Molla Tempesta
5 Nuvola - Capitolo Cinque
Notas iniciais
não me matem please eu sei que demorei para postar [imagina nem foram 3 meses].
Mas o que me fez continuar escrever foi um MP do Toshiya-kun.
A luz da manhã invadia o apartamento de janelas amplas em que Gokudera Hayato morava, o homem fumava na sacada. Parece que aquela velha dor de cabeça iria voltar a lhe incomodar, ele tentava não pensar nela voltando seu olhar distraído para a fumaça que era levada pelo leve vento que acariciava Nanimori.
-Hayato.
Ele se virou para a voz feminina que lhe chamava, Yume, talvez, ele nem se lembrava mais, ela estava sentada na cama se cobrindo com o lençol. O cabelo negro fazia contraste com a pele alva da moça. Gokudera atirou o cigarro para a rua abaixo dele e caminhou até a cama se sentando ao lado de Yume.
- O que foi?
- Não é nada...
Ela olhava para baixo desviando o olhar do dele. Os dois já haviam saido algumas vezes juntos, talvez seu relacionamento com Yume tenha sido o mais próximo de um namoro que Hayato teve, já fazia uns dois anos que os dois estavam juntos, e por mais incrível que parecesse a ele a moça nunca havia falado em algo mais serio do que os encontro esporádicos que os dois tinham.
Gokudera havia mudado, um pouco, estava menos explosivo do que na sua adolescência e havia se tornado um homem de reconhecimento entre a elite da região apesar de muitos repudiarem o comportamento boêmio e maus costumes do rapaz. Era uma espécie de contador de uma empresa que estava monopolizando Nanimori, os Vongola, ninguém sabia o que eles faziam, mas sabiam que eram ricos e estavam levando muitas coisas boas, e ruins também, para a cidade.
O homem de cabelos prateados pousou a mão na bochecha da moça e acariciou a. Yume tinha os olhos apreensivos, algo lhe incomodava não precisava ser um gênio para saber disso.
- O que foi, Yume?
- Não é nada, Hayto, já lhe disse. – ela retirou a mão dele de seu rosto.
- Não, não é. – ele se levantou – e andou um pouco pelo quarto – Você está diferente, aconteceu alguma coisa, me diga, vamos.
- Eu só... – ela se levantou e o abraçou encostando a cabeça no peito nu do homem que a envolveu em seus braços – eu só cansei disso.
- Disso...?
- Disso tudo! – ela se soltou dele e ficou de costas – Fazem dois anos que nós saímos e eu não sei o que você faz! – ela se virou bruscamente – E já fazem dois anos! Dois anos, Hayato!
- Pensei que você não se importasse...
- Se não fosse assim teria me deixado no segundo encontro tenho certeza!
Ele ficou quieto, pois a resposta mais plausível para o que ela acabara de dizer era “eu teria, sim”. E foi isso que levou Gokudera a sair com Yume por dois anos, ela nunca perguntava, nem quando acordava sozinha pela manhã ou era deixada no meio de uma festa com a simples explicação “É assunto da Vongola”. Mas ela queria algo dele, ela esperava alguma atitude, uma atitude que nunca viria dele.
Gokudera havia jurado nunca se apaixonar por alguem, nunca. Aquela garota idiota havia levado algo dele, que jamais teve conhecimento da existência, e agora ela voltava se explicação alguma pra lhe atormentar! E ainda por cima tinha dito que a amava e ela saiu correndo! Correndo! Levando o resto do coração que havia lhe sobrado, acabando com tudo, com todas as suas esperanças! Foi a gota d’água! Não tinha no que ele pensar a não ser nela, não tinha ficado em paz a noite toda, o álcool que uma vez o tinha ajudado a esquecer agora só trouxera a imagem dela de novo. Então seu telefone havia tocado e era Yume dizendo que queria vê-lo, era disso que ele precisava, estar com alguem. Tinha funcionado, pelo menos até o sol bater em seu rosto de manhã e faze-lo lembrar do calor do corpo dela.
-Já chega! Eu não agüento mais isso! — Hayato saiu de seu transe, deveria ter passado muito tempo submerso em seus pensamentos aponto de não perceber que ela já estava vestida e procurava seus sapatos como uma louca. – Você nunca me ouve! Nem sei porque me incomodo! Devo ser uma idiota de gostar de um cara como você! Eu vou embora! Não me procure mais!
Ela saiu com os sapatos e a bolsa na mão batendo a porta atrás de si. Gokudera se limitou a ver ela passar pela porta, então acendeu outro cigarro e voltou para a sacada do apartamento, a vida corria, ele viu o carro de Yume deixar o estacionamento do prédio e dobrar a esquina, um rapaz passeava com um cachorro peludo e uma menininha corria em volta da mãe que dizia para ela parar, os carros cruzavam a rua como dardos e uma velhinha tentava atravessar a rua com os braços carregados de sacolas, um casal dobrava a esquina rindo. O homem de cabelos prateados voltou sua atenção quase que involuntariamente para eles que riam largamente, ambos de cabelos castanhos e roupas coloridas, o homem sussurrou algo no ouvido da moça que fez com que ela corasse e desse uma risada mais abafada. O celular de Gokudera tocou tirando o daquela espécie de transe que se encontrava, ele soltou o cigarro e enviou a mão no bolso, mesmo que estivesse em casa ele sempre carregava o telefone no bolso, e atendeu.
- Alô? ...
- Hey! Seu filho da mãe!
Alguem lá em baixo gritava, ele ignorou entrando no aparte e ouvindo o que o décimo Vongola o explicava.
- Pode deixar Juudaime, eu irei.
-X-
Haru ria com as palhaçadas de Irashy, eles iam se casar daqui dois meses, o moço não era da região, então a noiva estava servindo de guia turística para ele enquanto ouvia comentários inúteis do parceiro. Mas por mais que sorrisse seu coração estava esmagado dentro do seu peito. Por que havia aceitado o convite do noivo para ir a Nanimori a negócios? Por que tinha escolhido almoçar justamente naquele restaurante e encontrado os velhos amigos? Por que tinha aceitado ser acompanhada por Gokudera? Por que seu peito voltou a doer depois de tanto tempo? Por que quando o velho amigo lhe abraçará seu corpo estremeceu? Por que ela ainda guardava aquela velha blusa de frio?
Talvez porque ela ainda o amasse... Não! Ela ia se casar! Havia jurado seu amor a Irashy! Haru o amava, então porque a voltar para Nanimori e encontrar Gokudera lhe doía tanto? Sua cabeça estava confusa, como quando aquilo havia acontecido, como quando ela era adolescente e sua mãe a obrigara a se mudar. Na noite passada tudo tinha sido tão real como se ela tivesse revivido seu passado, e quando seus lábios haviam encontrado com os de Hayato era como se eles nunca tivesse se separado.
Haru sorria mesmo absorta em seus pensamentos, algo quente atingiu sua cabeça fazendo ela se assustar e passar as mãos freneticamente em seu cabelo, era uma bituca de cigarro que tinha sido jogada da sacada logo acima deles, Irashy xingou o homem que fizera tal coisa, mas foi totalmente ignorado o que lhe causou uma certa revolta que vez com que ele baixasse mais a categoria dos insultos até que a moça o acalmou.
- Não tem problema, Irashy, não me queimou.
- Se eu pegasse aquele filho da puta ia ver só!
Haru arrastava o noivo pelo braço, Irashy não era um cara nervoso só não gostava de ver o seu grande amor machucado. O que ela achava totalmente desnecessário, pois nada nunca acontecia. Então os dois decidiram voltar para o hotel em que estavam alojados.
- Querida você vai comigo no almoço, não é?
- Não vou incomodar?
- Claro que não, dizem que ele é uma boa pessoa acho que não se importaria. – ele retirou a camiseta e a esticou sobre a cama – Há não ser que ele se encante com sua beleza. Então meu patrão que me perdoe, pois eu quebrarei a cara dele.
- Não fale besteira! Eu te amo.
Mas o quanto essas palavras eram reais Haru não sabia e agora que os sentimentos que ela havia esquecido voltaram à certeza se fora completamente. Mas o que ela poderia fazer? Largar Irashy e se declarar para Gokudera? Ele dissera que a amava, mas e se ele já estivesse casado? Aquilo era loucura! Fosse como fosse ela iria suprir aquele velho e teimoso sentimento.
-X-
Juudaime tinha dito que era só um almoço de negócios, sobre uma venda de um prédio, o mesmo de sempre, falou que não poderia ir, pois teria que ir à escola do Lambo, mesmo depois de velha aquela vaca estúpida ainda dava trabalho para o Juudaime.
Gokudera se trocou vestindo uma camisa branca e calças jeans escuras e rumou para o restaurante que os Vongolas sempre faziam os acordos, como sempre chegaria alguns minutos mais cedo do que o combinado então esperaria o convidado aparecer. E com isso se passaram longos 20 minutos que fizeram os pensamentos do Guardião da Tempestade viajar até Haru.
Notas finais
Mandem sugestões para futuras fics minhas já que está terá mais 2 ou 3 capítulos. Pode ser de outros animes também!
=*
Fale com o autor