Molly & Arthur

1 Prazer em conhecê-la


1 de setembro de 1961

Arthur empurrava o seu carrinho com o malão surrado que fora de seu tio Alfred pela estação de Kings Cross que aquela altura da temporada se via repleta de trouxas que transitavam por eles de um lado para o outro não notando a família de cabeças vermelhas que corria apressada pelo hall do lugar.

O garoto adorava observar os trouxas, eram fascinantes em sua simplicidade e no modo como se viravam sem magia o que daria para poder falar com algum deles, mas naquele momento não poderia fazer isto do contrario perderia o trem.

E sem cerimonia os três irmãos e seus pais seguiram pela pilastra que ficava entre os números nove e dez. Surgindo então na bela e movimentada plataforma 9 ¾ apilhada de famílias de bruxos se despedindo. Os Weasleys a atravessaram e a expressão de alivio no rosto da matriarca foi total ao se certificar de que o expresso ainda estava ali.

_ viu Cedrella, eu te falei que não estávamos atrasados – ofegou Septimus enquanto limpava a testa com a manga da camisa xadrez que usava.

_ se seus filhos não fossem tão enrolados talvez não tivéssemos que nos apressar – disse Cedrella enquanto analisava cada um dos filhos que já formavam uma fila em escadinha em frente aos dois.

_ ah, por que sempre que eles fazem algo que você não gosta eles são meus filhos apenas? – disse Septimus rindo da cara seria da esposa que começara a acertar os cabelos do filho mais velho.

_ isto é, porque eles herdaram a péssima mania de deixar tudo para ultima hora de você – disse Cedrella fazendo o marido rir levemente e os filhos sorrirem.

Arthur sorriu, seus pais nunca em hipótese alguma tinham alguma briga de verdade ou seria. Era um relacionamento perfeito entre ambos, algo que o pequeno ruivo queria para ele um dia. Arthur olhou para seus irmãos mais velhos e pode perceber que assim como ele os dois possuíam sorrisos discretos sendo que Billius parecia se segurar para não rir.

Septimus Weasley possuía os cabelos ruivos bastante vivos um pouco bagunçados e uma barba por fazer que oculta seu rosto repleto de sardas. Ele era um homem alto e robusto com ombros largos e braços fortes de uma aparência até um pouco brutal, a primeira vista que visse pensaria que era ele que ditava as regras em casa talvez por sua visão pudesse meter medo em quem o desconhecesse sendo que na verdade era apenas isto a aparência.

Septimus era doce, gentil e simpático com todos que conhecia. De um modo que não condizia com o seu aspecto físico e às vezes quando seu unia com os filhos se revelava um grande brincalhão.

Já sua esposa, Cedrella era a responsável por manter a ordem em casa e colocar na linha os quatro homens com quem morava estando incluído não apenas os filhos como o marido também. Esta possuía uma altura mediana baixa, corpo bastante conservado apesar de já ter tido três filhos. Dona de cabelos negros cortados na altura dos ombros com a pele alva impecável e olhos azuis incrivelmente atraentes que segundo Septimus gostava de dizer fora o que ajudara com que ela o fisgasse. Ela era a típica mãe preocupada, gostava de cuidar dos filhos da melhor forma que podia e amava cada um deles da mesma forma sendo que não se importava de dar umas broncas e lhes impor limites coisa que parecia que Septimus não conhecia.

_ mamãe, será que eu posso ir? Ainda tenho que dar umas instruções para os monitores novos – disse Septimus Jr. o filho mais velho do casal enquanto a morena terminava de acertar suas vestes espantando alguma poeirinha quase que imperceptível de seus ombros.

_ estamos tão orgulhos SJ, você conseguiu algo que eu nunca poderia que é ser monitor chefe – disse Septimus sorrindo para o primogênito o puxando para um abraço caloroso.

_ claro querido – disse Cedrella o abraçando e dando um beijo em seu rosto – pode ir, cuide-se e olhe seus irmãos se certifique de que Artie não terá problemas em Hogwarts.

Arthur resmungou algo sobre não precisar de babá, suas orelhas tomaram um tom avermelhado enquanto ele desviava os olhos do chão para que não pudesse ver o sorriso debochado de Billius em seu rosto.

_ sempre mãe – disse SJ então se afastando em meio à multidão.

_ coloque esta camiseta para dentro da calça mocinho – disse Cedrella tornando a se voltar para seu segundo filho, Billius que revirou os olhos para a ordem da mãe – vamos, não quer que eu o faça para você ou quer?

_ certo... mamãe – disse Billius que contra a sua vontade obedecia – mais alguma coisa? – pronunciou enquanto sua mãe lhe analisava as orelhas – por Merlin, mãe... Eu estou bem, pare com isto tem pessoas olhando.

_ pois que eles olhem, eu não me importo – disse Cedrella abraçando o filho e lhe depositando um beijo em sua bochecha — cuide-se, sim? E cuide de seu irmão.

_ nada vai acontecer com o principezinho Artie, não se preocupe – disse Billius num tom zombador – eu ficarei de olho nele, prometo.

_ ótimo e tente se comportar este ano esta bem? Nada de detenções se puder evitar – disse Cedrella acertando a franja do filho – não quero mais berradores de Dippet dizendo o que você tem aprontado na escola.

_ sim senhora – disse Billius enquanto se afastava para ir se despedir do pai.

Arthur então viu sua mãe se aproximar, ela sorriu para o filho lhe ajeitando os cabelos além de olhar suas orelhas e ajeitar o colarinho da camiseta. O caçula pode perceber um brilho nos olhos da mãe com se eles estivessem lacrimejados.

_ mamãe? – disse Arthur hesitante fazendo sua mãe sorrir levemente – alguma coisa errada?

_ não bebê, não há nada de errado – disse Cedrella fazendo seu filho fazer bico para o apelido – é, eu sei que você não é mais um, mas sempre será aos meus olhos, meu pequeno Artie... Cresceu tão depressa.

_ não fique assim mamãe, olha eu ficarei bem, terei os SJ e Bill para cuidarem de mim – disse Arthur fazendo a morena sorrir – prometo que irei escrever para você.

_ vou cobrar esta bem? Quero saber como será Hogwarts para você se esta se adaptando fazendo amigos – disse Cedrella – nós vemos no natal querido – ela fizera o mesmo com o que havia feito com os outros filhos até parar – tem uma mancha em seu nariz, espere... – ela tirara um lenço do bolso e molhando a ponta com a língua começou a esfregar tentando tirar a crosta.

_ mãe, não... Para, não faz isto – disse Arthur tentando se afastar do alcance da morena algo que era quase impossível – mamãe, não precisa disto... Está todo mundo olhando, já saiu.

_ tudo bem se quiser mesmo ir assim para Hogwarts, muito bem só não diga que eu não avisei – disse Cedrella se afastando enquanto o garotinho andava até onde o pai estava sendo que Septimus se ajoelhara para ficar da mesma altura que o filho.

_ hei, campeão então, animado com Hogwarts? Sei que pode parecer assustador a ideia de deixar a casa para ir para um lugar desconhecido – disse Septimus – mas você não estará sozinho, terá seus irmãos ao seu lado e a oportunidade de ficar com crianças da sua idade.

_ eu sei papai – disse Arthur sorrindo levemente – que bom que você pode vir hoje.

_ e perder o embarque do meu filhão para a escola pela primeira vez? Nem pensar – disse Septimus rindo levemente- escute aqui quero que você se divirta e faça amigos, mas também quero notas boas tudo bem? Faça seu possível, é esperto sei que vai conseguir.

_ vou tentar papai – disse Arthur enquanto o pai lhe bagunçava os cabelos.

_ aqui, para você – disse Septimus puxando do bolso de trás da calça uma revista em quadrinhos meio amassada – para você matar o tempo enquanto esta no expresso.

_ que massa – disse Arthur animado enquanto folheava a revista — são quadrinhos trouxas, como o senhor conseguiu compra-los se não sabe mexer com o dinheiro deles?

_ ah, eu dei meu jeito – disse Septimus então se aproximando para sussurrar no ouvido dele – SJ me ajudou, ele lida bem com este tipo de coisa – então dera um beijo na testa do filho e bagunçara seus cabelos – boa sorte campeão e bons estudos.

Arthur então puxou seu malão na direção da grande locomotiva vermelha cuja lataria brilhava quase que magicamente ao ser tocado pelo sol. Ele sentiu então um sentimento novo dentro de seu peito, era uma ansiedade pelo que estava por vir afinal ele estava indo para Hogwarts algo que há muito tempo já esperava.

Molly Prewett via atentamente seu pai colocando o malão novinho que ganhara de sua tia Muriel, no Expresso de Hogwarts. Às vezes a ruiva desviava o olhar para manter os olhos em seus irmãos caçulas que brincavam um com o outro numa espécie de pega-pega em meio a todas aquelas pessoas. Ela era a mais velha, a primeira dos três filhos de William Prewett em ir para Hogwarts e estar na Plataforma 9 ¾.

Ela sorria tristemente para os gêmeos, eles tinham apenas oito anos sendo que ainda teriam de esperar por mais três anos para poderem ir para Hogwarts. Um aperto em seu coração surgira de repente, o que seriam de Gideon e Fabian sem ela por perto para cuidar deles? Sua mãe havia morrido a quatro anos, tinha sido difícil para todos especialmente para William que amava muito a esposa e na falta dela tinha de levar a casa sozinha e fazer o melhor sendo que Molly como a mais velha assumiu a responsabilidade de cuidar das responsabilidades do lar.

Eles haviam se acostumado em ter Molly por perto, assim como ela também se adaptara em assumir o posto de mulher em casa antes ocupado por sua falecida mãe. A ideia de que com ela indo para Hogwarts, as coisas não seriam as mesmas e que pela primeira vez eles iriam ficar sozinhos por eles mesmos lhe preocupava muito. Molly tentava esconder isto do pai e dos gêmeos, ela agia naturalmente.

_ meninos... – disse William ao ver Fabian se esconder atrás da irmã enquanto Gideon tentava toca-lo sendo que o outro sempre desviava de qualquer investida – meninos, por favor... Vão acabar se machucando ou derrubando alguém.

_ te peguei – disse Gideon feliz tocando Fabian, o ruivinho vibrou com aquilo enquanto o outro gêmeo parecia emburrado.

_ não é justo, eu tinha parado porque o papai mandou – disse Fabian com um enorme bico no rosto fazendo o outro rir gostosamente.

_ não aja como um neném – disse Gideon cruzando os braços com ar vitorioso.

_ espera só, isto vai ter volta ainda ganho uma – disse Fabian fazendo William manear a cabeça como se não acreditasse no que os filhos poderiam aprontar.

_ meninos, nada de darem problemas para o papai na minha ausência – disse Molly carinhosamente, William sorriu levemente para a filha sabendo o poder que ela possuía sobre os gêmeos.

Gideon e Fabian eram idênticos na aparência, poderem de personalidades um pouco diferentes porém inseparáveis desde o nascimento. Gideon era impulsivo, destemido e corajoso além de possuir um temperamento forte de pavio curto.

Enquanto Fabian era mais tranquilo, sensível conseguindo demonstrar suas emoções e sendo bastante sincero quanto ao que sentia, e segundo seu pai tinha a cabeça no lugar, mas não juízo já que se deixava levar pelas coisas que o gêmeo aprontava.

Ambos os gêmeos possuíam uma estatura franzina e magrela típica dos garotos de sua idade, cabelos ruivos como os da irmã e do pai mas mais densas por conta dos cachos e o rosto salpicado de sardas que dava a impressão de que estavam bronzeados.

_ Molly? – disse Fabian se aproximando e tocando sua mão como sempre fazia, em seus olhinhos havia preocupação – tudo bem com você? Deveria estar feliz, está indo para Hogwarts e isto é incrível.

_ é, vai ficar tudo bem – disse Gideon – a casa ainda vai estar inteira quando você voltar, não vamos por fogo nela.

_ de novo — disse Fabian – aprendemos da ultima vez.

_ tentarei manter minha varinha longe deles de qualquer forma – disse William para a filha que assentiu.

_ sentirei saudades – disse Molly sinceramente enquanto era envolvida pelos dois irmãos num abraço fortemente fazendo com que ela tivesse que lutar para não derramar lagrimas na frente dos meninos.

_ também sentiremos – disse Fabian com a voz embasbacada, e aquilo fez a garota quebrar por dentro ao perceber que o irmão estava chorando.

_ oh, Fabian... – disse Molly dando um beijo nele, seu irmãozinho sempre fora mais emotivo do que Gideon, mais frágil.

_ eu amo muito vocês – disse Molly e os gêmeos sorriram.

_ nos te amamos muito também – disse Gideon – tente não se esqueça da gente quando estiver lá dentro, lembre-se de nós.

_ claro que irei, Gide – disse Molly – vocês estarão em minhas orações todas as noites.

_ mande cartas sim? – disse Fabian se recuperando – queremos saber de tudo.

_ pode deixar, cuidem do papai para mim enquanto estiver fora – disse Molly.

_ cuidaremos – responderam os dois juntos.

_ tomem banho todas as manhãs e escovem os dentes três vezes ao dia ou após as refeições – disse Molly alternando o olhar de um para o outro – não joguem quadribol em dias de chuva para não lambuzarem o piso com lama, comam seus vegetais e tentem não quebrar nada.

_ sim mamãe... – disse Gideon revirando os olhos.

_ deixem o papai se despedir meninos – disse William se aproximando enquanto os filhos se afastavam da irmã, tornando a brincar quando Fabian tocou Gideon reiniciando o jogo.

William Prewett era um homem jovem, porém de aspecto triste dava para ver mesmo quando sorria que havia algo faltando em si e Molly sabia muito bem o que era. Ele sentia tanto a falta da esposa, sofrera uma terrível depressão após tê-la perdido se recuperando apenas para que pudesse cuidar dos filhos que ainda necessitavam dele.

Era magro e de estatura atarracada, de cabelos ruivos domados penteados para trás com brilhantina. Seu rosto fino e nariz grande que apenas se destacava ainda mais devido ao bigode escovinha que costumava usar.

_ tenho medo de que eles possam aprontar algo, não quero que o senhor tenha que lidar com os problemas que os dois causam – disse Molly e William sorriu para a filha a abraçando.

_ acho que vou ter que aprender a lidar com eles – disse William – já faz algum tempo que deveria – ele passou os dedos para limpar algumas lagrimas da filha – esta tudo bem com você?

_ estou assustada, e se eu não me adaptar a Hogwarts? – disse Molly soluçando.

_ Molly, você se auto subestima – disse William – você é muito mais forte do que isto, sabe muito bem que Hogwarts não é um bicho de sete cabeças e sim uma escola.

_ eu sei, mas ainda há tempo – disse Molly exaultada – mande uma carta para Hogwarts, explique que eu não quero mais ir que o senhor decidiu me ensinar em casa.

_ sabe que eu não teria tempo para isso – disse William sorrindo feliz – tenho muito trabalho, se você quiser mesmo acho que terá de se contentar em ser ensinada pela sua Tia Muriel.

_ não, eu vou para Hogwarts então – disse Molly automaticamente fazendo o pai sorrir levemente enquanto passava a mão em seus cabelos – eu vou sentir sua falta.

_ eu também vou Molly – disse William – e me escute, eu quero que você pare de se preocupar tanto com a gente e aproveite o que aquela escola tem para te oferecer.

_ sim, eu sei – disse Molly sorrindo fracamente.

_ cuide-se minha garotinha – disse William – tenha um bom trimestre, nos vemos no natal.

_ Tchau papai – disse Molly enquanto se preparava para subir no trem escutou um ruído e ao olhar para trás pode ver que Gideon e Fabian na brincadeira dos dois haviam trombado e derrubado um garoto e preocupada a garota correu até ele para ajuda-lo a se levantar.

Molly se aproximou do menino caído, ele era ruivo assim como ela apenas com os cabelos de um tom mais claro. Era magrelo, esguio e com sardas pontilhando seu rosto além de salientes orelhas que de certo modo até que eram charmosas. Ela se agachou para poder pegar um par de óculos remendados no chão que pertenciam ao garoto.

Arthur havia caído de costas no chão, ele nem ao menos vira o que o derrubara. Ele se sentou enquanto buscava seus óculos tateando o chão até tocar um par de mãos delicadas e então olhou para o lado vendo um grande borrão vermelho de rosto deforme.

_ acho que isto é seu – disse uma voz delicada estendendo os óculos para Arthur que os pegou e os levou ao rosto podendo ver então com clareza a garota a sua frente.

Arthur perdeu alguns segundos olhando a garota a sua frente. Era uma garota ruiva de cabelos volumosos vermelhos tomate, de estatura baixa, meio roliça com bochechas coradas de um modo natural e um belo sorriso que dirigia a ele.

_ obrigado – disse Arthur endireitando os óculos no rosto, o que era meio idiota já que um segundo depois ele já estava torto novamente como sempre acontecia.

_ você se machucou? – disse a garota preocupada.

_ oh, não... Eu sou muito cabeça dura – disse Arthur dando uns toquinhos na lateral de sua cabeça, mas a expressão preocupada da ruiva não sumira — sabe o que dizem caldeirão ruim não fura – ela se levantou pois até então estava ajoelhada e ele fez o mesmo.

_ tome – disse a garota estendendo a revista em quadrinhos que ele deixara cair – então, também é primeiranista?

_ sim, sou – disse Arthur esticando a mão para se apresentar – prazer em conhecê-la, senhorita...

_ Molly – disse a garota aceitando o cumprimento — Molly Prewett e você é?

_ Weasley – disse Arthur sorrindo mexendo automaticamente nos óculos tentando endireita-los inutilmente — me chamo Arthur Weasley – o bolso dele se rasgou e escaparam algumas coisas que cairam no chão fazendo barulho.

_ você deixou cair... – disse Molly se abaixando ao mesmo tempo em que Arthur e suas cabeças se chocaram, fazendo com que os dois tivessem que se afastar um do outro com a garota esfregando o local atingido e o rapaz murmurando coisas inaudíveis.

_ sinto muito, eu não queria... – disse Arthur se apressando em dizer.

_ tudo bem, não foi nada – disse Molly enquanto o garoto se abaixava para recolher o que tinha derrubado, um monte de objetos cilíndricos metálicos que ela nunca havia visto – o que são?

_ oh, isto são pilhas – disse Arthur – os trouxas usam para conseguir dar energia a pequenos objetos, não é brilhante? – ele indicou feliz, seus olhos possuíam um brilho e seus lábios um sorriso animado o que fez a garota sorrir automaticamente.

_ e você os usa para que? –disse Molly curiosa.

_ ah, para nada ainda – disse Arthur – não tive a oportunidade, mas são ótimos itens para colecionar os trouxas os descartam muito fácil por ai.

_ oh, certo... – disse Molly tentando agir naturalmente afinal aquilo estava começando a soar estranho, afinal se os trouxas descartavam algo era porque estava estragado ou não servia para mais nada.

_ hei, Artie ai está você – disse Billius se aproximando próximo do irmão caçula e lhe tocando o ombro – venha você pode ficar comigo e na minha cabine.

_ até mais, nos vemos em breve – disse Arthur olhando por sobre o ombro para a garota que sorriu alguns segundos então voltou sua atenção para dois garotos gêmeos que a provocavam, certamente eram seus irmãos pelo menos foi o que o Weasley considerou.

Notas finais
Se gostaram do capitulo, deixem reviews porque só vou continuar a fic se ver que estou tendo retorno.