Momentos
35 ... Desastrosos!
Notas iniciais

De manhã, quando Akamaru latiu ao portão da casa de Shino, ele já sabia o que esperar. Era dia vinte e três de janeiro. Seu aniversário.
Akamaru trouxe um convite de Kiba para visita-lo às sete horas da noite.
Só podia significar uma coisa: o namorado pretendia (tentar) uma surpresa de aniversário, como vinha tentando nos últimos anos desde que começaram a relação.
Todo ano, tentava uma coisa diferente. O que seria agora? Com certeza algo de comer, pois Kiba levava ao extremo aquela frase: presentei os outros com o que gostaria de ganhar.
Pontualmente, Shino chegou na casa de Kiba. Bateu na porta, mas ninguém atendeu! Ficou em dúvida se deveria insistir ou não. Havia luz dentro da residência, mas o silêncio era total. Quem sabe deveria entrar e então alguém saltaria detrás dos móveis e gritaria “surpresa!”.
Com esse pensamento em mente, Shino encheu-se de coragem e abriu a porta.
Nada aconteceu.
— Kiba? — perguntou em voz alta, preocupado.
— Caralho! Já são sete horas?!! — a voz do garoto soou da direção da cozinha guiando Shino até ele.
Pois bem, o cenário que encontrou quase fez Shino cair para trás. A cozinha parecia ter explodido. Literalmente. Havia farinha para todo lado, massa cru e panelas para todos os lados: no chão, nos armários e nas paredes.
— Kiba?! — o choque foi tão grande, que Shino não soube o que dizer — O que aconteceu aqui?
— Um desastre! — Kiba soou desesperado, esfregando o chão com um pano — Isso deveria ser o seu bolo! Mas a massa explodiu!!
— A... a massa explodiu?!! — não era fácil deixar Shino tão impactado — E o que você colocou nela?
— Carinho?
Apesar de tudo, o coração de Shino se aqueceu.
— E os ingredientes de sempre! — Kiba continuou confessando — Mas tentei usar um jutsu para que assasse mais rápido e aí... explodiu tudo! Shino, desculpa! Estraguei sua festa surpresa!
O rapaz suspirou, já começando a tirar o casaco para começar a ajudar o namorado na limpeza. Precisou colocá-lo na sala, pois na cozinha não tinha lugar limpo.
— Obrigado — Kiba agradeceu ao ver Shino pegando um pano úmido e indo esfregar as paredes — Amo você Shino, nossa vida foi incrível juntos. Não guarde luto por muito tempo, encontre outra pessoa e seja feliz. Coloca na minha lápide que eu paguei o preço por um erro.
— Kiba... — Shino soou solidário.
— Minha mãe vai me matar.
Shino suspirou. Podia imaginar a reação de Tsume, com uma riqueza de detalhes de arrepiar cada pelinho da nuca.
— Não se preocupe. Serei um viúvo fiel até o fim da minha vida.
— OE! Maldito! É pra você me acalmar, não botar lenha na fogueira.
— Respire fundo, sua mãe não vai te matar — Shino garantiu. Morte era pouco pro tamanho da bagunça.
— Feliz aniversário, Shino. Amo você.
— Obrigado. Eu também amo você.
A declaração singela trouxe o silêncio, com ambos se concentrando na limpeza. E, apesar do pessimismo de Kiba, eles conseguiram limpar tudo.
Tsume só voltou no dia seguinte. Ela já intuía que era a melhor opção!
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