Molly & Arthur

3 Círculos de Amizades


Notas iniciais
Espero que gostem do novo capitulo.

12 de outubro de 1961

Era uma tarde fresca de outubro livre de aulas em Hogwarts. Os alunos aproveitavam aquela ocasião nos jardins para se refrescar e tomarem um pouco de sol atirados na grama ou como um grupo de garotas do primeiro ano fazia suas lições na sombra de uma arvore.

Molly estava entre elas debruçada sobre a grama sentindo a brisa lhe afagar os cabelos enquanto as outras garotas de seu grupo se concentravam no dever de transfiguração que fora pedido pelo professor Dumbledore.

_ vocês tem que admitir, está muito agradável aqui fora – disse Molly encarando ao redor as outras pessoas que estavam ali nos jardins.

Os estudantes se divertiam na beira do lago ou conversando, lendo livros sendo que apenas elas não aproveitavam aquele belo dia, mas decidiu não falar isto afinal suas amigas não iriam entender.

_ você conseguiu se lembrar das exceções da Lei Elemental da Transfiguração de Gamp? – disse Mary Elizabeth, a garota mais próxima de Molly em seu dormitório – eu simplesmente não consigo me lembrar deles.

_ comida, dinheiro, membros perdidos, sangue e vida – disse Molly se lembrando das cinco exceções olhando para Amélia Bones que era a pessoa mais inteligente que conhecia para confirmar se não havia se confundido em nenhum deles.

_ correto, comida e dinheiro é um pouco obvio não? Porque ela retornaria ao normal em seu estomago se tivesse sido transfigurada sendo também impossível tira-la do nada – disse Amélia – dinheiro uma porque desapareceria se fosse conjurado do nada e outra que seria considerado falso se fosse transfigurado.

_ sobre membros perdidos é algo impossível de se pensar ser capaz de ser criado a menos que se tenha um grande conhecimento da anatomia humana mas mesmo assim são proibidos por uma boa razão porque se forem conjurados completamente podem não se adequar ao dono e claro a transfiguração é permitida, mas é complicado demais para que se possa fazer por completo – disse Andrômeda então completando ao ver o olhar curioso das amigas – papai é medibruxo, tem vários livros sobre assuntos deste tipo na biblioteca de casa.

_ e o sangue é pela mesma razão não é? – disse Molly – ele pode retornar a ser agua ou qualquer outro liquido que você utilizou para transforma-lo.

_ exatamente, imagina quantas mortes foram causadas porque medibruxos primitivos transfiguravam líquidos como agua ou whisky de fogo e faziam uma transfusão – disse Andromeda – coisa barbara, ainda bem que criaram a poção de reposição de sangue.

_ devo me considerar com sorte de ser aceita no grupo de vocês – disse Mary Elizabeth surpresa pelo conhecimento das duas, não apenas ela como Molly também que se sentia imensuravelmente burra perto daquelas duas sabe-tudo – sabem como nascida trouxa, meio que ainda não me adaptei a isto...

_ nem tanto, só sei sobre estas coisas porque procurei em livros – disse Andrômeda e Amélia concordou com o que a sonserina havia falado.

_ idem, transfiguração sempre me interessou – disse Amélia dando de ombros – ah, olhem lá é o namoradinho da Molly – a lufana indicou com a cabeça numa voz irônica e o maior ataque de risinhos foi o que Mary Elizabeth teve.

Arthur Weasley estava nos jardins ao lado de seu melhor amigo Ted Tonks e seu irmão Billius, os três brincavam com uma espécie de bola diferente de todas as outras que haviam visto. Os rapazes a chutavam ao lado de outros garotos sendo que o lufano parecia domina-la com habilidade maior que os outros como se já estivesse familiarizado.

_ isso não deve ser permitido – disse Amélia Bones retornando a olhar para as amigas seriamente – podem machucar alguém com aquilo.

_ relaxa – disse Molly tentando não ligar, mas estava com medo que seu amigo pudesse se meter em problemas.

_ fala isto porque gosta dele – disse Amélia provocando.

_ eu gosto, somos amigos – disse Molly tentando não se irritar, o que era difícil para ela — Merlin, qual é a dificuldade em imaginar que podemos ser amigos?

_ ele é estranho – disse Amélia Bones – os rapazes em Lufa-lufa fora o Tonks o que não é grande coisa – Molly estava prestes a rebater, mas para sua surpresa alguém o fez antes.

_ Ted é alguém legal, não o trate como se fossem um ninguém – disse Andrômeda e Molly se surpreendeu, sempre achou que a morena não gostasse do garoto – mas devo admitir que o Arthur é estranho, os garotos da sonserina vivem o provocando e falando coisas dele e dos irmãos que bem...não são muito agradáveis.

_ eu olharia antes de dizer alguma coisa dos Weasleys – disse Molly irritada — ele são ótimos.

_ não estou concordando com eles Molly, longe disto – disse Andrômeda levantando as mãos em rendição – só estava comentando o que falam.

_ admita Molly, a maioria das pessoas pensa que ele tem um parafuso a menos – Molly e Andrômeda encararam a garota com olhares de confusão – é uma expressão trouxa que significa que ele não tem a cabeça no lugar.

_ você usando expressões trouxas? – disse Mary Elizabeth achando graça – desde quando?

_ sou mestiça, às vezes ouço meus tios trouxas falando coisas assim – disse Amélia então se voltando para Molly – mas a questão é que se eu fosse você pararia de andar com o Weasley, a menos que não se importe com o que possam vir a dizer sobre você.

_ eu não dou à mínima, ele é uma pessoa adorável e gentil – disse Molly irritada – ele é divertido e me faz rir, sendo isto mais importante do que as pessoas possam vir a dizer até porque as pessoas dizem muitas coisas idiotas e vocês sabem muito bem disto... Não me importo por ele ser estranho, isto faz parte de quem ele é – a ruiva se levantara pegando suas coisas – já terminei minhas tarefas e estou indo.

Ela se virou e caminhou para longe das amigas sem olhar para trás um momento sequer mesmo com Mary Elizabeth e Andrômeda chamando por seu nome. O rosto de Molly estava rubro e seus olhos cegos de raiva, tanto que não viu a bola vindo em sua direção e a atingindo em cheio na cabeça fazendo com que caísse e derrubasse tudo que houvesse em seus braços.

_ Molly – ouviu-se a voz de Arthur ao longe – Molly você esta bem? – ele de alguma forma já estava ao seu lado, a ruiva se voltou na direção dele podendo ver a expressão preocupada em seu rosto – você se machucou, esta ferida? Caramba, devia ter sido mais cuidadoso foi minha culpa, eu que não...

_ Arthur, tenha calma... Eu estou bem você só me derrubou – disse Molly rindo levemente do desespero do amigo o fazendo sorrir sem jeito enquanto olhava ao redor vendo as pessoas os rodeando.

_ caiam fora, o que estão olhando? – disse Arthur a todos ao redor dele — Vão cuidar da vida de vocês não viram a garota dizer que está bem? – as pessoas começaram a se dispersar até que ficaram apenas os dois.

_ Arthur Weasley, isto foi extremamente rude – disse Molly repreendendo a atitude do rapaz que pareceu encolher de repente a fazendo sorrir – pode me ajudar a recolher as minhas coisas?

_ claro – disse Arthur recolhendo tudo que havia se espalhado enquanto a garota se levantava e espantava a grama de suas vestes enquanto pegava a bola que a havia acertado – ela pertence ao Ted, ele conseguiu contrabandeá-la no malão.

_ então que é que vocês estavam jogando? – disse Molly após um momento atrapalhado em que os dois tentaram trocar o que seguravam, mas por sorte a ruiva soube contornar a situação.

_ um esporte trouxa – disse Arthur – é muito divertido, quer tentar?

_ bem – disse Molly indecisa ao ver o olhar do garoto, a resposta que queria dar era não o que certamente ia contra o acordo que ambos haviam feito sobre ela aprender a se divertir — minha Tia Muriel diz que esportes são para homens e mulheres que querem ser homens, não é algo que damas devem fazer.

_ então sua tia tem que acordar e ver que atualmente se tem grandes esportistas mulheres – disse Arthur – enfim, se você não quiser jogar tudo bem – ele começou a caminhar para longe.

_ Arthur, espere – disse Molly fazendo o garoto se voltar para ela – eu não te falei que não iria jogar com vocês – o rapaz sorriu ainda mais para ela então a esperando para que ambos pudessem caminhar lado a lado.

Arthur colocou a mão ao redor do ombro de Molly enquanto caminhavam até próximo ao circulo de amigos do ruivo. Eram sete rapazes e a garota resolveu se meter no meio deles para fazer um esporte pode perceber um olhar de estranhamento entre eles.

_ pessoal, esta aqui é Molly – disse Arthur a apresentando – ela quer jogar com a gente – os rapazes se entre olharam como se não tivessem entendido muito bem ou achassem que o amigo estava delirando.

_ ela vai fazer isto de saia? – disse Billius rindo levemente – não acho que seja uma boa ideia.

_ para mim não faz a menor diferença – disse Ted – desde que não esteja de salto, ela pode jogar é só ela não se arriscar tanto com embaixadinhas ou tentar se exibir do que pelo o que eu conheço a Molly não ira acontecer.

_ tem certeza disto? – disse um lufano de óculos.

_ sim, eu tenho – disse Ted – minhas irmãs costumavam jogar bola de vestidos, então acredito que não haja problema algum.

_ ótimo, bem você já conhece Ted e Reginald Cattermole do nosso ano e meu irmão – disse Arthur e os garotos a cumprimentaram — os outros são amigos do Bill e terceiranistas assim como ele, estes aqui são Amos Digorry – apontara para um lufano bonito de óculos – Caradoc Dearborn, Xenophilllius Lovegood – indicou para dois corvinos um de cabelos pretos e baixinho enquanto o outro era alto com cabelos loiros na altura dos ombros – e Mundungus Fletcher – um ruivo com vestes da lufa-lufa de aspecto meio encardido lhe lançara um sorriso torto.

_ por que estamos perdendo tempo? – disse Caradoc – vamos jogar um pouco antes que seja tarde demais – e puxou a bola das mãos do ruivo.

O jogo começou, e Molly percebeu o quanto era desastrada com a bola de futebol se arrependendo no mesmo segundo em que começou a sentir o cansaço que era correr pelo gramado tentando acompanhar os rapazes. Com a divisão em dois times, Arthur escolhera a garota para o seu lado tocando a bola para ela sempre que o possível para que pudesse ter uma maior participação e também porque ele adorava ver o desespero inicial dela então voltando para um sorriso em seus lábios.

Então numa ultima tentativa Arthur passara a bola para a ruiva fazendo com que Molly tivesse a oportunidade de marcar um gol o que realmente veio a acontecer. Bem que Amos tentara pegar a bola, saltando no chão, mas ela passara por entre suas mãos. Molly vibrou soltando um grito alegre com o que havia feito então se voltou para Arthur com o sorriso mais alegre de todos.

_ você viu o que eu fiz? – disse Molly dando alguns saltinhos — Viu só aquilo?

_ vi sim, parabéns foi um belo chute – disse Arthur e a garota sorriu discretamente se aproximando dele.

_ eu não teria conseguido se não fosse por você – disse Molly com uma voz doce que deixou o ruivo sem jeito, passando a mão nos cabelos e desviando o olhar.

Então eles foram surpreendidos por SJ que corria em direção ao grupo. Ele recolheu a bola do chão e encarou todos seriamente antes de começar a falar. O grupo de garotos o rodiou esperando pelo sermão.

_ vocês deveriam ser mais cuidadosos, não é contra as regras praticar esportes trouxas na escola, mas há lugares para isto – disse SJ – se os professores descobrem, já pensaram nisto?

_ relaxa irmão, por que não nos devolve a bola e vem jogar com nós? – disse Billius colocando o braço ao redor de SJ que suspirou pesadamente.

_ eu não posso Bill, as normas da escola são feitas para serem cumpridas e eu mais do que todos tenho que segui-las – disse SJ então entregando a bola para Ted – por favor, da próxima vez sejam mais discretos... Usem o campo de quadribol, quando ele está vazio qualquer aluno pode ir lá e praticar seja voo ou qualquer outra coisa.

_ nós entendemos SJ – disse Ted – obrigado por não confisca-la.

_ eu não faria uma coisa destas até porque mais tarde quem sabe eu aceite a proposta de meu irmão – disse SJ fazendo Bill sorrir para ele – mas por enquanto eu devo adverti-los que se pega-los jogando esta coisa nos jardins prometo que nenhum de vocês ira escapar de uma punição.

O monitor chefe se foi, e o grupo se dispersou. Arthur e Molly caminharam juntos de volta para o salão comunal da grifinoria para que a ruiva pudesse guardar suas coisas enquanto seguiam pelos corredores e escadas movediças.

_ então, não esta arrependida de estar com nós no lugar de suas amigas? – disse Arthur e a ruiva a encarou com um olhar estranho como se ele tivesse tocado num assunto delicado – o que foi?

_ eu não sei se posso considera-las mesmo minhas amigas – disse Molly levemente triste – acabei tendo uma discussão com Amélia agora pouco e bem...

_ esta chateada com isto? – disse Arthur seriamente.

_ um pouco, eu esperava mais delas sabe? – disse Molly.

_ como se fosse conseguir se livrar tão fácil assim da gente – disse uma voz e ao olhar para a direção de onde vinha, a ruiva pode encontrar Andrômeda e Mary Elizabeth a encarando em frente ao retrato da mulher gorda.

_ o que fazem aqui? – disse Molly olhando-as com um olhar duro.

_ bem, este é a porta do meu salão comunal também – disse Mary Elizabeth – e nós estávamos esperando por você, queremos conversar sobre o que houve.

_ ah, é mesmo? – disse Molly ironicamente então encarando ambas – bem, estou ouvindo podem começar.

_ olha, seu problema é com a Amélia não com nós – disse Andrômeda – você sabe que não pensamos isto sobre aquele assunto até porque apenas vocês duas discutiram então estamos aqui apenas para dizer que não temos na haver com aquilo e que não deve ficar com raiva da gente por algo tão bobo.

_ vocês não tomaram partido – disse Molly – você ficou calada – ela se voltou para Mary Elizabeth que se encolheu contra a parede – e você parecia estar apoiando Amélia com seus comentários.

_ eu apenas não quis me meter, achando que se falasse algo isto pudesse sobrar para mim – disse Mary Elizabeth num cochicho – não quero ganhar sua inimizade por conta disto, poxa você é a única que realmente se importa comigo dentro do nosso dormitório.

_ e eu não falei por mal, você que estava de cabeça quente que não entendeu que eu estava apenas expressando a opinião sobre o que o pessoal da minha casa pensa sobre aquele assunto – disse Andrômeda – sabe que não penso isto, você mesmo falou que eu era boa demais para estar na sonserina, se esqueceu? Você é minha primeira amiga de verdade, e é importante para mim e se aquele assunto é algo que você gosta tanto nós temos que aceitar e ficar do seu lado.

_ fico feliz que pensem assim – disse Molly sorrindo para as duas – mas enquanto Amélia?

_ nós conversamos com ela, não gostamos da atitude que ela teve com você – disse Andrômeda – mas mesmo assim, ela não quis vir se desculpar o que em minha opinião se deve a ela ser orgulhosa demais para pedir desculpas.

_ é, ela é assim mesma – disse Molly – obrigada por terem vindo falar comigo, é realmente muito bom saber que ainda posso ter vocês como amigas.

_ não íamos deixar nossa amizade se perder por conta de um assunto bobo não é? – disse Andrômeda sorrindo e as três se abraçaram fazendo Arthur se sentir ainda mais deslocado por estar ali perto num momento como aquele.

_ hã... Querem entrar e jogar um pouco de snap explosivo? – disse Arthur as garotas que se entreolharam antes de encara-lo – acho que a Mulher Gorda não vai se importar se a Black entrar no nosso salão comunal.

_ bem, acho que não há problema se ela for uma convidada de vocês – disse Mulher Gorda gentil, ela parecia um pouco compadecida das pazes feitas entre as garotas.

_ torta de abobora – pronunciou Arthur a senha fazendo o quarto girar para o lado dando permissão para que os primeiranistas entrassem.

Algumas pessoas olharam torto e estranharam quando viram Andrômeda entrando, esta por sua vez ignorou com maestria como se fizesse de conta que o lugar estava vazio. Eles se sentaram em frente a lareira e Arthur tirou as cartas do bolso e Molly subia os degraus para ir guardar suas coisas sendo acompanhada por Mary Elizabeth. Deixando apenas Arthur a sós com a morena da casa das cobras.

_ você parece um cara legal – disse Andrômeda – nenhum outro grifinorio convidaria uma sonserina para vir a seu salão comum.

_ eu acho uma tolice este negocio entre casas de quererem ser rivais – disse Arthur – e outra, minha mãe foi da sua casa então meio que cresci pensando que sonserinos não poderiam ser tão ruins assim.

_ sua mãe foi uma Black não é? – disse Andrômeda – me lembro de ver o nome Weasley na tapeçaria lá de casa, ela é casada com tal de Septimus.

_ sim, ele é meu pai e o nome da minha mãe é Cedrella – disse Arthur e a morena sorriu com a informação – mas ela foi banida da sua família ao se casar com ele.

_ acontece às vezes, muitas pessoas não aceitam casamentos arranjados – disse Andrômeda e o ruivo franziu o cenho, a ideia de um acordo matrimonial por interesses era algo realmente idiota em sua opinião afinal não havia sentimento.

_ você esta normal ao saber que terá que fazer isto um dia? – disse Arthur perguntando a garota que pareceu um pouco hesitante antes de responder.

_ é minha família, mesmo que eu não concorde com algumas coisas devo fazê-las – disse Andrômeda – de qualquer forma, eu tenho um plano para caso isto aconteça irei espantar todos os meus pretendentes de tal forma que nenhum queira algo comigo.

_ é, quem diria – disse Arthur rindo – pensei que minha mãe fosse a única rebelde naquela família ao fugir com o meu pai – aquele comentário fez a morena rir também.

_ só em ultimo caso, francamente não sei se faria isto até porque não pretendo me casar – disse Andrômeda tremendo com a ideia – o cara tem que ser realmente especial para me chamar à atenção.

_ pode acontecer – disse Arthur – quem sabe daqui alguns anos não é mesmo?

_ é, quem sabe só acho que não é o caso de me preocupar com estas coisas agora – disse Andrômeda — ainda sou muito jovem para meus pais pensarem em arranjar um marido para mim ou para me apaixonar por alguém.

_ entendo – disse Arthur enquanto percebia as outras garotas retornando.

_ sobre o que conversavam? – disse Molly se sentando ao lado dele.

_ nada demais – disse Arthur — sobre assuntos de família.

_ somos primos – disse Andrômeda — sabia disto Molly?

_ primos? – disse Molly surpresa afinal não havia qualquer semelhança entre eles.

_ segundo grau – disse Andrômeda — eu acho.

Eles conversaram sobre assuntos quaisquer sem importância, sobre aulas e professores bem como jogos de quadribol que para a surpresa de Arthur tanto Molly quanto Andromeda entendiam claro que Mary Elizabeth não entendia tendo que as garotas explicarem o que o jogo era. Arthur falou sobre o jogo de futebol, e Mary Elizabeth se sentiu mais a vontade com um assunto do mundo trouxa sendo que Molly falava alegremente sobre o jogo com ela ainda orgulhosa do gol que havia feito.

O jogo se seguiu entre os quatro até que Andrômeda mencionou que deveria ir ao seu salão comunal. Mary Elizabeth se levantou para ir ao dormitório deixando os outros dois sozinhos no andar debaixo com Arthur mostrando a Molly suas revistas em quadrinhos.

_ até que são legais não? – disse Molly olhando as revistas em quadrinhos – meus irmãos iriam adorar alguns, talvez conseguissem se concentrar nisto por mais de dez minutos e evitem quebrar as coisas em casa.

_ eles não podem ser tão terríveis assim – disse Arthur e a ruiva lhe encarou com um sorriso leve – então, o que você esta achando das nossas aulas divertidas?

_ francamente? – disse Molly se fazendo de seria o que deixou o garoto um pouco apreensivo – estou adorando, é tudo tão novo para mim não sabia que podia ser assim tão bom as vezes apenas fazer algo para relaxar ou porque acha divertido.

_ sim, é este ultimo mês e algumas semanas tem sido muito bons para mim também – disse Arthur sorrindo mirando o fogo a frente deles.

_ obrigado por isto tudo Arthur – disse Molly fazendo o garoto desviar os olhos para ela.

_ pelo o que? – disse Arthur meio sem jeito pelo tom de voz que ela usara.

_ por me mostrar que vale apena deixar as responsabilidades de lado um pouco – disse Molly – eu estava tão acostumada com tudo aquilo, com cuidar da casa e dos meus irmãos que tinha me esquecido que a vida não é feita apenas de obrigações e que às vezes vale só curtir o momento que temos.

_ você esta aprendendo e isto é ótimo – disse Arthur — pois significa que sou um bom professor e que não estava te fazendo perder tempo.

_ você que se engana, eu adoro o tempo que temos juntos – disse Molly – mesmo que as pessoas não entendam porque eu escolhi isto.

_ o que quer dizer? – disse Arthur confuso e a ruiva desviou o olhar.

_ não importa está bem? – disse Molly – nada importa – ela colocou a mão sobre a dele — eu te considero você meu melhor amigo Arthur é disto que precisa saber.

_ eu não sei o que falar sobre isto – disse Arthur rindo levemente de nervoso — quero dizer você me pegou de surpresa, digo... – ele respirou fundo — obrigado Molly, isto é importante para mim apesar de que... – se interrompeu.

_ de que? – disse Molly para ele incentivando-o a continuar.

_ bem, não acha que é um pouco cedo para dizer algo assim? Mal nos conhecemos ainda – disse Arthur um pouco encabulado com o que a garota dissera.

_ ora, eu não costumo me enganar sobre as coisas – disse Molly rindo levemente incomodada com aquela questão de ele duvidar de algo que ela falara – serio, eu acredito nisto, na verdade sei muito bem que é verdade...

_ então me desculpe senhorita não deveria duvidar do que diz – disse Arthur sorrindo – e sobre a sua briga com as garotas, posso saber o que foi que aconteceu?

_ nem pensar – disse Molly rindo enquanto escondia-se atrás da revista que nem ao menos lia mais – são assuntos de mulheres, você não pode saber.

_ você ainda não é oficialmente uma mulher – retrucou Arthur fazendo Molly abaixar a revista e encara-lo.

_ o que quer dizer com isto? – disse Molly num tom desafiador.

_ que assim como eu você ainda é uma criança, menina não mulher então não faça que nem os adultos de querer ter segredinhos uns com os outros – disse Arthur – pode confiar em mim, não vou contar.

_ bem não importa, de qualquer maneira não vou contar – disse Molly fazendo o ruivo passar as mãos nos cabelos um tanto decepcionado.

_ eu sou uma pessoa curiosa Molly, não deveria esconder as coisas de mim pois isto acaba comigo – disse Arthur fazendo a ruiva controlar para não rir.

_ boa noite Arthur – disse Molly se levantando e entregando a revista em suas mãos para o ruivo que a aceitou – nos vemos amanhã, tente não se atrasar para a primeira aula como da ultima vez sabe o quanto o professor Slughorn não gosta de atrasos.

_ pode deixar, estarei lá – disse Arthur enquanto a garota se retirava e ia subindo os degraus para o dormitório, ele se voltara em sua direção – Hei, Molly – a ruiva parou para encara-lo por sobre o ombro – tenha uma boa noite, durma bem.

Ela odiava ter de esconder as coisas assim, mas esperava que Arthur entende-se e não fosse buscar de respostas porque isto poderia magoa-lo. Não sabia o quanto o garoto sabia da forma como Hogwarts o via. O que a incomodava de verdade era que Arthur ficara incomodado quando ela dissera que ele era seu melhor amigo, podia não significar muito para o garoto aquilo agora para ela era admitir algo realmente importante. Afinal, ela não tinha muitos amigos, por muito tempo foi sozinha e o modo como o ruivo vinha a tratando desde que a conhecera era algo tão especial que ela tinha certeza de que ele era o melhor amigo pelo menos do sexo masculino.

Sua briga com Amélia Bones em que o defendera agora retornava a sua mente. Molly estava com a cabeça turbilhoando em mil em pensamentos a respeito daquele tal Weasley. Ele valeria apena afinal? Todo aquele carinho que tinha por ele era realmente merecido? Claro que é, francamente Molly você não percebe que apenas esta chateada por não ter ouvido o que queria. Vai ver, ele não estava preparado.

Notas finais
Deixem reviews se houver alguém acompanhando.