Notas iniciais
Oie gente, sou a Katherine, ou Bia Dieke pro povo do face, minha primeira one no projeto, espero que gostem!! Ah, e por favor leiam as notas finais!

Depois de um dia chato de trabalho, Kate Beckett só queria chegar em casa e aproveitar o resto da noite com seu companheiro. Desligou o computador e vestiu o casaco, se preparando para ir para casa. Olhou para os lados, procurando Castle, mas não o encontrou no recinto. Queria desejar boa noite, já que era sexta e eles não tinham motivos para se ver no fim de semana. Afinal, eram apenas colegas de trabalho.

– Hey Espo, você viu o Castle? -Perguntou, chegando ao lado do amigo.

– Ele saiu mais cedo, disse que tinha coisas importantes para fazer.

– Hm... Certo, eu estou indo para casa, até segunda. -Acenou com a mão e foi pelas escadas até o subsolo, onde seu carro estava.

No caminho de casa, parou no mercado para comprar o seu jantar, e o jantar do pequeno. Sorriu imaginando como ele ficaria feliz com a surpresa. Não demorou muito fazendo as compras, apenas o necessário e logo já estava na estrada novamente.

Cumprimentou um de seus vizinhos que estava saindo e correu pelas escadas até seu apartamento. Assim que entrou já foi abrindo as janelas para aproveitar os últimos raios de sol do dia. Deixou as compras na bancada da cozinha e foi em direção ao quarto, procurando pelo gatinho.

– Bshi Bshi...

Ele não estava na cama dele, e isso não a surpreendeu. Com um sorriso bobo nos lábios, ela levantou a coberta da própria cama, e lá estava ele, ainda de olhos fechados.

– Oi meu amor, como passou o dia? -Perguntou com a voz manhosa, enquanto fazia carinho nos pelos macios do pequeno gatinho.

Ele ronronou, esticando o pescoço e dando mais espaço para as grandes mãos da detetive.

O pelo era macio, de uma cor caramelada, em algumas partes era mais claro, outras mais escuro. O rabo ainda era pequeno, porém já balançava animadamente, respondendo ao carinho que recebia.

O gatinho esticou as quatro patas, se espreguiçando. Depois levantou, arqueando as costas e então foi para os braços de Kate, soltando um miado fino enquanto esfregava o focinho gelado no pescoço dela.

– Eu trouxe uma surpresa para você. -Disse baixinho, sentindo o perfume que exalava dos pelos.

O gato não mostrou reação, continuou o que estava fazendo. Kate riu, pegando-o no colo e caminhando até a cozinha, onde tinha deixado o whiskas sachê para filhotes.

Pegou a tigela e preparou a comida do gatinho, fazendo carinho na cabeça enquanto ele comia. Depois de comer, ele bebeu água, e então sentou ao lado dos pés de Kate, olhando para ela.

– Você quer brincar, né? -Ela riu. — Vem, vamos achar a sua bolinha.

Kate logo achou o brinquedo e começou a correr com o gato pela casa, ela jogava a bola e ele ia atrás, correndo como se fosse um jogador de futebol em campo. Ficaram quase uma hora brincando, até o gatinho cansar e pular na cama de Kate.

– Hey, eu comprei uma cama para você, por que não a usa? -Perguntou, mesmo sabendo que o filhote não entenderia nada.

E, de fato ele não mostrou reação alguma, continuou lambendo sua patinha.

– Eu vou tomar um banho, se comporte hein... -Ela disse, beijando a cabeça do gato.

Foi até o banheiro e ligou o chuveiro, deixando a água esquentar enquanto pegava a roupa que vestiria. Quando voltou ao banheiro, lá estava o gatinho, olhando para a água.

– Hey, você não pode ficar aqui, eu tenho eu tomar banho.

– Meeow... Meow.

– Desculpe gatinho, eu não te entendo. -Riu levemente, pegando o filhote no colo e levando-o até a cama. — Fica aqui, quando eu voltar nós vamos ver um filme.

Dessa vez o gato não protestou, ficou na cama brincando com a coberta. Um tempo depois, quando Kate voltou, encontrou-o dormindo, era tão pequeno e tão fofo. Cobriu o gatinho com uma mantinha e foi para a cozinha arrumar a bagunça que tinha lá.

Limpou tudo, organizou a sala e viu os minutos finais de um filme. Quando pensou em ir para a cama, dormir mais cedo e recuperar o sono da semana, sua campainha tocou.

Mal tinha levantado do sofá e já pode ver o gatinho vindo em sua direção. Mas ele passou direto e foi para a porta.

Pegou o gatinho no colo, e ele pareceu gostar da ideia, apoiou a cabeça no ombro de Kate e ficou quietinho naquela posição, vendo o que acontecia ao seu redor.

Beckett abriu a porta e não se surpreendeu nem um pouco ao ver que era Castle ali.

– Hey, Castle.

– Oi... -Ele disse, olhando para o gato nos braços da parceira. — O que é isso? -Perguntou, já entrando no apartamento.

Kate revirou os olhos, era impressionante como ele se sentia em casa e adorava entrar sem ser convidado. Não que ela se incomodasse... Muito.

– O que isso parece ser? -Perguntou de volta, trocando a posição do gato, que olhava fixamente para Castle.

– Okay, eu sei que isso é um gato, mas por que tem um gato aqui? -Ele colocou algumas sacolas na bancada da cozinha.

– Eu adotei. -Disse, passando a mão nos pelos do filhote e sorrindo orgulhosa.

– Kate Beckett adotou um gato? Quem diria... -Ele riu. — Como isso aconteceu? Estou curioso para ouvir essa história, detetive.

– Foi duas semanas atrás, quando eu estava procurando por uma bota nova, passei na frente de um pet shop e lá estava ele, sozinho em uma gaiola. Ele era menor, e parecia uma verdadeira bolinha de pelos. E então eu percebi que me sentia tão sozinha em casa, ele parecia ser um bom companheiro. Resolvi adotar.

– Ele parece legal, parece ser um bom companheiro.

– É sim, muito adorável. Quer segurar ele?

Castle acenou com a cabeça, seu sorriso se iluminando. Pegou o gatinho e ele foi de bom grato, cheirando o escritor para tentar reconhecê-lo.

– Então, Castle... O que veio fazer aqui? -Beckett perguntou depois de alguns minutos.

– Ah, eu vim te convidar para jantar. -Ele respondeu ainda envolvido em brincar com o pequeno gatinho, que corria de um lado para o outro, tentando pegar um cordão.

– Jantar?

– É... -Ele murmurou, distraído.

Kate revirou os olhos, ele não estava nem prestando atenção no que ela dizia.

Ele sentou no chão e pegou o cordão que o gato segurava com as duas patas. Castle lançava o brinquedo para um lado e o pequeno corria atrás, lançava para o outro e o gatinho vinha correndo. Ficaram minutos assim, até que o gato parou de correr e subiu nas pernas do escritor, deitando ali. Parecia confortável, então fechou os olhos e relaxou. Logo o gato dormiu.

– Ele está dormindo. -Rick anunciou, animado por ter conquistado a amizade do animal.

– Sim Castle, ele dormiu na sua perna, e agora é bom você ficar quietinho, ele não gosta muito de ser acordado.

– Não posso me mexer?

– Não. -Kate sorriu, divertida.

– Chato. -Castle murmurou baixinho.

– Mas você ainda não disse o que veio fazer aqui... -Kate o olhou esperançosa.

– Ah, eu vim te convidar para jantar, mas parece que o nosso bebê não vai deixar.

– Nosso bebê? -Ela arqueou uma sobrancelha, sorrindo divertida para ele.

– É... Você sabe, o gatinho...

– Uh hm... Mas pra quê ia me chamar para jantar?

– Para nada... -Ele disse, na verdade não era bem isso.

– Castle! Você está mentindo, eu sei.

Ele fez que não com a cabeça.

– Castle!

– Okay, okay. Eu meio que estou... Fugindo de casa por um tempo.

– Hunn, sabia que você tinha aprontado algo. O que foi dessa vez? -Kate riu.

–Alexis está no Hamptons pelo fim de semana com as amigas, minha mãe achou divertido convidar as amigas dela para o meu apartamento, então eu estou sem as minhas duas casas e eu preciso escrever algo, porque para ajudar, Gina não para de me ligar pedindo os capítulos do próximo livro.

– Ah! -Ela riu, acordando o gato. — E você acha que minha casa é um campo de proteção contra os seus problemas?

Os dois observaram como o gatinho apenas trocou de posição e voltou a dormir.

– Seu gato me acolheu bem, e, além disso, eu trouxe o jantar e também trouxe sorvete. -Sorriu, tentando convencê-la.

– Tudo bem, você pode ficar, mas esqueça essa ideia de sair para jantar, eu estou muito cansada, então vamos comer o que você trouxe, ou pode ficar a vontade na minha cozinha e preparar algo.

– Sério? -Perguntou animado. — Obrigado Kate, você salvou minha noite. -Ele disse, abraçando-a.

– Okay, okay só não precisa me esmagar.

– Ah, certo, desculpe. -Eles se olharam, sem saber o que fazer. — Eu vou... Preparar as coisas para jantar, você pode ficar ai descansando com seu filho que eu me viro.

Ele se foi, sem deixar Kate responder. Ela apenas revirou os olhos e sorriu. Castle era impossível.

Alguns minutos se passaram e o gatinho acordou, sentindo um cheiro diferente. Pulou do sofá e foi correndo para a cozinha. Logo percebeu que o cheiro vinha de cima da bancada da pia. Mas ele era muito pequeno para pular até lá, então optou por escalar a calça jeans de Castle, fazendo com que Kate — que o tinha seguido — risse da cena.

– Ah ha ha. Muito engraçadinho você. -Castle disse, pegando o gato nos braços. — O que você quer? Ela não te deu comida?

– Meow.

– Beckett! Você não deu comida para ele? -Perguntou, com os olhos arregalados.

– É claro que dei Castle, você acha que eu ia deixa-lo morrer de fome?

– Olha... Do jeito que você se alimenta...

– Cala boca Castle, cala. -Disse, revirando os olhos e pegando o gato dos braços dele.

– Hey, ele veio pedir meu colo. -Protestou, repousando os braços na cintura.

– Ele quer dormir Castle. Eu já volto.

Kate disse e desapareceu em seu quarto, levando junto o pequeno gatinho.

– Gato sortudo, dorme no quarto dela. -Resmungou baixinho, para ninguém ouvir.

Durante alguns minutos, Rick ficou na cozinha terminando de esquentar as comidas e arrumar a mesa.

– Até que você não é tão ruim preparando o jantar. -Ela disse, surgindo ao lado do escritor.

– É... Alexis nunca reclamou. -Disse, colocando o ultimo prato na mesa. — Seu filhote dormiu?

– Sim, ele tomou conta da minha cama. Mas dormiu. -Ela riu. — Enfim, o que temos aqui?

– Comida italiana, e vinho para acompanhar.

Os dois jantaram tranquilamente, conversando sobre assuntos diversos. Riram e compartilharam um bom momento juntos. Assim que terminaram, Castle se ofereceu para organizar tudo enquanto a detetive aproveitava de um momento para descansar.

– Castle... Posso te perguntar uma coisa?

– Claro! -Ele sorriu, secando a mão na toalha.

– Você não veio aqui porque precisava escrever? Eu estou percebendo que você está fugindo disso e se aproveitando de qualquer coisa para ocupar o tempo.

Ele baixou o olhar. O que ela estava falando era verdade. Castle não queria escrever, queria passar tempo com Kate, mas ele precisava escrever.

– Olha, você não vai me ouvir falar isso nunca mais, porém... Você não vive dizendo que eu sou sua musa inspiradora e não sei mais o que?

– Sim. -Concordou rapidamente.

– Então... Aproveita que você está aqui, pegue o notebook, sente sofá e escreva. Eu vou estar bem ali -apontou para o outro sofá- lendo um livro.

Castle ficou olhando-a durante alguns segundos. Ela realmente parecia diferente naquela noite.

Poder dos animais fofinhos. Pensou, sorrindo.

– Agora eu estou com medo de você ser um clone do mal da verdadeira detetive. Você vai me assassinar e culpar a Kate.

– Não me faça ficar arrependida do que eu disse, Castle. -Ela avisou, já caminhando em direção à sala.

Ele concordou com a cabeça, mesmo ela não vendo, e colocou tudo organizado na pia para lavar mais tarde. Pegou o notebook na bolsa e foi até a sala, se preparar para escrever.

Kate estava lá, esticada no sofá maior, lendo Heat Wave. Ela estava tão concentrada na leitura que até parecia não ter notado a presença do escritor, e Castle preferiu não incomoda-la. Mas não pode deixar de ver como os pés dela pareciam macios, pedindo por uma massagem. E as pernas também.

Escrever, escrever e escrever. Disse para si mesmo, sentando-se confortavelmente no outro sofá.

Kate notou que ele a olhava, mas não disse nada, não tinha nada para dizer. Não queria atrasar a escrita dele, afinal, enquanto mais rápido ele escrevesse, mais rápido o livro seria lançado e mais rápido ela poderia ler.

Sorrindo, ela voltou a ler o livro. E nenhum dos dois notou as horas passando. Kate estava envolvida na leitura, e Castle na escrita. Era surpreendente como as ideias surgiam facilmente. Kate era realmente sua musa inspiradora.

Perto das nove horas da noite, os dois foram tirados de suas atividades quando o gatinho apareceu miando na sala.

– Oi amigão. -Rick o chamou, acariciando os pelos dele quando chegou ao seu alcance.

– Nossa, eu não vi a hora passar. -Kate comentou.

– Sim, eu percebi que você estava aproveitando a leitura do meu livro. Você gosta desse livro não é? Só não sei se é por causa daquela parte ou por conta de quem o escreveu.

– Eu gosto do gênero, Castle, do gênero. -Disse, esticando os músculos.

– Ahan, sei... Bom, acho que está na minha hora de ir para casa, não posso deixar minha mãe destruir o apartamento.

– Martha é uma ótima mulher, se ela conseguiu tomar conta de você, nada é impossível para ela. -Kate piscou.

– Muito engraçada você, detetive, muito engraçada.

O gato foi para o sofá em que Kate estava, sentando no colo dela.

– Você que é um chato.

– Ah sim, bem eu. -Fez bico. — Você quer que eu limpe a cozinha antes de ir? Eu posso fazer isso, não tem problema.

– Não precisa, eu cuido disso depois.

– Tudo bem, então... -Começou a guardar suas coisas. — Eu vou para casa, deixarei você descansar com seu filhote.

Castle foi em direção a ela, para deixar um beijo em seu rosto, mas nesse momento a gato pulou no chão e saiu correndo, fazendo com que Castle quase tropeçasse, e acidentalmente encostasse seus lábios nos lábios da detetive, e não na bochecha.

Ele se afastou rapidamente, mas demorou tempo suficiente para sentir a maciez dos lábios dela e o modo como se encaixavam perfeitamente aos dele. Lembrou-se do beijo que tinham compartilhado mais de um ano atrás, e sentiu o rosto ficar vermelho.

– Desculpe. -Murmurou envergonhado, sem olha-la.

– Tudo bem, não foi sua culpa. -Deu de ombros. — Não é como se isso matasse, certo.

– É... -Ele concordou. — Então, boa noite, obrigada por emprestar sua casa e pela companhia. Até segunda, detetive.

– Até, Rick.

Ela disse e ficou vendo-o desaparecer pelo corredor e seguir pelas escadas. Assim que fechou a posta, levou uma mão até a boca.

Eles tinham se beijado. Novamente.

Claro que não era como da primeira vez, mas era bom da mesma forma, e ela só sabia que queria beija-lo outra vez. Varias vezes.

Algum dia desses... Pensou, sorrindo enquanto saia pela casa procurando o gatinho que tinha provocado aquele beijo repentino.

Notas finais
Gente, eu não quero ser chata nem grossa, mas acho que já estou sento... Enfim, eu acho que vocês não entenderam direito como funciona a fic... Vou explicar, pela segunda vez. É uma fanfic interativa e tem esse nome porque os leitores devem (ou deviam, pelo menos) interagir com os escritores. E resumindo de uma forma bem simples, essa fic é pra vocês! Vocês falam o que querem ler e a gente vai escrever... Deveria funcionar assim, mas não vi ninguém fazer isso até agora. Não gostaram da nossa ideia (intenção) com a fic? É só falar, a gente para. Mas sinceramente, achamos que seria uma forma legal de voltar com aquela interação que existia antes entre leitor-escritor. Porque muitos escritores com quem conversei recentemente tem a mesma opinião que eu: leitores parecem que estão morrendo, sumindo em massa, ninguém mais comenta, ninguém participa, ninguém nada. (Okay, não vou generalizar, pois tem um povo que ainda ta firme e forte acompanhando as fics, mas é bem pouca gente -e queria deixar aqui registrado nosso amor por essa gente). Não sei por que não comentam mais nada, alguns dizem que é preguiça, outros dizer que pelo celular é ruim e assim segue... Cada um com sua desculpa esfarrapada. Desculpa gente (ou não) pelo desabafo, mas para nós (escritoras) essa é a verdade e o nosso ponto de vista, não é uma ameaça do tipo “comentem ou não postamos mais”, até porque isso é ridículo, não estamos obrigando ninguém a comentar, só falando com a fic deveria funcionar. Enfim, é isso. Digam o que acham e vamos todos ser felizes. Até mais e beijão no coração de cada um.