele permaneceu imóvel, esperando, sobre mim, dentro de mim.

Sua respiração estava mais acelerada do que jamais vira! Eu conseguia sentir seu coração contra meu corpo, me concentrei nisso para que a dor passasse, o que deu certo, já que após alguns momentos a dor passou, e ele voltou a se mexer dentro de mim, dessa vez a dor era bem fraca, e dava lugar ao prazer. Ele me olhou intensamente, com sues olhos verdes, nesse momento, eu desejei que aquele dia não acabasse.

Percy’s POV

Quando se perde controle, tudo vira um instinto de sensações, o raciocínio fica de lado, e são as emoções e as ações que te fazem agir, elas dão lugar ao pensamento.

Fora exatamente isso que havia acontecido comigo quando Annabeth começou a me beijar e passar suas mãos por meu corpo, me arranhando e em seguida mordendo meu pescoço, eu havia perdido o controle, eu não mandava mais eu meu corpo, ele possuía vida própria, e ele não podia esperar mais.

Aquela era uma sensação inteiramente nova, nunca antes experimentada por mim, e nunca antes imaginada com tal intensidade, não se aproximava em nada com o que se lia em livros ou mesmo do que os outros falavam, era algo indescritível! Quando ela começou a me tocar de forma que eu não havia imaginado que faria... Eu simplesmente tinha perdido o controle de meus pensamentos ai, seu toque havia me tirado do comando do meu corpo, ele parecia reagir apenas aos seus movimentos.

Quando dei por mim estava dentro dela, sentindo seu corpo ao redor do meu, me aceitando, me enchendo de calor em todas as partes, me pressionando. E ouvi o eco de um gemido de dor. Foi por isso que consegui parar, porque meu corpo queria continuar se movendo dentro dela, cada vez mais forte, cada vez mais rápido, até que eu explodisse em sensações, calor e prazer.

Tudo aquilo me era desconhecido, mas eu tinha certeza de algo, que eu queria me perder e me saciar em Annabeth, agora erámos um do outro, de todas as formas, e eu precisava dela.

Empurrei meu corpo contra ela novamente, era tudo tão novo e não havia palavras para descrever tal momento. Eram sensações de calor que percorriam todo o corpo, elevando a temperatura e o ritmo de nossos corações, uma agonia de prazer.

Eu só conseguia continuar o que fazia, invadindo-a repetidas vezes, como se para provar que éramos um do outro, tornando-a realmente minha.

Entrelacei minhas mãos com as dela, olhando em seus olhos, me perdendo no cinza, quase preto, que parecia líquido. E olhando-os, parecia que ela havia amadurecido de alguma forma com o momento, como se aquilo a tivesse feito crescer, como se o sentimento de pertencer a alguém a houvesse mudado um pouco.

Me concentrei em ouvir seu coração acelerado, sentir seu cheiro que se misturava com o meu, tornando-os um só.

Ela gemeu baixo enquanto eu tentava novas posições, alterava a velocidade , força e ritmo, eu sentia uma alegria no peito, como se ele pudesse explodir, era uma alegria e uma paixão que quase me levavam a loucura.

Éramos um do outro, ela era minha! Olhei para seu rosto, levemente ruborizado, o suor percorria seu rosto, e então ela me surpreendeu.

Suas mãos voltaram a percorrer meu corpo, me fazendo parar de pensar, e então, de alguma forma, comigo dentro dela, ela girou, mudando nossas posições, dessa vez ela se movimentava sobre mim, sincronizando os movimentos, ritmando, e eu fiquei quase estático, pois daquela forma podia admirar seu corpo.

Mesmo assim, mudei novamente nossas posições, voltando ao controle, o que a fez meio que sorrir. Foi a minha vez de passear com as mãos por seu corpo, tocando cada centímetro dele, inclusive pontos sensíveis, fazendo com que seus baixos gemidos ficassem altos, e quando eu fazia algo inesperado, gritos de prazer invadiam o quarto, me fazendo ir mais ainda a loucura. Continuei a tocá-la, desvendando-a por completo, e percorrendo caminhos desconhecidos.

Palavras não eram necessárias ali, elas pareciam insignificantes diante a situação, nossos corpos diziam tudo, numa dança hipnótica e viciante. Annabeth era uma amante incrível, habilidosa e natural. Eu percebi isso pela forma como ela se entregava ao instinto, deixando de lado os pensamentos e complicações, a vergonha inicial havia passado.

Quando percebi que ela iria chegar ao êxtase parei, ainda dentro dela, o que exigiu uma força mental e corporal enorme, eu queria prolongar o momento para ela, para nós.

Ela girou, ficando por cima de mim, sem me tirar de dentro de si.

- Por que você tem que ser mal?- ela perguntou ofegante contra meu ouvido, e eu sorri um pouco.

- Dom? – perguntei também ofegante.

- Só eu tenho esse dom. – ela disse entre arfadas – E pode ter certeza de que ainda serei muito má para você.

Ela soltou a frase maliciosamente enquanto espalhava beijos por meu corpo, me arranhava e mordia, conseguindo assim seu objetivo, me fazer esquecer completamente sobre fazer o momento durar.

Inverti novamente nossas posições, pude vê-la sorrindo minimamente.

Recomecei nossa dança sincronizada, nossos corpos em sintonia, nossa respiração ofegante e arfante. Agora com movimentos cada vez mais rápidos e fortes, lhe dei um beijo antes que alcançasse o êxtase, e então aconteceu, Annabeth soltou um grito alto, enquanto eu a inundava, e assim, alcançamos, juntos, o ápice do prazer.

Nosso cheiro havia se misturado, nosso corpo, nossas substâncias, agora éramos um do outro.

E aquilo havia sido uma das melhores sensações da minha vida, não era apenas sexo, não, não era isso, era uma entrega, era amor, paixão, era tudo!

Lentamente, sai de dentro dela, me deitando ao seu lado, segurando sua mão enquanto esperava que nossas respirações voltassem ao normal, esperando que nossos corações voltassem a bater normalmente.

Ficamos deitados um do lado do outro por um tempo que não sei definir, e também não me importa, pois estava pensando em tudo que acontecera, admirando a garota mais linda do mundo.

Annabeth, que ainda estava ofegante, permanecia de olhos fechados enquanto eu a fitava, seu peito subia e descia aceleradamente, sua expressão facial era algo entre satisfação, recuperação e felicidade extrema. Seus cachos loiros estavam emoldurados ao redor do rosto calmo, fora alguns que estavam grudados no suor de sua testa. Sua pele levemente bronzeada também brilhava por conta da transpiração, mesmo assim ela parecia a imagem da perfeição, seu corpo cheio de curvas parecia ter sido esculpido.

Eu me peguei pensando, tentando entender completamente o que havia acontecido, até que todos os pensamentos se foram, Annabeth havia apertado minha mão, e imediatamente olhei para ela, encontrando olhos cinzas líquidos, nada de timidez, e um sorriso enorme no seu rosto, o que automaticamente me fez sorrir junto.

- Foi uma das melhores sensações que já senti! – ela disse segurando firmemente minha mão, o sorriso não abandonava seu rosto – Foi tudo ótimo, perfeito, e só foi assim porque foi com você. – ela levou sua mão livre até meu rosto – Eu te amo Perseu Jackson! E agora você é meu!

- Eu sempre fui e sempre serei. – disse segurando mais firmemente sua mão e com a outra tirando seus cachos loiros da testa – E você é que é perfeita, você é que é a melhor coisa para mim, só o fato de ser você aqui já torna tudo magnífico. Eu te amo Annabeth Chase! E agora, você é minha. – disse sorrindo enquanto lhe dava um doce beijo e a envolvia em meus braços.

- Sempre fui e sempre serei. – disse ela repetindo minhas palavras contra meus lábios – Sempre!

Ela recostou a cabeça em meu peito, me abraçando fortemente.

Mesmo suados e nus, permanecemos daquele jeito, presos nos braços um do outro, pensando em tudo que havia ocorrido, como havia sido fantástico, sem palavras, não precisávamos disso.

Então notei que a respiração de Annabeth havia ficado calma e a mesma tinha caído na inconsciência do mundo do sonhos. Em pouco tempo eu também já fechava meus olhos, me perdendo em seus cachos loiros, até me encontrar na terra dos sonhos.

Notas finais
Então? Tá muito ruim? Okay, sejam razoáveis comigo, eu demorei um século para escrever isso!
Bem, sejam sinceros, opiniões aqui e na Momentos okay?
Beijos com sabor de néctar e ambrosia! Até breve!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!