Momentos
79 ... de Alegria
Notas iniciais

Right, you and me, we've got (Chemistry)
Baby you and me
Could this be that (Chemistry)
Chemistry, baby you and me
You and me, we've got (Chemistry)
— Você consegue acreditar nisso, Shino? — a voz de Kiba, normalmente alta, ecoava na sala vazia — Parece um sonho! Não parece um sonho? Me belisca que eu acho que é um sonho...
Shino obedeceu. Mas ao invés de beliscar seu namorado, o segurou pela nuca e o puxou para um longo beijo, sem pressa, bem do jeito que mais gostava.
— Não é um sonho — sussurrou de encontro aos lábios de Kiba, sentindo quando o sorriso dele aumentou.
Começaram aquela pequena comemoração sentados lado a lado na sala vazia. Na sala da casa deles! A construção havia sido finalizada, os pedreiros concluíram a obra e a casa deles estava prontinha para ser habitada!
O lar da família que estava prestes a começar. Os Inuzuka-Aburame.
— Ah, nem acredito. Construção é um pesadelo, agora quero aproveitar a parte boa! Tem um monte de coisa que já compramos, dá pra ir trazendo e organizando — Kiba recostou-se contra o peito de Shino, com cuidado para não derrubar o sake do copinho em suas mãos. Havia potes com morangos e creme batido pelo chão.
Faziam uma comemoração modesta em íntima.
As mãos de Shino acariciaram as costas de Kiba, encontrando caminhou por baixo da blusa. A pele quente arrepiou-se ao toque firme.
— Foi um longo caminho — Shino sussurrou.
A essa altura Kiba começou a mordiscar o pescoço do namorado, de leve para não marcar a pele perfeita. Aquele era um de seus fetiches: saboreá-la, brincando de leve com as presas afiadas.
— Eu amo você, Shino. Quando montaram os times, fiquei puto pra caralho. Porque nem te conhecia direito e achei que ia ser a pior combinação — fez uma breve pausa enquanto a blusa era tirada de seu corpo — Depois te conheci melhor, acho que a nossa química bateu desde sempre. É incrível.
— Hn — foi a vez de Shino distribuir beijos cálidos pelo corpo de pele dourada, enquanto as posições iam mudando, de sentados se viram deitados no assoalho novinho, com Kiba preso entre o chão e o namorado.
Kiba riu baixinho. Em alguns momentos a aparência indiferente não escondia o desejo que ele sentia. Ao contrário de Kiba, Shino adorava marcar-lhe a pele. Certa vez alcunhou-lhe uma mordida dolorida e arroxeada que deixou Kiba de mau humor por um tempo.
O obstáculo das roupas desapareceu em meio à pressa, ainda que o ímpeto de Shino amainasse diante da nudez de Kiba. Gostava de saborear, e mais do que isso, acelerar as coisas não era agradável para o parceiro. Por mais que Kiba gostasse de um ato mais selvagem de vez em quando, Shino prezava pelas preliminares sempre.
Kiba era grato por isso, pois quando a penetração se consumava, quase não havia dor. Sentir-se tão cuidado e amado o emocionava. Ampliava o prazer.
A combinação de calma e seu oposto.
Dois homens tão diferentes, contrários em múltiplos aspectos.
Fale com o autor