Moeda sem valor
8 Capitulo 8
Sentiu algo em seu ombro lhe cutucando bem levemente, ao fundo podia escutar algo chamando o seu nome, tudo isso lhe incomodava mesmo resmungando não paravam de cutucar. Abriu seus olhos usando as mãos para sentar na cama viu Silicia em pé ao lado de sua cama com um vestido nos braços, esfregou os olhos olhando para a janela vendo que o sol invadia o quarto já estava na hora de acorda, colocou as perna para fora da cama se espreguiçando não estava nem um pouco afim de levantar. Escutou Silicia falar algo, respondeu rapidamente com uma confirmação com a cabeça, não conseguiu entender o que ela tinha tido.
Levantou da cama com movimento lentos e sem vontade, arrastando os pés indo em direção ao seu guarda roupa, abriu ele encarando as roupas que haviam ali, não estava indecisa em o que usar, estava apenas pensando em nada.
—Senhora- Tocou seu ombro, Natasha virou o rosto ainda sonolenta- Hoje seu pai pediu para vestir isso.
—Hum?- olhou para o braço estendido de Silicia mostrava um vestido roxo escuro- Mas porquê?
—Seu irmão chegou ontem a noite, ele pede para reunir os seus filhos para tomar o desjejum juntos- Silicia terminou de falar, enquanto Natasha lhe encarava sem expressão nem uma, aos poucos parece que ela ia processando a informação até desperta e ficar de olhos arregalados
—Rier já retornou?- todo o sono que estava no seu corpo parece que havia sido expulso- Eu achei que fosse demorar mais alguns dias.
—Era o que todos acreditavam, mas ontem à noite a cidade ficou uma loucura com a chegada dele- Entregou o vestido na mão de Natasha, depois se virou indo em direção a cama para arrumar ela- Seu pai ficou praticamente a noite inteira acordado conversando com ele, os empregados estavam um pouco agitados para arrumar o quarto dele- Enquanto colocava os travesseiro no lugar, se levantou olhando para Natasha- Se acredita que me fizeram carregar uma caixa muito pesada para fora do quarto dele, nossa estou tão cansada.
—Posso imaginar, sempre achei injusto o uso dos empregados- Colocou o vestido em cabide que havia na porta do guarda roupa aberto. Sentou em uma cadeira abrindo uma gaveta logo embaixo do guarda roupa pegando um dos inúmeros sapatos que havia ali.
—Sim, mal tive tempo para dormi espero que possa consegui dormi escondida durante a tarde- Alisando os lençóis terminando de arrumar a cama.
—Você pode dormi aqui- termina de colocar os sapatos, se levantou recolhendo o vestido em seu braço- Diga que eu pedi para arrumar o guarda roupa, então tire um hora de sono.
Abriu um pequeno sorriso para Silicia que estava surpresa, ela não respondeu nada apenas acenou com a cabeça em seguida colocando o dedo na frente da boca. Achou uma graça, então fez o mesmo, as duas trocaram risadas, então seguiu para fora do quarto com o vestido em seu braço e Silicia logo atrás seguindo seus passos. Sua felicidade momentânea logo foi ofuscada com a lembrança que seu irmão tinha chegado, ficando um pouco chocada, fazia três anos que seu irmão havia saído de casa a mando de seu pai para administras uma da sua fortaleza, mas distante. Tudo fazia parte do treinamento de seu pai para que Rier pudesse assumir o comando da família, Natasha lembra que o treinamento que seu pai fazia com seu irmão, aulas o dia inteiro, treinamento de esgrima até virar a noite e logo de manha ele tinha que estar em pé para revisar tudo que havia visto no dia anterior.
Mas seu irmão sempre se manteve inabalado, tinha uma certa admiração por ele, sentia desanimo com suas aulas e não conseguia pensar no que iria fazer no futuro, porem seu irmão sempre estava disposto a sorrir e enfrentar os problemas de peito estufado.
Depois de se lavar e colocar o vestido escolhido por seu pai, se dirigiu para a sala de refeições, dessa vez ela não estava tão desanimada lembrou que tinha o treinamento com Sebas, e a notícia da volta de seu irmão tinha animado um pouco, então fez tudo que tinha que fazer mais rápido possível. Abriu a porta entrando na sala vendo Tombes e Rier sentados um para frente pro outro e seu pai na ponta de mesa. Tombes comia em silencio encarando sua comida sem expressão alguma, Rier e seu pai estavam conversando profundamente, demorando alguns segundos para percebe a sua presença. Animada caminhou rapidamente indo na direção do seu irmão para abraça-lo, mas êxito quando viu olhar sério de seu pai, repreendendo sua atitude, sentindo uma pontada de medo. Antes de chegar em seu irmão caminhou em sua direção fazendo uma pequena reverencia, Rier sem demonstrar nada em relação a repreensão de seu pai ele apenas abriu um sorriso olhando para sua irmã mais nova, fazendo uma pequena reverencia.
—Um prazer ter você conosco novamente- Sorriu levantando a cabeça para olhar pro seu irmão, então sentiu a mão em seu rosto, passando pela sua bochecha.
—Um prazer estar de volta, você está mais linda de quando eu tive que me retirar- Sorriso encantador de seu irmão era lindo, deixando ela com um pouco de vergonha.
—Sentem-se, tenho que discutir algumas coisa com Rier ainda- Seu pai não estava olhando para os dois, a sua comida parecia mais interessante, os dois apenas obedeceram sem questionar, Natasha sentou logo ao lado de seu irmão, a mesa era longa deixando apenas duas opções sentar ao lado de seus irmão ou afastada.- Ontem você estava me falando sobre as praga nas fazenda ao sul.
—Um problema complicado devo admitir, mas contratei um mago, três alquimista e um especialista em botânica para investigar- Seu irmão comia apenas um pão sem recheio algum, mantinha uma postura impecável.- Algumas fazendas eles já conseguiram resolver por agora eles devem estar indo para as outras.
—Muito bem, mas antes mande um relatório sobre tudo que está acontecendo, mandei você para aquelas terras para me manter informado de tudo.
—Sim meu pai, só achei que um problema simples de se resolver não deveria incomodar o senhor.
—Deixe que eu me preocupa com isso- Seu pai olhou para Rier com um olhar sério, seria assustador se seu olhar não fosse dessa forma naturalmente-Eu ando recebendo notícia sobre os seguidores de Lyra, o que você acha sobre isso?
—Bom, de acordo com os rumores, eles não fizeram mal algum ainda então eu deixaria eles agindo, religião é boa para controlar a população.
—Mesmo a gente seguindo outro deus?
—Podemos facilmente mudar o nosso panteão, eu me aliaria a eles agora que estão crescendo quando forem grande podem ser de grande ajuda.- Seu pai acenava com a cabeça em confirmação.- Minha irmã, gostaria que ficasse em casa hoje, seria possível?
—Hum? – Arregalou os olhos, sentia o olhar de seu irmão indo em sua direção, não estava preparada para dizer qualquer palavra durante o dejejum.
—Perguntei se poderia ficar em casa hoje- Agora ele olhava para ela esperando a resposta calmamente.
—Não!- Falou um pouco alto demais, se assustando com a própria atitude, até Tombes olhou para ela- Quero dizer, não poderia tenho aula a tarde até a parte da noite.
—Podemos facilmente adiar a aula para outro dia, se precisar eu mesmo posso te tutelar- Rier pegou um lenço que estava no lado de seu prato limpou a boca.
—Eu acho melhor não- Começou a ficar nervosa, cruzou os dedos da mão, segurando os próprio dedos olhando para um lado pro outro devagar- Essas aulas são importantes, quero dizer não é como eu não quisesse não ter aulas com você...
—Também acho que ela não deveria faltar, não aprovo faltar em seu estudos- Seu pai interrompeu Natasha enquanto falava, olhando para ela com um olhar intimidador fazendo ela abaixar a cabeça.- Se ela se acostumar com isso, vai começar a faltar com seus deveres no futuro com esposa, e não crio filhos irresponsável.
Não era seu pai que tinha um olhar intimidador seus irmãos possuíam mesmo olhar que seu pai possuía, única que havia puxado sua mãe foi ela e a única coisa que ela podia fazer era baixar a cabeça por sorte a situação tinha lhe favorecido, podendo seguir com seus aulas em segredo. O resto do dejejum seguiu na mesma situação seu pai e Rier conversavam sobre assuntos de administração das terras e feitos de Rier.
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Natasha havia chegado no esconderijo de Sebas de carruagem, Rolf tinha lhe recebido já que Sebas não tinha ido buscar apenas enviado uma carruagem, ficou surpresa ao notar que o lugar estava um pouco mais arrumado que antes a iluminação já estava mais presente e a sujeira sumiu em grande quantidade. O corredor que ligava todos os locais estava em um nível aceitável, indo em direção ao escritório de Sebas, que estava de porta aberta com ele sentado olhando e fazendo anotações em alguns papeis, antes que chegasse no meio do corredor, viu Sebas levantar a cabeça e sorrir para ela.
—Nossa princesa chegou, espero que Rolf tenha estendido o tapete vermelho- Gritava de seu escritório, franziu o cenho com raiva ela não era uma princesa e odiava quando ele falava isso- Hoje Rolf vai lhe ajudar então não vou poder servir chazinho para nossa princesa.
Se virou com raiva olhando para Rolf que estava logo atrás dela com uma mão no rosto decepcionado com as palavras de Sebas, tinha uma leve impressão que Rolf estava sempre decepcionado com desaprovando as atitudes de Sebas, e só precisou de apenas um dia para notar isso, Rolf foi até o grande salão abrindo as portas, Natasha seguiu ele notando que no centro do local havia uma mesa com um lençol encima dela com pratos e uma cadeira. Havia reparado que a decoração da mesa era de uma festa formal, os dois andaram até a mesa, onde Rolf estendeu a mão para que ela sentasse sem questionar muito ela sentou.
—O inútil pediu para que eu lhe ajudasse hoje- Ele ainda usava um terno e mantinha a postura de mordomo perfeitamente- Até acho melhor aposto que ele não ensinaria direito.
—Ele parece ocupado- Se ajeitava na cadeira se aproximando da mesa colocando as mãos no colo.
—Não duvido que ele tenha achado algum cartaz de procurado e esta desenhando encima dele- Rolf não parecia estar com raiva, seu voz também não possuía raiva de ontem- Hoje eu vou ensinar a você manter seu personalidade e como tirar informação em uma conversa sem ser suspeito- Foi até suas costa e começou a fazer uma trança em seus cabelos.
—Entendi- Ele terminou de fazer duas tranças depois fez um rabo de cavalo usando as tranças para amarrar.
—Quando estiver com esse estilo de cabelo você deve agir como Talita- Se dirigiu para o lado da mesa, retirou um papel do bolso e colocou encima da mesa empurrando em direção a Natasha.- Só hoje eu vou permitir que você cole sobre a persona de Talita.
—Tudo bem- Pegou o papel e deu uma rápida lida, então abriu o sorriso inclinando a cabeça um pouco para cima, Rolf olhou tocando seu queixo levantando um pouco mais a sua cabeça, depois tocou no lado esquerdo de sua cabeça inclinando alguns centímetros para o lado, depois ele confirmou com a cabeça com orgulho- O que eu devo fazer agora?
— Tente descobrir alguma coisa sobre mim, faça perguntas.
—bom, deixa eu ver- procurou na sua memória conversas que ela teve em festas e eventos importante, ficando decepcionada ao ver que não conseguia achar nada que ajudasse, conversas era o que ela menos fazia- De onde o senhor é?
—Hum, sou nascido no reino superior em uma família humilde das cidades distantes- ficou em silencio automaticamente, se mantendo como um mordomo falando apenas o necessário
—Ah, eu não sabia disso- sempre achou o reino superior um lugar interessante, por um momento olhou para baixo desfazendo o sorriso, com um estalo levantou a cabeça e formando um pequeno sorriso, no documento dizia que tinha que ser natural, algo muito grande ficaria forçado e estranho, mas era difícil manter um sorriso por muito tempo- E como você chegou aqui?
—Através de contratos, fui treinado para ser mordomo, e fui contratado para servi nessa região
—Entendo- não consegui pensar em algo para continuar a conversa, algumas ideias vinham porem não achava que seria útil
—Senhora- Rolf foi até suas costas ajeitando sua postura, estava um pouco curvada- Você está achando que personalidade alegre está apenas no rosto, contudo alegria é passada pelo gestos, modo de falar e também na postura. Você tem uma postura de uma lady admito, contudo carrega uma tristeza nos ombros.
—Eu não sabia, na verdade nunca percebi que andava desse jeito- os ajuste foram simples, levantando um pouco os ombros, pressionou suas costa fazendo estufar o peito
—As pessoas que costumam andar dessa forma, outras acabam aproveitando por serem submissas- Falou de forma casual, mas Natasha sentiu algo dentro do seu peito reagir com suas palavras, sentindo desconforto- Tente mexer um pouco as mãos, deixar ela encima dos colo faz parecer muito séria, então fazer alguns movimentos deixa a conversa mais fluida, e ajuda se quiser enrolar, tirando atenção do alvo assim podemos contar mentiras mais facilmente.
—entendo- Olhava para as mãos distraída, as palavras de Rolf ainda penduravam pela sua mente martelando forte.
—Vamos continuar, uma dica tente puxar assunto da frase que foi dita, não tente procurar perguntas aleatórias, busque um objetivo e foque nele- Rolf voltou para o lado da mesa assumindo postura de um mordomo, braços para trás olhar fixo para frente- lembra que eu falei que fui treinando para ser mordomo, foque nisso
—Tudo bem- Respirou fundo e sorriu assumiu a postura que Rolf mostrou, cruzou os dedos encima da mesa- Você foi treinado para ser mordomo, como funciona?
—Reino superior é muito rígido com suas tradições, então existem treinamento para que possamos servi do jeito que eles gostam- tudo que ele falava Natasha confirmava com a cabeça
—Muito interessante- levantou uma das mãos abrindo os dedos, lembrando de uma nobre que uma vez veio falar com seu irmão, o jeito que movia os braços era exagerado porem se conseguisse usar alguns movimentos que a nobre fazia podia ajudar na atuação, com a mesma mão levantada apontou de forma estranha, de mão aberta- E porque você decidiu virar mordomo?
—Por dinheiro minha senhora- Pela primeira vez Rolf quebrou seu olhar fixo e virou rosto para Natasha- Meus pais tinha uma pequena fazendo, dinheiro suficiente apenas para alimento do dia.
—Sair da fazenda é mais fácil do que ficar nela e trabalhar?- A dúvida fez sair um pouco do personagem, tirando o sorriso do rosto olhando curiosa para Rolf.
—Bom, eu tinha que arrisca era isso ou morrer de fome- Descruzou as mãos que estavam nas costa arrumando a gola da sua camisa como estivesse apertada, desviando o olhar enquanto respondia.
—Mas viajar de sua cidade até onde houvesse treinamento não seria caro demais, além dos custo de moradia- apoio o cotovelo direito na mão esquerda e com a mão esquerda tocou em seu queixo olhando para cima, lembrou desse detalhe de Talita, olhar para cima para pensar.
—É uma coisa sobre passado que eu não gosto de falar- Estava inquieto, sua cabeça estava firme porem parecia forçado, seus olhos iam de um lado para outro, seus pés estavam tremendo também.
—Tudo bem- Sentiu um pouco de pena de Rolf, o passado dele devia ser difícil, podia imaginar as coisas que teve que fazer para sobreviver.
Ouviu um estalo de uma língua, não tinha vindo de Rolf mas sim da suas costa, olhou para trás assustada percebendo que Sebas estava apoiado na porta balançando a cabeça em desaprovação, caminhou até a mesa puxando uma cadeira, sua roupa era simples a camisa de baixo era de um terno porem estava toda amassada, usava um colete de couro por cima. Se portava como o nobre mesmo estando com roupas muito distante de um.
—A não fique tão nervoso, todos nós já fizemos coisas que não nos orgulhamos- Cruzou as pernas e se inclinou para frente falando baixinho- pode confiar em nós.
—Eu não sei senhor, coisas muito ruim aconteceram para que pudesse chegar onde eu estou- Olhou para baixo com um olhar triste, parecia que ia começar a chorar. Natasha olhava para ele com pena, queria abraçar o pobre homem.
—Homem não deve se envergonha de fazer tudo pela sobrevivência, não me orgulho do que vou falar, mas o primeiro vinho que eu vendi foi roubado quando eu tinha dez anos-Colocou os punho encima da mesa apertando com força- Com o dinheiro comprei duas garrafa, depois disso eu segui minha vida no ramo de vinhos.
—Senhor eu entendo você, bom não posso permitir que o senhor revele um segredo profundo sozinho- Rolf inclinou o corpo para frente se aproximando da mesa, colocando a mão do lado da boca para abafar o barulho- Eu roubava plantações dos vizinhos e vendia em segredo, assim fiz minha própria economia para financiar meus estudos.
Natasha saiu do personagem na mesma hora, ficou de olhos arregalado diante a confissão de Rolf, ele fez oque ele podia fazer mas não conseguia sentir tanta pena, imaginando que ele não dividiu o dinheiro com seus pais ou que as famílias que cuidavam das fazendo na volta passavam pelo mesmo problema de pobreza e assim ele roubou deles. Tudo que ele fez foi pela sobrevivência, podia ver que funcionou conseguiu um cargo de mordomo, mas a que custo.
—Nossa princesa está passando mal? — Sebas olhava para o resto- Não me faça chamar os médicos, seu pai me mataria, você sabe que é só um personagem?
—Oque? Como assim? – sua supresa foi combinada com confusão, olhou para Rolf que tinha voltado ao estado original de quando conheceu, parecia carrancudo e mal morado- Você não veio do reino superior?
—Não, isso foi um dos meus personagens- Puxou uma cadeira e sentou na mesa junto com os dois- Você foi muito bem, conseguiu notar que tinha algo errado com meu passado, achei que não fosse descobrir de primeira.
—Mas! Você desistiu no primeiro problema- Sebas estava sério com os dedos cruzado encima da mesa olhando para Natasha- Você sentiu pena e desistiu, em casos assim quando se quer retirar informação, não pode recuar a não ser que seja parte do seu plano, tente fazer que a pessoa fique a vontade para contar o segredo ou conquiste sua confiança.
—Não exija tanto dela, para a primeira vez ela foi muito bem.- Aponto o dedo velho dele para o rosto de Sebas- sua primeira vez você só sabia chorar e reclamar.
—A não- Revirou os olhos se apoiando nas costa da cadeira cruzando os braços- Só sabe falar disso, foi oque você falo para Marin, para o Vector e com Cob e a Se...
Parou de falar de repente e por um instante a atmosfera mudou ficando tenso, Sebas e Rolf olharam para baixo ficando em silencio. Já tinha visto essa atmosfera antes, era comum ver isso na sua casa, todos sempre estavam para baixo tristes, refeição em família era quase sempre assim ou quando alguém mencionava o nome da sua mãe, tudo ficava tão triste.
—Podem continuar o treinamento- Sebas se levantou empurrando a cadeira para trás, andando em passos fortes- Tenho que encontrar uma pessoa.
Rolf voltou a sua posição inicial de mordomo, eo treinamento seguiu onde ele assumia diversas personalidades e ela tinha que descobrir qual era o segredo que tal personagem possuía, no final de cada interrogatório ele apontava seus erros e dizia qual caminho era melhor para se seguir em uma conversa.
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Caminhava com tranquilidade sobre as ruas do distrito comercial, usando uma roupa leve, uma camisa branca dentro da sua calça presa com um cinto preto, estava um pouco suja, mas não se importava. Estava um pouco calor Sebas se incomodava por ter barba em dias tão quente assim, mas tinha que seguir firme em seu papel, agora ele era um trabalhador honesto garçom em uma taverna nas moradias norte. Tinha saído do emprego na hora do almoço para caminhar o trabalho tinha puxado muito suas energias, e ter que aguentar a sua família a noite matava suas costas.
Parou em frente a uma tenda que vendia frutas, pegou uma maçã apertando e olhando ela em vários ângulos, frutas era algo que admirava quando bem tratadas ficavam linda e gostosas. Soltou a maça de volta no cesto e foi para outra tenda notando que era de tecidos, ótimas cores bem chamativas e cada uma mais bela que outra. Pegou um tecido que era feito de lã com um branco que se comparava as nuvens, olhou para a própria camisa suja quase assumindo a cor amarela ficou um pouco triste talvez valesse a pena comprar o tecido para fazer uma camisa nova. Colocou de volta, não podia gasta seu suada salário com algo tão inútil assim sua camisa funcionava e já era suficiente para ele.
Deu os ombros e seguiu caminhando pela rua principal observando a movimentação, lugar perfeito para caminhar sem preocupação, diversas pessoas não tinha o porque se preocupar o vento em seus cabelos fazendo dançar no ar acalmava, fazendo esquecer que tinha trabalho daqui uma hora. Pensou com calma até avistar um banco com um homem que jogava pão para as pombas. Caminhou até o banco, olhando para os lados vendo que não tinha ninguém que estava sentado ali pelas redondezas sentou ao lado do homem, que jogava pedaço de pão para as pombas.
—Que dia maravilhoso não é mesmo? — Sebas olhou para o céu cobrindo o rosto com a mão impedindo que os raios solares atingissem seus olhos.
—Concordo- Foi curto e grosso, percebeu que o homem se virava deixando cair os pedaços de pães sobre o banco- a droga
—Deixe que eu ajudo- Enquanto juntava os pedaços pegou pedaço de papel que estava entre os pães- Tudo esta aqui?- Sussurrou entre os dentes.
—Sim- Mal conseguiu escutar oque ele falou de tão baixo que foi, mas presumiu que ele não falharia com o seu pedido.
—Posso fazer uma pergunta- entregou os pães para o senhor que agradeceu balançando a cabeça- Você sabe alguma coisa sobre a Sejena?
—Ainda com o rei- O senhor se levanta jogando o resto dos pães para os pombos- Faça como os outros esqueça ela.
Assim o homem foi embora deixando Sebas para trás com seus pensamentos, já tinha deixado ela para trás a muito tempo, todos que ainda estavam vivos tinham deixado ela para trás, mas podia apostar que nem um deles se esqueceu dela, não poderiam esquecer dela.
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