Moments
22 This can't be happening
Notas iniciais
Falando de outra coisa: QUEM JÁ VIU O CLIPE DE "LIVE WHILE WE'RE YOUNG"????? Não está PERFEITO? Eles me mataram sendo "Mr t-shirt molhada". Ok, ok, STOP. Vamos ao capítulo. Aproxima-se uma grande reviravolta, que pode mudar completamente o rumo da história. E essa reviravolta começa...agora.
#Perspetiva Sophie#
No dia seguinte, acordei com uma ressaca do piorio. Levantei-me com muita dificuldade, mas apressei-me até à casa de banho quando uma vontade repentina de vomitar se apoderou de mim. Eu tinha bebido p’ra caraças, o meu estômago estava às voltas e eu estava roxa. A Lissa ia adorar.
Lavei os dentes para tirar aquele sabor horrível do vomitado da minha boca e desci. Caminhei até à cozinha a cambalear, estava tonta. Lissa tomava o pequeno-almoço sentada em frente á televisão. Abri a porta do frigorífico e agarrei no pacote do leite com força, deixando cair algum do seu conteúdo no chão. Coloquei um bocado dentro duma caneca e voltei a pôr o pacote dentro do frigorífico, fechando o mesmo. Lissa tinha feito café, logo, bastava pôr o café em cima do leite, não havia necessidade de o aquecer. Assim o fiz. Abri a porta de um dos inúmeros armários que havia na minha cozinha e de lá retirei um pacote de bolachas de chocolate. O meu pequeno-almoço era uma merda, não era nada saudável, mas eu não estava com disposição para fazer uma coisa melhor, por isso, juntei-me à Lissa em frente à televisão e desfrutei do meu pequeno-almoço.
Lissa: Bom dia alegria!
Eu: Só se for para ti.
Lissa: Ai, credo, que ótimo humor o teu. O que se passou ontem à noite para estares assim?
Eu: Para além de ter bebido como se fosse o fim do mundo, me ter comportado como uma prostituta e de ter feito sexo com um gajo que nunca tinha visto na minha vida, a minha noite foi absolutamente normal.
Lissa encarou-me com os olhos arregalados. Ela não tinha apreciado muito a minha ironia.
Eu: O que foi?
Lissa: O que foi? O QUE FOI? Sophie, tu abusaste! Não devias ter bebido uma pinga sequer! E fazer sexo com uma pessoa que tu não conheces? Nunca esperei tal coisa vinda de ti!
Eu: Lissa, por amor de Deus, eu já não sou nenhuma criança! Eu tenho 18 anos, já sei tomar conta de mim sozinha!
Lissa: É, tens corpo de 18 mas mentalidade de 5.
Eu lancei-lhe um sorriso cínico e levantei-me. Dirigi-me ao lavatório e lá poisei a minha caneca. Quando me virei, encarei o melão que repousava em cima da mesa. Eu ODIAVA melão, mas, naquele momento, deu-me uma vontade enorme de comer melão.
Eu: Lissa, ajuda-me aqui a cortar o melão.
Lissa: Estás a brincar, certo? Tu odeias melão e agora queres come-lo?
Eu: Vá lá, ajuda-me! Deixa de ser chata!
Lissa levantou-se, foi buscar um prato para nós pormos o melão e uma faca, começando a cortar o melão. Eu tinha dito para ela me ‘ajudar’ a cortar o melão, mas como ela sabia que eu ia fazer merda, ela decidiu fazer o trabalho todo sozinha.
Já vos disse que adoro a minha melhor amiga?
Lissa entregou-me uma fatia de melão, cortando outra para ela, e fomo-nos sentar no sofá. Assim que trinquei o primeiro pedaço de melão, os vómitos apoderaram-se de mim. Deixei cair a fatia do melão no chão (ato inconsciente, porque aquilo deixou marca no meu tapete branco imaculado) e fui a correr para a casa de banho. Levantei o tampo da sanita e o meu pequeno-almoço saiu disparado pela minha garganta fora. Lissa apareceu na soleira da porta, com uma cara de preocupada mas ao mesmo tempo enojada. Mas, como a boa amiga que é, superou o nojo e agarrou-me nos cabelos, evitando que eles ficassem sujos com a mistela que o meu estômago fez questão de deitar para fora.
Assim que acabei de vomitar, puxei o tampo da sanita para baixo e encostei-me à mesma, com os joelhos puxados ao peito. Lissa ajoelhou-se ao meu lado.
Lissa: Estás bem? É que tu vomitas-te muito.
Eu: Sim, agora já estou melhor. Foi do álcool que bebi ontem à noite.
Lissa: Não deve ser isso. Tu já andas com esses vómitos há cerca de um mês. Isso não é normal.
#Perspetiva Lissa#
Sophie tinha acabado de vomitar outra vez. Essa situação tinha-se tornado habitual desde há cerca de um mês. Ela inventava sempre uma desculpa para isso acontecer, mas eu tinha as minhas suspeitas. Não era normal uma pessoa vomitar todos os dias, duas e três vezes por dia, ou quando via algum alimento de que não gostava. E o humor dela também andava muito alterado, para não falar que ela andava com desejos de grávida. Exato. Grávida. Na minha opinião, Sophie estava grávida. Ela tinha todos os sintomas. E, para ser sincera, eu achava que ela tinha engordado ligeiramente. Se ela estivesse mesmo grávida, isso iria arruinar por completo a vida dela. Primeiro, porque ela tinha apenas 18 anos. Segundo, porque ela ainda tinha de participar no concurso de dança. E terceiro…bem, se ela estivesse mesmo grávida, o mais provável era que a criança fosse filha do Styles. E isso não era bom para nenhum dos dois. Mais um escândalo para os One Direction. Quer dizer…eu já estava mesmo a ver a cena: “Harry Styles vai ser pai duplo. Para além de ter engravidado a apresentadora do Xtra Factor, Caroline Flack, o galã também fez questão de engravidar a ex-namorada, Sophie Roth”. A imprensa nunca os deixaria em paz. Harry já estava habituado com isso, mas a Sophie não. Desde que eles os dois tinham acabado, a imprensa tinha-a deixado em paz. Mas com a notícia da gravidez…iria voltar o assédio. E isso enervava-a. Uma grávida não devia andar nervosa, não não.
Sophie: Se não foi do álcool foi do quê? A não ser que eu tenha apanhado uma virose.
Eu: Sophie, eu tenho outra suspeita…
Sophie: O quê?
Ela encarou-me. Como se adivinhasse no que eu estava a pensar, Sophie olhou-me com uma cara de choque. Levantou-se, colocou as mãos nas ancas e encarou-me de novo.
Sophie: Lissa, eu não estou grávida. Isso é impossível!
Eu: Não é impossível, e tu sabes disso!
Ela começou a andar de um lado para o outro. Passou a mão na cabeça, bateu com a mão na porta e olhou-me outra vez.
Sophie: Eu não posso estar grávida. Isso vai arruinar a minha vida.
Eu: Eu sei. Porque não tiras as certezas? Vamos à farmácia comprar um teste!
Sophie: Não tenho coragem.
Eu: Não te preocupes. Eu vou contigo.
Ela deu-me um abraço rápido e dirigiu-se ao quarto. Eu puxei o autoclismo e fui para o meu quarto. Vesti-me (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59151841) e fui para a sala, esperar pela Sophie. Quando passava em frente ao seu quarto, ouvi um choro. Decidi não entrar, ela precisava de um momento só dela.
Sentei-me no sofá e, momentos depois, ela apareceu (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=59152209). Notava-se nos seus olhos que ela tivera a chorar, apesar de ela ter tentado disfarçar com a maquilhagem. Eu apenas sorri.
Como a farmácia era perto, decidimos ir a pé. Estava um belo dia de sol em Londres, o que era uma coisa rara. Lembrei-me que teríamos de ir ao aeroporto buscar o resto do nosso grupo de dança. Eles viriam nessa tarde para dar início a uma semana de treinos exaustivos. Já não nos víamos há 4 meses, apenas falávamos por Skype, e toda a gente sabe que não é a mesma coisa. Eu e a Sophie praticávamos todos os dias, estávamos mais do que prontas para o concurso. Iríamos arrasar.
Quando dei por mim, já estávamos em frente à farmácia. Sophie olhou-me, insegurança transbordava no seu olhar. Eu acenei-lhe e sorri-lhe, como que incentivando-a a entrar. Ela assim o fez, e eu segui-a até ao interior da loja. Dirigimo-nos até á área dos testes de gravidez. Sophie pegou em várias embalagens, como que a perguntar-se qual era a diferença entre todos eles. Eu analisei cada embalagem, tentando encontrar o melhor. Lembrei-me da publicidade que eu tinha visto de um teste de gravidez que era muito certeiro e procurei-o no meio das embalagens. Acabei por encontra-lo e, por segurança, peguei em dois. Arrastei Sophie até à caixa. A caixeira olhou-nos com um ar de desprezo, como quem diz “18 anos e já grávida?”. Eu fuzilei-a com o olhar. Quando acabei de pagar, dirigi-me à caixeira e falei-lhe muito baixinho.
Eu: A senhora não tem nada a ver com o assunto.
Ela olhou-me com cara de ‘WTF?’, mas eu apenas lhe lancei um sorrisinho cínico e saí da loja. Durante o caminho de regresso a casa, ambas fomos em silêncio. Sophie tinha medo do resultado que estaria marcado no teste, e eu compreendia perfeitamente as suas inseguranças.
#Perspetiva Sophie#
Finalmente alcançamos a porta de casa. Entramos e Lissa arrastou-me para a casa de banho. Abriu a embalagem e entregou-me o teste.
Lissa: Vá, força, tu consegues. Eu estou aqui contigo.
Eu sorri-lhe e li as indicações. Segui todos os passos. Só tinha de esperar 10 minutos para saber o resultado.
A espera parecia interminável. Quando finalmente ouvi um ‘bip’, levantei-me a uma velocidade enorme e fui até à casa de banho. Peguei no teste. Não conseguia acreditar no que os meus olhos viam.
Lissa: Então? Qual foi o resultado?
Eu: Deu…deu positivo.
Eu estava chocada. Como assim, eu iria ser mãe aos 18? Isso não me podia estar a acontecer. Eu não estava pronta para ser mãe, não estava preparada para tomar conta de um ser que não fosse eu.
Mas uma pergunta invadia a minha mente: como é que eu iria contar isso ao Harry?
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