Notas iniciais
Hey hey hey! Eu sei que demorei x.x Mas eu tive muitos imprevistos, dentre eles o fim do GC, LoL e Teen Wolf. Sem muita demora, fiquem com o capítulo. Está pequeno, mas é só uma prévia, by the way.

Era uma calma noite naquele ponto da cidade onde ele estava. Olhando para o céu, ele se perguntava que horas seriam. Era tarde o suficiente para que a área residencial onde se encontrava estivesse em silêncio, com exceção dos robôs de patrulha que percorriam as ruas, fazendo a segurança dos moradores mais abastados. Ele respirou fundo, um círculo iluminou o chão sob seus pés e ele disparou numa velocidade alta demais para qualquer máquina, quanto mais para um ser humano. Saltando de um prédio para o outro, ele fazia um cálculo de quanto tempo levaria para encontrar a irmã. Se ele estivesse certo quanto a hora, sabia exatamente onde ela estaria e só precisaria passar por três cidades antes de chegar lá. Nada preocupante para ele. Não tinha pressa em chegar, ela sabia muito bem cuidar de si mesma.

*

O cheiro de cigarros e álcool pairava no ar. O bar estava cheio, mas não lotado naquela noite. Homens jogavam sinuca, davam em cima de garçonetes ou bebiam algo no balcão. Numa mesa afastada da euforia do balcão de carvalho onde eram servidas as bebidas e próxima o suficiente das conversas “interessantes” da mesa de sinuca, uma loira de beleza singular estava sentada. Ela destacava-se por ser uma das poucas mulheres presentes ali que não trabalhava no estabelecimento, mas também por suas vestes e pelo livro que lia. Ela usava um casaco moletom folgado, certamente alguns números acima do que lhe serviria perfeitamente, seus cabelos tão claros que facilmente passariam por brancos presos num coque que ameaçava cair a qualquer momento e um óculos de armação preta. Parecia compenetrada na leitura, mas na verdade prestava atenção nas conversas ao seu redor. A noite não estava lá das melhores, não havia escutado nada realmente interessante ainda, mas ao menos nada havia dado errado. Ainda. Ao alcance de sua mão direita estava uma taça de vinho tinto, da qual ela tomava um gole ocasionalmente. A noite tinha tudo para sair sem nenhum incidente, até que um dos homens na mesa de sinuca bateu com o taco acidentalmente na taça dela, derramando o vinho em seu moletom. Lentamente, como num filme, ela ergueu os olhos do livro para o rapaz que havia derrubado sua bebida. Seus olhos carregavam uma raiva fria, assustadoramente azuis e gélidos.

– Algo a dizer sobre isso? – ela disse de maneira tão calma que chegava a ser assustadora, já que podia-se notar a raiva em suas palavras.

– Quando eu tiver de dar satisfações para uma prostitutazinha qualquer de bar, provavelmente vou estar fora de mim. – ele zombou sem dar muita atenção a ela. Os homens que jogavam com ele riram em concordância e voltaram sua atenção para as bolas dispostas na mesa. Ela encarou o rapaz com um olhar que parecia perguntar: “Essa é sua resposta final?” o qual ele devolveu virando-se de costas e voltando ao jogo.

Sem pressa ela levantou-se e tirou o moletom por cima da cabeça, revelando um corpo curvilíneo e escultural, ao qual fez os poucos homens no bar que ainda esperavam uma reação dela desejarem um banho gelado, já que ela usava uma blusa folgada que apenas servia para esconder sua peça íntima. Amarrou o moletom nos quadris e caminhou até o rapaz que derrubara sua taça, parando atrás dele. Enquanto ela estava sentada, não podiam perceber o quanto era alta, mas passava facilmente o desmiolado que cometera a burrice de provoca-la em um palmo e meio.

– Já que o senhor gosta tanto de jogar que decidiu me ignorar, que tal um jogo? – ela perguntou cruzando os braços abaixo dos seios e sorrindo de uma maneira provocativa. Ele virou-se de costas e encarou-a, sem palavras por segundos intermináveis. – Ainda estou esperando uma resposta, sabia? – ela riu com certo desdém. – O gato comeu sua língua?

– Que tipo de jogo? – ele finalmente respondeu.

– Você escolhe, desde que um de nós ainda tenha roupas no final. – ela falou com certo divertimento e alguns homens ao redor da mesa riram. – Que tal essa coisa aí? – ela perguntou indicando a mesa com a cabeça.

– Sinuca? – ele zombou. – Como se você soubesse algo sobre esse jogo.

– Sei uma coisa ou duas. – ela deu ombros com simplicidade. – Mas se eu ganhar... – ela disse pensativa, observando-o. – Até lá eu decido.

– Já está impondo condições? – ele riu. – E se eu ganhar? – ele perguntou com um “o que claramente vai acontecer” implícito em seu olhar.

Se você ganhar? – ela riu com certo sarcasmo, aproximando-se perigosamente dele. – Até lá, você decide. – ela sussurrou em seu ouvido tomando o taco de suas mãos e sorrindo bem humorada. – Vamos começar?

*

Ao chegar na porta do bar, ele já pôde ouvir a agitação vinda da parte de dentro, assim como uma risada que ele reconheceria em qualquer lugar. Estava certo quando pensou que a irmã estava lá. Entrou ignorando os olhares que dirigiam a ele e foi diretamente até a loira que estava cercada de homens na mesa de sinuca. Ele não gostara nem um pouco de vê-la assim, já que apesar de terem quase vinte anos de idade, ele ainda não conseguia se acostumar a ver sua irmã mais nova cercada de marmanjos com segundas intenções.

– Crianças não deviam jogar sinuca. – ele disse levantando-a por debaixo dos braços e afastando-a da mesa. Tudo para ficar entre ela e os outros homens ali presentes.

– Porra, Dietrich. Vai encher o saco de uma garota qualquer e me esquece. – ela disse irritada. Ele tinha o péssimo costume de chegar nas horas mais inadequadas possíveis.

– Segundo os ditados populares, você devia ter um pavio mais longo sabia? – ele sorriu. Irrita-la era um passatempo divertido.

– Com licença, — um dos homens perto da mesa, provavelmente a vítima da noite, falou irritado. – estamos tentando jogar. – Dietrich fez uma pausa, olhou para o homem, para a mesa, e depois para a irmã.

– Florzinha, quando vai parar de brincar com ele? – ele perguntou para ela, simplesmente ignorando-o.

– Um: Eu tenho nome, você sabe qual é muito bem. Dois: Me chama de florzinha de novo e eu enfio esse taco no meio da sua bunda e esfrego esse seu rostinho lindo nos trilhos magnéticos mais próximos. – ela disse debruçando-se sobre a mesa, dando uma tacada absolutamente perfeita que encaçapou impossíveis três bolas ao mesmo tempo. – Onde estávamos mesmo, Charles? – ela perguntou ao homem. – Ah, lembrei! – com uma pausa dramática concluiu – Na parte em que você perde.

Notas finais
Bem, ficou meio muito bosta na minha opinião, mas espero que tenham gostado. Eu vou responder os comentários mais tarde, no momento estou meio atolada de coisas para fazer x.x Perguntas? Muitas coisas vão fluir de maneira diferente, como eu disse, mas não se preocupem, pretendo fazer uma mudança para melhor :3