Modernidade

1 Anonymous I


Os alarmes ecoam;

irritantes, doentes.

Invadem a mente desesperada por atenção.

A tela fina reflete a tal magnitude,

junta ao falso progresso,

unilateralmente explorado.

A modernidade, meu bem, é uma arte.

Utilizada para coisas inúteis nas mãos de inúteis, se devo dizer.

Qual a importância de um aparelho de ultima geração

Enquanto um continente inteiro chora por desnutrição?

Convém a morte de um ser humano

Para que uma máquina medíocre sirva café expresso?

Até onde vai a maldade?

O poder e conquistas materiais são tão reconfortantes a ponto de um necessitado ser ignorado?

A moderninade, meu bem, é uma arte.

Em um caminho tão medíocre quanto todos de quem dela experimentam.

Inventores morrendo por suas próprias criações: o que poderia ser benéfico, puramente um golpe de marketing à procura de capital.

Brilhantes doentes, depressivos, abatidos; culpados!

À beira de um suicídio.

O que era para o bem, tornou-se inaproveitado.

Eles não tiveram culpa, de fato; a bondade estava lá.

Porém fora renegada, pelos acumuladores de lucro.

A modernidade, meu bem, é uma arte.

Cada vez mais impregnada de interesse.

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