Molla Tempesta

7 Sole - Capitolo Settimo - Fine


Notas iniciais
Eu sei que sumi (novidade) mas eu sempre volto. Então aqui está pra vocês o ultimo capitulo dessa fanfic. Dessa vez não vou pedir desculpas pelo atraso. Leiam com carinho. ^^

Gokudera acordou, se é que ele tinha dormido naquela noite, depois de tanto pensar sobre o que fazer seu cérebro se entorpeceu e ele ficou sentado em uma poltrona do seu apartamento olhando pra o teto e vendo as formas das luzes dos carros que passavam na rua serem projetadas, alongando-se e sumindo em seguida e se empalidecendo quando a manhã foi se aproximando e quando o sol pôs-se finalmente no centro do céu, o Vongola se levantou revirando as pesas de roupa e papeis que dominavam o quarto. Tentava não pensar, mas também não poderia deixar de fazê-lo, pois sua mente o levaria para onde ele não queria, para a sala do piano da velha casa de seu pai no Japão, para cada segundo que ele passara com ela, para tudo o que ele perdeu. E tudo o que não tinha certeza de poder recuperar, por não saber o que fazer.

— Gokudera-shi? – Lambo abria porta – Gokudera-shi?! Estou entrando…

Lambo já não tinha sua “cabeleira black power” e usava calça jeans e uma camisa malhada. por cima desta um blazer com o logo de uma escola. Ele acabou de empurrar a porta e entrou largando uma mochila preta no chão com um certo estrondo, o que fez Hayato se virar bruscamente agarrando uma garrafa que estava perto de sua mão. Quando viu que era o garoto a soltou imediatamente, fazendo-a tilintar no chão e depois rolar até encontrar com um rodapé.

— Lambo! Não me assuste assim, vaca estúpida! Eu podia ter te explodido, sabia?!

— Yare, bem que o onii-sam falou que você estava estranho… — o garoto empurrou o que se encontrava no canto da cama e sentou-se – Ouvi dizer que a Hura está aqui. Ela voltou então?

— Não.

Gokudera mexia no bolo de roupa suja e lixo que era seu apartamento, jogando coisas para cima, fazendo a bagunça piorar enquanto Lambo olhava o que tinha em cima da cama e dos lençóis bagunçados, o que fez o garoto encontrar uma serie de coisas constrangedoras que ele voltava a enfiar debaixo das cobertas.

— Você está nervoso…

— Não, não estou.

— Eu não lembro muito bem, mas acho que já vi o Gokudera-shi assim antes.

— O que veio fazer aqui, Lambo?

— Eu?

— Claro que é você idiota! – O homem tirou um maço de cigarros amassado de uma escrivaninha e tirou um cigarro de lá, que devia tê-lo passado despercebido antes, e o acendeu encostando-se na porta da sacada – Quem mais poderia ser? Aquela garota idiota?

— Eu vim ver como o Gokudera-shi está, por que eu lembro de ter visto o ele chorar… antes…

— Eu estou bem, agora pode ir vaca estúpida.

Sem disser nada o garoto se levantou e foi em direção à porta pegou a sua mochila e a jogou nas costas e quando já ia saindo parou soltando uma exclamação:

— O onii-sam perguntou do acordo de ontem.

— Diga ao juudaime que deu tudo certo e que eu já assinei os papeis. Ah e avise à ele de que hoje eu não apareço por lá.

— O que você vai fazer, Gokudera-shi?

Antes que o Guardião da tempestade pode-se dizer algo Lambo acenou e saiu batendo a porta atrás de si. Gokudera não entendeu muito bem o que o garoto lhe disse, mas ele tinha de fazer algo, que só ele pudesse fazer.

-x-

— Haru! Haru! – Irashy escancarava a porta do quarto do hotel enquanto gritava pela noiva – Haruuuuu! Voltei!

O rapaz podia ouvir o barulho do chuveiro ligado, a noiva estava tomando banho, ele então soltou as sacolas de compra sobre uma pequena mesa e arrastou uma cadeira onde se sentou desleixadamente enquanto dobrava um pedaço de papel com as pontas dos dedos. Seria fácil jogar um contra o outro. Não. Seria fácil fazer sua amada noiva odiar o Vongola, era só mexer uns pequenos pauzinhos, então o tal Gokudera iria acabar brigando com ela e então era só acolher a garota e levá-la dali, direto para o casamento.

Apesar de discretos era demasiadamente comum saber algumas peculiaridades daquela organização, como uma acionista ter o temperamento explosivo, outro ser um menor de idade que ainda está no colegial, ter um lunático boxeador, um anti-social que achava que vivia no Japão medieval, sem falar do covarde sentimentalista que era o presidente.

— Patético… — balbuciou Irashy.

— Ira-chan! Já estou indo.

— Okay.

Irashy se levantou e começou a tirar as compras da sacola, de uma delas tirou um urso de pelúcia com um laço de fita rosa no pescoço, quando ouviu que Haru se aproximava segurou o atrás da suas costas sorriu de orelha a orelha. A moça parou tombando a cabeça, tentando espiar o que era, o que fez o rapaz recuar um passo, outra tentativa, outro recuo.

— Deixa eu ver, Ira-chan! – diz-se Haru na ponta dos pés.

— Ver o que? – ele ria

— O que você tem ai na mão.

O rapaz prendeu o bichinho entre ele e a parede e mostrou as mãos à amada.

— Viu não tem nada.

— Ah! Tem sim. – ela então tentou pegar o que o moço escondia, mas este saiu correndo – Malvado.

— Eu? Você que esta correndo atrás de mim. – ele disse pulando a cama – E eu que sou mal.

Haru jogo-se na cama olhando pro lado enquanto fazia bico.

— Já cansou? – Irashy deitava ao lado dela apoiando a cabeça na mão, Haru fez que sim com a cabeça desviando o olhar para cima – Que pena…

O moreno beijou a face da moça enquanto colocava o urso em seu colo, em seguida sussurrou no ouvido dela “Obrigado…”. Irashy se levantou e saiu do quarto.

— I-Ira… shy…

-x-

O céu já começava a se tingir de laranja enquanto as crianças corriam tendo a atenção chamada pelos pais uma ou duas vezes, ao fundo se ouvia os sinos do carrinho de sorvete tocaram acompanhadas de algumas risadas, também se fazia ouvir o choro de um garoto e o ladrar de um cão. O homem de cabelos prateados olhava a paisagem de um mundo que não lhe pertenciam, algo que nunca varia parte de sua vida nas atuais circunstancia, seus ombros pesavam e um bocejo involuntário, ao momento e a situação, o fez escancarar a boca. Não importava quem quer que fosse que aparecesse lá, estava atrasado quase uma hora, o céu já estava quase negro. Ele estava era sendo feito de palhaço por aquela idiota e aquele frangote. Ora!

Gokudera se levantou puto com aquilo, estava ficando irritado, realmente irritado. Sua cabeça rodava. Haru. Choro. O décimo. Crianças correndo. Uri. Um espelho. O jardim. Aviões de papel. Choro. Explosões. Sua mãe. Seu corpo se chocou em algo. Ele xingou sem ver o que era, então uma voz calma e um ar cantante lhe responde.

— Ah! Olá Gokudera Hayato. – O Vongola parou de supetão e virou-se, um rapaz sorria – Bem... Parece que eu estou um pouco atrasado, mas como não marcamos um horário, peço que não o leve em consideração. Okay?

— Eu pensei que… – Começou Gokudera meio sem saber o que dizer.

—… a Haru viria? – o Vongola confirmou – Ah me desculpe, eu só disse que era ela quem queria falar com você, pois acreditei que não iria vir se encontrar comigo. Vamos nos sentar.

— O que você quer comigo? – disse Hayato enquanto se sentavam – Se for sobre o imóvel, creio que esteja tudo certo.

— Não! Não, quanto a isso está tudo certo, confio plenamente em vocês sobre isso, mas… Existem coisas em que eu confio e outras não.

O de cabelos prateados soltou um muxoxo e enquanto acendia um cigarro.

— “E o que isso tem haver?” você deve estar pensando, bem creio que nós tenhamos mais do negócios em comum.

— Se tivesse me dito que fumava tinha te dado um cigarro.

— Não se faça de rogado meu caro sabe muito bem o que quero dizer.

— Se fala daquela idiota não precisa se preocupar. Eu nuca tive e nunca senti nada por ela. Era só uma garota burra antes e agora é uma mulher burra. Façam bom proveito do casamento de vocês!

— GOKUDERA IDIOTA!!!!!!!!!

Parada a uns dois metros estava Haru, de sua boca aperta ainda saia o eco do grito, dos olhos começavam a brotar grossas lagrimas a moça desatou a correr. Gokudera ainda estava estático no banco quando sentiu uma mão sobre seu ombro, Irashy exibia um sorriso de orelha a orelha.

— Obrigado Gokudera-kun. – Irashy bateu com a ponta do indicador na testa do Vongola – Não foi assim que eu planejei, mas você fez tudo certinho. – então começou a correr atrás da moça – Haru! Espera! Haru!

Haru corria o maximo que sua pernas lhe permitiam. Mesmo que passasse tanto tempo ouvir aquelas palavras ainda lhe doíam. Mesmo tendo certeza que aquelas palavras eram verdadeiras elas rasgavam seu coração. Mesmo que ela tentasse apagar o que sentia aquilo era real. Não importa o que ela fizesse, esse era o sentimento que lhe acompanharia pelo resto de sua vida. Que vida cruel e ao mesmo tempo tão boa, pois apesar de não ter quem ela amava ela tinha amigos e alguém que gostava dela, alguém que ela tentou amar, mas que um velho fantasma trouxe de volta. Ao longe ela ouvia seu nome. Não, não iria parar e ouvir baboseiras do Gokudera. Nunca mais veria aquele idiota. Ia voltar para o Hotel e pedir que Irashy a levasse dali e nunca mais voltassem. E dali um ano mandaria seu convite de casamento para todo mundo e aquela anta do Gokudera ia ver só o que perdeu!

— Cara como ela corre. – resmungou Irashy ainda tentando alcançar a amada – Haru! Espera Haru! H-A-R-U!

O rapaz apressou o passo e segurou a pelo braço, envolvendo o corpo da garota com seus braços e sussurrou-lhe ao ouvido.

— Você sabe pra onde deve correr. – Haru se desfez em lagrimas – Não precisa chorar, querida, você não deve quebrar seu coração por alguém que nem lhe olhava.

— Não adianta dizer isso pra ela, seu maldito, essa idiota sempre chora por qualquer coisa.

— Ora ora, Hayato-chan pensei que tinha se cansado de destroçar os coraçõesinhos de lindas damas, assim como vez, com a minha pequena Primavera aqui, e como vez com aquela outra moça… hum…não consigo me lembrar, bem… ela nem foi importante mesmo, mas ainda assim sinto pena da pobre.

— Não fala coisas que você não sabe, seu desgraçado!

— Certo, certo não posso dizer que sei sobre a moça, se mal sei o nome dela… Então… o que veio fazer aqui? Pedir desculpas e se ajoelhar na frente da Hura-chan com os olhos cheios de lagrimas dizendo que a ama? Não. Não isso não faz o seu estilo… Então vai lutar comigo, e quem ganhar leva o “premio” pra casa? É acho que isso seria mais apropriado pra você. Melhor! Vai roubá-la de mim! É isso!

— Cala a boca!

— Me manda calar a boca?! Antes de mandar alguém fazer isso você deve calar-se a si próprio! Falando qualquer merda como um colegial! – Irashy então afagou os cabelos da moça e começou a conduzi-la até um banco próximo onde a sentou murmurando – Desculpe Haru, acho que as coisas vão ficar feias. Mas não se preocupe. – Então beijando a testa dela se virou para o homem – E então Gokudera-chan? “What do you do”?

Gokudera resmungou franzindo a testa. Aquele maldito estava brincando com ele, se pudesse o explodia, mas não daria, a Haru não estava muito longe, e ele também não podia sair explodindo os outros no meio da rua por mais que isso o irritasse, ele não era mais um colegial!

— Se desculpas resolvessem… mas não tem como voltar atrás…

— O que disse?

— Que eu preciso falar com a Haru a sós.

— Finja que eu sou uma arvore então.

— Ta mais pra pedra no caminho dos outros.

— Não conhecia esse seu lado cômico.

Gokudera ignorou esse ultimo comentário e foi se ajoelhar na frente da moça, respirando fundo algumas vezes. Haru enxugou os olhos com as costas das mãos e virou o rosto.

— Não quero falar com você. Me deixe em paz.

—Por… favor Haru… — Gokudera pousou a mão no joelho da moça enquanto essa lhe olhava nos olhos.

— Por favor…?

O moço confirmou com a cabeça. Depois abaixou o olhar.

— Eu fiz muitas coisas sem sentido e disse muitas coisas que te magoaram talvez nenhuma que tenha te alegrado, não sei nem seu o que eu estou dizendo pode ser uma verdade para mim, mas é isso o que eu tenho que lhe dizer. Tem coisas que eu podia ter feito que eu não tive coragem de fazer escondido atrás do meu orgulho q da minha burrice…

— Pelo amor de Deus! – exclamou Irashy ao fundo.

— Cala a boca!… Quando eu disse que te amava. Era realmente verdade, apesar de eu só ter lhe dito pro saber que era isso que queria ouvir… e por não ser verdade naquele momento você me deu as costas. E quando eu te vi partindo a anos atrás e eu não fui atrás de você. Fui arrogante, estúpido, mal-educado e grosso com você. E é por isso que você pode me odiar. Mas agora que eu sei que te amo, eu não me importo, mesmo que você me odeie… Mas eu quero que me diga… diga que em odeia, que não me ama, e eu nunca, nunca mais aparecerei na sua frente.

Os olhos de Haru transbordaram em lagrimas mais uma vez enquanto um sorriso brotava em seus lábios, ela então segurou a face do Vongola e tocou seus lábios com a ponta dos dedos.

— Mesmo que eu diga que te odeio isso nunca vai ser verdade.

Os rostos dos dois se aproximaram lentamente, mas antes que eles se beijassem uma dor aguda atingiu as costas de Gokudera, o que fez seu rosto se contorcer de dor e de seus lábios sair um pequeno suspiro. Haru levantou o rosto a tempo de ver Irashy atingir Gokudera com outro golpe. Vendo que a moça lhe encarava espantada, Irashy puxou os cabelos do Vongola pela nuca deixando a garganta exposta e lhe cortou a jugular, fazendo o sangue espirar na moça que tinha a boca aperta e os olhos esbugalhados enquanto tentava se afastar dali.

Irashy a segurou pelo braço e a jogou no chão montando em cima da moça que se debatia tentando se livrar das garras do que a prendia esmurrando o peito do rapaz, o moreno seguro as mãos da moça acima da cabeça e começou a correr com os dedos pelo colo ensangüentado de Haru que agora quase não se mexia. O assassino então soltou um suspiro exageradamente dramático.

— Pensei que um Vongola seria mais divertido de matar, mas foi… hum… como eu posso dizer… Patético. O que eu devo fazer com você? – ele olhou pra cara dela como se esperasse uma resposta então prosseguiu – Certo… acho que vou ter que decidir isso sozinho… Nós ficamos dois anos juntos e nesses dois anos eu não estive uma vez com outra garota e você… apesar sermos namorados, depois noivos, e estarmos prestes a nos casar nunca me atendeu como homem, eu poderia tê-la aqui mesmo do jeito que estamos, mas… estou realmente enojado com o que eu acabei de ouvir e muito, muito decepcionado com esse Vongola ai. Poderia deixá-la viva, o que acha? É uma boa idéia… sim, mas você contaria a policia ou aos seus outros amiguinhos e isso me causaria problemas, bem eu não queria te matar. Dói-me o coração fazer isso. Eu realmente gosto de você, ao contrario do presunto ai. Mas você não conseguiria viver com isso… Então só me resta uma solução. Sabe que não tem como fugir de mim, não é? – Irashy soltou as mãos de Haru e se levantou – Fique de joelhos de costas pra mim querida.

Haru obedeceu tremula e ainda sem dizer uma palavra. O assassino ergueu a cabeça da moça e colocou a lamina da faca rente a garganta dela.

— Feche os olhos vai ser rápido e eu prometo que não vai doer.

E no momento em que as pálpebras da garota se encontraram o rapaz a matou.

Irashy tirou do bolso um pano onde limpou a faca e o jogou no chão guardando a arma no bolso. Ele caminhou pela rua deserta, a alguns metros tirou a camisa e jogou pelo murro de uma casa ficando só de regata, mais a frente jogou os documentos no lixo e pegando um cigarro o acendeu e jogou o fósforo no cesto, incendiando os documentos.

— Até que foi legal…

-Fim-

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Notas finais
(copiando a fala do Gokudera q)

Eu escrevi muita coisa sem sentido, e tudo fora de ordem muitas vezes me contra-dizendo e esquecendo as coisas. Mas espero que vocês tenham gostado. Eu enrolei muito. Muito mesmo pra escrever isso. Por isso que eu esquecia as coisas =/
Quero agradecer a todos que leram.
E se tiverem perguntas sobre a historia mandem nas reviews!
Eu estava pensando em fazer uma fic do Hibari com a I-pin, mas não sei por onde começar então talvez demore e também não prometo nada.

Ah! Antes que eu esqueça… a historia da blusa que a Haru surrupiou… ela ficava cheirando quando ia dormir e depois XX XXXXXXXXXX pensando no Gokudera, quando ela foi se mudar sua mãe pensou que a blusa era de um primo da Haru de deu a blusa pro garoto que jogou fora depois que virou a esquina da casa dos Miura porque ele não queria uma blusa com cheiro de cigarro e suja de XXXXX da Haru. A guria ficou puta com isso.
E mandem reviews!

Bjos galera e muito obrigado por tudo.
=*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!