Moments.
4 Perfect Couple.
Notas iniciais
PdV: Kelsey. Durante o livro: Tiger's Destiny (aproximadamente).
~
Havia algum tempo desde que Ren recuperara sua memória e duas semanas em que Ren e eu estávamos no Oregon. Não estava havendo nada entre nós, até mesmo porque eu estava com Kishan. Apenas estávamos de volta ao meu lar por conta de Lokesh. Sr. Kadam acreditava que, se nos separássemos e ficássemos nos mudando frequentemente, seria mais difícil de nos encontrar. Então, você se pergunta, por que Ren estava lá?
Simples. Ele dera um ataque, que gerou uma briga com seu irmão, dizendo que eu precisava de alguém me protegendo. Eu separei a briga na hora, mas, no fundo, achara aquilo muito bonitinho. Até demais. Por fim, Ren venceu e acabou tendo de voltar ao Oregon comigo — e nem mesmo pediu minha opinião. Kishan havia ido até uma floresta na Índia e Sr. Kadam não revelou sua localização, apenas disse que estava perto o suficiente de todos no caso de uma emergência.
Ren providenciara uma casa com endereço diferente das antigas. Agora, estávamos a poucos metros de uma cachoeira pequena, em uma casa que parecia um chalé grande. Eu adorava aquele lugar, mas não podia negar que a presença de Ren era um tanto constrangedora para mim. Porém, ele nem se importava de estarmos dividindo aquele chalé.
Frequentemente, eu ia até a cachoeira para relaxar um pouco. O único problema era o fato de Ren, tanto o homem quanto o tigre, me seguir. Eu tentava ignorá-lo, mas é difícil não se importar com um par de olhos azuis-cobalto te observando. Ele não dizia palavra alguma, apenas me olhava nadar, tomar sol ou descansar. Era assustador ter aqueles olhos sobre mim, como se estudassem minha alma.
Um dia, enquanto eu descansava em uma pedra, senti algo em minha perna. Olhei para baixo e vi algo branco.
- Ren? — chamei. O tigre branco olhou para mim. Esperei. Ele bufou e se transformou em homem.
- Oi, Kells. Fui até a cidade há alguns minutos.
Olhei para ele, furiosa.
- Ren! É arriscado. Esqueceu que temos o suficiente aqui?
Ele balançou as mãos, como se quisesse explicar algo mas não conseguia. Ele saiu correndo em direção ao chalé e logo retornou com uma caixa pequena nas mãos. Quando voltou, jogou a caixa para mim — que quase não consegui pegar — e eu a olhei. Rapidamente reconheci uma caixa de bombons. Olhei intrigada para Ren.
- Vi na cidade e me lembrei da sua fascinação por chocolate.
Dei uma risadinha.
- Claro. Porque isso é bem óbvio, não? Enfim, obrigada.
Ele sorriu e fez uma reverência dramática.
- As ordens, rajkumari.
Sorri. Era bom ter o velho Ren novamente, mas eu tinha que resistir ao seus encantos. Abri a caixa de chocolates e ofereci um a Ren. Ele observou a embalagem por uns segundos e ergueu as sobrancelhas com um sorriso malicioso e retirou o plástico que o envolvia. Depois de comer, se inclinou em minha direção com um sorriso torto. Chegou ao meu ouvido e disse:
- Sim.
Olhei para ele, confusa. Ele tirou um papel amassado do bolso e me entregou. Abri e vi a embalagem do chocolate que ele tinha aberto. Franzi as sobrancelhas e desdobrei o papel, alisando-o. Arquejei ao ver uma frase escrita em letras vermelhas em um retangulo azul-claro, destacando-se no fundo branco. Li a frase e encarei Ren por um momento.
- Você sabe que eu não fazia ideia de que isso estava escrito aqui, certo? — perguntei, hesitante. Ren sorriu.
- Claro que sei. Mas você nem se preocupou em conferir, certo?
Corei. O pior era que ele tinha razão. Se fosse algo envenenado ou coisa parecida, ele estaria morto. Quero dizer... talvez não, sendo que ele era imortal.
- Não. Mas você fez isso de propósito, para me testar. Bem, eu não passei. Satisfeito com meu péssimo desempenho, professor?
Ren deu um grande sorriso, como se gostasse da palavra.
- Isso não foi um teste, Kelsey — ele pegou a caixa de chocolates de minha mão, colocou-a de lado e se aproximou, sussurrando. — Eu aceito fugir com você.
Suspirei quando ele disse aquilo. A verdade era que ele sabia de meus sentimentos por ele, por isso me pressionava daquela forma. Não havia mais sentido negar. Relutante, encostei nossas testas e rocei seus lábios. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele grudou nossos corpos com sua força de tigre e me beijou.
Não sei quanto tempo ficamos envolvidos naquele beijo. Vários minutos, provavelmente. Mas quem se importava?
Eu finalmente tinha meu Ren de volta.
Notas finais
xx
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