Notas iniciais
depois de uma longa hibernação essa fic hentai volta a ativa, talvez esse seja o ultimo cap mas ainda não sei, pode ser que um dia surja alguma inspiração né?
esse cap é sobre um belo casal que além de merecer um bom hentai tambem merecia um bom desenvolvimento, então esse cap além da obvia razão tambem serve pra expandir a historia deles.

A batalha estava quase chegando ao fim quando o ultimo inimigo saltou para o alto de uma arvore afim de escapar de sua oponente que o observava do chão, aquela mulher lhe dava arrepios pela forma como lutava e sua arma peculiar, sentia uma intensa vontade de fugir.

- “Merda, que tipo de monstro Konoha mandou para nos pegar!?” – disse ele tremendo.

O que ele mais temia começava a se aproximar dele por trás e por entre os galhos, os zumbidos ficavam mais fortes e as folhas se agitavam como se um exercito quisesse passar pelos galhos, temendo ter o mesmo destino de seus companheiros ele saltou pra fora da arvore e em pleno ar assustou-se por sua inimiga estar bem diante dele, a garota lhe socou o rosto com um punho recoberto de insetos endurecidos mandando-o de volta para a arvore onde o enxame o aguardava, assim que ele foi coberto pelos insetos caiu no chão já neutralizado.

- Missão cumprida – disse Mikoto suspirando.

Ela estendeu os braços recolhendo seus insetos que retornavam para seu corpo, cada vez mais a ligação mental com eles se intensificava e ela podia determinar até o que eles “pensavam” no momento, mas deixou esses questionamentos de lado e foi cumprir a outra parte da missão, retornando para onde outros ninjas de Konoha a esperavam ela viu um dos seus companheiros de vila ferido e sangrando muito.

- Ele está muito mal, não sei se ele vai conseguir resistir até Konoha – disse uma mulher preocupada.

- Está tudo bem, eu sou médica também – disse Mikoto ajoelhando-se ao lado do homem ferido – pra ser sincera sou uma médica de rank baixo mas tenho meus trunfos.

Ela usou um ninjutsu pra analisar o estado do paciente, confirmou que se detivesse o sangramento e as infecções ele agüentaria bem a viagem até a vila recebendo tratamento periódico no caminho, então pondo sua mão sobre ele Mikoto liberou um tipo especial de formiga que se amontoavam sobre os ferimentos e liberavam uma secreção que vedava os ferimentos ao mesmo tempo em que protegiam contra infecções.

- Pronto, com isso ele não corre risco de vida!

- Obrigada Mikoto-san, e sinto muito que você teve que desviar de sua missão original pra nos salvar – disse a garota agradecida.

- Não se preocupe com isso, a missão pode ser cumprida outro dia, mais importante são os nossos companheiros – respondeu Mikoto satisfeita.

Ela estava mesmo satisfeita com isso, enquanto se dirigia pra cumprir uma missão recebeu uma mensagem de que um time estava em perigo sendo perseguidos por nukenins, rapidamente e sozinha ela foi resgatá-los e chegou quando a situação parecia terrível, rapidamente ela lutou contra os três inimigos salvando os membros do time.

- Desculpe a demora, perdi o rastro de vocês na colina – disse um terceiro ninja chegando – sinto muito por não poder ajudá-los.

- Tudo bem, a Mikoto-san conseguiu lidar com eles, e o Natori vai ficar bem – respondeu a garota – a culpa foi nossa por desviar da rota.

O rapaz que chegara aproximou-se do grupo e verificou a condição do seu companheiro e suspirou aliviado quando soube que ele iria sobreviver.

- Os inimigos não são mais um problema, e vocês podem improvisar uma maca pra carregar seu companheiro – avisou Mikoto – eu vou avisar a vila que estamos voltando e pra mandar alguém pegar esses sujeitos.

Ela fez os selos do kuchiyose e invocou uma vespa laranja do tamanho de um gato e amarrou uma mensagem em suas costas, após despachar o mensageiro ela se virou e viu que o rapaz que chegara a pouco estava paralisado e pálido como se tivesse visto algo assustador.

- Aconteceu alguma coisa? Está ferido? – perguntou Mikoto tocando seu ombro.

- FI-FIQ-FIQUE LONGE DE MIM SUA ABERRAÇÃO!!!! – gritou ele se desesperando e empurrando Mikoto pra trás.

O susto que ela tomou foi tão grande que ela não conseguiu evitar de cair no chão, o rapaz que a empurrara começou a andar pra trás como se estivesse fugindo de um monstro até que a amiga dele lhe segurou pela roupa e lhe aplicou um tapa bem forte na cara.

- Seu idiota! A Mikoto-san veio aqui arriscar a vida para nos salvar e você faz isso!? – gritou ela furiosa – você está bem Mikoto-san!?

Ela correu para ajudar Mikoto que ainda estava em estado de choque, o outro se afastou delas o maximo que pôde e evitava sequer olhar na direção delas.

- Me desculpe por isso Mikoto-san, ele tem fobia extrema de insetos e nem me toquei de que ele poderia ter essa reação – disse ela sentida – eu tenho certeza que ele não queria ofende-la mas quando está em pânico não consegue pensar em nada.

Ela entendia a explicação mas ainda assim era difícil aceitar ser chamada de aberração, justo agora que ela estava conseguindo superar as dificuldades por ser uma Aburame.

- Tudo bem, eu sei que ele não fez por mal – respondeu ela se levantando – eu acho que vou em frente.

- Tudo bem, nós vamos fazer a maca e iremos logo depois – disse ela percebendo as intenções de Mikoto – não se preocupe conosco pois nos viramos daqui pra frente.

Mikoto seguiu em frente para distanciar-se do time que viria atrás, no caminho lagrimas involuntárias começaram a escapar pelos olhos e os insetos em seu interior se agitavam, o padrão de sua agitação era igual ao de quando sua hospedeira era ameaçada e Mikoto precisava usar sua força de vontade pra conte-los.

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A beleza do clã Aburame só podia ser definida por Sora como rústica e exótica, muitas arvores de vários tipos, cabanas de madeira e estranhos galpões com placas de aviso que intimidavam qualquer visitante, do outro lado ele podia ver a criação de abelhas que produzia todo o mel vendido em Konoha e que reforçava a renda do clã, a produção dos Aburame só era inferior ao clã Kamizurui da vila da rocha, após uma caminhada Sora alcançou a mansão principal do clã.

- Boa tarde Sora-kun, pode entrar – cumprimentou Shino ao abrir a porta.

O membro mais famoso do clã residia na mansão principal junto com sua esposa e os lideres do clã, após ser recebido por ele Sora acomodou-se no sofá enquanto Shino ajudava sua esposa a descer a escada, ela tinha uma barriga enorme visível por baixo dos trajes simples.

- Ser pai de gêmeos deve ser difícil – comentou Sora sem graça.

- De fato um caso raro dentro do nosso clã – respondeu Shino com seu tom imutável – eu estou muito satisfeito com isso e os membros do clã ficaram empolgados em catalogar o nascimento.

Sora conteve o riso ao ouvir a maneira quase automática que Shino respondia sobre coisas que deixariam outros homens abobados e o comparou a Mikoto, provavelmente a mentalidade dos insetos passava pros hospedeiros e por isso eles eram mais “mecânicos” na forma de agir, eles podiam ter sentimentos como qualquer um mas quase não demonstravam nada, por outro lado as mulheres do clã tinham um instinto maternal e delicado.

- Ora, Sora-kun veio nos visitar? – disse Ryurin aparecendo.

- Obrigado por me receber Ryurin-sama – cumprimentou Sora curvando-se.

- Sora-kun, não precisa mais me tratar assim, em breve a Mikoto-chan é quem será a líder do clã – disse ela divertindo-se – embora a espertinha esteja sempre arranjando uma desculpa pra adiar a posse.

Sora riu da piada, era verdade que Mikoto depois de ficar adulta teria que se tornar a líder do clã, mas tanto ela como Ryurin davam um jeito de adiar isso.

- Se você veio ver a minha sobrinha ela ainda não voltou da missão – esclareceu ela – mas ela deve estar a uma hora daqui, pode esperar por ela se quiser.

Ele disse que voltaria outra hora mas por insistência de Ryurin ele acabou aceitando a hospitalidade e foi para a área da grande mansão destinada a família dela, lá ele ficou um pouco mais a vontade e foi para um cômodo que parecia um grande laboratório montado pela própria Mikoto, nesse laboratório havia vários espécimes de insetos, livros e outros materiais estranhos, enquanto olhava através de um microscópio sentiu uma presença atrás de si, era a mãe de Mikoto que o observava, notando a presença de Kina ele afastou-se da mesa e a reverenciou.

- Boa tarde, desculpe mexer nas coisas da sua filha – disse ele.

- A Mikoto montou esse laboratório pessoalmente e catalogou todos esses espécimes – comentou ela olhando um viveiro – você sabia que ela resolveu um caso de assassinato examinando as larvas que encontrou no cadáver?

- Ela é mesmo impressionante!

- O que veio fazer aqui Sora-kun?

- Eu vim convidar a Mikoto-chan para o festival que vai ter no país de Suzaku – respondeu ele animado – eu soube que ela volta hoje da missão e que o Hokage vai dar folga a todos os ninjas.

A Aburame o encarou com um olhar que ele não tinha visto antes, não era o habitual olhar intimidador mas algo diferente.

- Eu não achei que vocês iriam tão longe, pensei que a Mikoto teria mais juízo – disse ela – Sora-kun, você precisa desistir dessa sua relação com ela, só vai trazer sofrimento pra vocês dois.

- Me desculpe se eu parecer rude mas eu não pretendo desistir da sua filha só por que você acha que não pode dar certo – respondeu ele – eu estou ciente do preconceito que as pessoas tem sobre o clã Aburame e como isso afeta a Mikoto, mas eu não me importo com essas coisas e nem com o que os outros pensam.

- Você realmente é um ótimo rapaz, poucos tiveram essa determinação em ficar com um de nós – comentou ela de forma vaga – sabe, eu não estou dizendo essas coisas por implicância ou por algum instinto protetor de mãe para filha, existe uma razão para que isso não possa dar certo e que não depende apenas de vontade, você sabe a principal razão dela adiar a nomeação como líder?

Sora acreditava que a razão era falta de confiança em assumir a liderança do clã, além disso provavelmente Mikoto temia perder a liberdade uma vez que tivesse um clã inteiro pra liderar e por isso mesmo queria estar ao lado dela, mas a forma como Kina falava deixava claro que havia uma razão mais obscura pra isso e quando ela sentou-se numa cadeira Sora decidiu fazer o mesmo.

- Minha irmã Ryurin não conseguiu ter uma filha e por isso a liderança precisava ser passada a uma criança da família, minha filha foi escolhida pra isso – ela decidiu começar desde o inicio – e como herdeira ela deve receber a larva da rainha kikaichuu.

- Eu sei de tudo isso – respondeu ele – então o que ainda não sei?

- Depois que ela receber a larva da rainha Mikoto será a responsável por sustentar o clã com novas crias, basicamente a sobrevivência do clã vai depender dela – explicou Kina – sendo assim diferente de Hyuuga Hinata ela não pode abandonar o clã e viver uma vida feliz longe de nós.

Sora entendeu perfeitamente o tipo de responsabilidade que ela precisaria carregar e por isso estava ainda mais determinado a ajudá-la a suportar, mas o que ele não entendia era por que Kina achava que a relação deles traria o mesmo problema que trouxe a Hinata e Naruto.

- Eu vejo que você está confuso e não o culpo, esse tipo de historia não é de conhecimento publico mesmo – continuou ela – então eu vou lhe avisar: se você quiser continuar com isso vai descobrir segredos que Mikoto não quer que você saiba, está pronto pra conhecer o segredo mais intimo dela?

Uma duvida tomou conta de sua mente, esse segredo parecia ser algo que definitivamente mudaria a forma como ele a vê, Sora se perguntava se ele conseguiria continuar amando-a depois disso ou se ela o perdoaria por se intrometer em sua vida particular.

- Eu quero saber, se for algo que magoei a Mikoto eu pedirei perdão e aceitarei qualquer castigo – disse ele – mas se você insiste que esse segredo vai nos separar eu preciso conhecê-lo agora.

Kina se perguntava se essa determinação dele era amor de verdade ou simples curiosidade, em todo caso se fosse um sentimento banal ele certamente iria embora depois de saber.

- Sora-kun, o que você sabe sobre o pai da Mikoto? – perguntou ela.

- Eu não sei de nada, eu nunca o vi e ninguém nunca falou sobre ele – respondeu o rapaz – eu imaginei que ele morreu e por isso nunca quis comentar sobre isso, Yukie também me disse uma vez pra não perguntar.

- Yukie sabe a verdade e se ela te deu esse aviso foi para seu bem – explicou ela – o pai da Mikoto não morreu, talvez você até tenha cruzado com ele quando chegou ou não, e Mikoto nunca falou sobre ele por que ela não sabe nada sobre ele, nem sabe quem ele é.

Sora abalou-se com isso, como poderia ela não saber nem mesmo a identidade do seu pai se ele estava tão perto? E por que esse segredo impedia que os dois ficassem juntos? Percebendo a duvida que o dominava Kina decidiu dar as explicações.

- A razão para Mikoto não saber nada sobre o pai é por que ela não precisa saber, se ela souber apenas vai se magoar desnecessariamente – começou ela – eu precisava ter um filho o mais rápido possível, mas não amava ninguém no clã para poder ter um filho com ele, então seguindo a tradição do clã minha irmã escolheu um homem para mim.

Quando ela disse isso Sora quase pulou da cadeira pois havia entendido o que ela queria dizer e teve justamente a mesma reação que todos aqueles que descobriram o segredo tinham.

- Mikoto sabe de tudo isso e desde criança sempre foi ensinada sobre nossos costumes, ela não faz questão de saber quem é o pai dela e esse homem apesar de saber que é seu pai não tenta se envolver com ela – explicou Kina – a Mikoto nasceu de uma relação arranjada sem qualquer amor envolvido, claro que nem todos são assim, o Shino por exemplo encontrou alguém pra amar, eu e minha irmã temos um pai também mas nós duas não tivemos muita sorte com relacionamentos.

Ele agora entendia o porquê dela nunca falar sobre isso, ela podia entender as razões e aceitar, mas não quer dizer que ela goste de não ter pai ou que goste das circunstancias em que nasceu, talvez seja por isso que Kina não demonstre afeto pela filha, mas que razoes teria ela pra tentar separá-los?

- Sora-kun, supondo que você estivesse disposto a namorar e até mesmo casar com minha filha você aceitaria que ela dormisse com outro homem? – perguntou ela diretamente.

- Que idiotice é essa!? É claro que eu não aceitaria! – gritou ele nervoso – se suas regras impõem que a Mikoto tenha um filho eu mesmo posso fazer isso, não deixaria nenhum outro homem tocá-la!

- Não Sora-kun, você não pode dar um filho a ela – disse a mulher com um certo tom triste – nossa comunhão com os kikaichuu é mais profunda do que pode imaginar, um homem do nosso clã consegue engravidar uma mulher de fora normalmente mas esse bebê não estaria adaptado pra receber um enxame, já as mulheres do nosso clã não conseguem engravidar de um homem de fora por que as enzimas dos insetos destroem o feto.

- Então você está dizendo que Mikoto e eu jamais poderemos ter filhos? – perguntou ele abalado.

- Exatamente, você talvez possa conviver com isso, mas Mikoto não tem essa opção – continuou ela – Mikoto precisa ter uma filha ou nossa linhagem se extinguirá, ela não tem a opção de desistir do clã e viver feliz com você pois isso significaria o nosso fim.

- Espere um pouco, o que aconteceria se Mikoto morresse em alguma missão? Ou que...

- A primeira opção seria eu ou minha irmã tentarmos engravidar de novo, embora já não estejamos mais numa boa idade pra isso – respondeu ela prevendo a duvida do rapaz – a outra única opção seria procurar uma outra hospedeira para a larva, mas sem ligação familiar há o risco de ambas morrerem.

Agora Sora entendia que Mikoto não tinha escolha alguma, diferente do clã Hyuuga a existência do clã Aburame depende de uma herdeira e outro líder não pode ser escolhido, Mikoto não tinha a opção de lutar contra as regras como Hinata fez.

- Entenda uma coisa Sora-kun, não estou tentando separá-los por algum motivo pessoal, você faz minha filha feliz e eu me satisfaço com isso – explicou Kina – mas a relação de vocês é inviável, já houve um caso onde um homem aceitou casar com uma de nós sabendo a verdade, mas quando chegou o momento de sua mulher ter relações com um de nós para engravidar ele simplesmente não aceitou e tentou impedir, no final ele acabou morto pela líder daquela época.

Mas Sora não estava mais prestando atenção no que ela dizia, seus únicos pensamentos eram como Mikoto era linda, como ela era inteligente e dedicada, como ela gostava dos simples encontros que eles tinham... tudo o que a fazia ser tão especial para ele, Kina percebeu como o rapaz estava perdido e se compadeceu dele.

- Leve-a para o festival e use essa chance para explicar tudo, eu tenho certeza que ela própria já tem consciência de tudo – disse ela – eu espero que isso não os machuque tanto.

- Acha mesmo que sua filha vai ficar feliz?

- Não, eu a conheço – respondeu Kina se levantando – eu preferia que você tivesse nascido na nossa família.

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Retornar para casa foi mais difícil do que ela tinha imaginado, a missão em si fora fácil e ela conseguiu proteger companheiros de vila, mas seu coração estava em pedaços por causa de uma única palavra proferida por alguém em pânico, isso não deveria abalá-la tanto assim, mas em algum lugar ela se perguntava quem mais teria essa opinião sobre ela mas nunca dizia? Confiava plenamente em seus companheiros de time mas depois que Yukie se foi para outra vila o time 4 se desfizera completamente e ela passou a realizar missões solo, raramente tinha missões com pessoas que conhecia bem e por isso ela sempre notava olhares de duvida naqueles que a acompanhavam.

- Estou de volta – anunciou ela ao entrar em casa.

- Seja bem vinda, como foi a ultima missão? – perguntou Ryurin.

- Quando estava a caminho fui chamada para outra tarefa de emergência, resgatar companheiros em perigo – explicou ela – outra pessoa foi enviada para cumprir a minha missão.

- Suponho que tenha ocorrido tudo bem, então por que parece tão deprimida?

- Um dos membros do time que resgatei tinha entomofobia (medo de insetos) e ele entrou em pânico quando usei minha técnica – respondeu ela – eu não percebi e me aproximei dele, ai ele me agrediu e me chamou de aberração.

- Nossa... você não teve uma viagem fácil eu imagino – disse a outra sentida – mas não fique desse jeito, diferente de pessoas que nos criticam sem saber esse homem não teve controle dos seus atos.

- Mas ainda assim dói muito ouvir isso, e o pior é que eu mesma me acho uma aberração! – reclamou ela – como eu posso suportar alguém me xingando se nem eu mesma gosto de quem eu sou!?

- O que você está sentido todos nós já sentimos alguma vez, não é fácil ser um viveiro de insetos ambulante – disse ela lembrando dos vários apelidos que recebem – se você se conformasse facilmente então sua humanidade seria muito pequena e insignificante, o que torna você humana de verdade é a capacidade de superar isso e não simplesmente aceitar desde o inicio.

Mikoto sorriu e abraçou sua tia que retribuiu passando a mão no cabelo dela, a jovem podia já ser adulta mas tinha os mesmos medos e inseguranças de uma criança e ainda por cima contava mais com ela do que com a própria mãe, embora a relação entre as duas melhorou bastante ao ponto delas tentarem se entender.

- Eu sinto muito por lhe dar essa noticia após essa missão, mas já chegou a hora.

Mikoto percebeu que agora não era mais sua carinhosa tia falando e sim a líder do clã Aburame, afastando-se dela se preparou para o pior.

- A rainha kikaichuu em meu corpo já não produz tantas larvas como antes, assim como eu ela está ficando velha – começou ela – de modo que ela vai concentrar todos os esforços em produzir uma nova rainha e passar para a próxima líder, infelizmente daqui a um mês vamos nomear você como próxima líder e implantar a larva, quero que se prepare pra isso.

- Eu entendo matriarca, eu estou pronta para assumir minha responsabilidade como próxima líder – respondeu Mikoto séria mas triste – eu prometo que cumprirei minhas obrigações como se deve.

A líder do clã encarou a garota que mal completara 20 anos e já teria toda essa responsabilidade, a partir daquela data ela perderia a maior parte de sua liberdade pois já não poderia mais arriscar sua vida carregando a rainha e teria que passar a administrar os assuntos do clã, e ainda por cima viria a pior parte de ser a líder.

- E daqui a um ano após sua nomeação você deve escolher um entre nós para ajudá-la a ter um filho, quando a data estiver próxima eu lhe explicarei os critérios – disse ela com dificuldade.

Dessa vez a garota não respondeu e nem a outra esperou qualquer resposta, Ryurin imaginava o terrível turbilhão de emoções que passava pelo coração dela porque ela própria passou por isso ao ter relações com alguém que respeitava mas não amava e sofreu mais ainda quando viu que seu primeiro bebê foi um menino, ela teria que tentar de novo até nascer uma garota quando sua irmã se ofereceu pra uma tentativa e de primeira conseguiu, Ryurin e Kina nunca contaram isso a Mikoto pra que ela jamais pensassem em si mesma como uma “reserva”, essa era a razão para Kina se manter tão distante de sua filha pra evitar magoá-la e por que ela própria a tratava como uma filha de verdade pois era assim que tinha que ter sido.

- Minha querida, eu sei o que está lhe acontecendo agora e jamais diria qualquer palavra pra tentar confortá-la agora – disse Ryurin voltando a abraçá-la – se fosse possível eu jamais lhe imporia os nossos costumes criados a tantos anos...

- Eu não odeio você ou o clã, eu entendo como tudo funciona... – disse ela – mas eu e o Sora estamos muito bem! Eu não sei se vou agüentar contar tudo a ele, o que ele vai pensar de mim se souber que eu...

- Confie nos seus sentimentos e talvez eles correspondam a você minha querida, ainda há tempo para você ser feliz com ele, e talvez seja possível ser feliz pra sempre.

Nesse momento Kina apareceu na sala e logo atrás dela estava Sora, imediatamente Mikoto assustou-se pois ele parecia abatido e a presença de sua mãe não lhe dava segurança alguma, temendo o que poderia ter acontecido ela cumprimentou o rapaz.

- Olá Sora-kun, veio me visitar? – perguntou ela temerosamente.

O rapaz ainda estava com o olhar abatido, mas quando aproximou-se de Mikoto e tocou sua face ele abriu um sorriso que fez a garota relaxar e esquecer suas preocupações.

- Ta afim de ir ao festival de Suzaku comigo? – perguntou ele com a maior simplicidade.

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Muitas perguntas se apossavam dela enquanto se arrumava junto com as outras para o festival, sua mãe fora surpreendentemente gentil em lhe dar um kimono tradicional do clã Aburame e insistira pra que ela se divertisse no festival assim como sua tia sugerira, a viagem para Suzaku foi tensa ao lado de Sora e ela agradecia que uma verdadeira caravana de pessoas conhecidas combinaram de ir juntas ou talvez ela não agüentasse nem dar um passo, se arrumar para um encontro então seria uma tarefa impossível sozinha.

- Você ficou boa nisso, me deixe ajudá-la aqui – disse Yukie atrás dela.

Yukie ajudou a dar o laço que prendia o kimono da sua amiga enquanto fazia isso notou o bordado interessante da roupa.

- O que significam esses desenhos? Eu só reconheço um.

- haa isso? São os vários estágios da borboleta – explicou ela – começando nesse ovo e depois pra uma larva, um casulo e finalmente uma borboleta.

Ela apontava os desenhos enquanto explicava, só alguém que se interessasse nisso poderia compreender sem explicação, os desenhos iam subindo pelo vestido até que a borboleta estivesse posicionada na região do peito esquerdo onde ficava o coração.

- Interessante, tenho certeza que o Sora vai gostar de saber tudo isso – comentou Yukie – e tenho certeza que ele vai adorar ainda mais o que tinha por baixo do kimono.

- o-oq-que você está falando? Não tem nada demais nessa...

- Não estou falando da lingerie, estou falando do seu corpo mesmo – brincou ela – hoje é um momento especial e tenho certeza que vocês já podem avançar um pouco mais na relação.

Avançar na relação, essas palavras bateram na alma dela de uma forma tão profunda que Yukie notou a dor nos olhos dela.

- O que aconteceu? – perguntou ela diretamente.

- Eu vou ter que assumir o comando do clã daqui a um mês – respondeu ela – minha tia já não pode mais segurar as coisas.

- Mas já!? Logo agora!?

- Não é culpa dela, está além da vontade dela, na verdade minha tia se esforçou muito para me dar mais tempo – respondeu ela – em breve eu receberei a larva rainha e terei que engravidar pra preparar a próxima herdeira.

Yukie começou a andar de um lado par o outro como se isso fosse um problema seu também, de certa forma era pois ela sempre prometeu ajudar a amiga desde que soubera de todos os seus problemas, precisava ajudá-la assim como Mikoto lhe ajudou.

- Conte tudo ao Sora-kun, use esse festival pra contar a ele sobre você – disse Yukie encarando-a de frente – se o amor de vocês for verdadeiro ele vai superar essa barreira!

Ela falava por experiência própria, foi dureza conseguir ficar ao lado de Hantei depois de tudo o que aconteceu antes, ele precisou de muita vontade pra amá-la mesmo após Yukie fugir de Konoha atrás de vingança.

- Endoidou de vez? Se eu contar a verdade ele vai me odiar pra sempre! – protestou a outra – eu prefiro inventar qualquer outra desculpa, mas não a verdade!

- Bem, eu não sei se posso te ajudar com isso, mas só posso lhe dizer que faça o seu melhor.

- Desde quando você ficou assim? – perguntou a outra confusa.

- Assim como? Séria, responsável e sabia?

- Não, uma chata – rebateu Mikoto rindo.

As duas riram disso pra não pensar tanto no problema, mas logo seria inevitável resolve-lo, e quando todas as mulheres se aprontaram e foram encontrar os homens a apreensão da garota foi as alturas, quando Sora a viu ficou com uma expressão que denunciava total surpresa e espanto e por algum motivo isso animou ela.

- Você está linda – elogiou ele.

- o-ob-obrigado – agradeceu ela sem jeito.

Mesmo namorando com ele já a algum tempo ela ainda ficava envergonhada quando recebia elogios ou caricias, e quando ele fazia isso em publico ela ficava ainda pior.

- Cuide bem da minha irmãzinha viu!? – disse Yukie aparecendo de repente – senão eu vou testar todos os kinjutsus da akatsuki em você!

- Ela pode fazer isso? – perguntou Sora.

Yukie saiu rindo pra se encontrar com Hantei enquanto Sora ofereceu a mão para Mikoto segurar e toda vermelha ela segurou, os dois saíram de mãos dadas quando o portão do prédio foi aberto e todos saíram pelas ruas.

- Tem alguma coisa que você queira fazer agora? – perguntou Sora animado.

Realmente tinha, Mikoto queria de qualquer jeito arranjar uma oportunidade para explicar a ele porque os dois não poderiam ficar juntos, mas o medo de perdê-lo fazia esse pensamento se esconder num canto enquanto outra coisa tomava seu lugar.

- Podemos olhar a rua principal? Acho que todos foram por ela agora – sugeriu ela.

- Claro, as melhores atrações estão lá também – concordou ele.

Os dois saíram pela rua principal que estava simplesmente lotada de gente e mal dava pra andar sem esbarrar em alguém, Sora segurava a mão de Mikoto mais forte ainda para não se separarem, vez ou outra encontravam alguém conhecido e paravam pra cumprimentar ou ouvir alguma historia e após quase duas horas só pra atravessar uma rua inteira eles foram parar em um lugar mais tranqüilo.

- Acho que não foi uma boa idéia afinal – comentou Mikoto abanando um leque.

- Que nada, foi... emocionante – respondeu o outro.

Mikoto começou a rir da forma como ele tratava a situação anterior, e o sorriso dela fez Sora desejá-la ainda mais, aproximando-se dela ele tocou a cintura da garota fazendo-a se arrepiar toda imaginando o que ele pretendia fazer, o coração de Mikoto disparou e os insetos em seu corpo se agitaram quando o rosto de Sora aproximou-se do seu.

- Seu laço está quase se desfazendo – disse ele ajeitando o laço da cintura dela – isso podia ser perigoso no meio de uma multidão.

- s-se-seria mesmo – disse ela tentando disfarçar o nervosismo.

Ele terminou de apertar o laço e quando Mikoto abriu a boca para agradecer ele a puxou para um beijo apaixonado, foi tão súbito que Mikoto simplesmente não teve reação e sentiu sua boca ser invadida e explorada pelo rapaz que parecia querer devorá-la, com a mente totalmente vazia ela respondeu ao beijo tentando seguir os mesmos movimentos com sua língua e após quase um minuto se beijando assim ele parou deixando-a completamente tonta de prazer.

- Desculpe se te assustei, eu meio que perdi o controle – disse ele após respirar fundo – eu sei que você não gosta de....

Ela fechou os lábios dele com um dedo pedindo para que parasse de falar, ela tinha um sorriso nos lábios apesar de estar rubra como nunca, Sora sentia que a pulsação dela estava nas alturas indicando que ela estava no limite mas ele não sabia se isso era bom ou ruim.

- Eu apenas preciso me acostumar um pouco – respondeu ela com a respiração pesada.

Sora divertiu-se com a idéia de vê-la assim excitada do nada mas decidiu respeitar os limites da garota e sugeriu voltarem a andar admirando a cidade que os recebia, o bairro onde estavam era mais tranqüilo e com muitas arvores e poucas pessoas, enquanto andavam conversavam sobre casualidades pra distrair a mente e quando se deram conta estavam próximos ao lago da cidade onde uma barulheira peculiar chamou atenção, antes que pudessem se aproximar eles viram um turbilhão de água varrer tudo no lago e molhar todo mundo que estava próximo, com seus reflexos ninjas os dois saltaram pra trás pra evitar o mesmo destino e logo viram quem causara o tumulto.

- Dois dos nossos queridos sannins e um ninja da nuvem – comentou Sora – só a Mayuri mesmo pra transformar um simples lago numa zona de guerra.

Era impossível ficar séria o tempo todo com ele por perto, e era isso que fazia Mikoto amá-lo, os dois se afastaram do lago e se sentaram encostados a uma arvore para descansar um pouco, Sora puxou Mikoto para junto de si e ele passou um braço por trás dela como se quisesse mantê-la junto de si o tempo todo.

- Tem algo que eu preciso falar com você, não posso mais adiar – disse ela triste – continuar junto de você sem contar isso seria uma traição com você.

Mikoto soltou-se dos braços dele e ajoelhou-se de frente pra ele, ela parecia muito tensa e seu olhar era vago como se ela procurasse a melhor forma de contar algo tão importante, após muito pensar ela respirou fundo e olhou diretamente para o rapaz que a encarava seriamente.

- Existe algo que nunca te contei, algo relacionado a sucessão do meu clã – começou ela – em breve eu vou....

- Eu já sei de tudo, sua mãe me contou absolutamente tudo sobre você, como vai se tornar líder do clã e aquela obrigação em criar uma sucessora – adiantou-se ele.

O olhar de pânico que Mikoto exibiu ao ouvir essas palavras denunciava que de tudo o que ela poderia esperar pra esse dia nem de longe ela imaginou essa possibilidade, ela parecia prestes a desabar sem conseguir pronunciar uma única palavra.

- Ela não tinha esse direito! Ela não podia fazer isso comigo! – disse Mikoto se desesperando – ela não podia...

- Acalme-se por favor! – pediu Sora abraçando-a rapidamente – eu não quero te ver assim.

Ele abraçou Mikoto com força enquanto lagrimas escorriam dos olhos dela, somente quando o desespero que a dominava passou é que ele permitiu solta-la e encarar seus olhos que pareciam prestes a explodir em choro, vendo que eles começaram a chamar a atenção das pessoas ao redor Sora levantou-se e puxou um pergaminho em branco e seu pincel, após desenhar uma ave ele a animou com seu ninjutsu e subiu com Mikoto sobre o ser criado levantando vôo e chamando a atenção de todos que viam a ave de tinta voar, após voar por um minuto ele achou um prédio que ainda estava em construção e certamente estava vazio e pousou no telhado ficando assim a sós com ela.

- Antes de tudo eu queria dizer que sua mãe me contou a verdade não para machucá-la e sim para protegê-la – disse Sora ao encará-la – a única preocupação dela é que não passássemos por um grande problema mais tarde.

A reação de Mikoto foi no mínimo de surpresa, para ela sua mãe teria contado a verdade apenas pra impedir que algo ou alguém interferisse com os assuntos internos.

- Na hora que ela me contou eu fiquei revoltado, achei essas tradições e obrigações a coisa mais ridícula do mundo – confessou ele – mas quando me acalmei eu compreendi que as vezes coisas como essas são necessárias assim como no passado o clã Hyuuga criava divisões entre suas famílias.

- Eu não queria esconder isso de você Sora-kun, quando você me pediu em namoro eu fiquei tão emocionada que não conseguir recusar – confessou ela – você me tratava tão bem e me fazia tão feliz que não queria nunca abrir mão disso mesmo sabendo que um dia eu teria que seguir as leis do clã, eu simplesmente queria adiar o maximo possível.

- Mikoto-chan, sua mãe me disse que eu precisava escolher entre desistir de você e seguir em frente ou aceitar as coisas como são e ficar ao seu lado mesmo assim – disse ele.

- Sora-kun, eu não vou ódiar-lo se escolher seguir em frente, na verdade eu prefiro assim pois eu prefiro vê-lo feliz do que tendo que aceitar regras que não são suas – pediu ela.

O rapaz aproximou-se dela, Mikoto encarou seu olhar mas depois desviou os olhos quando lagrimas ameaçaram cair.

- Você acha mesmo que eu poderia seguir em frente sem você? Mesmo sendo de times diferentes nós crescemos juntos, lutamos juntos e vivemos juntos – disse ele – você é a pessoa que mais me entende e eu sou aquele que mais te conhece.

- m-mas eu não posso trair meu clã, eles dependem de mim!

- E eu jamais pediria para fazê-lo, eu sei o quanto seu clã significa pra você e sei que eles próprios não queriam lhe prender a essas regras.

Mikoto estava com o coração pesado, não existe ninguém em Konoha que lhe compreendesse tanto, que quisesse tanto se sacrificar por ela, então ela o abraçou fortemente enquanto o rapaz acariciava seus cabelos.

- Você me perdoa? – perguntou ela – me perdoa por esperar tanto pra tentar contar a verdade?

Ele não precisou responder com palavras, levantando o rosto dela Sora lhe deu um beijo delicado como só ele poderia fazer e assim ela sentiu uma leveza que nunca sentira antes, estava definitivamente apaixonada por ele e com Sora ao seu lado ela não temia nada.

E com essa coragem adquirida subitamente ela tomou a iniciativa e tomou Sora num beijo ardente como aquele que o rapaz iniciara antes, ele retribuía cada movimento, cada suspiro e cada gesto com a mesma intensidade e apertava o corpo dela contra o seu sentindo suas curvas femininas que sempre estiveram ocultas por grossos casacos, ela desejava avidamente tocá-lo e ser tocada e enfiava as mãos por baixo das roupas dele sentindo seu peito e seus batimentos acelerados enquanto ele amarrava sua cintura com um braço enquanto que a outra mão segurava sua nuca como se quisesse impedir seus lábios de se separarem e somente quando não conseguiam mais segurar o fôlego eles se separaram, Sora podia notar que ela respirava pesadamente.

- Você me quer? – perguntou ela.

- Só se você permitir – respondeu ele tremendo de excitação.

Sorrindo ela separou seu corpo do dele e segurou sua mão convidando-o a acompanhá-la, Sora notou que ela o guiava para uma parte do telhado que ainda estava incompleta e que dava acesso ao interior do prédio que ainda possuía partes expostas, os dois pularam por essa abertura e uma vez no interior do prédio ficaram as escuras, a luz da lua passava por uma parede aberta fornecendo apenas a luz mínima que um ninja precisa pra enxergar com seus olhos treinado, Sora e Mikoto apenas viam os contornos um do outro sem maiores detalhes.

Protegida pela escuridão Mikoto tornou-se mais ousada e voltou a beijá-lo intensamente, Sora foi guiando-a para trás até que as costas dela bateram numa pilastra e o rapaz a pressionou, sem parar de beijá-la ele começou a passar as mãos por todo o seu corpo e levantou sua perna para passar por sua cintura, a garota gemia a medida que sentia a língua dele brincando com a sua e sentia suas coxas sendo acariciadas.

- Mikoto-chan, acho que não agüento mais, eu quero mais de você! – disse ele.

A garota respirou fundo como se reunisse toda a coragem conquistada e o afastou um pouco, depois ela começou a desfazer o laço que mantinha seu kimono fechado e jogou o laço no chão, ela ainda usava as mãos para impedir que o kimono se abrisse revelando seu corpo.

- Sora-kun, eu vou lhe mostrar como eu sou de verdade – disse ela – e eu vou compreender se você sentir nojo de mim.

Ela abriu o kimono que caiu no chão deixando-a só com as peças intimas e como se a natureza conspirasse contra ou a favor deles a lua alcançara seu ápice no céu irradiando sua luz pelo teto aberto e iluminando a garota completamente, com essa luz Sora notou que haviam vários pequenos furos no corpo dela, não se tratavam de ferimentos mas algo natural, eram as saídas dos kikaichuus que ela tinha por todo canto, vez ou outra um inseto curioso botava a cabeça pra fora dessas entradas ou até mesmo passeavam pela pele dela como se quisesse se certificar de algo, esse era o primeiro desafio que Sora precisava encarar.

- Eu preciso admitir que é meio desconcertante – confessou ele.

- Não precisa ser gentil, eu sei que sou nojenta – disse ela virando o rosto pro lado.

Sora aproximou-se dela e segurou seu rosto de encontro ao seu, quando ela pensou que ia receber mais beijos ele se abaixou e beijou a barriga dela fazendo Mikoto quase pular e se contorcer com o arrepio que sentiu.

- oo-oq-que você ta fazendo? Eles podem te picar! – disse ela arrepiada.

- Eu não me importo, se vou dormir com você a partir de agora eu preciso me acostumar a uma picadas ocasionais – respondeu ele – além disso vale a pena pra ver sua reação!

Ele voltou a beijar a barriga dela fazendo-a sentir arrepios incontroláveis e uma excitação sem tamanho, ele foi subindo passando pelo peito dela e depois passando pelo pescoço onde deu uma lambida e depois beijando seus lábios.

- Sua pele é doce como mel – disse ele no ouvido dela.

- Eu passo mel na pele em volta dos buracos – respondeu ela completamente envergonhada – os kikaichuus gostam...

- Eu também gostei – disse ele voltando a beijá-la.

Enquanto beijava Mikoto esta o ajudava a desabotoar o casaco que vestia e logo ele ficou com o peito exposto a ela, a garota passava a mão por toda a extensão do peito dele sentindo seu calor, Sora já apertava o corpo dela e sentia os kikaichuus se movimentando por baixo de sua pele como se estivessem em alerta.

- Eles estão acordando, eu não posso mais continuar – disse ela nervosa.

- Deixe-os fazerem o que quiserem – disse Sora apertando-a ainda mais contra si – se quiserem brigar eu aceito!

Sora não queria ser intimidado por um enxame ciumento e decidiu deixar de lado qualquer limite ou pudor e abriu o sutiã dela revelando os grandes seios da garota que ficou completamente vermelha, após silenciá-la com seus lábios Sora começou a apalpá-la enlouquecendo Mikoto e fazendo os insetos no seu corpo reagirem, muitos deles saíram pelos buracos e subiram pelo corpo dele lhe dando picadas que doíam tanto quanto picadas de abelha, mesmo assim ele não recuou.

- “Parem! Ele não é um inimigo!” – gritou ela mentalmente – “eu o amo, eu o quero, ele é meu!”

A maior batalha que Mikoto já travou pois ela precisava controlar seu enxame ao mesmo tempo em que praticamente perdia sua consciência derrotada pelo prazer e excitação do sexo, esse era mais um motivo para os Aburame só se relacionarem com membros do seu próprio clã pois no meio da relação os kikaichuus podiam literalmente devorar o amante ou a amante.

Com os insetos recuando Sora se tornou mais confiante pra ir em frente, encostando-a de novo contra a pilastra ele começou a apertar as nadegas dela enquanto chupava seu pescoço, a garota também tornava-se mais ousada e começava a desabotoar a calça dele e pôs uma mão no interior sentindo o membro dela já rijo pela excitação, quando ela fez isso Sora gemeu e ela sentiu um prazer inacreditável com isso, invertendo as posições ela o prendeu contra a pilastra e foi sua vez de conduzir tudo, ela começou imitando-o lambendo todo o corpo dele e após baixar toda sua calça ela o ajudou a jogá-la longe deixando só de cueca, o membro dele já pulsava enquanto o rapaz a encarava vendo até onde ela iria.

- Acho que não sou capaz disso ainda... – disse ela se levantando.

- Vamos com calma ok? – disse ele a abraçando.

Claro que Sora não esperava que ela fizesse esse tipo de coisa pervertida logo de cara e por isso voltou a tomar o controle puxando-a para si, depois de se beijarem intensamente o rapaz olhou para o lado e viu uma lona jogada num canto convido-a para aquele canto e ajeitando a lona improvisaram uma cama onde se deitaram com Mikoto por cima, ela podia sentir o membro dele por baixo de si e decidiu que queria aquilo e reunindo toda a ousadia de que dispunha puxou a cueca dele revelando aquilo, mesmo corada e tremendo ela começou a acariciá-los com movimentos lentos fazendo Sora respirar pesado, sentindo que dava prazer a ele Mikoto se tornou mais ousada e se abaixou para beijá-lo enquanto continuava com os movimentos e depois de alguns minutos enlouquecendo Sora ele a virou ficando por cima, o peso do corpo dele sobre o seu lhe dava um calor que nunca imaginara e agora fora a vez do rapaz provocá-la chupando seus seios, levantando sua perna enquanto apertava sua coxa e roçando o seu penis entre as pernas dela.

- Sora-kun, eu quero que você seja meu primeiro e único homem, me torne sua mulher – implorou ela entre gemidos – me faça só sua!

Juntando o desejo dela com o seu próprio Sora começou a passar a mão por baixo da calcinha dela arrancando gemidos sexy dela e já não agüentando mais ele direcionou o seu penis para a vagina dela, a garota arrepiou-se de medo e prazer quando sentiu que ele estava penetrando-a lentamente e após se encaixar nela perfeitamente Sora lhe segurou pela cintura pra começar a penetrá-la mais fortemente, Mikoto sentiu a dor de sua virgindade sendo perdida e se contorceu por baixo dele.

- Tudo bem? Quer que eu pare? – perguntou ele preocupado.

- Não, eu quero isso, essa dor não é nada!

Ele então voltou a penetrá-la devagar até entrar tudo e só nisso ele já sentia um prazer indescritível, mas não queria ser o único a gostar da experiência e passou a se mover enquanto ela enlaçava o pescoço dele com os braços, aos poucos a dor foi desaparecendo e ela passou a sentir o mesmo que ele e se movia junto com seu corpo em um desejo ardente por mais prazer, como se seu corpo viciasse nessa sensação imediatamente.

Todo o reboliço de sensações fizera Mikoto perder o controle do seu enxame mais uma vez e estes emergiram rapidamente, nenhum dos dois sequer deu atenção aos insetos que passeavam por seus corpos como se tentassem entender aquela situação inédita e os dois continuaram enquanto Mikoto soltava pequenos gritos de prazer e Sora gemia a cada estocada que dava nela, suas mentes estavam vazias para qualquer pensamento que não fosse um ao outro.

- “Isso é bom demais, eu vou enlouquecer!” – pensou Mikoto enquanto se contorcia embaixo dele.

- “Eu não sei se vou conseguir parar!” – pensou Sora enquanto se movia instintivamente.

Ambos estavam totalmente entregues ao prazer do ato e Sora foi o primeiro a alcançar o clímax jorrando dentro dela sem parar de se mover até terminar o gozo, Mikoto sentia todo aquele calor no seu corpo enquanto sentia os jatos lhe preenchendo por dentro e não ficou satisfeita invertendo a situação e ficando por cima, ela rebolava sobre ele enquanto apoiava as mãos no peito do rapaz que estava simplesmente delirando ao vê-la daquele jeito, ele não via mais a garota tímida e sim uma mulher enlouquecida pelo prazer que queria extrair o maximo possível daquilo e assim eles continuaram suando a medida que os movimentos ficavam mais fortes e rápidos e só depois de vários minutos é que ela gozou ao mesmo tempo em que ele gozava novamente.

Após sentir seu interior borbulhar de prazer e sensações que ela nunca experimentara Mikoto deitou-se ao lado de Sora com a respiração pesada, corpo suado e sensível a qualquer toque, os dois após essa torrente de luxuria passaram a explorar os corpos um dos outro devagar, após muitos minutos fazendo carinho um no outro o frio da noite finalmente se fez presente e quando Mikoto sentiu frio Sora a abraçou pra esquentá-la, porém os insetos decidiram estragar tudo trazendo as roupas dela pra perto de sua mestra.

- Ok, muito obrigado seus estraga prazeres! – reclamou Sora brincando.

Mikoto riu da brincadeira e pediu aos insetos pra trazerem as roupas dele também, como se estivessem fazendo manha eles hesitaram em cumprir a ordem mas logo foram buscar as roupas dele, os dois se levantaram pra se vestirem e após estarem devidamente vestidos Sora a abraçou por trás e apoiou a cabeça no ombro dela.

- Eu juro que vou encontrar uma solução, não vou deixar você ter filhos com outro homem – disse Sora sério.

- Eu também não vou desistir, buscarei uma solução nem que tenha que apelar pra kinjutsus – respondeu ela determinada – você vai ser o único com quem me deitarei e só terei filhos com você!

Quando eles voltaram a se beijar ouviram um barulho de algo se aproximando, imediatamente Sora sacou uma kunai de seu casaco e observou o que se movimentava na entrada do andar em que estavam.

- Quem está ai!? – gritou ele em prontidão.

O visitante indiscreto se revelou e era o cão koudaku do time de Mikoto, a garota que prendia a respiração de tão tensa suspirou e riu da situação agradecendo que eles já tivessem vestidos.

- Estava me procurando? – perguntou ela para o cão.

Kouta ensinara seu cão a dar respostas básicas para suas companheiras de time, com batidas de patas e latidos curtos ele respondeu que o time estava se reunindo, Mikoto entendeu que eles a estavam chamando.

- Tudo bem, já estamos indo – respondeu ela para o cão.

Koudaku sumiu rapidamente enquanto Sora verificava se nada fora esquecido no chão, o único item que faltava pegar ela a bolsa dela e seus pergaminhos no chão, após juntar tudo ele se juntou a Mikoto.

- Eu estava pensando, até onde vai a inteligência do koudaku? – perguntou ele.

- Quer saber se ele deduziu o que estávamos fazendo e vai contar pros outros? – disse ela – pode se preparar pra agüentar o Kouta e a Yukie lhe enchendo o saco em breve!

O rapaz suspirou derrotado, certamente seria uma longa noite antes do dia chegar.

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- Como formos nos meter nessa? – disse Sora tentando lembrar como tudo começou.

- Não sei, começou com aqueles ali e de algum jeito todas as garotas se envolveram – respondeu Mikoto cabisbaixa – antes que eu pudesse dizer qualquer coisa me meteram nessa também!

- Devíamos ter fugido quando tivemos chance – comentou Sora derrotado.

- Não deu, selaram a porta e a janela – disse ela apontando pros papeis em volta das saídas – como alguém usa uma barreira pra impedir que fujamos de um jogo erótico!?

A gritaria recomeçou a Sora instintivamente olhou na direção da mesa onde os dois casais jogavam e dessa vez fora a namorada de Saggi que precisou botar os peitos de fora por um minuto, rapidamente ele desviou o olhar quando sentiu que Mikoto lhe observava friamente, enquanto a confusão rolava logo eles foram cercados por vários casais.

- Chegou a sua vez Mikoto e Sora! – disse Yukie com uma voz maligna – adiaram bastante mas no final vocês não escapam!

- Como você pode fazer isso comigo!? – perguntou Mikoto quase chorando.

- Se eu tive que mostrar você também vai! – rebateu a Hyuuga.

- E você parece ter gostado, quem mandou fazer poses também!? – reclamou Hantei.

- Ora bolas, se era inevitável então que pelo menos fosse bem feito – respondeu ela – agora vamos vocês dois, não é justo que só o Sora veja esses peitões!

Todo mundo começou a gargalhar enquanto Mikoto desejava morrer ali mesmo, sem alternativa os dois foram praticamente jogados de frente pra mesa onde o outro casal se preparava pra pegar as cartas, logo que sentou Mikoto lembrou de algo.

- “Meu deus! Além dos buracos agora tem marcas de mordida do Sora-kun!” – desesperou-se ela – “eles vão ver tudo, eu não posso perder!”

As mãos dela estavam tremendo e Sora percebeu e pôs sua própria mão por cima da dela a confortando com um belo sorriso.

- Cabe a mim proteger a minha donzela no final – disse Sora em desafio ao outro casal.

- Lamento mas eu sou um profissional – respondeu Kasuga animado.

- Senhoras e senhores, a ultima partida do jogo da vingança será entre o rei da perversão Kasuga no Yonbi e sua namorada Henaro da rocha! – Sari tomou a vez de apresentadora e narradora – os seus adversários são dois jovens inocentes ou nem tanto assim, a princesa dos Aburame Mikoto-chan e o garoto modelo de Konoha Yamanaka Sora!!

Todo mundo começou a rir novamente entrando no clima de um jogo que apesar das intenções maliciosas era apenas uma diversão entre amigos que não sairia disso, as cartas foram distribuídas entre os 4 participantes e a tensão tomou conta do quarto quando o silencio dominou tudo, Kasuga se mostrava um jogador incrível e Sora respondia a altura, Mikoto só fazia jogadas ruins se desesperando no processo mas Henaro também não era muito boa de modo que a situação ficava equilibrada, após muitas rodadas de saques de cartas e jogadas os dois homens expuseram suas cartas dando um empate técnico, cabia as mulheres decidir o resultado.

- Essas são as minhas – disse Mikoto nervosa.

Ela colocou a sequência sobre a mesa mostrando ser uma jogada mediana, a melhor que ela fez durante todo o jogo, todo o resultado dependia das cartas que Henaro ia colocando sobre a mesa e quando ela pôs a ultima mostrou a pior jogada que ela fez dando a vitoria pro outro casal que comemorou aos berros junto com todos que assistiam.

- Que coisa Henaro-chan, como pode fazer uma jogada tão ruim!? – protestou Kasuga – você fez de propósito não fez!?

- Meu amor, você precisa entender melhor os sentimentos de uma garota – respondeu ela baixando as alças do vestido.

Com um sorriso maligno ela baixou o vestido revelando os seios que eram medianos e durinhos, todo mundo começou a assoviar e gritar enquanto Sora dava umas risadinhas sem jeito e Mikoto morria de vergonha ao imaginar ela mesma fazendo isso, quando ela terminou a apresentação todos se levantaram.

- Muito bem pessoal, cada casal pro seu quarto pra aliviar o tesão! – disse Sari batendo palmas – mas não façam o prédio tremer por que a Konan-sama e a yuzu nee-chan vão cair matando quando acordarem!

Todos os casais foram pra seus respectivos quartos e como era fácil de imaginar muitos botaram em pratica o que fantasiaram nesse jogo, inclusive Sora e Mikoto que repetiram a torrente de amor deles, dessa vez com mais calma saboreando cada momento.

******************************

- Então é isso Sakura-san, existe alguma alternativa? – perguntou a garota tensa.

Todos os que foram ver o festival estavam se preparando pra voltar pra Konoha, antes disso Mikoto e Sora pediram pra conversar com Sakura em particular e contaram toda a historia e explicaram os detalhes orgânicos que geravam esse incomodo, Sakura ouviu tudo surpresa pois não conhecia dos detalhes por trás do clã Aburame, após ouvir toda a historia ela suspirou.

- O que estão me pedindo é um tabu em Konoha e não tenho direito de pesquisar isso sem a aprovação do clã Aburame – respondeu ela como médica da vila.

- Mas a Mikoto será a líder do clã em um mês! – disse Sora.

- Mesmo assim eu não posso mudar todas as regras do clã pra satisfazer a mim mesma – disse Mikoto triste – mas falando de forma hipotética você acha que existe um meio?

- Falando de forma hipotética e só por curiosidade eu diria que há uma possibilidade – respondeu ela como amiga – Kakimoto Shida é a maior especialista em efeitos de enzimas no organismo e ela poderia tentar algo com o semem do Sora-kun, mas como eu já disse isso envolve muitos tabus como a inseminação artificial por exemplo, o Hokage pode não gostar disso nem um pouco.

Eles sabiam que não seria fácil, não se tratava apenas de boa vontade e determinação pois ainda haviam as limitações biológicas, Mikoto também não queria que sua criança fosse fruto de algum experimento ou que caso desse certo ela fosse tratada como algo diferente.

- Eu posso dar uma opinião pessoal sobre isso mas espero que entendam como um conselho – disse Sakura – talvez Mikoto-chan deva criar uma herdeira primeiro pra depois tentar descobrir se é possível levar esse experimento adiante, assim a sucessão do clã estaria preservada.

- Mas assim não resolveria o nosso problema! Ela ainda teria que... – Sora não queria mais pensar nisso.

- Olha, eu não posso fazer ou dizer algo sobre isso, não faço a mínima idéia do que sentiria se o Sasuke tivesse que engravidar outra mulher pra preservar a linhagem, com certeza eu não aceitaria – continuou Sakura – por isso seria hipocrisia de minha parte dizer que você deveria aceitar mas infelizmente eu tenho que dizer que nesse caso em especial...

Os dois entendiam mas era difícil de aceitar, Mikoto jamais viu a si mesma como algo diferente por causa das circunstancias do seu nascimento, até antes de namorar o Sora ela via como algo perfeitamente natural e necessário, mas agora ela queria de qualquer jeito evitar continuar esse destino.

- Se você permitir eu vou falar com o Hokage sobre isso e ver se consigo autorização pra apenas analisar as possibilidades – disse Sakura – mas não posso passar disso, vocês terão que resolver todo o resto, se conseguirem uma solução falem com Shida.

Sakura se foi deixando os dois que andavam devagar afastados de todos os outros, enquanto acompanhavam a comitiva eles pensavam em tudo que fizeram, ouviram e disseram nesse dia, nenhum dos dois queria quebrar os tabus de Konoha e quando pensou no que Sakura disse uma idéia passou pela cabeça de Sora.

- Talvez aja uma solução pra um dos problemas – disse Sora – tudo o que você precisa é engravidar não é? Existe alguma regra que a obrigue a ter relações com um membro do clã?

- Claro que não! Existe outro jeito de ter um filho!? – perguntou ela confusa.

De repente ela lembrou-se de toda a conversa, Sakura mencionou “inseminação artificial” que apesar de existir era uma técnica nunca praticada, não chegava a ser algo proibido se não fosse idealizada com más intenções, era polemico mas não proibido.

- Mas você aceitaria? – perguntou ela.

- Se eu aceitaria ser pai de uma criança que não é minha? Não vejo problema nisso – respondeu o rapaz – eu diria que esse seria o menor dos obstáculos, logo depois de milhões de insetos ciumentos!

Ela não resistiu a piada e começou a rir, existia uma esperança para eles e era possível tentar, se desse certo poderia trazer fim a um constrangimento interno no clã com os filhos sem pais e talvez se fosse possível acabar com o isolamento do clã e permitir que no futuro regras e limitações não isolassem seus membros daqueles que amam.

Fim.

Notas finais
agora vamos as explicações:
- nos grandes imperios quando o rei era incapaz de engravidar uma mulher geralmente arranjavam alguem que o fizesse e mantinham em segredo, se uma mulher governasse ela tinha um harem, nesse caso os aburames apenas seguem uma regra que já existia desde o principio
- em konoha qualquer experiencia que mexa com a vida é considerada tabu e em alguns casos proibidas, por isso a ideia de inseminação artificial parecia tão estranha pra eles e nem foi cogitada no inicio.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!